Under The Test: A Prova Mortal

2 Me dizem algo preocupante


Na minha cabeça, tudo ainda estava ali quando acordei, podia sentir a dor percorrer meu corpo como se o ácido estivesse em minha veia rodando cada parte dele. A mulher que aplicara o líquido me olhava como se eu tivesse feito algo surpreendente, a surpresa no olhar dela me fez senti um enjôo.
O que poderia ter acontecido ali? Meu olhar proucurou alguma resposta nos da aplicadora do teste mas ela nada disse, apenas ficou fazendo anotações e depois me olhou como se eu fosse um objeto de estudo. Aquilo me elouquecia ainda mais. Achei ter passado horas naquele local e derrepente acordava ali sem entender nada, não havia concluído o enigma e isso me aliviava de verdade.
“Se eu não conclui, não passei.”
Me apeguei a este pensamento como minha única esperança. Cada segundo parecia ser massacrante e eu tomei a coragem de me levantar e falar com ela, só não sabia se havia sido uma decisão idiota demais.
– Quanto tempo eu passei lá? Fui aprovado?
Disse me levantando para me aproximar dela, fui interceptado por uma dor que percorreu todo o meu corpo, soltei um grunhido de dor espontâneo e tornei a me sentar visto que não conseguiria me levantar sem cair.
– É o efeito do soro, irá passar. — Disse ela, então voltou a escrever e disse – Você foi bem, seis minutos.
Eu gostaria de dizer, de verdade, que isso me acalmou. Porém a maioria das pessoas que entravam nesta sala só saiam depois de dez minutos. A aplicadora do teste disse as últimas palavras como se fosse uma conquista, como se tivessem achado o prêmio. Naquela informação eu me vi desabar, minha expressão devia ter assumido uma forma muito ruim pois eu sentia como se tivessem me dado um soco. Encarei-a, os olhos em súplica quase demostrando desespero, com medo, minha voz saiu trêmula quando perguntei:
– Isso é bom?
– É... — Ela pareceu analisar a situação – Esperavamos que fosse necessário concluir os testes, que resolvesse ele, era a única maneira de sair. Ou através do desmaio, não da realidade alternativa mas aqui, na vida real. A maioria das pessoas não conseguem resolver, nem chegam perto. Ai precisam de uma pequena dose de adrenalina para acorda.
Eu lembrava de casos de pessoas que saíram dali desmaiadas. No meu caso acreditei que tivesse desmaiado, mas foi mais como uma... Transferência. Como voltar para o mundo real. A realidade alternativa era incrível e mostrava a evolução da tecnologia.


As horas seguintes foram pertubadoras, eu tinha quase certeza de que nunca estivera tão ferrado na vida. Não parava de pensar na minha única esperança, não ter concluído o teste. As palavras da garota batiam em minha mente como se estivessem lutando contra a esperança, “Sete Minutos” , “Isto é bom”. Tudo martelava em minha mente enquanto eu voltava para casa. Observei minha rua detalhadamente, gostava de fazer aquilo, o resultado nunca era bom. O asfalto corroído e a maioria das casas com uma tinta desgastada, suja e uma faixada horrivel. Poças de lamas que poderiam ser péssimas armadilhas da chuva do dia anterior, o que me fez lembrar aquela realidade alternativa. Era real demais, não podia acreditar que foi apenas uma sensação e achei que jamais iria sentir prazer em andar na chuva, mesmo que a de recife não fosse tóxica e ardesse como o ácido. Eu ainda podia me lembrar da minha pele queimando e se soltando do corpo como se fosse puxada, como se o líquido fosse um removedor terrível de pele.
Quando cheguei em casa fui recebido pelo meu irmão. Alphonse Kyler, era dois anos mais novo que eu, quartoze anos, nós eramos muito diferente. Enquanto eu possuia cabelos castanhos, lisos,olhos castanhos nada chamativos e um semblante mais sério e fechado, Alphonse possuia que ficavam entre o loiro e o castanho que eram mais longos que os meus, a pele era igualmente branca e a diferença mesmo eram os olhos, os dele eram de um castanho esverdeado e o semblante. Al era bem mais extrovertido, sempre esboçando felicidadde.
– Olha la, o grande Ed. Você está com uma cara horríve, mano. Te bateram?
– É que estou fazendo uma imitação de você, é estranho. Como você sobreviveu tanto tempo com isso? — Respondi num tom de zombaria.
– Aconselho evitar espelhos, você vai se acustumar – Alphonse sorriu não parecendo ofendido, talvez porque soubesse que era bonito, tinhamos isso em comum – Mas falando sério... O que aconteceu?
– Alphonse, seu irmão acabou de chegar deixe-o descansar... — A voz que veio foi a de minha mãe, ela sabia que uma coisa, o anucio dos escolhidos para as provas desse ano seria amanhã – Amanhã será um dia de muito aperto.
Olhar para a minha mãe e parecer tranquilo eram coisas dificeis. Ela trabalhava na produção de leite, e trabalhava muito. As mãos dela ficavam muito vermelha graças a carga de trabalho, ela sempre parecia muito cansada. A coisa mais notória nisso era a gentileza dela, quase nunca era grossa conosco, cuidava de nós dois sozinha já que nosso pai trabalhava no porto e só tinha permissão de vir em casa uma vez por mês, minha mãe era a melhor pessoa do mundo e vê-la me olhar com tanta preucupação doeu mais em min do que eu esperava. Ela estava aflita, eu estava aflito, Alphonse também, todos estavam. O resultado seria amanhã e depois os selecionados iriam para brasilia, ficariam lá por quatro dias para treinar e se entrosar, logo depois eram enviados para a prova. Não era nada tranquilizador os locais das provas porque em geral eram locais quentes ou frios demais, com animais demais querendo sua pele, ou o nível de poluição estaria em alta liberando substância tóxicas. Nunca menos do que isso.
– Tudo bem mãe. — Me virei para Alphonse me aproximando dele – Vou contar, uma aranha gigante terrível de 20 patas me perseguiu, ela tinha dois metros e em 5 das patas carregava espadas. Ai ela me atacou com as cinco espadas mas eu desviei e cortei pata por pata dela.
Al anlisou a história, desconfiado e sagaz. Olhou para eu como se estivesse tentando ver verdade em meus olhos, claro que ele estava achando a história um absurdo pois ele não era burro já tinha quartoze anos, mesmo que quando se vivesse num mundo como o nosso coisas estranhas acontecessem, mas aquilo já era demais.
– Ah foi? E como você, hã, cortou as patas dela? Com uma faca? Se ela tem mais de dois metros as patas devem ser bem resistente – Ele anlisou a situação – Ela deve ser bem forte também.
– Ta, tá, você me pegou cara — Soltei uma risada e minha mãe pareceu se diverti também – Mas... — Cocei a garganta – Não posso dizer sobre os testes, lembra?
– Ah, quem liga para essa regra chata? Eles nem saberiam seu idiota. Vamos diga, diga.
– Eu tentei ser legal, cara. Se eu disser vão mandar uma aranha gigante de vinte patas atrás de você se souber, relaxa, só dois anos e você vai saber.
Dizer aquilo doia bastante, pricipalmente porque Al era muito inteligente, ele podia passar. O enigma era difícil e me apeguei a isso, ele talvez não conseguisse resolver, talvez não fosse aprovado. Eu tinha medo de que ele fosse, de que ele tivesse de ir para aquelas malditas provas.
– Alphon, se você continuar sendo tão hóstil vou deixa-lo sem comida por uma semana – Disse minha mãe falando sério, ela quase nunca brincava – Agora deixe seu irmão resolver as coisas dele.
Meu irmãozinho não gostou muito da ideia, era teimoso, mas decidiu que era melhor. Minha mãe puxou uma das cadeiras da mesa de janta e eu me sentei, estava famito e nem havia percebido. Eu não faço ideia de como era a comida de 2015, é dificil saber disso quando se está no ano 2115, mas a comida atual era boa. Eu adorava qualquer coisa que minha mãe fizesse e cheguei a conclusão de que se eu fosse enviado para as provas, sentiria tanta falta da comida dela que podia entrar em depressão. A idéia me pareceu mirabolante.
– Você já comeu? Se não, deveria.
– Estou sem fome, Ed.
– Sempre, sempre está sem fome. Isso não é nada bom... Foi tudo bem hoje, eu acho que não passei na prova. — Digo na tentativa de acalma-la, eu não fazia ideia na verdade. — Pelo menos... Come um pouco.
Ela pareceu convencida, se sentou na mesa de frente para mim. Ela parecia estar sem assunto para falar comigo, parecia querer estar sem assunto. Eu sabia bem o que minha mãe queria, era típico de Cameron e eu a conhecia muito bem, os seus 42 anos não escondiam, ela queria me interroga e pergunta cada detalhe do teste, da minha vida, do que eu havia feito e de como eu estava depois daquilo, mas ela sabia que eu não podia falar do teste.
– Você teve um dia muito cansativo? Fiquei sabendo que duas horas depois do almoço você e Jace sumiram. — Ela disse demostrando uma indação peculiar.
– Hã... — Engoli a comida quase toda, quase me intalo – Nós estavamos, trocando ideias. O Jace e muito inteligente, ele me propôs um trabalho no desenvolvimento de ferilizantes. — Faço um sinal de não com a cabeça e volto a mastigar – Nada muito interessante. Depois disso, veio o teste, passei quase o dia todo naquela sala. Odeio aquele lugar.
– Não fale de boca cheia – Advertiu minha mãe, ela nem parecia ter escutado o que disse, como se tivesse ignorado o que eu havia dito após encher a boca para falar – Agora... Repita por favor.
– O Jace me propôs um trabalho no desenvolvimento de fertilizantes, nada muito interessante. O resto do meu dia foi naquela sala de testes, passei quase o dia todo na fila de aguarda. Odeio aquele lugar.
– Aaaah! Agora eu entendi, viu, bem melhor né? — Obvio que ela havia entendio antes mas sempre fazia isso, se falassemos de boca cheia, fingia que nem tinha ouvido. — Deve esta muito cansado, me lembro de como os testes eram cansativos... Vou deixar você livre das tarefas de casa hoje. — Ela começou a comer, para meu alívio, era bom ver que minha mãe se alimentava.
– Posso fazer as terfas de casa e depois descansar, sem problemas. Minhas responsabilidades, minhas responsabilidades. — Falei dando ênfase, não gostava de deixar minha mãe fazer tudo.
Ela afirmou que sim com a cabeça concordando e o assunto se deu por encerrado ali. Minha mãe não falava enquanto mastigava e era rígida com essa regra, depois de alguns minutos de silêncio foi que ela voltou a falar, quando já haviamos terminado de comer e eu já estava lavando os pratos. Me informou das últimas noticias como se fosse um jornal, falou das novidades, e enquanto ela falava eu descobri que tinhamos sorte. Muitos estados estariam a essa hora escuros, mas o nosso por ser rico era bem confortável, agradável, aquilo me reconfortava mas também me dava raiva graças a desigualdade que tinhamos. O maldito sistema fazia pessoas pagarem por não ter feito nada, nós de Recife eramos sortudos, tinhamos apenas que trabalhar exaustivamente. Em outros estados além de trabahar exaustivamente faltava o conforto e o lar, faltava a comida e o dinheiro, o minimo dos direitos que tinhamos não parecia existi para tantas pessoas e isso me dava raiva.
Quando terminei de fazer as coisas de casas concordei com minha mãe que deveria descansar. O teste havia me desgastado e meu dia parecia já ter completado as 24 horas. As mais terríveis dele foram as do teste, mas a dúvida me massacrava de forma que quando deu duas horas da madrugada eu ainda estava acordado, não percebi quando dormi mas foi muito de repente.

Fim do Capítulo 2.