Under My Power.

6 Hearts burst into fire


Notas iniciais
Músicas: http://www.youtube.com/watch?v=O_Pyo7rSF3g&hd=1 e http://www.youtube.com/watch?v=CGK0lYJ4B9w&hd=1

- O que você quer dizer com "sumiu"? — Perguntou Amanda, claramente estressada e cansada.

- Sumiu. — Drake repetiu, sem nenhuma irritação em sua voz.

Então todos ficaram em silêncio, e seus olhares foram destinados para a mesma pessoa: Ahri estava agachada, cheirando o chão. Ela os olhou, e disse:

- Consigo rastreá-lo. Não consigo sentir seu cheiro, mas sinto um cheiro estranho... De humanos, disso eu tenho certeza. A quanto tempo Johnatan está desaparecido?

- Não sei. — Disse Alaric. — Não o vejo desde que acordei.

- É, eu também não. — Amanda assentiu, e a ruiva e Drake também alegaram que não o via a muito tempo.

- Sigam-me. — Disse Ahri, com segurança.

Em fração de segundos, a morena dos olhos negros cintilantes havia se transformado em uma raposa.

Katarina mostrou-se curiosa, pois a vampira ainda não havia se transformado na frente deles. A ruiva viu os olhos da raposa, ainda negros e com a mesma intensidade que a deixava tonta, a olharem antes de se virar e começar a cheirar os rastros, saindo da caverna.

O grupo de vampiros a seguiu. De vez em quando aparecia pegadas na neve, mas se não fosse pela visão vampírica aguçada, provavelmente nunca iriam enxergá-la. Seja quem for esses mudanos que raptaram John, eles definitivamente sabem como cobrir seus rastros.

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O grupo seguiu a raposa até chegar na margem de algo que parecia o começo de um mar. Não estava totalmente congelado. Katarina viu que a raposa parou e esperou inquieta o restante do grupo.

Todos olharam para o navio que estava à frente. Um navio todo de madeira, e a frente dele era de uma serpente.

- Um navio de escandinavos? — Perguntou Amanda, atordoada.

- É, parece que sim. — Falou Drake.

- E agora? — Perguntou Ahri, um pouco perdida, assim que voltou para sua forma humana suavemente, e estava fitando o navio, como todos.

- Agora... Vamos segui-los. — Falou a ruiva, olhando nos olhos negros da vampira.

A mesma assentiu. As vampiras desgrudaram os olhos uma da outra — com uma forte dificuldade, pois as chamas verdes chamavam as negras instintivamente — e olharam envolta. Todos assentiram, decididos e seguros.

Drake examinou a área e percebeu que lá perto havia um cais. O grupo andou até o mesmo. Havia poucas pessoas, principalmente por ser perto de uma floresta onde leva a lugar nenhum, e estar nevando.

Passaram por uma mulher coberta com uma menina — não tinha mais de cinco anos — e quando viu o grupo, evidentemente armados, pegou no braço da filha e colocou-a atrás de seu corpo, afim de protegê-la.

Katarina sorriu com desdém pelo gesto. Mundanos, pensou. Sempre vivendo com medo.

Havia também um garoto que trajava uma capa e estava em cima de um cavalo de porte pequeno, carregando uma cesta com um filhote de cachorro. Ahri instintivamente sentiu uma ternura muito grande pelo rapaz, pois o mesmo tratava muito os animais.

- É um arqueiro. — Disse a ruiva enquanto examinava a vampira e percebeu para onde a mesma estava olhando.

A morena foi distraída pela voz suave de Katarina e a olhou, prendendo seus olhos nas esmeraldas verdes. Deus, por que ela tem que ser tão linda? não conseguiu deixar de pensar. Então tentou assentir e desviar o olhar, focando na tarefa do momento: arranjar um navio.

Drake foi na frente, enquanto os vampiros esperavam pacientemente atrás.

- Olá amigo, qual o seu nome? — O Lasombra perguntou, seguro de si.

- Fabiano. — Disse o homem, sem entender muito bem.

Drake sorriu ironicamente e então disse:

- Então, Fabiano. É o seguinte: — E então olhou diretamente nos olhos do rapaz, prendendo totalmente sua atenção. Suas pupilas dilatavam enquanto ele falava — Qual seu melhor navio?

- O "sereia dos sete mares". — Respondeu sem exitar por um segundo.

- Que nome horrível. — Observou Drake, e então voltou a concentrar-se nos olhos de Fabiano, que estava hipnotizado. — Você vai dá-lo para mim, okay?

- Mas é o barco mais caro que eu tenho.

- Eu não ligo.

O homem balançou a cabeça positivamente e disse:

- Tudo bem. É seu.

- Obrigado. — Sorriu. — Agora você vai esquecer dessa conversa. Adeus.

E então estalou os dedos, olhou para o restante dos vampiros e acenou com a cabeça, e foi em direção ao navio.

- E então... Quem sabe pilotar? — Perguntou Katarina. Todos ficaram quietos. — Suponho que não pensaram nessa parte do plano infalível. — Disse ironicamente.

Todos ficaram em silêncio, até que Amanda o quebrou:

- Eu. Eu sei. — Disse de forma segura e foi até seu posto. — Podem me chamar de capitã Amanda de aqui por diante. — brincou e sorriu de lado.

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O mar estava calmo por duas horas. Mas não era o suficiente, não para uma viagem até a Escandinávia, que demoraria dois dias.

E então os primeiros sinais de que os vampiros passariam por problemas começou a aparecer: o céu criando nuvens de um cinza bem escuro, o mar agitado.

Começou a trovejar, e demorou cinco minutos para começar a cair as primeiras gotas no céu, as vezes acertando a cabeça da ruiva, o braço de Drake, a mão de Amanda, a orelha de raposa de Ahri. E assim por diante, começando uma tempestade.

Nenhum dos vampiros disse nada, e Amanda era a que estava mais concentrada, e quebrou o silêncio por uma unica vez:

- Vamos passar por um momento difícil. Segurem-se, não caiam no mar, pois o corpo morto de vocês vai congelar, disso pode ter certeza. — Disse, sem brincadeiras. Estava mais séria do que nunca.

E então todos obedeceram. Drake puxou uma corda e amarrou em um pedaço de madeira, e amarrou na cintura, tentando manter o equilíbrio. Alaric fez o mesmo.

Katarina se segurou no mastro e percebeu que Ahri estava perdida, não sabia para onde ia. E então um trovão caiu no mar, bem a frente do navio. A água criou ondas gigantescas, e o navio virou ligeiramente para o lado direito.

Amanda já estava transpirando enquanto virava com todas as suas forças o barco para o lugar. Mas era tarde demais.

Ahri estava se desiquilibrando e caiu. Então esse é meu fim?, pensou enquanto os segundos passavam como horas enquanto se despencava do navio. Cair de um navio, direto para baixo do oceano, onde meu corpo de vampiro congelaria para sempre. É pior que morrer por uma estaca de madeira.

Foram seus ultimos pensamentos, logo em seguida sentiu a água fria batendo em suas costas e afundando. E então sentiu um toque suave em sua mão já muito gelada. Pensou em estar delirando. Percebeu que não estava mais afundando, mas não conseguia abrir os olhos. Sua pele sentiu algo áspero, como o chão do navio. Parecia que havia sido deitada. Mas era impossível, sabia que tinha caído do navio.

Com esforço, permitiu-se abrir os olhos apenas por um instante. Viu esmeraldas verdes a encarando, com um olhar muito preocupado, e uma tempestade em sua volta. Fechou os olhos novamente, sabia que estava sonhando.

Até parar a tempestade, Alaric e Drake continuaram amarrados pelas cordas, e Katarina se segurava com firmeza no mastro, enquanto havia uma outra corda amarrada em sua cintura e que estava ligada à cintura de Ahri, um tanto acordada e um tanto inconsciente — sentada em um canto do barco.

Amanda estava se mostrando uma ótima capitã de navio. Estava controlando tudo com equilíbrio, tranquilidade e perfeição.

Todos estavam exaustos, e se sentiram aliviados quando a tempestade, enfim, parou. Havia uma ilha um tanto congelada por perto. Amanda guiou o navio até lá, e o prendeu no lugar. Anunciou:

- Vamos parar pois irá amanhecer. Todos procurem algum quarto para se acomodar. Teremos apenas um dia para chegar na Escandinávia, pois não sei se terei a sorte de achar uma nova ilha para passarmos o dia.

Todos assentiram, sérios. Agora Ahri já estava acordada e compreendeu o que havia acontecido. Estava caindo, e então a ruiva mergulhou no oceano, afim de salvá-la. Uma Assamita arriscou sua vida por uma Gangrel. Sorriu ao pensar nisso, e se sentiu uma boba, pois percebeu que a vampira a olhava. Mas a mesma deu um sorriso de volta que iluminou completamente a visão de Ahri.

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Katarina se ajeitou na cama, e se deitou. Seus cabelos estavam úmidos e ela havia trocado de roupa. Vasculhou em uma mala que Amanda arrumou para ela com roupas antes de saírem pela trilha à caminho das masmorras. Agora usava um vestido preto bem folgado da cintura para baixo. Não tinha nada a ver com a vampira, mas estava usando mesmo assim, pelo menos era confortável, já que ia dormir.

Se acomodou no travesseiro duro e fechou os olhos. Ouviu batidas suaves na porta e abriu os olhos. Se sentou na cama, e disse:

- Entre!

E a porta abriu, revelando a vampira com os olhos negros como petróleo, e os mesmos brilhavam intensamente. Logo se encontraram com as esmeraldas, e Ahri sorriu suavemente.

- Eu vim só para agradecer o que você fez por mim mais cedo, na tempestade.

Katarina estremeceu.

- De nada. — Falou da maneira mais suave que podia. — Pensou que eu não te salvaria?

Ahri continuou sorrindo de lado, e respondeu:

- Não é isso. É que... Alaric e Drake não se mexeram. E Amanda estava concentrada demais no navio para poder ajudar. Só você que...

- Tenho certeza que os dois não viram você caindo. — A ruiva cortou Ahri. — Eles a ajudariam.

Mas a morena, persistente, balançou a cabeça. Deu alguns passos lentos, entrando no quarto, chegando mais perto da cama.

- Não. Eles viram. Só não quiseram se arriscar para me salvar. Mal me conhecem. — Continuou, os olhos de petróleo olhando apaixonadamente para as esmeraldas, que faiscavam, inundadas de desejo.

- Pois deveriam. — Falou Katarina, sem desviar os olhos de Ahri.

- Por que? — Quis saber a morena, sentando na cama.

A ruiva engoliu em seco. Passaram-se longos segundos sem que a vampira conseguisse responder.

- Porque você vale a pena, Ahri. — Disse, enfim.

- Por que pensa isso de mim? — A morena chegou mais perto. Katarina podia sentir sua respiração.

- Porque... — Começou a ruiva, mas não conseguiu terminar a frase. Seus lábios estavam cada vez mais próximos dos de Ahri agora, podiam quase sentir o hálito refrescante uma da outra.

Então a conecção das duas se acabou, por causa de um simples chamado:

- Pessoal, estamos sendo atacados. Peguem suas armas! — Gritou Alaric da porta, sem nem perceber o que estava rolando entre as vampiras.

Katarina se assustou com o som da voz do vampiro, mas nem tinha prestado atenção no que ele havia falado. Ficou um silêncio constrangedor entre as duas, enquanto as esmeraldas faiscavam em busca dos olhos negros de Ahri.

A morena olhou para baixo, e mordeu o lábio.

- Vamos. — O som rouco da voz da vampira fez Katarina estremecer de prazer, e percebeu o que isso significava.

Estamos sendo atacados!, pensou e arregalou os olhos, parecendo que nesse momento havia voltado a si mesma. Saiu da cama correndo e pegou duas adagas. Estava descalça e de vestido e nem havia pego suas shurikens, mas não se importava.

Ela era muito mais fatal do que qualquer arma que pudesse carregar.

O grupo — pequeno, em comparação à tripulação do navio inimigo — se pôs na frente do navio, enquanto as bombas estavam sendo jogadas. Não se preocupavam com isso.

- Eles pensam que vão nos matar com aquelas coisas? — Indagou Amanda, e riu sinicamente.

- Vamos. — Disse Alaric, com sangue nos olhos. — Tá na hora de fazer um lanchinho.

Todos deram um salto próprio dos vampiros para o navio seguinte, e deslizaram para o chão com graça. Os tripulantes ficaram admirados e receosos ao perceber a habilidade do grupo. Eram bons demais para serem humanos.

Só que perceberam isso tarde demais.

Ahri havia pego suas shurikens e estava atirando nos homens, uns caíam no chão, outros ela simplesmente pulava na garganta e os matavam.

Alaric estava criando miragens, fazendo os tripulantes ficarem presos em suas próprias imaginações e quando estavam indefesos demais para atacar, o vampiro ia direto para a garganta e pulsos dos homens, matando-os e saciando-se.

Drake usou seu poder de tirar a visão dos homens, fazendo-os ficar desesperado. Ria maleficamente ao perceber como os mundanos eram tão ridículos. E assim drenava o sangue de todos, um por um.

Katarina cuspiu em suas duas adagas e foi matando os homens com seu veneno. Escolhia alguns mundanos para matá-los à moda antiga, se alimentando.

Quando viram, todos estavam mortos. O navio era de uma cor de madeira branca e polida, agora parecia ter sido pintado de vermelho. Os vampiros estavam sorridentes, fortes e satisfeitos. Pegaram os pertences valiosos dos tripulantes: jóias, dinheiro e roupas. Depois pularam de volta para o "sereia dos sete mares" bem a tempo de começar a aparecer os primeiros raios de sol no céu. Somente Alaric que demorou mais do que os outros, e acabou tendo a mão queimada, mas foi ligeiro e rapidamente já estava dentro do navio, onde havia sombra e ar fresco.

Todos estavam em segurança, e agora podiam repor suas energias em paz. Dormiram profundamente.

Menos Ahri... A vampira não conseguia parar de pensar na ruiva das esmeraldas ofuscantes.

Notas finais
Espero que gostem. :3