Notas iniciais
Gente, avisei que ia postar kkk Semana que vem, terça feira 27, o capítulo 17 vem com tudo para surpreender vocês. Mas agora leiam e comentem nesse daqui, por favor, por que vou ser bem sincera: chorei escrevendo. Só um pouquinho, mas são as lágrimas que valem né? Hahah.

Por um instante, fiquei sem chão. Mal conseguia respirar. Ele não podia estar morto. Não podia. Poucas horas atrás, estava aqui no camarim, discutindo comigo, e agora estava morto. Não fazia sentido, mas parecia ser a verdade. As matérias falavam, algo na minha própria mente me dizia. León Vargas, jovem, talentoso, bonito, inteligente, atraente, sedutor. Morto.

Não haviam palavras a serem ditas. Ele estava morto, e eu o havia matado. Ainda que inconscientemente. Ele estava morto por minha responsabilidade, somente minha, e não havia nada que ninguém pudesse fazer sobre aquilo. Eu o amava. Eu o havia feito se isolar por meses. Eu o havia afastado de mim por dois anos. Eu o havia deixado confuso sobr3e a quantidade de identidades que eu tinha. Tinha mentido para ele. O enganado, o feito sofrer. Tinha brigado com ele com duas identidades diferentes, pensando apenas em benefício próprio, sem jamais pensar no que León sentiria, como ele reagiria, o quanto isso o machucaria. Eu o tinha destruído. E, depois de tudo, ele viera em minha defesa. Ele tinha tentado me proteger, cuidar de mim, mesmo depois de tudo. Ele foi capaz de assumir nossos sentimentos e me pedir em casamento depois de tudo. E eu fui incapaz de deixar a mentira para trás e aceitar.

E agora ele estava morto.

Eu não consegui assimilar direito. Precisava ver com meus próprios olhos. Fui correndo até o hotel onde ele estava. Pouco me importava se a polícia queria me interrogar, e eu não me importava com a imagem que eu teria naquele momento. Só queria acordar e descobrir que tudo tinha sido um enorme pesadelo.

Subi para o andar e caminhe até a porta de seu quarto. Dois policiais isolavam a área. Mas eu ia entrar. Eu precisava entrar. Eu tinha que entrar.

—Onde a senhorita pensa que vai?

—Preciso ver León Vargas – Respondi. Não tive coragem de agir como se ele estivesse morto, e muito menos falar sobre o corpo.

—Pessoas de fora não podem entrar

—Eu preciso vê-lo

—Sinto muito – o policial respondeu, irredutível

Suspirei.

—Posso ajudar com a investigação. Sei muito sobre ele, mais do que imaginam. Sei tudo o que aconteceu essa noite, e posso detalhar para vocês. Apenas... me deixem vê-lo.

—Senhorita...

—Sou uma garota apaixonada e arrependida que precisa falar com ele uma última vez. Preciso ver com os meus próprios olhos, preciso acreditar. Preciso pedir desculpas, mesmo que seja tarde demais. Depois me prendam, façam o que quiserem. Mas me deixem vê-lo, me deixem olhar pra ele uma última vez. Eu ajudo com a investigação. Forneço fundos, eu não sei. O que quiserem

Os dois se olharam. Pareciam estar decididos a me barrarem, mas um deles se adiantou:

—Como podemos saber que a senhorita tem mesmo informações relevantes?

Suspirei. Aparentemente, minhas opções estavam se esgotando, e para vê-lo valia tudo.

—Podem me interrogar primeiro. Se acharem as respostas satistatórias, me deixem passar, e me deixem a sós com ele por quinze minutos.

Os dois se olharam mais uma vez. Acabaram concordando. Fui levada as pessoas competentes, e prestei depoimento. Me fizeram perguntar, as quais respondi com rapidez e eficiência. Logo, estava no quarto.

León estava diante de mim. Pálido, frio, sem vida. Seu corpo estava sentado em uma poltrona, provavelmente o mesmo lugar onde havia dado seu último suspiro. Eu não conseguia acreditar. Estava completamente chocada. Uma coisa era ouvir. Outra, ver com meus próprios olhos.

Não pude me segurar. Me ajoelhei ao seu lado, encostei a cabeça em sua perna, e comecei a falar.

—Me desculpa – Eu disse – Me desculpa por tudo. Tudo isso é culpa minha, e eu mereço todo o ódio, toda a raiva, toda a culpa. Nada disso estaria acontecendo se eu tivesse aceitado. Se eu tivesse preferido amor a aceitação. Eu te amo muito. Sempre te amei, e vou te amar para sempre. Nada mais vai ser a mesma coisa agora. O mundo perdeu... um homem maravilhoso... lindo... gentil... talentoso... inteligente... Perderam sua voz, seu talento, sua música, sua dança, sua atuação... Tudo isso por culpa minha. Se eu tivesse aceitado o pedido...

Parei para pensar um instante. Não. Naquele momento, eu tinha que ser honesta. Acima de tudo, ele merecia ouvir a verdade. Eu precisa ouvir a verdade. Chorava copiosamente, soluçando, quando disse:

—Isso tudo começou antes desse pedido, muito antes... Se eu não tivesse negado a mim mesma a chance de me destacar. Se eu não tivesse criado Roxy. Se eu nunca tivesse entrado nesse mundo. Se eu não tivesse mentido. Se, quando nos víssemos pela primeira vez, eu fosse apenas Violetta, não Roxy, nem Violetta e Roxy. Se eu nunca tivesse mentido para você. Se tivesse te contado a verdade. Se tivesse dito meu verdadeiro nome, se tivesse tirado a peruca, a maquiagem e os óculos. Se eu tivesse te contado tudo o que queria contar. Eu nunca teria que brigar com você, e você nunca teria que me trair. Nunca teríamos que terminar, e você nunca teria que ir embora, se isolar, se afastar de mim e do mundo. Você nunca teria que vir me defender. Eu nunca teria que te contar a verdade uma segunda vez. Você nunca teria que me pedir em casamento daquela maneira, eu nunca teria que dizer não, e você nunca teria de se decepcionar. E olhe onde estamos agora, meu amor. Olhe onde chegamos. Tudo isso poderia ter sido evitado se eu nunca tivesse colocado uma peruca rosa na cabeça. Se eu nunca tivesse dito “Oi, meu nome é Roxy”. Eu me preocupei tanto que contando a verdade eu te perderia, que não percebi que minha mentira te tiraria de mim para sempre. Você merecia mais, muito mais... E eu não posso nem ao menos te deixar livre para ter isso com outra pessoa... Me perdoa por destruir a sua vida. Eu sou a pior pessoa do mundo. Fui tão egoísta, só pensei em mim, nas minhas prioridades, e não percebi o dano que estava causando a você. Adeus, León. Você foi, e sempre vai ser, meu amante, meu amado, e meu mehor amigo. Me perdoa por não ter sido o suficiente. Por não ter conseguido te dar... nada.

Olhei para a mesa de cabeceira. Haviam algumas pílulas lá. Possivelmente, ele tinha se matado com remédios. O olhei uma última vez. De uma vez por todas, aquela seria a última vez que o veria. Ele era lindo, ainda naquela situação. Sentia falta de seus cabelos castanhos. Dos olhos verdes, da pele macia. De seus braços, seu sorriso. Sua voz, até mesmo sua respiração. Eu nunca conseguiria me perdoar por tudo o que tinha feito. E eu sabia que não merecia ser perdoada.

—Foi por você que, anos atrás, a Violetta foi morta. E hoje, Roxy morre com você. Eu devia ter dito mais vezes... Mas... Eu te amo.

Num impulso, tomei todas as pílulas de uma vez. Ainda abraçada a sua perna, fechei os olhos e esperei. Em pouco tempo, tudo ficou escuro. Não havia mais som algum.

E mesmo assim, eu poderia jurar que tinha ouvido León sussurrar “Eu te amo” .

Notas finais
E então, o que acharam? Não esqueçam, dia 27, na proxima terça, tem mais! A fanfic já está acabandooooooo Então continuem acompanhando, que essa reta final vem com tudo em termos de revelações!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.