Undertale - True Reset

17 A Armadura Negra


Notas iniciais
Olás meus amores! Ontem não deu pra postar, pois fiquei sem net e quando eu tento postar pelo celular, sempre buga o capítulo, então, preferi esperar. Pessoas lindas, novamente agradeço os lindos comentários de vocês, sério, eu amo ler e responder eles. *-* Bem, esse capítulo teve que ser dividido em 17 e 18, pois ficou muito grande, então amanhã, excepcionalmente, teremos capítulo 18. yaaaayyyy!!!! Gente!!! Ganhei uma capa de uma leitora, que ficou linda!!!! Assim que eu colocar titulo nela e talz, vou substituir essa e vocês verão essa capa linda *-*

Eu segui caverna adentro, vendo nossos reflexos na água, o meu e o de Chara, depois de passarmos por uma cachoeira, onde achei uma pequena passagem secreta, uma mini caverna, onde eu achei um tutu, que estava sujo e empoeirado, eu o guardei na minha mochila.

Seguimos para a parte mais escura da caverna, era totalmente diferente de onde Sans me levou, afinal eu nem sei o caminho que ele tomou, pois ele nos teleportou na ida e na volta.

Conforme andávamos, comecei a perceber Chara ficando inquieta.

“Rápido! Ali, se esconde lá naquele arbusto!”

“Mas por quê?”

Tentei protestar.

“Faz logo o que eu to mandando, ou você vai morrer, eu não tenho interesse que você morra.”

Decidi parar de protestar e me esconder.

Do arbusto eu vi um cavaleiro, de armadura negra, e vi algo que me chocou, Papyrus indo se encontrar com esse cavaleiro.

Me escondi ainda mais, e me passei a escutar a conversa.

— Undyne... Eu vim passar o meu relatório diário.

Não consegui escutar o que o cavaleiro disse, mas pela pouca luz que tinha, pude ver que Papyrus parecia apreensivo.

— É sobre aquele humano que te falei por telefone antes. — Novamente não consegui escutar o que o outro disse. — Hã? Se eu lutei com ele? Sim! Eu lutei corajosamente. Quê? Se eu o capturei? Bem, não... ele tem escapado das minhas mãos por quase 2 anos. Eu tentei de tudo, mas no final eu falhei. — Ele parecia triste, eu sabia que ele estava mentindo, mas eu ainda assim me sentia traída. — Mas... como? Vai pegar a alma dele sozinha? — Eu senti o meu sangue gelar, senti Chara sorrir, senti tristeza, mas entendi que era a obrigação de Papyrus, afinal, se eu tinha deixado Snowdin, não tinha mais nada que ele pudesse fazer por mim. Eu estava por minha conta.

“Viu? Somos só nós duas, uma hora você vai ter que me deixar assumir o controle, para poder te salvar.”

“Para quê? Depois você sair matando todo mundo?”

“Você ainda não percebeu que ninguém aqui se importa com você? Nem Sans, nem Papyrus, ele mal esperou você sair de Snowdin para entregar a sua cabeça para quem está te caçando. Nem a ‘mamãe’ se importa com você, se ela se importasse, não deixava uma criança sair por aí, sabendo que ela poderia ser morta...”

“CALA A BOCA CHARA!”

“Ora ora ora... consegui fazer com que se irritasse... Então você não é toda amor e carinho... Isso pode ser muito interessante.”

Passei a ignorar Chara e me concentrar em ouvir a conversa entre Papyrus e o cavaleiro da armadura negra.

— Mas Undyne... você não precisa... não precisa destruí-lo. Veja bem... — Papyrus estava tentando me defender? Uma luz de esperança se acendeu em mim, o cavaleiro falou mais algo, Chara parecia aborrecida. — Eu entendo... Te ajudarei como puder.

E Papyrus foi embora, eu me sentia estranha, culpada, pois tinha colocado Papyrus em uma situação difícil. Quando eu me preparava para sair do arbusto, houve um barulho, que chamou a atenção do cavaleiro para a minha direção.

“Não se mexa... nem um músculo...”

Chara me alertava, obedeci, pois sabia que o perigo era real.

O cavaleiro se aproximou, e conjurou uma lança azulada, feita provavelmente de magia. Ele ficava olhando na direção de onde eu estava, parecia estar muito atento a qualquer movimento, acredito que por uns momentos até parei de respirar. Depois de alguns minutos procurando algo em minha direção, ele parece ter desistido e foi embora. Nunca respirei tão aliviada.

Eu saí do arbusto e decidi salvar, só por via das dúvidas, pelo jeito Waterfall não era somente o lugar lindo que Sans me fez acreditar.

De um arbusto próximo saiu um monstrinho pequeno, bem mais baixo do que eu, de coloração amarela que vestia também um agasalho amarelo. Ele me olhou e sorriu.

— Ei! Você viu o jeito que ela estava olhando bem na sua direção? — Ela? Hum... então o cavaleiro era na verdade uma cavaleira, faz sentido, com o nome de Undyne. Eu concordei com a cabeça. — Aquilo foi IRADO! Nunca tinha visto ela conjurar as lanças dela, só tinha ouvido falar, ela de demais! O que você fez para chamar a atenção dela? — Er... não faço a menor ideia. — Vou continuar atrás dela. Tchau.

Okay, ele parecia ser legal, mas eu tinha que tomar cuidado com ele, uma vez que ele era meio fanboy da tal Undyne. Assim, ele foi embora correndo.

Chara provocou.

“Ele te entregaria em uma bandeja de prata para conhecer seu ídolo”

“Duvido, eu não fiz nada de mal para ele, e não pretendo fazer nada de mal para ninguém.”

“E quando Undyne te encontrar e tentar te matar?”

“Eu fugirei!”

“Você é uma covarde, nem sei como consegue ter tanto poder.”

Chara se calou, ela sabia que aquela conversa não levaria a lugar nenhum. Eu teria que suportá-la e eventualmente ignorá-la. Já estava me acostumando com isso.

Segui meu caminho até achar uma ponde de flores, eu pisei com cuidado, para ver se elas não afundariam, elas se mantiveram seguras, então passei por elas, logo a frente encontrei um cavalo marinho todo bombado, ele não parecia querer me atacar, mas sim, se exibir, deixei ele se exibir para mim e ele foi embora, me deixando com seu nome Aaron.

Segui para um lugar, onde havia mais pontes de flores, explorei o lugar até achar uma passagem para outro lugar, quando meu celular tocou. Olhei o número e era o Papyrus.

— Olá Humana! Aqui é o Papyrus, eu gostaria de saber o que você está vestindo.

Eu fiquei bem desconfiada desta pergunta, Chara também parece ter desconfiado.

“Ele quer saber se você trocou de roupa, para te entregar, aposto, precisaremos ser mais cautelosas, minta para ele.”

“Eu não acredito que ele faria isso, talvez o Sans esteja me procurando.”

“Como você é ingênua! Por que o Sans te procuraria? Você não passa de um erro para ele!”

Conforme Chara me provocava, eu passava a ignorá-la. Voltei a minha atenção para Papyrus.

— Você trocou de roupa depois que nos despedimos?

“Minta para ele!”

— Er... sim...

— Então, você não está mais vestindo a camiseta roxa listrada?

— Não...

— É que estou perguntando para uma amiga, ela pensou ter te visto.

“Eu disse que ele está nos entregando.”

Droga, Undyne tinha me visto de verdade naquele momento então.

— Você é minha amiga, então acredito em você. Tenha um bom dia, nos falamos mais tarde.

E ele desligou, eu cheguei a pensar em perguntar sobre o Sans, mas antes que eu decidisse perguntar ou não, ele já havia desligado.

Eu cheguei em uma parede que parecia maciça, mas assim que coloquei as mãos nela, uma passagem se abriu, continuei meu caminho.

Parei em um corredor, onde tinha inscrições nas paredes, que contavam sobre a guerra entre os Humanos e os Monstros, o que me encheu de tristeza, pois eu já fui capaz de ver, como humanos podem ser egoístas. Segui por uma parte muito escura, chegando a uma espécie de ponte.

“Ei... Tenha cuidado!”

Chara estava extremamente alerta.

“Pode deixar.”

Eu estava começando a estranhar... Chara estava protetiva demais comigo, ele não estava desagradável todo o tempo, eu até me senti grata, por ela ter me avisado algumas coisas.

“Chara? Por que está me ajudando?”

“Ora... não é óbvio? Se você ficar morrendo e morrendo, vai demorar demais para progredir, quanto mais rápido você progredir, mais você vai perceber que precisa de mim, e vai me dar o que eu quero.”

“Chara... você sabe que eu não vou te dar o controle do meu corpo... mas obrigada pela sua ajuda.”

“Eu posso ser uma pessoa bem paciente.”

Continuamos a seguir caminho pela ponte, quando vi algo brilhando.

“Se abaixa!”

Eu mal tive tempo de processar o que tinha escutado, agindo por instinto eu me abaixei, tive tempo o suficiente para ver uma lança passar por mim e se encravar logo a minha frente.

“Corre!”

Chara me alertou, obedeci novamente, eu estava sob ataque, e mal podia ver de onde estava sendo atacada.

Em seguida vi mais 3 lanças vindo em minha direção.

“Esquerda!”

Elas passaram rente a mim, uma delas cortando o meu braço, não pude segurar o grito de dor.

“Se abaixa!”

Mais lanças, essas não me atingiram. Eu corria seguindo as orientações de Chara, enquanto via as lanças virem em minha direção.

“Esquerda!”

Rolei, quase caí da ponte, uma lança passou em minhas costas, deixando um longo corte.

“Não seja tão descuidada! Vai acabar morrendo!”

“Como se você se importasse...”

“Estou te ajudando né? Então, significa que te quero viva por enquanto. Agora levanta e corre! Você não pode deixar que ela consiga mirar em você.”

Continuei correndo, sempre seguindo os comandos de Chara, cheguei a cogitar dar o controle a ela, ela parecia ser mais ágil do que eu, eu me joguei, rolei, quase caí da ponte várias, além do braço e das costas, também fui atingida no ombro e na perna, eu sangrava muito, mas não sei como ainda tinha forças para continuar correndo, depois de muito correr, eu cheguei a um lugar que tinha uma vegetação alta, e corri me escondendo por lá. Caí chorando baixinho, tamanha dor que sentia.

“Shh... shhh... Fica calma... logo isso vai passar, mas agora você precisa fazer silêncio, ela está vindo.”

Escutei os passos da armadura, pisando na vegetação, prendi a respiração e tentei ignorar a dor, olhei ao meu redor para saber se tinha algo que me denunciasse, felizmente eu não manchei a vegetação de sangue.

Aquele era o meu fim.

Notas finais
Então? O que acharam? Olha, dessa vez eu não fiz ninguém chorar... eu acho... Me digam o que acharam? Lembrando que esse capítulo e o próximo acontecem ao mesmo tempo do 16 até o Sans encontrá-la. Tia Ly ama vocês ♥