Notas iniciais

Olá, galerinha do meu coração!
Bem, como prometido, aqui está o início de nossa fic de Undertale (aeeee)
Se você não conhece o jogo, não tem problema. Explicaremos tudo durante a fic *-*
Alguns detalhes importantes:
* Postagens sairão assim que puder. Mínimo uma vez a cada quinze dias, máximo duas vezes por semana.
* Nesse universo, Chara é menina, e Frisk é menino (quem não conhece vai conhecer, calma rs)
* Haverão dois arcos (períodos de tempo), Batalha e História do Jogo.
* Essa primeira temporada abrangerá rotas pacifica e neutra. A segunda será a genocida.
Bem, sem mais delongas, aqui está o prólogo.
Boa leitura!

Asgore respirou fundo, olhando ao redor.

Lágrimas extensas desciam pelo rosto do jovem príncipe.

Asula e Desgore acompanhavam o futuro regente através do túnel, acompanhados da caravana de monstros que haviam sobrevivido à terrível batalha.

O garoto ergueu o olhar para o pai, vendo os ferimentos que o rei recebera da tropa inimiga.

A pergunta que fez pareceu perfurar-lhe a alma.

— Por que? Por que, papai?

Viu o pai fechar os olhos por um momento, ainda cobrindo a esposa e o filho com seu longo manto real, protegendo-os do frio da caverna.

— Os humanos são cruéis, Asgore – ele disse por fim, baixando a cabeça, expondo apenas os longos chifres – tudo que eles veem, tudo que eles cobiçam… eles destroem.

Asula abraçou o marido, angustiada.

Ele havia feito o possível para salvar os monstros, para derrotar os humanos… para libertar seu povo…

Mas não fora o bastante.

As baixas haviam sido terríveis. Desgore ainda podia ver seus melhores guerreiros caindo fulminados ao seu redor, subjugados pelas armas e ataques dos humanos, enquanto ele, impotente, ainda tentava salvar os mais próximos.

Era o bastante para o rei resfolegar de desespero.

Todos pararam de andar, assustados, quando ouviram o som alto do selo mágico fechando-os dentro do subterrâneo. Crianças gritaram, aterrorizadas, correndo para os braços das mães.

Pelo menos, aquelas que ainda as tinham vivas.

Gaster caminhava a poucos passos do rei, levando o filho mais velho em uma das mãos, e o caçula nos braços.

Embora o pesar ainda o devorasse, a expressão de Gaster era uma máscara.

— Papai…

Ele baixou a cabeça, encarando o pequeno revenant.

Sans era tão parecido com a mãe… aquilo pareceu destruí-lo por um momento.

— Sim, Sans?

O esqueletinho fungou, deitando a cabeça na perna do pai.

— A mamãe não vai voltar, não é?

A indagação do filho atingiu Gaster, tal como a facada que lhe rachara metade do crânio, horas atrás.

— Não – ele conseguiu dizer – não filho. Ezra não irá voltar.

Sabia a verdade. O humano que tratara de rasgar sua esposa com a longa espada... se certificara que Ezra jamais pudesse voltar.

— Mas o senhor podia tentar trazê-la de volta! — ele arfou de repente – o senhor fez osGasters Blasters! Podia fazer a mamãe voltar a viver!

Antes que o cientista real pudesse dizer alguma coisa, porém, um choro abafado desviou a atenção de ambos.

— Não, Papyrus. Não chora – Sans afagou a mantinha nos braços do pai, tentando acalmar o bebê revenant que Gaster carregava.

— Posso pegá-lo um pouco, senhor Gaster?

Pai e filho olharam para o lado, encarando a pequena monstrinha ao lado deles.

O cientista a olhou com pena, ainda percebendo que soluçava.

Achara a pobrezinha debaixo de vários destroços da casa em que ela morava. Encontrara também os corpos dos pais, carbonizados pelo incêndio que os humanos haviam começado nas aldeias.

Deveria ter deixado-a com a ama real, que estava acompanhando vários pequenos monstros, cujos pais haviam morrido na guerra.

Ela era tão pequena… magra e trêmula… admirava-se que tivesse sido a única sobrevivente, de tão frágil que aparentava ser.

Olhou para o bebê que chorava em seu colo, suspirando.

— Claro, querida.

A garotinha pegou Papyrus nos bracinhos magros, parecendo encantada.

— Ele é tão fofinho! Papyrus, né? — balançou um pouco o bebê no colo, fazendo-o rir – vamos ser melhores amigos, Papyrus!

O bebê gargalhou, passando a mãozinha esquelética nos cabelos cor de fogo da garota.

Sans pareceu perder o medo, se colocando ao lado da nova amiga, com as mãos dentro da jaquetinha de cor azul.

— Eu ainda não falei meu nome – ele se apresentou timidamente – eu sou Sans – ele sorriu, acrescentando em seguida, risonho – Sans, o esqueleto.

A monstrinha sorriu um pouco, expondo vários dentinhos afiados, que, apesar de tudo, tornavam seu sorriso ainda mais bonito, Baixou as orelhinhas escamadas, piscando os olhos amarelados para o novo conhecido.

— Muito prazer, Sans – ela balançou a cabecinha, fazendo as escamas azuis brilharem à claridade dos cogumelos luminosos – meu nome é Undyne.

Notas finais

DICIONÁRIO UNDERTALE

Revenant - “aquele que retorna dos mortos”. Tecnicamente, é uma figura mitológica que consistiria num morto-vivo, que retorna dos mortos em busca de vingança. Porém, ao contrário de um zumbi, são dotados de força descomunal ou poderes. Tem memória de tudo que aconteceu antes de morrerem (inclusive, no jogo, Sans faz a mesma coisa quando você reseta), e são muito mais inteligentes que um simples defunto revivido. Tem aparência variável, desde uma pessoa comum até