Underground - Original.
9 Me sinto um pinguin...
Foi bom ver que a Lohane estava se dando bem com o Mikey, eles não se desgrudaram a viagem toda e isso fez bem ao meu cunhadinho.
Embarcamos sem a Ley, depois que ela saiu correndo do quarto falou para o Mikey que não agüentava mais e que iria embora. Lamentei ter perdido a amiga mas foi melhor assim, pois ela sofreria mais se ficasse.
Gerard aparentava estar bem e particularmente acho que ele não esta se importando muito com a morte.
Ele conseguiu me convencer a voltar para a banda e me fez prometer que iria seguir minha vida sem ele.[eu prometi. ]Dormi quase toda a viagem [preocupação cansa]. Quando chegamos Bob e Ray já estavam nos esperando. — O que houve com o Way? – Ray perguntou referindo-se ao Gerard.
- Estou bem, por que a pergunta?
- Eu sei que não está. Fui ver a Ley e ela estava fazendo as malas, perguntei o que houve e ela só disse o seu nome. Ela estava chorando muito.
- Nós podemos conversar em casa? Aqui não é um local muito apropriado para falarmos sobre isso.
-Quem é essa aí?– O Bob fez uma cara estranha como se não gostasse dela. [novidade. Ele não gosta de ninguém].
- Essa aí não! Ela é a lohane Minha namorada.
- Ta bom foi mal. – Mikey nunca tinha defendido alguém assim.
- Oi eu sou o Ray. – ele apertou a mão da looh
– Desculpa pelo Bob, ele é meio anti-social.
- Tudo bem. – ela sorriu.
Entramos no carro, não trocamos uma palavra uns com os outros. Quando chegamos em casa [bem, todo mundo foi pra minha casa. Só porque não tinha ninguém!] Ray retomou o assunto que começamos no aeroporto.
- Podemos falar agora ou vocês querem descansar primeiro?
- É o seguinte. – o Gerard se ajeitou no sofá – Eu tenho câncer no cérebro e não tem cura e nem cirurgia. Tenho apenas 6 meses de vida e não estou mal por saber disso.
- Como você não está mal? Eu preciso de um tempo para assimilar a informação.
- À vontade.
- Dá para parar com isso? – falei para ele com raiva e não mais com dor.
- Isso o que?
- Essa mania de achar que ninguém se importa com você.
- Eu não acho que vocês não se importam, eu é que não me importo.
- Então para! Nós nos importarmos não vai fazer diferença se você não parar. Pessoinha com o ego grande. – nós rimos.
- Se eu passar a me importar você para de me tratar como se eu fosse a única pessoa na face da terra?
- Paro. – nós nos beijamos de leve.
- Ainda estamos aqui. – disse Mikey.
- Ta bom, agora vocês vão embora. – disse Gerard rindo.– Há a Looh pode dormir no meu quarto, não vou pra casa hoje. – fomos para o quarto. [nojento]
. . .
- Amor, você quer fazer o que?
- Como assim? – perguntei confuso.
- Quero dizer, o que você vai fazer quando eu me for?
- Não pretendo fazer nada. Você quer que eu faça algo por você?
- O que eu quero você não pode me dar e eu já quero isso há muito tempo.
- O que é?
- Eu queria um herdeiro. – nós rimos. [mas ele estava falando sério.]
– Deixei meu sêmen no banco do hospital onde eu estava.
- Por que logo no Japão? Não podia ser mas perto um pouquinho? – nós rimos e ele baixou a cabeça.
- Promete que irá atrás dele pelo menos para conhecer? – ele falou ainda de cabeça baixa.- Eu vou lutar pela guarda dele e cuidarei como se fosse nosso.
[no dia seguinte]
- Bom dia Cinderelas. – Ray entrou abrindo as cortinas do quarto deixando o sol entrar.
- Vai a merda. – puxei o travesseiro do Gerard e coloquei em cima do meu rosto.
- Hei! – Gerard me empurrou e levantou da cama.
- Anda Frank. Esqueceu a hora dos ensaios? – falou Bob.
- Não esqueci, só quero dormir. É pecado?
- É preguiça! Se você não levantar eu vou te jogar um balde de gelo na cabeça.
- Joga! – duvidei que ele fosse fazer isso.
- Ta pronto para virar um pinguin? – [o bob é um idiota].
- MERDA! – [não é que ele jogou] dei um pulo da cama querendo matar os três mas nós caímos na gargalhada antes disso.
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