UnderMagic
2 Capítulo 1 - "Pequenas e brancas balinhas da amizade..."
Notas iniciais
— Hm...- resmungou a criança. Uma claridade invadiu seus olhos quando os abriu, conseguia ver um ponto de luz que vinha lá do topo da caverna, há muitos metros de altura.
Recuperou os sentidos, notando então que estava deitada sobre algo fofinho. Olhou para baixo, viu que pousara bem em cima de uma cama de flores amarelas, que inalavam um doce e forte perfume.
“Espera, flores amarelas?” Pensou consigo mesma. Pegou sua listinha, e logo viu que um dos ingredientes eram as flores, que só nasciam aqui no subsolo. Logo, pegou algumas e colocou dentro de sua pochete de couro, que além das flores possuía uma poção de cura feita pelos seus mestres e uma pequena estrela dourada, que nunca entendeu para o que servia. Mas considerou como um amuleto da sorte, já que fora sua mãe que a deu.
*Você equipa a estrela dourada em seu chapéu*
Frisk olha ao redor. “Nada de interessante” pensa consigo novamente. Levanta e decide andar pelo local, encontrando um pequeno corredor que dava em outra sala.
Seguiu o corredor, entrando na próxima sala, quando se deparou com algo meio...inesperado.
— Howdy! Eu sou FLOWEY, Flowey a flor! – a flor possuía belas pétalas intercaladas entre roxo e amarelo, e possuía um sorriso amigável em seu rosto.
*Você acena para Flowey em resposta*
— Hmm...Você é novo no SUBSOLO, né? Puxa cara, você deve estar confuso!
*Você diz para ele que está realmente confuso*
— Alguém tem que te ensinar como as coisas são por aqui! Acho que vai ter que ser o bom e velho “euzinho”! Pronto?
*Você diz que sim*
— Então lá vamos nós! – A flor dá uma piscadinha, o ambiente ao redor da criança se escurece, e tudo se torna em preto e branco. Um coração vermelho aparece na frente de Frisk, que fica totalmente confusa com a mudança repentina.
— Vê esse coração? É sua ALMA! A culminação do seu ser! – A criança dá alguns para o lado, sua alma vai junto, então ela começa a manuseá-la de forma curiosa – Sua alma começa fraca, porém pode ficar mais forte se ganhar LV!
*Você pergunta o que é “LV’*
— LV? É LOVE, claro! Você quer que eu compartilhe com você? – “Love é amor, então deve ser algo bom!” a inocente criança pensa, logo afirmando para Flowey que queria o “LOVE”.
— Está certo, te darei um pouco de LOVE! – pequenas formas redondas e brancas, que lembra balinhas, aparecem em volta de Flowey – Aqui embaixo LOVE é compartilhado por...”pequenas e brancas balinhas da amizade”! – Frisk se entusiasma, e sorri para Flowey. “Eu quero!” pensa.
— Está pronto? Mova-se e pegue quantas quiser!
Frisk se move para pegar as balinhas da amizade, mas ao tocá-las, sente uma forte dor e nota que sua barra de HP diminui para um, o que faz a pequena entrar em desespero.
— IDIOTA! NESSE MUNDO, É MATAR OU SER MORTO! COMO EU PODERIA DEIXAR UMA CHANCE DESSAS PASSAR? MORRA! – quando menos percebe, a humana foi rodeada pelas balas mortíferas, que foram se aproximando lentamente.
A menina começou a procurar desesperadamente a sua poção de cura, porém sentiu seu HP recuperar misteriosamente quando as pétalas encostaram nela.
Pode ouvir o grito de Flowey, então logo em seguida olhou para frente, onde viu uma figura muito maior que ela e de pelos felpudos e brancos. Frisk se encolhe muito assustada com medo de ser outro monstro que poderia feri-la.
— Mas que criatura cruel, machucando uma criança tão inocente – a grande cabra monstro a sua frente disse. Então, a mais velha colocou seus olhos sobre a criança, notando seu grande medo – Não tenha medo minha criança, eu sou Toriel, a guardiã das ruínas. – Toriel esticou a mão e sorriu de forma gentil para Frisk. Imediatamente, a criança sentiu o medo passar, e segura de si, pegou a mão de Toriel e se levantou – Eu passo todo dia por aqui para ver se um humano caiu. Faz tempo que não cai um humano aqui.
*Você pergunta para Toriel o que aconteceu com os outros humanos*
O sorriso de Toriel sumiu por alguns segundos, mas depois voltou, mesmo assim era possível sentir a energia triste dela.
— Isso não importa pequena. Venha, vou te guiar pelas Ruínas, é muito perigoso uma criança andar por esse lugar sozinha. – Disse fazendo um pequeno cafuné nela. Frisk sorriu, e acompanhada de Toriel, entraram nas ruínas
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