Undertale do Humor 2 - Monstros Na Superfície
20 A Viagem Para o Templo
AUTORA: (ajeitando o cinto do bebê conforto dourado de Lanny, afixado em uma das poltronas do vértice) nunca lembro onde enfia esse troço… (vê o resto do povo se acomodando para a viagem em direção ao Templo de Scalying) senpai, ajuda aqui!
ASRIEL: (rindo, enquanto Lanny arrulha alegremente dentro do bebê conforto) assim, Bia (aprende o cinto no colo da bebê)
AUTORA: (sem graça) ah… entendi.
Humorados, ambos assistem Asria guinchar quando Monster Teen esbarra de leve nela, vendo a futura herdeira ficar violentamente corada.
MONSTER TEEN: obrigado por me convidarem pra visitar o Templo, senhor e senhora Dreemurr! Estava doido pra sair um pouco da superfície (cochicha para Asriel, que ri) e, quem sabe, voltar com uma namorada, de repente…
LILITH: (erguendo as sobrancelhas) ué… mas cê não era gay, Monster Teen?
Monster Teen faz cara de quem quer enfiar a mão na cara de Lilith – se ao menos tivesse uma para fazer isso.
UNDYNE: CALEM A BOCA QUE EU QUERO DORMIR, POHA!
Todos sufocam o riso, enquanto o vértice começa a entrar em movimento, deixando a plataforma do universo da superfície, rumo ao universo do Templo.
BIRIEL: (dependurada na cadeirinha da irmã caçula) quem é a ovelhinha mais fofa da maninha? Quem é?
ALPHYS: (sorrindo) alguém está apaixonada pela irmãzinha…
SMYLE: (suspirando de fofura) e tem como resistir, mamãe? (ronrona) não há determinação que salve a gente disso…
Smyle afaga a cabecinha da ovelhinha, que ri gostosamente.
SKY: (cantando no fundão do vértice com Ruby e Calibri, com um instrumental de funk no último volume)
Eu preciso te ter
Meu fechamento é você, mozão
Eu não preciso mais beber
E nem cheirar Nescau
Só tua presença já é fenomenal
O seu sorriso é fenomenal
Você dançando, então… fenomenal
Que vontade de te ter, garota
Eu gosto de você, fazer o quê?
Minha alma te ama
ASGORE: NÃO! QUALQUER COISA, MENOS ISSO!
Os adolescentes se entreolham maliciosamente, e então recomeçam.
ADOLESCENTES: (voltando a cantar)
Esse monstrinho é terrorista
Só detona a pista
Olha o que ela faz em um instante com minha vida
Esse monstrinho é terrorista
Só detona a pista
Olha o que ela faz em um instante com minha vida
É muito explosivo, não fica parado não
É muito explosivo, não chega tão perto não
Olha a explosão
Quando ele bate, cabum, explosão
Quando ele mexe, cabum, explosão
Quando ele sarra tua cara no chão
Sanguessuga de determinação…
ASGORE: (facepalm) deixa pra lá…
TODO MUNDO: (risos)
AUTORA: (pulando na sua poltrona) ahhhh! Chuta a cara dele, Undyne!
UNDYNE: (levantando a máscara de dormir estampada com dois enormes olhos de anime) chamou?
AUTORA: (guinchando) foi mal. Tô assistindo a dublagem de GZTale.
PAPYRUS: (achando graça) único universo desse mundo onde todo mundo me odeia.
SANS: (sorrindo) é. Tipo a personagem da Emma Watson naquele filme do Regressão. Primeiro papel dela onde ela consegue ser mais maldosa que a Chara.
CHARA: (dando com o Cinquenta Tons de Liberdade que estava lendo no chão) POHA! TÔ QUIETA AQUI, SACO DE OSSO! Me deixa!
FRISK: calma, amor.
ASRIEL: mas que Chara de brava, maninha.
SANS: (emocionado, abraçando Asriel, enquanto Chara espuma) ADORO ESSE CABRITO!
AUTORA: (conjura um borrifador do nada, e espirra água na cara de Sans, que sai rolando de volta pra sua poltrona) sai do meu marido, seu anencéfalo! (vira o borrifador para Sky, que já estava começando um refrão de Perereca Suicida) PODE. PARAR. BEM. AÍ.
SKY: pode nem mais cantar nessa droga (cruza os braços e se joga no encosto, emburrado)
Mais um tempo de viagem se discorre, até que Toriel ergue a cabeça no seu encosto, virando-se para sua nora.
TORIEL: acha que foi uma boa ideia largar a superfície só com o pessoal da Guarda Real?
AUTORA: (devorando um pacotinho de Trakinas de morango) claro, Tori. Não esquenta. Aquela cachorrada sabe muito bem tomar conta de uma superfície cheia de humanos ingênuos… (cochicha) eu acho.
TORIEL: (estreitando os olhos) ouvi isso.
AUTORA: merda.
RUBY: nois foca, mas não sufoca (leva um chocalho na cabeça) ué. Quem foi?
LANNY: (esperneando no seu bebê conforto) pala dizu!
AUTORA: (babando em cima da filha mais nova) awn… a princesinha da mamãe sabe que funk não presta! Que linda!
CALIBRI: nhé. Falou a mulher que estava cantando o Funk do Gás há menos de cinco horas atrás.
AUTORA: mas o Funk do Gás não conta. Ele é da hora. E o passinho do romano cai nele feito uma luva, embora eu prefira o do faraó (olha Monster Teen, que aprece se corroer de agonia ao seu lado) tudo bem, rapaz?
Surpreendendo geral, Monster Teen se levanta, vai até Asria e respira fundo, parecendo decidido.
MONSTER TEEN: aposto um beijo que você não quer namorar comigo.
Todo mundo arregala os olhos, chocado. Mas ninguém parece mais surpreso do que Asria, que fica numa dúvida mortal, sentindo a mente bugar. Um fundo de fim de capítulo da Avenida Brasil aparece atrás da princesa, enquanto Calibri e Smyle cantarolam uma marchinha de “oi, oi, oi” ao fundo.
GASTER: e agora, Brasil?
AUTORA: E AGORA, JOSÉ?
Até Undyne volta a levantar sua máscara, interessada.
ASRIA: eu… eu…
Do nada, o alto-falante do vértice chia, anunciando a aproximação do universo do Templo de Scalying para os viajantes.
MONSTER TEEN: você…?
ASRIA: (guinchando num tom agudo) EU TENHO QUE PEGAR MINHA BAGAGEM! (sai correndo por bagageiro, corada, sumindo no fundo do vértice)
ASRIEL: (penalizado, olhando a cara de jacu do jovem monstro) hum… acho que não foi dessa vez, garanhão.
AUTORA: (revirando os olhos) também… pudera, senpai. “Aposto um beijo que você não quer namorar comigo”. Sério? Minha avó fazia cantadas melhores…
MONSTER TEEN: bosta…
O vértice vai diminuindo de velocidade, até estacionar na plataforma do universo do Templo. Animados, todos desembarcam assim que o vértice para, erguendo os olhares admirados para um amplo jardim, que cerca todo o complexo do magnífico templo. Pronta para recebê-los, uma jovem garota, vestida com um belíssimo quimono estrelado, sorri para os visitantes.
MICHELLE: sejam bem vindos ao templo de Scalying, pessoal!
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