Underneath It All
15 Violetta, você está aí?
Notas iniciais
Eu não consegui digerir. Antes eu a conhecia como Roxy, aí descobri que se chamava Violetta. Dai, descobri que Violetta estava morta, e depois que Roxy estava viva, e depois que Violetta estava viva mas não admitia e havia resolvido viver a vida de Roxy. Garotas eram complicadas, mas eu nunca vi uma que fosse tanto como aquela.
—V-Violetta.... -Gaguejei
—León.... Eu...- Ela tentou se articular. O mundo parecia este despencando para ela também
—Eu não acredito que você fez isso Violetta! -Explodi
—Roxy! — Ela me corrigiu
—Seu nome é Violetta! — Gritei
—Meu nome é Roxy! Violetta não existe mais! — Ela berrou
—Roxy não existe, nunca existiu! Nunca! Vc criou ela, mas ela não é vc! -Eu disse, com raiva. Uma raiva que nunca tinha sentido.
—Sim, ela sou eu! — Ela replicou
—você é louca — Eu disse
—Você nunca me aceitou não é? Como eu sou. Como Roxy. — Ela falou, como se fosse a pura verdade
—Eu te aceito bem mais que você se aceita. Eu te amei como Roxy, eu te amei como Violetta.... Você não se ama como nenhuma das duas. — Eu disse.
Ela parou um instante e ficou me olhando. Parecia confusa, perturbada. Ela pareceu não saber o que dizer. Por um instante, nos olhamos. Eu senti que estávamos nos velhos tempos outra vez. Quando podíamos nos falar abertamente sobre tudo. E me perguntava por que não conseguia ser honesto com ela, por que não conseguia dizer a verdade.
—Eu.... — Ela começou
—Eu amo você, Violetta. — A interrompi, e fui sincero.
—Você ama alguém que não existe.-Ela suspirou, com alguma amargura, mas convicção
—Eu amei uma pessoa que não existia até conhecê-la verdadeiramente. Quando eu descobri quem vc era vc fugiu de mim. Violetta, eu sinto saudade — Eu disse. olhei em seus olhos, e pude constatar que ela sabia que eu estava sendo totalmente sincero com ela. Vilu me olhou. Senti que logo ela me diria algo, que poderíamos ajeitar as coisas. Mas me enganei. Ela respondeu, com frieza, após aquele momento
—Você sente saudade de alguém que não está aqui. Que nunca mais vai estar. — Ela falou. Encontrei algum pesar em sua voz.
—você tá falando besteira. — Eu respondi
—A Violeta está morta! — Ela gritou, nervosa
—Por que você quer! — Respondi. Ela estava começando a me irritar
—León! — Ela berrou. Sabia que não tinha mais o que dizer.
—Você poderia trazer ela de volta, Violetta, você poderia! Você pode! Basta você querer. — Eu disse, quase suplicando com os olhos pra que ela me atendesse. Eu precisava da minha Violetta de volta. Eu precisava. Necessitava dela. Eu sentia saudade de todas as noites que passamos juntos, dos dias que compartilhamos, de tudo. Dois anos haviam se passado, mas o nosso um ano de namoro — o melhor ano da minha vida — não havia sido esquecido. Eu seria incapaz de esquecer. Eu tinha passado 2 anos tentando esquecê-la. Tentando parar de ouvir suas musicas, nunca ver seus shows, materias na TV, notícias nas revistas, entrevistas, fotos, artigos. Mas só agora, quando a via pela primeira vez depois de tanto tempo, percebi que na verdade estava evitando a saudade. A saudade que eu tinha da voz dela. Do rosto dela, do sorriso, dos olhos. E estava evitando o medo. O medo que eu tinha de, um dia, acordar e descobrir que ela tinha me superado. Que ela tinha encontrado outro. Que ela tinha um novo amor, uma nova vida. Descobrir que ela tinha um novo namorado. Que ela ia se casar. Era esse meu medo. Era isso que eu tentava evitar a todo custo. A lembrança que, apesar de tudo que ela havia me feito, eu ainda a amava, amava mais que tudo. Eu a queria de volta. E só havia um jeito de conseguir aquilo. Mas eu não queria Roxy. Eu queria a minha Violetta.
Suspirei. Respirei fundo, fechei os olhos e me ajoelhei:
—Eu sei que a Violeyta ainda existe. Sei que ela está aí em algum lugar. Então.... Se você puder me ouvir agora, Violetta.... Quero dizer que te amo muito. Que sempre amei, e sempre vou amar. Violetta. Violetta Castillo. Violetta Castillo.... Você, voce, a garota mais perfeita que existe.... Violetta..... Quer ser minha esposa?
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