Undertale - O Início
2 Convivência
Ao raiar do Sol, o reino pacífico dos monstros acolheu a luz em seus receptores de metal, tais quais serviam para concentrar e emitir em todas as regiões possíveis da localidade.
Através da barreira imaginária que marcava a separação dos dois reinos — humanos e monstros, respectivamente — havia algumas crianças brincando desde já, pausando suas traquinagens para apreciar a bela cena.
O reino era realmente uma coisa linda. Não era desgasto como o dos invejosos humanos, não mesmo. Era belo, com suas construções abrangendo habilidade na mão de quem ousou modelar tal obra.
Casebres feitos de madeira com detalhes de palha e metal tinham suas janelas entreabertas para os curiosos habitantes vislumbrarem o Sol; todo o chão, além da grama macia e sem presença de vermes, tinha uma passarela pedregosa que interligava desde o centro até os quatro cantos possíveis; por fim, ocupando incrivelmente uma pouca parte do lugar, o castelo majestoso da realeza abrigava a todos os majestosos e gentis descendentes reais.
Desgore, o rei, se ergueu sorridente de sua cama. Interrompendo o sereno sono sem a menor preocupação, calçou suas pantufas postas ao seu lado, sacudindo os chifres para mantê-los límpidos, sem poeira.
Tratou de puxar o pêndulo central ao adentrar em uma salina próxima dos aposentos, ao qual buzinou e berrou para acordar quaisquer habitante que ainda não tivesse acordado — isso incluía sua família.
Porém, Toriel, a prometida de seu filho Asgore, já estava levantada milésimos antes do soar do sino gigantesco sustentado pelas colunas maciças do castelo.
— Oh, Toriel. — exclamou ao notar sua presença. — O que faz aqui, minha criança?
— Apenas vim cumprimentá-lo, senhor Desgore. — sorriu a pequena. Sua voz dócil inundou os ouvidos do rei.
Dando leves risadas, Desgore afagou sua cabeça com o gigantesco palmo, rumando para fora da estrutura pequena. Indicou o caminho para Toriel, que tratou de o seguir.
— Sabe onde está Asgore, minha pequena? — indagou.
— Ainda stá dormindo, senhor. — abaixou a cabeça ao ouvir os roucos e estrondosos risos do homem sobre o filho.
De soslaio, Desgore pôde perceber uma ponta de vergonha por parte da pequena monstra. Decidindo não tocar no assunto, tratou de buscar outro rumo a conversa.
— Sabe se Asula já acordou, Toriel?
— Já. — voltou a manter a cabeça firme.
Desgore apalpou as bordas férreas da janela, contemplando, junto a Toriel, o enorme e glorioso reino que eles construíram há milênios.
— É uma coisa bela. — suspirou. — Muito bela.
Ao longe, dentro da escala do olhar do rei, os moradores viviam suas vidas felizes diante do jardim glorioso de flores douradas fronte a estrutura.
Undyne e Alphys, duas colegas desde os primórdios da idade, brincavam alegremente. Apesar da casa de Undyne ser longínqua da parte central, ela se dava ao trabalho de vir para contagiar sua amiga com sua alegria extasiante.
W.D Gaster, o cientista real, descia da escadaria do laboratório. Seu rosto esbanjava alegria com o pequeno revenant nos braços, ao qual nomeou de Papyrus.
Bem ao seu lado, com as mãos na jaqueta azulada, se locomovia Sans, o irmão mais velho do pequeno. Sorria, estiloso, confiante de suas piadas sobre ossos.
Bem próximo, alinhada a uma fonte que expelia torrentes de águas de seus orifícios nas ovais elevações centrais, estava o casebre torto da família Blook.
Cuidando da fazenda de lesmas, o fantasminha Napstablook usava seu chapéu de palha pálido, segurando dois baldes com a diversidade de comidas que arremessava para suas lesmas sadias.
Já Metatton e Mad Dummy — dois seres praticamente idênticos, a não ser pelo boneco possuído — discutiam, como sempre. O fantasma que sonhava em virar uma estrela era depressivo por conta de ser um ser translúcido e transparente, e seu primo chato achava vantagem nisso para lhe provocar.
Muffet, uma aranha, tecia sua tela juntamente a suas parceiras e familiares. Seus objetos seriam postos a venda por um preço razoavelmente baixo.
Gerson, uma tartaruga no auge da velhice, já montava sua banca de iguarias únicas advindas de explorações.
Por fim, os guardas reais continham expressões de falsa seriedade, sorrindo de fronte a estrutura maravilhosa que guardaram.
Tudo em paz no reino dos monstros. Exceto por um mal que espreitava suas movimentações, esbanjando inveja.
Friw, líder dos humanos, preparava sua empreitada.
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