Notas iniciais
Olá subterrâneos! Nem sei se isso existe, enfim. Sejam bem-vindos ao Underground! ♥ Quem quiser por aqui pode me chamar de Allen Isanslet. Ba Tum Tsss. Sei, esse trocadilho foi fraco ;) Enfim, quem ainda não jogou, recomendo que jogue senão ficará confuso. Ou ao menos dê uma lida sobre o assunto por aí e assim não se perder por aqui... é um pouco perigoso aqui em baixo dependendo de suas ações...

Muitos anos depois. Monte Ebott. Ano de 201X

Apesar dos maus rumores sobre o monte Ebott, um dia, uma criança desafiada por outras a subir usa de sua determinação e chega a uma parte elevada da montanha, onde tropeça numa grossa raiz e cai num buraco. O buraco. Ele é conhecido pelas redondezas por não ter como subir de volta. Sua única saída... é seguir subterrâneo adentro.

...

A criança acorda aturdida e um pouco dolorida da queda sobre flores douradas, muitas apenas no centro daquele lugar entre quatro altas e brancas pilastras. Incrível não ter se machucado muito, talvez aquele lugar tenha algum tipo de poder especial. Levanta-se com pressa e meio sem jeito, quase voltando ao chão. Olha diretamente para o teto e tenta escalar as paredes agarrando-se nas poucas raízes dali por algumas tentativas, mas todas em vão. É muito íngreme e alto para uma criança tão pequena e fraca. Desiste desse caminho e olha ao seu redor a procura de alguma saída alternativa. Tem uma única passagem.

Caminha fracamente mais para dentro da montanha, a medida que anda o ambiente vai escurecendo até que chega a um espaço bem amplo, tendo apenas o centro pouco iluminado. A terra desse centro começa a mexer e dela surge uma flor dourada de seis grandes pétalas como nas que ele caiu, mas essa é diferente... ela tem um rosto! Dois olhinhos negros e uma boca sorridente.

— Ah, olá! Eu sou Flowey. Flowey a flor! — Flowey dar uma piscadinha com um dos olhos enquanto sorri animadamente.

Apesar de ter um rosto e estar falando, a criança se sente menos assustada com sua presença tão amigável e se apresenta a ela. A criança se chama Frisk, ela é bem pequena e franzina, aparentando entre cinco e sete anos de idade. Cabelos castanhos que chegam ao pescoço, pele de um pardo claro e meio amarelo, olhos tão puxados que parecem estar fechados. De roupa usa um suéter azul claro de mangas longas e listras em carmim na barriga, uma bermuda curta na cor azul marinho e botinhas marrons.

— Hmm... eu nunca te vi por aqui antes, você por acaso é novo no subterrâneo?

Frisk assente tristemente.

— Pobre criança! Deve estar se sentido muito confusa e perdida. Alguém deveria te explicar como as coisas funcionam por aqui. Bom, isso é um pouco chato e até antigo... mas farei isso. — Pisca um dos olhos novamente. — Venha, eu vou te mostrar.

Frisk se aproxima um pouco mais da flor. A pedido da planta que mexe uma de suas folhas como um bracinho, Frisk fica de pé bem de frente para Flowey. Nisso sente um calafrio de dentro para fora como se algo mexesse em sua alma.

— Vê esse coração? Essa é a sua alma. — Flowey aponta para o peito de Frisk onde uma imagem de coração vermelho fica visível sobre ele. — Ela é a sua essência, começa fraca, mas pode ficar mais forte a medida que você sobe o seu LV. Hã? O que é “LV”? Criança boba, claro que é LOVE. Aqui no subterrâneo todos compartilhamos de LOVE. São pequenas brancas pétalas da amizade que dividimos entre amigos... você precisa de um pouco disso, não?

Ao redor de Flowey surgem algumas pétalas brancas que giram em torno de si mesmas. Frisk admira aquilo tudo com certa animação.

— Pegue quantas quiser. — Flowey manda as pétalas em direção a Frisk, mas um vento vindo da saída próxima as levou embora, deixando Flowey um pouco transtornado. — Ah, bem... isso acontece... tome, pegue essas desta vez, viu? — sorri bobamente.

A flor lança novamente as pétalas em direção a Frisk que parecia ter se empolgado com a chance de fazer um amigo. Frisk tenta agarra-las, mas ainda ventava e elas vão embora novamente. A flor se irrita.

— Você está de palhaçada?! Por acaso é algum retardado?! Pegue essas malditas BALAS! — Flowey de súbito tenta disfarçar o que disse e corrige-se rapidamente. — Pegue essas pétalas da amizade!

No susto momentâneo Frisk fica imóvel e recebe em cheio todas as pétalas que o derrubam no chão, muito machucado. O coração sobre seu peito tremula fracamente como se estivesse por um fio em ser abatido.

— Seu idiota! Não existe isso de ser amigo. Nesse mundo é matar ou ser morto! — seu rosto se contorce num sorriso doentio — Por que eu perderia uma oportunidade como essa? MORRA!

Flowey deixa seu rosto ainda mais ameaçador, gargalha alto preparando um último tiro. Cerca a criança com várias das pétalas ao redor de todo o seu corpo, não tem mais como fugir e nem podia mais contar com a sorte de outra lufada de vento. Frisk fecha seus olhos esperando pelo pior... mas nada acontece, o que ouve são passos se aproximando e o grito agudo de Flowey sendo chutado para longe.

— Que criatura terrível torturando uma criança inocente. Você está bem?

A visão de Frisk embaça para na sequência a escuridão total. Tinha desmaiado.

Notas finais
Curto eu sei, mas essa é apenas a introdução do que estar por vir... *tema de suspense aqui* lembrando ainda que não vou usar 100% os diálogos originas, vou adaptar algumas, mas sem desfocar do jogo. Comentários sobre o que achou desse capítulo? Dica, sugestão, elogios também pode, tá? Não? Tudo bem, até o próximo então. Logo volto com o seguinte e esse será um pouco maior ~