Undertale - True Reset
25 Lembranças Parte 7 – Do pó ao pó.
Notas iniciais
Chara seguiu repetindo o padrão em Waterfall, matando tudo e todos que encontrava, quando eu não aguantava mais, eu tentava me fechar, para evitar ver a carnificina, mas ela me obrigava a ver tudo, ela queria que eu visse o quão impotente eu me tornara.
Muitos monstros tentavam fugir ao ver Chara se aproximando, mas ela os caçou e os matou por mais que eles implorassem por misericórdia, ver os apelos deles em vão, doía na minha alma manchada por todo o LV que Chara conseguiu.
Fomos perseguidas por Undyne e suas lanças, Chara mostrou uma desenvoltura muito boa para escapar das lanças, ela era mais alerta do que eu. Corremos até nos jogarmos em um grande arbusto, onde despistamos ela. Quando saímos de lá veio o pequeno monstrinho, amarelo, sem braços, Chara apenas o ignorou, ele não representava ameaça, ela o mataria eventualmente a qualquer momento.
Continuamos andando onde achamos uma estátua que estava embaixo de uma goteira, Chara depois de ficar uns momentos olhando para a estátua, foi um pouco mais a frente e pegou um guarda-chuva e colocou nas mãos da estátua, que começou a tocar uma música. Ela ficou escutando a música por uns minutos, o que eu achei muito estranho, realmente estranho, mas seguimos em frente.
Fomos parar novamente em um lugar com mais lanças de Undyne, com ela nos perseguindo, Chara como sempre estava muito alerta e sabia desviar bem dos ataques de Undyne.
“Vir me atacar de frente que é bom, isso não sabe fazer... covarde”
Depois de ficarmos encurraladas, fomos jogadas da ponte. Algo muito curioso aconteceu, acho que Chara desmaiou, pois consegui acessar uma das memóias dela.
Eu me via olhando a mesma estátua de agora a pouco, mas eu não era eu, eu era Chara, e senti que tinha alguém segurando a minha mão, e eu escutava uma voz, masculina, suave, de criança.
— Chara, olhe, a música está saindo da estátua, não é legal?
Quando fui olhar para quem estava segurando a minha mão, eu fui chutada das memórias da Chara.
“Não se atreva a fazer isso nunca de novo! Me entendeu?”
“Eu não sei como eu fui parar nas suas memórias.”
“Sua tola intrometida, eu posso te fazer sentir muito mais dor do que já fiz, então não me provoque.”
“Como se você já não estivesse fazendo da minha vida um inferno.”
“Acredite, pode piorar e muito!”
Eu me calei, seguimos andando pelo o que parecia ser um depósito de lixo, andamos até que achamos uma espécie de dummie, que de início estava todo furioso, sem falar coisa com coisa, mas no fim, ele ficou dócil, Chara estava meio de saco cheio e o matou com um só golpe.
Achamos o corredor, que um dia eu me declarei para Sans, e para a minha surpresa as Flores eco, continuavam ecoando aquele momento, mesmo sendo de outra timeline, imaginei que se as flores se lembravam, que Sans poderia se lembrar também, uma pontinha de esperança ascendeu em mim, se ele lembrasse de tudo o que passamos juntos, ele poderia vir me salvar, mas logo em seguida comecei a pensar que isso não era um boa ideia, imaginei a dor que ele devia estar sentindo, sabendo que a pessoa que ele amou em outra timeline, agora estava matando a todos, agora tinha matado seu irmão. Passamos silenciosamente pelas flores enquanto eu chorava com as lembranças.
Fale pequena
Eu queria te falar uma coisa
Nossa! Eu nunca tinha escutado a sua voz.
Ela é estranha?
Não! De maneira nenhuma, ela é bonita.
Não fala assim, eu fico envergonhada... Eu acho que superei o trauma, e por isso voltei a falar...
Isso é uma boa coisa, mas diga, o que você queria?
Eu queria dizer isso sob as estrelas da superfície, mas não sei quanto tempo isso vai levar... Então quero dizer sob essas estrelas encravadas nessas pedras...
O que você quer dizer?
Eu acho que te amo...
C-Como assim? Me ama?
Sim! Eu te amo, esse ano que passamos nos conhecendo, me fez sentir algo muito especial. Eu só queria dizer isso... Você tem me dado motivos pra continuar essa jornada.
Eu achava que era o único que tinha desenvolvido sentimentos nesse ano... Eu nunca disse nada, pois pensei que você só me via como uma grande amigo, só mais um dos maravilhosos amigos que você tem feito por aqui.
Você nunca foi só mais um... você é o mais importante...
Er... eu também te amo minha pequena.
Andamos mais um pouco e tinha uma flor que não falava nada, eu chorei e implorei para Chara me deixar falar uma mensagem.
“Chara... por favor, só me deixe falar uma mensagem... se essas flores resistem as timelines, talvez um dia o Sans escute e me perdoe.”
“Sua idiota... você gosta de se torturar..., okay, vá em frente, foi deixar você controlar nossa voz, mas só isso, não tente nada estúpido, ou você vai se arrepender.”
“Prometo que não tentarei nada estúpido.”
Chara me deixou controlar as voz, ela se abaixou, diante da flor e eu falei, chorando.
—Me perdoe... Eu fui egoísta... E agora eu perdi tudo...
Chara retomou o controle rapidamente, antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa. Ela seguiu andando pelo beco, enquanto ria com sua voz distor
Saindo do beco tinha uma outra flor que disse com uma voz distorcida:
—E AGORA EU VOU DESTRUIR TUDO!
Chegamos ao final de Waterfall e escutamos passos tímidos atrás de nós, quando nós viramos era o pequeno monstrinho, tremendo de medo, mas ele parecia determinado em falar com Chara.
“Só me faltava essa.”
Escutei ele tomando fôlego, e finalmente falou:
— Ei! Undyne me disse para ficar longe de você.
“Sim... você deveria...”
— Ela disse que você... que você machucou muita gente...
“Por favor... vá embora...”
— Mas, isso não deve ser verdade né?
“Chara... não o machuque... ele é uma criança.”
“Se ele não se colocar no meu caminho, talvez eu o ignore.”
— Por que você não me responde? Por que está com essa cara estranha?
“Chara por favor... não...”
“Ele tá me dando nos nervos...”
— Melhor vo-você parar aí mesmo... porque eu... eu... não vou deixar você machucar... mais ninguém...
Eu percebia que ele estava com medo, eu sabia a cara doentia que Chara estava fazendo.
— Se você quer machucar mais alguém, você... você... vai ter que passar por mim primeiro.
“Chara... não... por favor eu te imploro!”
“Não posso... ele está n o m e u c a m i n h o.”
Chara o cortou com alegria, eu não queria ver isso, mas algo entrou na frente do golpe. Eu segurei um grito quando vi que na verdade Undyne tomou o golpe no lugar do alvo.
O monstrinho se assustou olhando para Undyne.
— Undyne... você se machucou?
— Nah... isso não é nada! Da próxima vez quando eu mandar fazer alguma coisa, não me desobedeça!
— Undyne... eu...
— Va embora! Eu vou cuidar disso aqui.
E assim o monstrinho fugiu correndo, eu fiquei feliz por ele estar a salvo, mas eu sabia que Undyne viraria cinzas a qualquer momento, eu vi que o golpe foi certeiro e mortal.
Seu corpo começou a tremeluzir, era diferente de quando os monstros morriam, de certa forma ela estava tentando resistir.
— Não é nada.... de alguma forma, com apenas um golpe... merda... Papyrus... Alphys... Asgore... Eu falhei com vocês...
“Oh que ceninha bonitinha... morra de uma vez!”
“Chara... não aja como uma idiota!”
Seu corpo tremeluziu mais e realmente parecia que ela se tornaria cinzas, mas ao contrário do que pensamos que iria acontecer, houve uma luz brilhante que nos cegou por um momento, quando abrimos os olhos, Undyne estava lá, nos olhando com um olhar mais determinado, intimidador e poderoso do que antes. Podíamos sentir sua determinação.
“Finalmente... uma luta de verdade!”
E a luta começou, e pela primeira vez, Chara morreu. Chara morreu várias vezes, isso a irritava, mas também a estimulava, pois ela sabia que podia usar a determinação da minha alma para voltar. Mesmo sendo um inimigo poderoso, infelizmente Undyne não tinha poder o suficiente para parar Chara, depois de muitas mortes, depois de aprender todos os seus padrões, Chara conseguiu desferir o golpe final, desta vez, transformando Undyne em cinzas.
As últimas palavras de Undyne me deram algumas esperanças, Alphys estava observando a luta e ela iria evacuar o subterrâneo caso Undyne não fosse capaz de nos parar. Sua esperança de que houvesse alguém que nos parassem, quebrava meu coração.
Seguimos por Hotland, em direção ao Núcleo. Mettaton apareceu e logo sumiu, alegando que o mundo precisava de mais estrelas e menos corpos. Não vi nenhum sinal de Alphys, e fiquei aliviada com isso, Hotland estava realmente mais vazia, mas mesmo assim, Chara achou muitos monstros tentando se esconder, ela continuou caçando e matando todos os o que encontrava.
Ela ficava mais forte a cada morte, e eu lutava para não ficar cada vez mais fraca, eu sentia o seu ódio crescente, junto com a minha dor. Eu nunca senti tanta raiva, era até difícil distinguir o que era meu, o que era dela.
Chara logo transformou Hotland em um lugar deserto. Quando finalmente encontramos o Mettaton, ele também havia mudado. Sua forma parecia mais poderosa, mais forte, mas não foi o suficiente. Chara acabou com ele com um único golpe, fazendo sua alma se quebrar, enquanto seu corpo robótico se dividia em milhares de pedaços de sucata.
Chara passou por cima dele, chutando alguns pedaços, aquilo doía em mim, uma dor tão grande, que eu ansiava por alguém que pudesse me matar, matar a ela, acabar com todo esse sofrimento, eu tinha entendido a minha lição, eu tinha entendido que eu não merecia um final feliz, eu só queria que acabasse.
Finalmente chegamos na frente da casa de Asgore, casa esta que Chara reconheceu como sua casa, onde um dia foi seu lar. Quando íamos entrando, demos de cara com Asgore, saindo às pressas, falando algo sobre nunca ter visto uma flor ficar tão desesperada.
— Chara? Não... claro que não... Chara está morta... Minha criança... como você conseguiu chegar aqui?
— Olá papai... não me reconhece? Eu voltei...
A voz distorcida de Chara deixava claro para mim quais as suas intenções.
Antes que eu ou Asgore pudéssemos perceber, Chara avançou e o atingiu com um só golpe, ele nos olhou com olhos tristes, decepcionado talvez.
— Cha... Chara... me perdoe se te fiz algo...
E assim ele se desfez em cinzas.
Eu quase não suportava mais a dor, mas Chara parecia ficar cada vez mais insensível. Chara continuou seguindo em frente, entrou na casa de Asgore e foi direto para um dos quartos, que tinha 2 camas, ela andou um pouco pelo quarto, como se estivesse lembrando de algo. Ela abriu as caixas que estavam próximas a uma das camas, encontrando em uma delas um medalhão em formato de coração dourado, onde notei haver uma gravação na parte de trás, escrito: Melhores amigos para sempre. Ela colocou de volta no pescoço, enquanto pensava:
“De volta a onde pertence.”
Na outra caixa havia uma faca, muito mais brilhante e afiada, que parecia se encaixar muito melhor em nossa mão.
“Bem a tempo.”
E ela seguiu em frente, quando chegamos na sala, demos de cara com Flowey, ele parecia com um misto de felicidade e medo em nos ver naquele lugar.
— Olá... vejo que conseguiu... conseguiu voltar para casa... Lembra de tudo o que passamos aqui?
Mas que diabos ele estava falando? Flowey já conhecia Chara?
— Hoje vai ser tão divertido!
— Não por sua causa, traidor!
— Eu lembro da primeira vez que acordei nesse jardim, eu fiquei tão assustado, eu não podia sentir minhas mãos, ou meus pés, meu corpo foi transformado em uma flor. Eu chamei por ajuda, chamei pela mamãe, pelo papai, mas ninguém veio. O rei acabou me encontrando, enquanto eu chorava no jardim. Eu expliquei o que aconteceu a ele, ele me abraçou, Chara, ele estava chorando, dizendo que tudo ia ficar bem. Ele estava tão emocionado, mas por algum motivo, eu não sentia nada. Logo eu descobri que eu não sentia nada, sobre nada, nem sobre ninguém, minha compaixão desapareceu, e não foi por falta de tentativas. Eu gastei semanas com aquele rei idiota, tentando sentir algo, mas cheguei no meu limite, e fugi.
Mesmo eu não gostando de Flowey, eu senti compaixão por seu sofrimento, deve ser difícil tentar sentir e não conseguir, tentar ser bom, mas isso não fazer parte de você. Chara sorria de forma doentia enquanto Flowey nos acompanhava e desabafava, enquanto tudo o que eu queria fazer era acolhê-lo e dizer que tudo ia ficar bem.
— Depois de tanto fugir eu acabei chegando nas Ruínas, onde eu a encontrei Chara... Pensei, que ela conseguiria fazer com que eu me sentisse inteiro novamente, ela não conseguiu. Aqueles dois eram inúteis. Eu só queria amar alguém, me importar com alguém, Chara, você pode até não acreditar, mas eu decidi que não valia a pena viver mais, não em um mundo sem amor. Não em um mundo sem você.
— Então por que você me traiu?
— Eu não consegui Chara... Mas eu decidi seguir seus passos... Apagar a minha existência da face da terra. E sabe? Eu consegui, bem, quase. Quando me vi encarando a morte, algo primitivo acordou em mim, a vontade de me prender a vida, a vontade de me manter vivo, eu não queria morrer. E então eu acordei, como se tudo fosse somente um sonho. Eu estava de volta ao jardim, de volta ao meu save point. Por curiosidade eu comecei a fazer testes, me levei a morte muitas vezes, e sempre conseguia voltar, ao mesmo ponto, como se nada tivesse acontecido. Incrível, não acha Chara?
Chara nada disse, só continuava seguindo seu caminho, mas eu sabia que ela estava atenta ao que ele dizia, eu também estava, conhecer esse lado de Flowey, me fazia ter uma ideia diferente dele, pena que eu não podia mais salvá-lo, eu não poderia salvar nem a mim mesma.
— No começo eu usei os meus poderes para o bem, ajudando todos conforme eu podia, eu me tornei amigo de todos, resolvia todos os seus problemas, eu adorava estar rodeado de amigos, mas isso só durou um tempo, logo, eu comecei a ficar entediado, as pessoas eram muito previsíveis. E tudo começou por causa da minha curiosidade, curiosidade sobre o que aconteceria se eu os matasse. — Nesse momento, senti o sorriso de Chara aumentar, ela estava começando a gostar do que estava ouvindo. — Eu me enganava dizendo que eu não gostava disso, de que só estava fazendo testes, mas você mais do que ninguém como é libertador agir dessa maneira, bem, ninguém lembrava do que tinha acontecido, pelo menos eu pensei assim, mas então, ele começou a agir estranho, até que eu percebi que muitos dos meus planos não davam certo. Aquele lixo sorridente sabia. E mesmo com sua interferência, fazer tudo isso foi ficando chato. Eu fiz de tudo nesse mundo, eu li todos os livros, eu queimei todos os livros; eu ganhei todos os jogos, eu perdi todos os jogos; eu salvei a todos, e eu matei a todos. Números, diálogos, eu vi todos, eu vi tudo. Mas você sempre foi diferente, nunca foi previsível. Quando te vi pela primeira vez nas ruínas, eu não te reconheci, pensei que poderia te derrotar e roubar sua alma, mas falhei, e quando tentei usar o meu save, ele não funcionou. — Pera, deixa ver se eu entendi, ele podia ter controle da timeline, até o meu aparecimento?
Chara continuava sem reações, só acompanhando, mas eu sentia sua agonia, sua raiva crescendo.
— Bem, não era você ainda, era essa humana da qual você roubou a alma, a determinação dela, era maior do que a minha, assim como a sua é. Eu segui cada passo dessa humana, ela era tão legal com todos, encontrou família, amigos, até um amor. Pelo menos assim aquele lixo me deixava em paz, então um dia a barreira simplesmente se desfez, mas eu vi que nem todos estavam felizes, fiquei sabendo que a humana se sacrificou, mas algum tempo depois, senti a timeline resetar, era você né Chara? Eu não te reconheci no começo, como eu disse, mas fui te reconhecendo aos poucos, e logo eu sabia que era você. Eu queria saber o que te fez acordar? Você me escutou te chamando?
“Tolo, ele nunca teve determinação suficiente para me despertar.”
Essa foi a primeira vez que Chara disse algo em nossa cabeça, pelo menos abertamente para que eu também escutasse.
— Isso não importa mais, Chara, eu estou tão cansado, tão cansado de tudo e de todos, cansado de ser uma flor. Só tem uma coisa que quero fazer, quero terminar o que começamos juntos, vamos libertar a todos, para que eles vejam, como a humanidade realmente é. Todos verão que nesse mundo é matar ou morrer. Nós não vamos precisar sair desta vez, o Rei já possui 6 delas, juntando com essa alma roubada, poderemos quebrar a barreira.
— Idiota! Eu não quero libertar a todos, não mais. Você me traiu! Você e todos os monstros são iguais a eles, iguais a humanidade! Todos merecem ser apagados.
Eu percebi que Flowey parou, ele parecia trêmulo. Eu senti o ódio de Chara crescer ainda mais.
— Mas você ainda é a única pessoa que me entendia.
— E eu pensei que você me entendia também! Eu te contei tudo! Te contei como a humanidade foi cruel comigo, e quando você teve a oportunidade, você me traiu!
Chara parou de andar e se virou de frente para Flowey, eu sentia as ondas de ódio que saiam dela, e pela reação de Flowey, ele podia sentir também.
— Que sensação é essa? Por que eu estou tremendo? Chara, não guarde ressentimentos pelo o que aconteceu no passado.
— Não guardar ressentimentos? Você sabia tudo o que eu tinha passado, eu abri mão da minha vida para que você pudesse colher as almas restantes e libertar os monstros, pois na época eu acreditava que os monstros mereciam mais a superfície do que os humanos, mas eu estava errada, ambas as espécies merecem queimar no inferno.
Chara começou a se aproximar de Flowey, apertando a faca em sua mão.
— O que você está fazendo? Sai fora!
Chara pegou Flowey e o que aconteceu a seguir me horrorizou. Chara começou a esfaqueá-lo, sem dar chances, ele gritava, pedindo por socorro, mas ninguém veio.
— TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR! TRAIDOR!
Quando não restava mais nada de Flowey, Chara caiu de joelhos e eu sabia que ela estava chorando.
— Eu te dei tudo Asriel... E você ao invés de dar aos humanos o que mereciam, você deu a eles misericórdia.
Eu já não entendia mais nada! Quem era Asriel?
Chara tinha um ponto fraco, e eu me agarrei a essas esperanças, eu sabia que se talvez, algo a frustrasse muito, ela perderia o controle. Pelo menos eu esperava por isso.
Conforme nos aproximávamos da sala do julgamento, eu começava a tentar me expandir, tomar conta de mais espaço em meu corpo, eu sabia que provavelmente não ganharia o controle, mas que ficaria mais fácil lutar, caso ela enfraquecesse seu controle sobre mim.
Assim que entramos no belo corredor, eu esperava em tanto que Sans tivesse ido embora junto com o pessoal que foi evacuado pela Alphys, mas eu sabia também que ele não iria deixar seu trabalho, como juiz. Eu esperava que ele estivesse aqui, que ele pudesse nos parar, mas também não queria que ele estivesse aqui, pois não suportaria ver Chara o matando.
“Sans... me perdoa... me salva...”

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