Undertale - True Reset
38 Desejo e Inconsciente
Notas iniciais
[Frisk]
Eu estava em um quarto escuro, sendo gentilmente carregada e deitada em uma superfície acolchoada, aos poucos percebi que se tratava de uma cama, eu não estava sozinha, eu senti mãos ossudas e ajeitando delicadamente enquanto se colocava em cima de mim, era Sans, o que diabos estávamos fazendo?
Eu sabia que esqueletos não possuíam lábios, mas o mais engraçado dos monstros é que eles são possuidores de magia, feitos de magia, o que permitia pelo menos no caso dos esqueletos que eles podiam fazer expressões graças a essa magia, era o que permitia que eles pudessem fechar os olhos, corar mesmo sem possuir sangue. Essa mesma magia fazia com que eles pudessem ter a sensação de lábios, não eram macios e carnudos como os de um humano, mas o suficiente para saber diferenciar um roçar de um beijo.
Foi com essa ideia que percebi seus “lábios” sobre os meus, eram firmes e macios e definitivamente estavam me beijando, essa sensação me deixou sem ar, eu me rendi a esse beijo, o contato tão íntimo enviando arrepios pelo meu corpo, parte deles provocados pela sensação da magia de Sans, que fazia contato com a minha pele, deixando um leve formigamento que só fazia com que eu me derretesse ainda mais sob seu toque. Seus braços estavam me abraçando, me apertando, com uma urgência que jamais pensei que veria da parte de Sans.
Soltei um gemido baixo quando percebi que sua boca pedia espaço na minha, senti sua língua invadindo a minha boca, era lisa, tinha um sabor doce, não doce como açúcar, mas doce de uma maneira diferente, um doce que fazia meu corpo se aquecer.
Seus dedos se enroscavam em meus cabelos, aprofundando ainda mais o beijo, eu não tinha como sair dali, e também não queria. O desejo já queimava dentro de mim, e eu sentia o desejo que vinha dele.
Suas mãos foram deixando o meu cabelo para se ater as peças de roupa que estavam em meu corpo, ele tirou rapidamente a minha blusa, encerrando nosso beijo para que a blusa pudesse sair completamente, retornando logo em seguida a invadir a minha boca com um gemido de prazer. Eu estava tão entregue que mal percebi quando as outras peças de roupas foram sumindo, me peguei tirando sua jaqueta, e em seguida sua camiseta branca, enquanto ele protestava por ter que interromper o beijo novamente para que eu o livrasse de suas peças de roupa.
Mal pude segurar o gemido que me escapava quando senti suas mãos em minha pele, seus dedos deixando rastros de arrepios causados pelo toque e pela magia que acariciava a minha pele, o desejo queimando dentro de mim, assim como eu sentia o desejo que ele emanava em minha direção. Seu toque era quente e me fazia estremecer, eu mal reparava no fato que eu estava nua, com todo o meu corpo à sua disposição.
Ele finalmente nos separou daquele beijo interminável, para me olhar, foi quando eu finalmente abri os olhos para poder encará-lo, ter certeza de que tudo aquilo era real. O que eu vi foi algo que me fez arfar, seu olho esquerdo brilhava, um azul forte, assim como ele brilhou na luta que tivemos na outra linha temporal, mas havia algo diferente com esse brilho, era um brilho aconchegante, predatório, mas de desejo, uma luz que queimava paixão.
Suas mãos chegaram em meus seios, eu estremeci e com o choque de prazer quando senti seu toque, fazendo com que meus mamilos se endurecessem assim que tiveram contato com suas mãos. Ele me olhou, eu podia ver que ele estava sorrindo, ele estava gostando das reações que conseguia arrancar de mim.
— Ah... Sweetheart...
O apelido era estranho, ele nunca havia me chamado daquela forma, mas eu gostei, sua voz baixa, carregada de desejo, faziam minha alma tremer, e a sensação era boa, era como se finalmente eu tivesse realizando o anseio da minha alma. Logo em seguida ele começou a distribuir beijos em meu pescoço, sua língua criando rastro em minha pele, deixando para trás um arrepio e a carícia feita por sua magia, que cada vez deixava o meu corpo formigando, como se a cada momento que passasse ele estivesse menos e menos controlado.
Suas mãos foram deslizando, descendo pelo meu corpo, até chegarem em meus quadris, é difícil descrever a sensação de prazer que aquela carícia ousada me proporcionava, ele ainda beijava, lambia e as vezes mordiscava meu pescoço, eu só fazia gemer diante de tanto prazer. Minhas mãos deslizavam por sua caixa torácica, ele gemia com o meu toque, reagindo muitas vezes, apertando minhas coxas ou mordiscando meu pescoço. Suas pernas se engancharam entre as minhas, abrindo espaço, para que ele se encaixasse entre as minhas pernas. Sans saiu do meu pescoço e me encarou, seu olhar era predatório, cheio de amor, luxúria, tudo o que eu desejei ver dele em toda a minha existência aqui.
— Sweetheart... você tem certeza que quer isso?
Ele estava pedindo a minha permissão para continuar? O sorriso se formou automaticamente em meu rosto, eu sabia que não importa o que acontecesse, não importava os seus desejos, ele nunca faria nada que eu não quisesse.
— Sim Sans... eu quero fazer isso com você, quero que me faça sua.
Senti suas mãos deslizarem para meus quadris, enquanto suas pernas se posicionavam de modo a abrir caminho entre as minhas, eu tremi, confesso, era um toque tão íntimo, mas que eu não queria voltar atrás. Logo em seguida, senti uma dor desconhecida, uma dor embebida em prazer, como nunca tinha sentido antes.
Eu sentia sua magia beirando o descontrole dar elves arrepios pela minha pele, esses arrepios só aumentavam a sensação de prazer, que crescia mais e mais com sua invasão e suas carírias.
Eu ofeguei quando ele segurou os meus pulsos, tomando conta da situação, o ambiente em total escuridão, onde era possível ver somente seu olho esquerdo, brilhando em um azul vivo e flamejante, onde eu podia ver e sentir todo o desejo e luxúria que ele destinava a mim naquele momento. O prazer só crescia, seus gemidos baixos faziam o pacote ficar completo.
De repente, despertei, virando meu rosto e mordendo meu travesseiro enquanto outro gemido escapava de mim.
— Sans... — Seu nome escapou como um suspiro, aos poucos fui despertando, percebi que meus movimentos estavam meio restritos, depois de uns segundos percebi que estava enrrolada do pescoço para baixo em um lençol branco. Mas havia mais algo me prendendo: foi quando eu notei que Sans estava me abraçando como se quisesse manter aquele lençol no lugar.
O que diabos eu havia aprontado???
Algo deve ter engatilhado este sonho maluco que eu tive. Tentei olhar por baixo do lençol e notei que estava apenas de roupa íntima, e pior, uma de minhas mãos estava sobre um de meus seios e a outra dentro de minha calcinha.
Será que fizemos algo?
Sans começou a se mexer na cama e eu num impulso de vergonha passei a fingir que estava dormindo. Aos poucos ele foi soltando o abraço apertado no qual eu me encontrava, e logo em seguida sentir a cama se mexer, dando sinal que ele tinha levantado. Ainda de olhos fechados, o senti fazer uma espécie de carícia em meu rosto, tirando uma das mechas de meu cabelo da frente dele.
— Espero que você não acorde com uma ressaca pirralha... — Sans disse em um suspiro.
E assim ele saiu do quarto.
— Merda, merda, merda, merda, merda... O que será que aconteceu??? Não consigo me lembrar de nada! — Passei a tentar buscar na memória os acontecimentos do dia anterior, lembrando de ter visto a tal garota claramente dando em cima de Sans, de eu sendo consumida pelo ciúme, de ter pego uma garrafa de bebida no balcão do Grillby e em seguida não lembro mais de nada...
Decidi seguir Sans. Não estava preparada para confrontá-lo, mas... Se algo realmente aconteceu, nossa relação de amizade pode estar perdida, e eu precisava descobrir. Me vesti e cheguei perto das escadas, onde pude ouvir claramente Papyrus e Sans conversando.
—SAAAAAAAANS!!! POR QUE VOCÊ SEMPRE DORME ATÉ TARDE? O CAFÉ DA MANHÃ JÁ ATÉ VIROU PEDRA DE TÃO FRIO! AÍNDA POR CIMA ESTÁ VICIANDO A FRISK, DEIXANDO-A IGUAL A VOCÊ!
— Eu não estou deixando ninguém igual a mim.
— Sans, posso falar sério com você? — O tom de Papyrus mudou, realmente tinha algo muito sério que o incomodava. — Eu quero saber o que tá rolando entre você e a humana?
— Não está rolando nada bro...
— Não tente me enganar, eu notei quando vocês sumiram da festa, depois que a festa acabou, entrei no quarto de Frisk vi você abraçando ela na cama e roupas espalhadas pelo chão...
— Papyrus... não é... — Sans tentou interromper o irmão.
— Sans... eu não quero que aconteça com a Frisk o que já vi acontecendo com outras garotas, não quero que ela tenha uma desilusão vinda de você.
— Papyrus, eu não tenho nenhuma intenção de desiludí-la. — Por um momento senti meu coração bater mais forte.
— VOCÊ ESTÁ ME DIZENDO QUE QUER ALGO SÉRIO COM ELA?
— Eu não disse isso. Eu não tenho intenção de desiludí-la, pois não temos nada um com o outro, afinal ela é como se fosse da família. Uma irmãzinha mais nova.
Aquelas palavras me atingiram como um tiro.
— MAS ENTÃO, O QUE ACONTECEU?
— Eu saí para tomar um ar e notei ela que estava um pouco bêbada, ela tinha perdido um pouco o controle da bebida, então eu a trouxe para casa, tentei convencê-la a não tirar a roupa, mas ela estava bêbada demais, então a envolvi no lençol, e ela caiu no sono quase que imediatamente.
Aquelas palavras de certa forma me enchiam de alívio, vergonha e tristeza, alívio, pois não tinha acontecido nada de estranho entre nós, nada que tivesse estimulado aquele sonho, vergonha, pela forma que ele descreveu o meu comportamento. E não posso negar que suas palavras me deixaram triste, pois sua expressão de que não me vê como além de uma irmãzinha, me faz pensar sobre meus sentimentos.
Eu deveria dizer o que sinto de uma vez? Ou seria muito egoísmo da minha parte?
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