Undertale do Humor 2 - Monstros Na Superfície
5 Enchendo A Superfície De Rap

AUTORA: PARTIU FAZER BATALHA DE RAP!
TODO MUNDO: EEEEEEEEEE!
TORIEL: (passando a mão pelo focinho, exasperada) ah não, Bia. Tenha dó.
AUTORA: eu não. Quem tem dó é piano, sogrinha (bate palmas) vamos, pessoal! Quero ver essa superfície agitar!
SANS: (rindo) heh. Vamos lá, Bia. Não seja tão superficial.
AUTORA: AHHHHHHHHHH, SANS. AGORA NÃO!
DEZ MINUTOS E UM FORNINHO CAÍDO DEPOIS…
METTATON: (já no palco montado do lado de fora da casa, com vários monstros e humanos na plateia) senhoras e senhores, humanos e monstros de todas as idades! A família Dreemurr orgulhosamente apresenta nossa primeira batalha de rap da superfície! (aplaude junto com os presentes) iniciando nossos duelos, nossas primeiras oponentes… (exclama) Biriel e Ruby!
TODO MUNDO: (aplausos)
Biriel e Ruby sobem ao palco, já com seus microfones. Bia, Asriel, Sans e Muffet batem palmas animadamente.
RUBY: (começando a cantar)
Olha só quem eu vejo… a herdeira rejeitada
Levou surra da irmã e agora se faz de coitada
Quem te dera ser a Ruby para poder arrasar
Fazer coisas pro papai e a mamãe se orgulhar
Sou filha daquela que te tira grana assim
Sou filha daquele que te dá um tempo ruim
Com meus Blasters te incinero, te ponho no seu lugar
Sou melhor, é a vida, não precisa se culpar
TODO MUNDO: OHHHHHHHHHHHHH!
ASRIA: (berrando feito a chabina que é) ACABA COM ELA, MANINHA!
BIRIEL: (estralando o pescoço, bufando e começando a cantar)
Engraçado tu dizer que eu sou menosprezada
Não fui eu que fui dançar e fiquei dependurada
Olha só, pelo menos tenho o meu sangue real
Enquanto tuas trapalhadas fazem a gente passar mal
Vem na minha, te ensino como ser surpreendente
Sambo mais do que aquela guria do Divergente
Não venha tretar comigo, não é isso que anseio
Mas se me irritar eu juro… irei te partir ao meio!
TODO MUNDO: (aplausos enlouquecidos)
Ruby desce do palco enfezada, mas revira os seis olhos, rindo, assim que Biriel a abraça pelos ombros.
BIRIEL: sabe que é zoeira… mandou bem, amiga! (bate em uma mas mãos de Ruby)
METTATON: parabéns, meninas! (pigarreia roboticamente) ei, tira as mãos da minha bota! (ralha com um monstrinho que agarrou seu salto, rindo) se tu quebrar esse salto de tinta mil ouros, seus pais vão ter que hipotecar a casa pra pagar! (funga) enfim… vamos para nosso próximo duelo… (segura o riso) Smyle versus Calibri!
ALPHYS: É O QUE?
ASRIEL: (achando graça) isso não vai ser um duelo… vai ser uma cópula verbal.
GASTER: estou até com medo de perguntar o que é “cópula”.
AUTORA: (olhos saltados) não pesquisa no Google. Fica a dica. É SERIO.
Smyle e Calibri sobem ao palco, sob os risinhos de fofura de toda a plateia, parecendo constrangidos.
CALIBRI: (começando a cantar, sem conseguir esconder o tom deslumbrado)
Se é pra te denegrir, então vou me esforçar
Mas é impossível algum defeito em você achar
O que me irritaria em uma deusa escultural
Uma guerreira tão brilhante com um charme imortal?
Eu devia ver em tu algum motivo pra odiar
Mas não tem jeito, nem tenho coragem de te criticar
Mas pra não dizer nada, pra não ficar a sua mercê
Eu lhe digo que odeio o tanto que eu amo você
TODO MUNDO: AHHHHH!
SMYLE: (toda derretida, cantando de volta)
Já me disseram que você é apenas um robô qualquer
Programado para ser apenas o que alguém quiser
Mas eu sei qual a verdade. Não puderam me enganar
Sua alma é a mais linda que eu pude admirar
Você tem mais coração que muita gente por aí
Me apaixonei logo na primeira vez que eu te vi
È duro pra mim dizer, pois tenho que confessar
Eu também detesto o quanto você faz eu te amar
TODO MUNDO: (aplausos e berros)
Calibri, sem conseguir se segurar, puxa Smyle para um beijo na boca, que a salamandra retribui com um tremendo entusiasmo.
UNDYNE: (com a mão na testa, rindo) esses dois não sabem nada de batalha de rap.
TORIEL: ah… mas foi fofo, Undyne.
Assim que Calibri – com Smyle no colo – desce do palco, sob vários aplausos, Mettaton prossegue, ainda comovido com a declaração do filho.
METTATON: (limpando uma lágrima imaginária) que lindo… (suspira) bem, vamos concluir nossas batalhas de rap com o último duelo… (faz uma pirueta) Lilith e Sky!
Todos aplaudem, enquanto Lilith e Sky tomam seus lugares no palco.
SKY: (pegando o microfone em uma das seis mãos e começando a cantar)
Fala aí, amiguinha, filhotinha de capeta
Espanta a galera toda só de fazer uma careta
Acha que esses olhos rosas podem enganar alguém?
Tu é doida feito a mãe, não dá mole pra ninguém
Fazem pedido para Nossa Senhora de Aparecida
Pra proteger a gente quando tu for genocida
Mas não precisam temer, estarei aqui pra te parar
E tu estará perdida, ao ver os meus olhos brilhar
TODO MUNDO: HUUUUUUUUMMM…
CHARA: (berrando) METE A FACA NO RABO DELE, FILHA!
LILITH: (erguendo uma sobrancelha e começando a cantar)
Realmente, tu tá certo. Sou igual a mamãe sim
Ao contrário do que pensa, não é uma coisa tão ruim
Ser uma psicopata realmente vai ajudar
Quando um chute na tua bunda eu resolver lhe dar
Não me deram o nome de uma demônia à toa
Todos congelam de medo quando minha voz ressoa
Quer uma dica? Caia fora. Sai da minha frente e some
Não pode vencer aquela que vem quando lhe chamam o nome
TODO MUNDO: (gritos e palmas)
Sky sai pisando duro – pelo menos antes de Lilith se jogar nas costas dele, bagunçando-lhe o cabelo, e deixando uma Biriel fula da vida.
METTATON: (fazendo uma vênia) muito bom! E com isso, terminamos nossa primeira batalha de rap da superfície! Obrigado pela presença de todos!
Assim que a maioria dos humanos e monstros vão embora para suas casas, todos voltam a se reunir, animados.
BIRIEL: (fazendo uma festinha ao redor de Smyle) foi demais!
SMYLE: (sem graça, mas sorrindo) eu mal consegui xingar o Calibri.
SANS: (segurando o riso) e ele também não (vira-se para Calibri, já com a pantufa pro lado) acho que você precisa dar uma…. recalibrada.
CALIBRI: AHHHHHHH, TIO SANS!
Todos riem, enquanto um Calibri muito bravo vai atrás do tio, ao som de Death By Glamour. Sorrindo, Alphys gesticula para a tela, fechando o capítulo, apagando a tela e fazendo tudo sumir em meio a vários Mettatons em miniatura.
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