Under the Stars
1 Under the Stars
Dizer que eu estava nervosa era um eufemismo. Meu coração batia rápido e minhas mãos suavam descontroladamente. Tentei limpá-las no vestido, discretamente. Todos dançavam e festejavam à minha volta.
May parou ao meu lado, de repente, sorrindo de orelha a orelha.
– America, essas são as melhores coisas que já provei na vida! – Ela disse enquanto estendia em minha direção um punhado de mini tortinhas de sabores variados.
Peguei uma delas e dei uma mordida delicada. Sorri de volta para ela, concordando com a cabeça.
– Imagine poder comê-las todos os dias.
A expressão de May passou de pura felicidade à pura felicidade sonhadora. Eu ri, olhando por cima de sua cabeça, na direção de Maxon, que captou meu olhar imediatamente. Ele parecia ansioso.
Observei Marlee se aproximar de May e pousar levemente a mão sobre a cabeça dela.
– Posso falar com sua irmã a sós por um instante? – Marlee parecia estar se divertindo. May concordou e foi se juntar a Gerad.
Lancei a Marlee um olhar questionador. Ela riu.
– O que foi? – perguntei.
– Nada, só reparei no fato de que você mal consegue ficar de pé. Está nervosa por causa da noite de núpcias?
Concordei com a cabeça.
– Não sei bem o que esperar. – respondi.
– Acho que você não deveria se preocupar, America. – ela sorriu, aparentemente se lembrando de algo – Você e Maxon se amam, e é só nisso que você precisa se concentrar, tudo vai correr bem.
– Tenho certeza que sim, mas – Maxon passou seus braços levemente ao redor da minha cintura, dando um beijo de leve no topo da minha cabeça e sorriu para Marlee.
– Posso roubar minha esposa por um instante? – ele perguntou, sorrindo amplamente ao dizer a palavra ‘esposa’, a Marlee, que assentiu e lançou um sorriso encorajador em minha direção.
Virei-me lentamente de frente para Maxon e repousei minha cabeça em seu ombro, sorrindo. Uma música lenta começou a tocar ao fundo e passei meus braços ao redor do pescoço dele. Maxon me embalava ao som da música, me segurando com firmeza contra si.
– Vamos fugir? – sugeriu ele, com um sorriso em sua voz.
Levantei a cabeça para que pudesse olhar em seus olhos, e mais uma vez me perdi neles.
– Não vão notar nossa ausência?
Ele riu.
– Provavelmente – disse dando de ombros. – Acho que são bastante capazes de nos entender.
Sorri, e ele deslizou sua mão na minha, entrelaçando nossos dedos. Apertei-os com força enquanto ele me puxava delicadamente pela saída mais discreta do salão.
Subimos algumas escadas, e paramos diante de uma grande porta dupla. Maxon sorriu amplamente para mim, me puxando contra si.
– Não foram muitas tradições que sobraram da antiga sociedade, mas essa é uma das que conseguiram e faço questão de honrar.
Antes que eu pudesse perguntar o que ele faria, Maxon passou seus braços por debaixo das minhas pernas, logo abaixo dos joelhos, e me levantou devagar. Coloquei meus braços ao redor de seu pescoço para que pudesse me equilibrar, rindo. Maxon aproximou seu rosto do meu e encostou seus lábios levemente sobre os meus por alguns segundos. Abri minha boca por algum tipo de reflexo desconhecido.
Maxon mordeu meu lábio inferior de maneira delicada, sorrindo contra minha boca. Ele se afastou um pouco, e com, devo dizer, algum esforço, conseguiu abrir as portas. Logo após entrarmos, ele a fechou com os pés.
– Enfim sós – ele disse, com algo em seu olhar que não fui capaz de decifrar.
Eu estava três vezes mais nervosa que antes, agora que estávamos sozinhos. Maxon me levou até a cama e me deixou de pé em frente a ela, de costas para ele. Afastou meu cabelo para um lado, deixando meu pescoço nu do outro. Ele deu um beijo de leve, e sussurrou em meu ouvido – Eu amo você, America.
Fiquei instantaneamente arrepiada ao sentir seus lábios, assenti e virei minha cabeça levemente para trás, em sua direção.
– E eu amo você. – respondi sorrindo.
Maxon levou suas mãos até minha cintura e me apertou gentilmente contra si. Senti-lo tão próximo a mim me fez ficar ainda mais quente. Senti minhas bochechas arderem um pouco. Ele continuou beijando meu pescoço, deixando rastros de calor a cada beijo. Suspirei levemente. Maxon se afastou um pouco, levou as mãos até o zíper do meu vestido, e o desceu lentamente.
Deixei que ele o descesse até o fim, e quando o vestido caiu no chão, dei um passo para o lado, o deixando de lado. Maxon segurou sua respiração ao me ver somente de lingerie, como se estivesse contemplando alguma maravilha desconhecida.
Sorri envergonhada e ele sorriu de volta. Balançou sua cabeça de leve e disse baixinho – Tão, tão linda.
Engoli minha vergonha ao olhar em seus olhos, e algo que nunca tinha sentido antes me inundou. Fui em sua direção, destemida. Maxon me segurou contra si instantaneamente. Seus lábios encontraram os meus, e dessa vez com uma grande urgência. Seu beijo era profundo e cheio de desejo.
Deslizei seu terno até que ele caísse no chão e levei minhas mãos até os botões de sua camisa, sem quebrar o beijo. Abri-os com rapidez e pousei minhas mãos sobre seu peito bem definido. Senti-lo assim, com tanta fome, era novo para mim, e ao mesmo tempo, maravilhoso.
Maxon mexeu os braços, de forma a deixar sua camisa ir ao chão. Minhas mãos passaram por seus braços, até suas costas. Senti suas cicatrizes com as pontas dos meus dedos. Ele ofegou levemente contra minha boca, mas logo em seguida estava novamente confortável ao meu toque. Não importava o quanto eu o tocasse, parecia que nunca seria suficiente.
As mãos de Maxon percorriam meu corpo, como se ele quisesse guardar cada pedacinho de mim em sua memória. Levei as mãos até o fecho de sua calça e o abri, deixando que ela caísse com um leve barulho no piso branco.
Deixei que Maxon me conduzisse até a cama, e cai levemente de costas nela. Ele repousou sobre mim, com cuidado. Seu olhar era hipnotizante.
– America – ele sussurrou.
– Maxon – assenti.
As mãos de Maxon foram imediatamente até o fecho frontal do meu sutiã de renda branco. Ele puxou as alças devagar por meus ombros, até que eu estivesse livre dessa parte da lingerie.
Eu poderia me sentir exposta, mas só conseguia me sentir feliz. Feliz e feliz e feliz. Sua boca deslizou do meu pescoço até meus seios, parando ali por um tempo. Ele beijou cada um deles com calma e carinho. Soltei um gemido de leve, e seus olhos pegaram fogo instantaneamente.
Maxon continuou espalhando beijos até minha barriga, parando somente para deslizar minha liga até meus pés e a atirar no pequeno sofá que ficava próximo à cama. Ele olhou para mim, como se pedisse permissão. Balancei minha cabeça afirmativamente, incapaz de falar qualquer coisa.
Ele tirou minha calcinha e a jogou junto à liga. Meus olhos cravaram-se nos deles, cheios de desejo.
– Eu quero você. – consegui dizer.
Sentei-me devagar, me aproximando dele e coloquei as mãos em sua cueca. Ele pareceu um pouco surpreso, mas deixou que eu a retirasse. Maxon reagiu imediatamente, e me deitou novamente. Dessa vez, ele foi mais cuidadoso ao se deixar sobre mim, encaixando seu membro em minha vagina. Ofeguei levemente.
– Avise-me se quiser parar – ele disse.
Concordei com um aceno de cabeça, enquanto ele mergulhava para dentro de mim. Maxon se movimentava lentamente, os olhos fechados, sua expressão era puro desejo e felicidade. Eu estava em êxtase. Cruzei minhas pernas ao redor de sua cintura, enquanto soltava gemidos baixos em seu ouvido. Minhas mãos deslizavam por suas costas largas.
Dei uma mordida de leve em seu pescoço e Maxon soltou um suspiro. No mesmo instante, acelerou o movimento. Eu conseguia senti-lo dentro de mim e essa era uma sensação indescritível. Eu o amava, ele me amava. O mundo era lindo.
Maxon levou seu rosto em direção ao meu e me beijou cheio de desejo. Sua língua se enroscava na minha, numa dança suave e inebriante. Eu me sentia cada vez quente. Seus movimentos eram rápidos e a cada um deles, parecia que minha alma iria levantar voo através do teto abobadado e transparente.
Eu explorava sua boca como nunca havia feito antes. Maxon soltou um gemido rouco contra minha boca, enquanto ambos chegávamos ao clímax juntos. Ele saiu de cima de mim devagar, com cuidado. Sorri para ele cheia de paixão. Maxon deitou-se a meu lado, e logo aconcheguei minha cabeça contra seu ombro.
– Minha America, minha esposa, meu amor. – ele disse, depositando um beijo no topo da minha cabeça.
Eu me sentia completa. Maxon era o pedaço da minha alma que havia retornado ao seu lugar de direito.
– Minha vida. – respondi.
Ficamos abraçados até que ambos pegamos no sono, apenas com as estrelas como observadores.
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