Underground - Original.
15 Familia parte II
Notas iniciais
Antes de nós almoçarmos todo mundo se reuniu na sala nunca tive um momento tão família. Não que todos que estivessem ali fossem da família Iero, pelo contrário, eles eram uma família por estarem todos juntos sempre, se ajudando, amando uns aos outros, vivendo. Admirei aquilo e achei linda a cena... [dois sofás minúsculos de dois lugares, mikey em um canto isolado com a cabeça no braço do sofá com lohane sentada em seu colo. Em um sofá estavam o sr e a sra Iero e no outro estavam Gerard recostado no ombro do Frank com Ray e Bob sentados aos seus pés. Eu e Ash em outro canto perto do sofá onde estavam os pais de Frank.]
Por mais que me sentisse um peixe fora d’água fiquei lisonjeada de ter sido convidada a partilhar isso. Estávamos rindo, contando histórias de quando eles eram crianças onde Frank sempre perturbava os outros garotos e uma menina de quem eles sempre citavam e que eu senti falta no momento.
-Quem é realmente essa Hayley? – todos se viraram como se eu tivesse despedaçado as luvas do Frank.
-Shiu! – minha filha se dirigiu a mim como um sinal para eu continuar quieta como estava antes.
-Ray, ela não chegou a conhecer a Ley? – falou a sr Iero.
-Não. Ela foi embora no mesmo dia em que a Ali fez a reunião de apresentação.
-Que pena, vocês iriam se dar bem. Ela também adorava implicar com o Frank. – falou o sr. Iero olhando para o chão.
-Vem que eu vou te explicar.
O Gerard me puxou e me levou para o lado de fora da casa.
-Eu cometi algum assassinato? – Falei antes de ele se virar para mim.
-Para o Frank sim.
-Como? Não entendi, vocês falavam dela o tempo todo.
-Mas não diretamente. É como se você estivesse conversando sobre uma pessoa falecida e alguém chegasse no meio da conversa e os interrompesse pedindo que eles definissem essa pessoa para você.
-Desculpa então. – baixei a cabeça confusa, cheia de perguntas e certa de não tocar nesse assunto novamente.
-Nada, por mim ela poderia ficar já abri mão uma vez poderia fazer de novo. Mas fazer o que se as pessoas querem alegrias e coisas com que não podem contar, – me senti tocada pelo que ele falou. – ao invés de se contentarem com os sofrimentos e as desilusões, pois são esses sentimentos que nos ensinam a viver.
-Tocou fundo essa. – eu ri e ele continuou sério. [quebrou a cara! Eu sou uma idiota mesmo.]
-Sério Ali. Você diria que eu estou prestes a morrer?
-Eu... eu não sabia disso.
-Ta, vamos por partes. Vou te contar o resumo desse “triangulo”.
Depois que ele falou isso eu entendi o porque da Lohane falar daquele jeito com o Frank no hospital, entendi também como ele conhecia tudo e por que me torturava tanto por eu ter deixado a Ash em casa naquele dia. Ele só não queria passar por aquilo tudo novamente.
-Frank e Hayley moravam juntos desde pequenos, na mesma rua e praticamente na mesma casa como você pode ver hoje. – começou ele a contar. – Depois de muito tempo juntos, a ley se apaixonou por ele.
-E aonde entra você? Pensei que você tinha nascido aqui também.
-Em Nova Jersey sim, mas não morava nesta rua ainda. Agora presta atenção.
“Quando nós tínhamos nove anos, eu vim morar aqui. Passei por alguns problemas pessoais e o Frank me ajudou [como sempre], quando tínhamos mais ou menos uns treze anos começamos a namorar.Só fomos nos separar uns dois meses antes da formatura, que foi quando o Frank ficou com a Ley.”
-Deixa eu ver se entendi... você são namorados desde os treze anos de idade?
-Mais ou menos isso.
-E vocês nunca se separaram, nem nunca ficaram com mais ninguém?
-Terminei com o Frank por causa disso. Ele nunca se contentou com um só, ele sempre quer mais se é que você me entende. No começo nós éramos mais amigos, companheiros do que namorados. E me estressei quando percebi que ele começou a ver a Ley como mulher e não como amiga.
-Mais ele sabia que você sabia? – [isso ficou meio confuso.]
-Não, ele pensa que terminamos por que ele era galinha. O que não deixa de ser verdade.
-Mas por que ela foi embora se eles ficaram juntos na formatura?
-O Frank levou ela ao baile, foi uma promessa que eles fizeram um ao outro há muito tempo. Eles passaram a noite juntos e eu só descobri depois que viajamos. O Frank é um bom fotografo sabe, e também um ótimo desenhista. Mandei todas as fotos e todos os desenhos que ele tinha da Ley para a universidade, ele não sabe que foi eu quem mandou, ainda pensa que foi a ley.
Eu sumi depois de uma discussão e quando voltei, flagrei eles transando. Foi quando passei três dias fora e entrei em coma, dai descobri que tinha câncer. A ley fugiu quando viu que o Frankie não me largaria.
-Que barra. – não fiquei triste de saber que o Gee tinha câncer, mas de saber que se eu continuasse com essa paixão sem motivos eu acabaria como a Hayley.
-Não fica assim – ele passou a mão sobe minha cabeça. – daqui a umas duas semanas meu estágio de câncer vai começar a avançar e você vai poder ficar com ele.
-Que?
-Você não gosta do Frank?
-Acho que essa tinta não te fez bem. – comentei deixando-o para trás.
. . .
Entrando novamente na casa do Frank me dei conta de que por mais problemas que eles passassem seriam sempre a mesma família abrigando amigos e vivendo em harmonia.
-Vamos almoçar? A Alisson já voltou. – falou Bob.
-Arthur ajuda o Jr. a por a mesa? – falou a sra. Iero – Você me ajuda a terminar a sobremesa Alisson?
-Ajudo sim. – sorri e fui para a cozinha com a mãe do Frank.
Indo com ela meu telefone tocou, a música que eu coloquei era deles mas com uma versão no piano. Todos olharam para mim outra vez, mas dessa vez fui por surpresa.
-Não vai atender? – perguntou Ray.
-Perdão. – nem notei que fiquei sem ação. – licença.
Era meu irmão. Meu irmão mais novo que morava com meu pai em uma fazenda no interior da cidade. Ele me ajudou a cuidar da Ashley quando... deixa pra lá.
-Filha é o Ashton no telefone.
-Pai! – exclamou ela ao telefone indo para a porta.
Frank me olhou de um jeito estranho como se quisesse saber de algo. [e eu sabia muito bem do que se tratava.]
-Quem era Alisson? – ele me perguntou.
-Meu irmão.
-E por que a sua filha chamou seu irmão de Pai? – ele arqueou a sobrancelha.
-Porque foi ele quem cuidou dela por sete anos.
-Como assim? – Gerard se intrometeu.
-Eu engravidei muito cedo de um noivo meu, nós já morávamos juntos mas quando ele soube que eu estava grávida me colocou para fora de casa e disse que isso poderia acabar com a vida dele. Mandei a Ashley para a casa do meu pai e fui terminar os estudos para tentar ter um bom emprego e pegar minha filha de volta. Há um ano fui buscar a Ash, mas ela ainda chama meu irmão de pai.
-Por isso você não quis me contar quem era o pai da Ash? – disse Frank.
-É.
-Acabou a conversa que está na hora do almoço. – falou o sr. Anthony.
-Toma mãe. – a Ash me deu o telefone e foi direto para a mesa de jantar.
-Sirvam-se todos. – disse a sra. Iero. – Comam bastante e bom apetite.
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