Notas iniciais
Capitulo contado por Gerard Way [ele nao é gay de verdade, espero eu.. mas achei intereçante ressaltar o caso que ele ja teve com o Frank.. hum que fofinhu..]

Nunca pensei que uma viagem de férias iria mudar minha vida. Sempre esperei pela oportunidade de estar sozinho com uma “mulher” e ele passou a noite com ela.

Nós sempre fizemos tudo juntos e nenhum de nós dois tinha saído com nenhuma mulher antes dele ter beijado a Hayley.[não sou tão idiota a ponto de não notar].

Sempre tive problemas de personalidade, e quem sempre esteve do meu lado foi e continua sendo até hoje é o Frank. Desde que nos conhecemos ele tenta curar as feridas que a vida me causou [drama]. Meus pais são separados – o Mike sempre cuidou de mim, mesmo antes da separação – [até separados eles brigavam].

Aos nove anos de idade fui morar com a minha tia na mesma rua em que Frank e Hayley moram, foi quando nos conhecemos. Dos doze anos em diante eu enfrentei uma grande depressão, quando comecei a me relacionar de verdade com o Frankie minha vida foi melhorando, no começo tivemos muitas preocupações pelos preconceitos mas tudo foi se ajustando com o tempo.

Quase me matei as dezesseis anos por descobrir que meu irmão iria para o internato pra poder fugir da nossa vida “maravilhosa”. Ele só tomou essa decisão quando nossa tia começou a beber e a me bater quase sempre [já tinha virado um vício] ele não estava mais agüentando.

Já tentei me livrar da vida “obscura” que eu levava mas tem coisas que a gente carrega e que não podem ser modificadas, por mais que tentemos, tudo acontece no momento certo. [já pensei em deixar o Frankie em paz também, mas isso só vai acontecer quando eu morrer].

Vou pro Japão não pelo fato de eu estar apaixonado [isso também], mas porque pela primeira vez eu vou tentar começar do zero e fazer alguma coisa que preste com a minha vida.

. . .

[no avião].

Estávamos em um jardim, tudo era colorido, tudo era flores em todos os sentidos. Nos tocávamos, nos acariciávamos, éramos felizes. Quando pensei que tudo ia ser igual pra sempre, aparece uma coisa, não sei explicar o que seria ao certo só sei que essa “coisa” destruiu meu jardim e quando me dei conta ele não estava mais lá. Olhei para os lados para ver se conseguia enxergar ... quando me dei por mim ele estava me beijando, um leve e doce beijo daqueles com que se acorda alguém, daqueles que você fica o dia inteiro tentando descobrir se foi verdade ou se tudo não passou de um sonho, – mas eu não estava mais dormindo – quando acordei vi que seu lábio avia tocado o meu e que não era mentira.[que susto].

-Achei que você não fosse acordar.

-Frank nós já chegamos?

-Não, faltam 2 horas de viagem ainda. – ele falou como se não tivesse feito nada, mas eu senti.[será que foi coisa da minha cabeça?]

-Posso te perguntar uma coisa?

-Pergunta.

-Você ainda vai estar com a Hayley no Japão?

-Não sei, só quem sabe é a vida.

-Valeu filósofo.

-Não fica com raiva, minha vida esta confusa e só o que eu sei é que vamos ficar juntos por três semanas antes dela viajar.

-Mais eu não vou poder morar no alojamento da escola.

-Quando a gente chegar nós veremos se ainda dá pra você fazer a prova comigo. – [não sei porque, mas ele cismou que eu tenho que fazer essa merda].

-Já passou pela sua cabecinha oca que eu tenho o direito de querer ou não fazer essa prova?

-Mais eu pensei que você quisesse dividir o quarto comigo, e pra isso você vai ter que fazer a prova não é ‘cancã’ . – ele falou mole e fazendo charminho pra eu não ter como recusar.

-Ta bom eu faço a prova, mas vou fazer de música e não de desenho.

Com tanto que você fique comigo...

. . .

[2 horas depois]

-Liberdade – disse Frank acendendo um cigarro assim que chegamos ao aeroporto.

-Você não podia chegar direito, esperar nós irmos pro dormitório, etc?

-Lógico que não, meu amiguinho já está a 12:00hs guardado, você queria que eu fizesse o que com ele? O jogasse fora?

-Não, mas você podia ao menos esperar – peguei o cigarro da mão dele e dei uma tragada.

-Fala de mim.

-Falo mesmo – devolvi o cigarro pra ele – você quer satisfazer o vício na minha frente dá nisso. – nós rimos.

. . .

Quando chegamos ao alojamento a primeira coisa que ele fez jogar as malas no canto e ir para o banheiro para tomar uma ducha.[mania].

-O que é isso? – vi um envelope em cima da cama.

-Isso o que? – gritou Frank do banheiro.

-Tem uma carta em cima da cama!

-Abre e vê o que é.

Mas a carta não estava no meu nome, então resolvi ver quem a tinha enviado.

-Frank, foi o idiota do Mike que mandou!

-Tem algo escrito no verso?

-Está escrito assim – ele vinha saindo do banheiro de cueca e enxugando os cabelos – você esqueceu aqui quando viajou, estava na mesa com o ...

-Junto com o que? – estava com raiva, não dele mas de mim por estar com ciúmes.

-Você deu algum presente pra Hayley?

-Dei um cordão.

Fiquei em estado de choque por ele ter dado um cordão a ela, pra ele, presentes são bem mais do que só presentes, são símbolos que representam o sentimento dele para com os amigos.

-Como era esse cordão?

-Tinha um coração como pingente, não lembro de detalhes.

-Você deu um CORAÇÃO pra Hayley?