Undertale - True Reset

4 Perguntas e Promessas


Notas iniciais
Olás Pessoas Esse é um capítulo do ponto de vista da Toriel

Já era quase final de tarde quando Frisk chegou radiante em casa, ela me cumprimentou com um abraço apertado e um sorriso feliz, o que encheu meu coração de alegria, eu mal lembrava como era ver a felicidade de um filho. Ela se sentou no puff em frente à minha poltrona e pegou seu bloquinho e começou a escrever.

“Mãe, como eu faço pra sair das ruínas?”

Meu coração gelou ao ler aquelas palavras.

— Minha pequena, não tem uma saída das ruínas.

“Então como faço para chegar naquela cidade que vi no horizonte?”

Um arrepio passou por toda a minha espinha, só de ser lembrada da capital, lembrei do que Asgore e os outros habitantes da capital poderiam fazer com ela, ainda mais se ela mostrasse possuir uma alma forte.

— Minha querida, tudo terá o seu tempo certo, quando chegar a hora contarei tudo o que sei sobre o subterrâneo.

Ela parece não ter aceitado muito bem minha resposta, mas não questionou mais, me deu um beijo na testa e foi para o seu quarto, tomar banho para dormir. Quando vi que ela já tinha adormecido, desci as escadarias que davam para um porão, onde tinha uma passagem secreta que levava a um longo corredor, terminando em uma grande porta, trancada com muitas correntes.

Cheguei na porta dei leves batidas e disse:

— Toc toc...

Pouco tempo depois veio a resposta e a voz familiar:

— Quem é?

— Repete

— Repete Quem?

— Quem quem quem quem quem

Ambos caímos na risada, apesar da piada ser realmente ruim, mas ele acabou com minha solidão por tantos anos, apesar de nunca ter visto seu rosto, afinal, não poderia dizer que eu tinha as chaves das portas das ruínas.

— Um humano chegou aqui. — Eu desabafei. — Tem 2 anos que ela está aqui, mas acho que as ruínas já estão ficando pequenas para ela. Eu poderia te pedir um favor?

— Qual favor?

— Uma promessa.

— Eu odeio fazer promessas, me sentirei mal se eu acabar não podendo cumprir... — a voz dele foi ficando fraca.

— Eu te imploro, você é meu único amigo aí fora.

— Okay. — Ele suspirou. — Qual a promessa?

— Se um dia ela sair por essa porta, poderia tomar conta dela por mim? Não deixe que ela caia nas mãos de quem possa machucá-la.

Ele suspirou, ficou em silêncio por um tempo, eu já estava quase pensando em desistir, quando veio a resposta:

— Okay, eu prometo, mas se a criança se meter em confusão e causar a própria morte, ou não for digna da minha proteção, eu não poderei cumprir.

— Com isso você não terá problemas, ela se tornou amiga de todos aqui nas ruínas, até ganha donuts de graça das aranhas, e olha que elas não deixam de cobrar ninguém.

Ambos riram.

— Se é assim, acho que ficarei mais tranquilo em manter minha promessa. Bem, está ficando tarde, não posso ficar te prendendo a noite toda com piadas ruins.

— Suas piadas não são ruins, eu gosto. Elas me divertem.

Ele soltou uma risada tímida, nos despedimos e eu voltei para a minha poltrona.

Frisk ficou quase um mês me fazendo a mesma pergunta, “como sair das ruínas”.

Notas finais
Sim, eu sei o capítulo ficou curtinho, mas foi por um bom motivo, o próximo tbm será curtinho e sairá hoje. O próximo já volta para o ponto de vista do Frisk. Quero comentários. Tia Ly ama vcs