Undersclose desires

31 Cap31 - I don't even want it


Notas iniciais
Notas finais galera ( ´ ▽ ` )ノ aproveitem essa maldade aí que eu fiz com vocês muahahaha....

Enquanto eu passava na frente dos portões do colégio e via Victória grávida o mundo tinha congelado, eu via só aquilo. Parecia até cena de filme em que fica tudo em câmera lenta menos a parte em foco, que nesse caso era victória e suas amigas rindo e cochichando como garotas de 10 anos.

Fiquei tão surpreso com aquilo tudo que quase bati na traseira do carro da frente, ouvi os xingamentos do motorista e me desculpei. Os tiques de nervosismos começaram a aparecer, as mãos suavam e começavam q escorregar do volante, a nuca ficou quente e começou a coçar.

– Eu acho que entendi.- Peter falou infantilmente.

– Olha, eu não sei de nada. Não tenho certeza! — comecei na defensiva

– Não a complica Felipe. Dirige!

Eu obedeci de cabeça baixa sentia Peter me olhando como se fosse me dar um baita sermão, ele ia fazer isso mesmo, devia estar pensando no que falar.

– Cara eu nem sei o que falar. — ele deu os ombros.

– Eu não sei se... Se é meu. — falei com pesar

– Mas acho que tem gente dizendo que é seu! — ele bufou — Felipe você viu o Gabe hoje?

– Vi...

– E?

– Para de perguntar o que você já sabe!

– Quero ouvir você dizer! — ele cruzou os braços

– Arg! Desce do carro Peter! — eu disse freiando bruscamente

– Quê?

– Anda! Sua casa é ali na esquina, se considere com sorte de eu não ter te largado em uma estrada. — tentei manter o tom autoritário.

– Só te perdôo porque sei que por dentro você está desesperado e cheio de problemas.

Ele esperou uma resposta, mas eu me recusei olhar em seus olhos.

– Felipe, por favor não faça nada que você possa se arrepender mais tarde.

Ele saiu do carro e eu respirei fundo, em outras circunstâncias Peter ficaria fulo da vida e me daria um gelo de uma semana, mas ele viu que eu estou mesmo na merda.

***

Em casa eu corri para a cozinha, evitei minha mãe porque ela ia querer explicações para meu humor terrível.

No quarto botei os pés pra cima, procurei o ipod e o fone de ouvido, o ipod estava de baixo do travesseiro, não achei o fone de jeito nenhum então cheguei a conclusão de que estava com Gabriel. Que bosta!

Se eu colocasse música alta minha mãe iria vir aqui reclamar e eu receberia uma chuva de perguntas, mas se eu fosse na casa de Gabe pegar o fone ele poderia me jogar da janela. Olhei pela janela e a queda não seria tão grande, botei meu tênis e saí.

***

– Felipe! Gabriel está tomando banho, mas pode esperar lá em cima se quiser. — A mãe de Gabe disse ao abrir a porta

– Eu vou no quarto dele, só quero pegar uma coisa que esqueci aqui. — Falei e fui subindo as escadas.

Abri as gavetas, procurei na mochila e nada, eu queria sair logo de lá e não dar de cara com ele. Lembrei da gaveta mesinha de cabeceira dele, abri e lá estava meu fone todo embolado e eu caí na bobeira de sentar na cama e desenrolar ali mesmo, olhei para cima e vi Gabe entrar no quarto cantando, ele parou, me olhou surpreso e começou:

– O que você veio fazer aqui! Eu não quero conversar nada com você.

– Eu vim resgatar meu fone e não falar com você! Tá se achando de mais...

– Como assim não veio falar comigo?! Você tem que querer falar comigo!

– O quê? — eu falei indignado

– Eu sou seu namorado! Você tem que vir falar comigo sobre você sabe o quê! Mereço explicações.

– Explicar o quê? Que você confia mais em um boato de uma gatota aleatória do que em mim!? — eu levantei a voz.

– Um boato com um fundo de verdade! Eu te conheço desde que nascemos cara, sua fama é essa de um idiota, irresponsável, galinha e estúpido! — ele gritou

– Como assim você, que me conhece a anos, diz isso de mim? Quer dizer que você acredita mais no que falam do que em mim?

– Eu não disse isso Felipe.

– Mas quis dizer! Anda Gabriel me responde como você pode ser dizer meu namorado, como você pode se dizer meu melhor amigo se nunca nem confiou em mim?

– Não se ponha como vítima! — Ele apontou o dedo na minha direção

– Olha, acho bom darmos um tempo — eu falei mais calmo.

Ele não respondeu, arregalou os olhos, tanto ele quanto eu estávamos sem acreditar na minha sugestão. Tudo o que eu queria era acabar logo com a briga que poderia por fim em nossa amizade de infância, era uma medida drástica, mas era só o que eu podia fazer.

– Você disse isso mesmo? — ele gaguejou

– Sim! — falei firme

Ele me lançou um olhar triste que quase me fez retirar tudo o que eu disse e só abraçá-lo e pedir desculpas, mas meu orgulho gritou que não. Eu andei em direção à porta, murmurei um adeus e saí de lá.

Passei pela sala da casa dele segurando o choro, me despedi da mãe dele e fui andando rápido, eu queria muito chegar logo no meu quarto e desabafar comigo mesmo.

Notas finais
Oi gente! Espero que tenham gostado e que estejam sofrendo tanto quanto eu por esses dois muahaha!!! Brincadeira tá? Comentem aí beijos( ˘ ³˘)♥