Underneath It All

13 Violetta está morta


Notas iniciais
Gente, esse capitulo demorou um pouco mais mas saiu hahaha Leiam pfvr minhas fics no @imaginesroxos no Instagram, eu vou ficar mega feliz se vocês lerem. Falta pouco pra Underneath It All acabar... Mas logo vou começar outras aqui

Gelei. Olhei para ela, incrédulo. Impossível, inconcebível. Violetta, morta. Não podia ser. Ela era tão cheia de vida, tão alegre.... Tão... Viva. Em cima do palco
, nas aulas do Studio, com os fãs, os amigos, a família. Em cada um dos seus beijos, abraços, carícias. Ela não podia estar morta. Não podia. 23 anos. Uma vida toda pela frente. Desperdício. Ela estava morta. Não me importava como, nem de que, e nem por que. Tudo o que eu sabia é que Violetta, minha Violetta, estava morta.
Eu havia acabado com tudo. Eu havia desperdiçado meus últimos mometos com ela, que nem deviam ter sido os últimos.
Ela havia desperdiçado anos de sua vida sendo outra pessoa, sendo a Roxy. E no fim, ela mal tinha vivido, sendo Roxy ou Violetta. Ela simplesmente tinha desperdiçado tudo.
O mundo tinha perdido um grande talento. Sua voz, que sempre me acalmou, nunca mais cantaria uma nova música. Ela nunca mais jogaria aqueles lindos cabelos, sendo eles castanhos ou cor de rosa. Ela nunca mais olharia para uma câmera com aqueles lindos olhos. E eu nunca mais veria ela outra vez.
Comecei a chorar loucamente. Gritava, não conseguia acreditar. Sem dizer nada, fui embora da casa de Francesca, e comecei a andar, desesperado, pelas ruas. Não importava se me atropelassem, se me matassem. Ao menos eu estaria com ela.
Lembrava de tudo. Lembrava dos momentos que passamos juntos. De todos os shows, de todas as premières, de todos os beijos. De todas as vezes que fui vê-la.

Eu lembrei de entregar a ela um anel.
"o que é isso?" Ela perguntou, surpresa
"Uma promessa" eu respondi

Ela nunca tirou a aliança do dedo. Nem nos nossos piores momentos, nem durante nossas brigas, ela nunca, nunca tirou a aliança.

Eu havia prometido pra ela um futuro. Que íamos nos casar, que íamos ser uma família. E, mesmo com todos os erros que ela cometeu, eu não podia mais imaginar minha vida sem ela. Só hoje eu tinha me tocado do tempo que eu tinha perdido, dos anos que eu havia desperdiçado me escondendo da verdade quando era tão óbvia: Como Roxy ou como Violetta, eu havia me apaixonado duas vezes pela mesma mulher. Ela era, não uma, mas duas vezes a mulher da minha vida. Eu a amava mais que qualquer pessoa do mundo.
E tinha percebido isso tarde demais.
Ela estava morta, e eu a havia perdido.
talvez, se eu tivesse me dado conta mais cedo. Não sabia do que ela tinha morrido, mas tinha certeza que poderia ter evitado. Podia ter cuidado dela se estivesse doente, a protegido de qualquer acidente....
Eu nunca devia te-la abandonado. E, parece que como punição, ela tinha desistido de mim. Ou até dela mesma.

Todas aquelas cartas que eu escrevi e rasguei. Todos os telefonemsss que eu pretendia fazer e desliguei. Todos os presentes que queria mandar e desisti. Um mínimo gesto. Tudo isso podia ter salvo a vida dela. Talvez, se ela soubesse que eu menarrependia de ter a deixado, e que a queria de volta. Talvez assim ela tivesse falado comigo como eu não tive coragem de fazer por ela.
Talvez.... Talvez tudo tivesse sido diferente com um pequeno sinal.

Eu havia acabado com tudo. Ela até podia ter errado, mas eu também tinha. Eu podia ter tentado entendê-la. Podia ter dado uma última chance. Mas não, eu tinha que ter ido embora. Tinha que ter desistido de tudo. Da garota que eu amava, da vida que eu planejava construir com ela.
De repente, percebi o quanto morria de saudades. O quanto eu a amava. Tudo tarde demais. Sentia meu coração literalmente se partir em mil pedaços. Eu tinha perdido o único amor da minha vida.
Eu tinha tido tantas vezes esperança de vê-la voltar. Mas deixei que ela se afastasse de mim a um ponto em que eu não a conhecia mais. Eu a perdi. Joguei fora mil planos, joguei fora sentimentos, amor, joguei fora uma vida. Talvez a minha, talvez a dela, talvez a de nós dois. Eu fingi que não me importava com ela, e continuei fingindo para mim mesmo, para do descobrir meu erro quando era tarde demais pra fazer algo
Ela esTava errada, mas talvez eu tambem estivesse. Talvez eu não fosse homem pra ela. Talvez ela merecesse alguém melhor, alguém que não fosse um idiota orgulhoso que abriria mão dela. Talvez.... Tivesse sido melhor pra ela ficar longe de mim.
Eu nunca tinha percebido como sentia sua falta. Como tinha saudade dela, como ela fazia falta perto de mim. Nunca tinha notado como dormir sem ela era estranho, como a cama ficava mais fria, como o mundo perdia o cor-de-rosa.
Eu lembrei de tudo. De todas as vezes que podia ter dado atenção a ela e não dei. de todos os "eu te amo" que podia ter dito e não disse. De todos os beijos e abraços que podia ter oferecido e não ofereci. De tudo. De todas as vezes que eu podia ter ido atrás dela e não Fui. Puro orgulho.

Ambos havíamos errado. E se eu pudesse admitir isso... Talvez tudo tivesse sido muito mais simples pra mim. Pra nós. Pra todos nós. É hoje eu já tinha perdido a chance. Nunca mais conversaria com ela, as conversas loucas, as românticas, as fofas, as profundas. Nunca mais veria seu sorriso. Nunca mais trocaria olhares com ela. Nunca, nunca mais a abraçaria outra vez.

Não ia ser fácil me acostumar com a saudade. Com a ausência. Com a falta dela. Talvez eu nunca me acostumasse. Ela sempre seria parte dos meus pensamentos. E ela, sem sombra de dúvida, sempre viveria no meu coração.
Convencido em fugir do que me fazia mal, eu fugi dela. Mas não percebi que era exatamente isso que ia me destruir, que ia nos destruir. Tive coragem para abandonar tudo. Mas não tive coragem de voltar e pedir perdão, de procurar a mulher que eu sempre amei outra vez. Não tive coragem de conviver com meus pensamentos e minha saudade, por isso não pensei nela. Não a ouvi. Não falei nela. Não olhei para ela. Não li sobre ela. Não a assisti. E, quando fui atrás de vê-la uma última vez... Já era tarde demais para mim.
Eu havia construído barreiras, segurava um escudo de orgulho contra minhas desilusões. Contra Violetta. E no final ela sempre foi a única proteção e abrigo que eu tinha, e eu fugia dela como uma criança.
Mas o que mais me incomodava era o "E se...?".
E se eu tivesse me mantido perto?
E se eu tivesse dado meia volta?
E se eu tivesse dito que a amava?
E se eu tivesse mantido minha palavra?
E se eu nunca a tivesse traído?
E se eu tivesse sido fiel?
E se eu tivesse a aceitado como ela era?
E se eu tivesse ligado? Escrito uma música? Mandado uma carta? Enviado um presente?
E se?
E se?
E se?
E se ela não estivesse morta?

Não importava. Tudo o que eu queria era me encontrar com ela uma última vez. Queria vê-la. Eu precisava dela.
Uma enchente nos meus olhos, lágrimas escorrendo, sai correndo de uma rua a outra. O céu chorou comigo. Uma chuva torrencial começou a cair. Me abriguei no primeiro lugar que vi: uma árvore. Com os olhos embaçados pelas lágrimas, olhava para frente, a procura de algum consolo.
Até que eu vi:
Numa parada de ônibus na minha frente, Roxy também Chorava.
Ou melhor, não era Roxy. Não exatamente.

Protegido por um vidro, um cartaz com uma garota de cabelos cor-de-rosa e roupas estranha tinha respingos de chuva escorrendo. Ignorei o temporal e corri para analisar a imagem melhor.
Era uma foto de Roxy. Talvez um memorial, eu não sabia.
Mas quando li o que dizia, fiquei incrédulo:
Roxy vai se apresentar esta noite no teatro Gran Rex.
Não podia ser.
"Roxy sempre esteve envolta em muitas mentiras" tinha dito Francesca.
Ela estava tentando me dar um recado. Ela queria me dizer aquil9:
Era uma farca.
Alguém estava se passando por Roxy.

Notas finais
Gostaram? Oq acharam? Alguma ideia?