Undersclose desires
1 Cap1 - Kiss me now, when I orlder
Notas iniciais
Acordei com minha mãe gritando na porta do meu quarto já eram 8:45 , ótimo eu tinha quinze minutos para me arrumar para o primeiro dia de aula. E eu já não estava muito animado, acontece que minha vida está uma merda desde semana passada, que foi quando eu peguei minha namorada e seu melhor amigo se beijando, na verdade quase se engolindo, em uma festa.Desde então não falei com ninguem, estou evitando tudo e todos, mas minha querida mãe não quer me liberar dos prováveis comentários maldosos de hoje.
Já arrumado, desci as escadas virei o café garganta abaixo e passei como um foguete pela sala:
–Quer carona ou vai tentar ligar a lata-velha?
Minha mãe falou com desdém apontando para minha camionete chevete 1962:
–Não fale assim do Chevy, e sim eu vou querer uma carona.
Ela perguntou por que eu ia de carona e eu ignorei, sabia que ela ia me dar lição de moral pois eu não terminei de reformar o carro e que fiquei de preguiça nas férias e blábláblá.
A escola só ficava à umas 6 quadras de casa, mas de manhã eu sou mais preguiçoso que o normal.Desci do carro, fungido do beijos da minha mãe, ajeitei a minha camisa polo azul, respirei fundo e entrei no colégio, passei direto por todo mundo sem prestar a atenção em nada só no meu armário no final do corredor, juro que pude ouvir uns murmúrios dizendo "Olha lá o Felipe com aquele enormes chifres". Abri a porta do armário e fiquei perdendo tempo arrumando meus livros quando alguem falou:
–Olá Felipe!
Era Gabriel meu melhor amigo desde que eu me entendo por gente, e sinto que nas atuais circunstânscias ele é o unico.Não me leve a mal, mas eu sou popular pra caramba e isso me deixa com muitos amigos e quase nenhum de verdade, quer dizer acho que é tudo por causa da aparência, sabe cabelo castanho claro, olhos cor de mel, corpo atlético, mas me acho pálido demais, acho que é um trauma da terceira série quando me apelidaram de "rato albino sem bunda":
–Olá Gabriel!
–Você parece triste-ele falou, mas eu já sabia onde ele queria chegar.
–Ah até você já sabe?
–Sim cara toda escola viu Victória e Ted juntos e ela que falou sobre os...
Ele não falou, só fez chifrinhos com as mãos:
–Sério? Mas foda-se a vadia mal falada é ela- eu rosnei fechando a porta do armário com raiva.
Gabriel simplesmente riu e disse:
–Vamos cara, a educação física vai dessestressar...
E então caminhamos em direção aos vestiários falando sobre a minha deprimente última semana de férias, ele me fazia rir com comentários engraçados é isso que eu mais gosto nele, em qualquer momento ele vai me ajudar e me animar.
Chegando no vestiário a parceria acabou, Gabriel foi correndo pegar o ultimo armário na parte iluminada do vestiário me obrigando a ir procurar um armário no corredor escuro e abafado do vestiário, "que amigo fiel que você tem não é Felipe" falei pra mim mesmo pensando estar sozinho no vestiário.
–O quê?-alguem falou do fim do corredor.
–Olá Peter, desculpa eu sou maluco e falo sozinho de vez enquando.
Peter estava como posso dizer isso de uma forma não tão gay? De matar?! Enfim estava só de sunga azul, mostrava o corpo bronzeado e definido seus olhos verdes pareciam brilhar no escuro.
–Ah entendo!- ele riu do meu sarcásmo.
Peter seguiu para a natação e eu fui para o campo de futebol, chutei a grama com força para sujar as pernas do Gabriel, que me retribuiu com um pescotapa.
Meu time estava ganhando, me apoiei no gol para recuperar o fôlego daquela partida e quando olhei para a quadra de vôlei lá estava Victória se esfregando em Ted que me fez pensar em como eu tinha me apaixonado por essa oferecida?
Marchei com raiva até o outro lado do campo onde minha miúpia me impediria de enxergá-los.
–Você não vai deixar eles te verem assim né?- Disse Gabriel mexendo distraído na grama.
–O quê?
–Ah você sabe cara, arranja outra, vira viado segue a vida!
–Hahaha só viro se for pra te pegar delícia- falei passando a mão pela perna dele.
–Que isso gostoso você já me tem.
Percebi que tinha gente olhando e então me afastei de repente Gabriel me segurou pelo pulso, me puxou e me deu um selinho. Fiquei vermelho, tenho certeza, ele simplesmente riu e eu ri junto para parecer que era tudo brincadeira.
No vestiário me arrumei desanimado, pensando no selinho do Gabriel, como eu pude sentir tantos sentimentos em uma fração de segundos?
–O que foi Felipe? Você parece abatido.
–Ah nada é que Gabriel fez uma brincadeira comigo ele...Ele me beijou!
Hahahaha! Só o Gabriel mesmo!
Ele riu, mas eu não achei graça.
Saí do vestiário e vi Gabriel me esperando, ele batia o pé impaciente:
–Cara você tava fabricando roupa pra vestir? Que demora!
–Ah tá, já tô aqui, cala boca!
Andamos pela escola conversando, sentamos nas arquibancadas no lugar de sempre no último e penúltimo assento da última fileira da esquerda.Estava bem deserto comparado ao ano passado:
–Ah Felipe, sua cara tá horrível, você tá com raiva por causa do beijo?
–Não! Que isso? Você beija quem você quiser, homem, cachorro, mulher...
–Hahahahaha Cachorro?E se eu quisesse te beijar agora?
Ele me lançou um olhar malicioso e eu pensei "Bom, eu não tenho nada a perder" e me inclinei para beijá-lo. O beijo foi intenço, voraz, que arrepiou todos os cabelos da minha nuca, sua lingua pediu passagem e eu resisti, quando eu finalmente dei passagem ele se afastou.
–Ah Felipe me perdoa!Desculpa mesmo!
E então ele foi embora me deixando sozinho com minhas dúvidas...
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