Undeath Love
2 Vingança
Notas iniciais
Pov. Camille
Victoire passou o resto da noite espionando a humana. Descobri muito sobre ela. O nome dela era Maryse Katherine, morava em um luxuoso casarão do Brooklin. Ela estava se aprontando para a primeira noite com Raphael.
Meu plano já estava muito bem encaminhado. Peguei um vestido e me disfarcei para poder me aproximar daquela humaninha.
Ela estava no jardim de sua mansão. Quando me viu, perguntou:
– O que você quer comigo?
Arregalei os olhos, parece que Raphael deve ter mencionado algo sobre mim para ela.
Eu a tranquilizei:
– Não se preocupe, eu sou uma amiga de Raphael. Vim para lhe ajudar a se arrumar para esta noite.
A humana, Maryse, assentiu e me convidou para entrar. A casa era grande e no estilo vitoriano. O quarto dela era no segundo andar. Ela abriu o guarda roupa. Tirou todas as peças íntimas que haviam lá dentro. Passei os olhos por todas elas. Essa humana tinha um gosto muito recatado, parecia que ela queria fazer Raphael dormir de tanto tédio. Exceto por uma camisola preta de renda parcialmente transparente. Segurei a peça e disse:
– Essa é perfeita!
Maryse corou. Humana tolinha.
* * *
Raphael estava quase uma hora atrasado, como eu havia planejado. Mandei Victoire e James distraírem ele.
Quando a humana soltou um suspiro desapontado, eu aproveitei para usar meu amado dom da hipnose.
– Sabe, talvez fosse melhor esquecer Raphael.- sussurrei em seu ouvido- Já pensou em como deve ser difícil para ele ficar perto de você? O seu sangue, o seu cheiro, são como uma lâmina em brasa em sua garganta. É um amor impossível, vocês nunca vão ficar juntos- Minhas palavras eram como veneno para a pobre humana- O melhor que você pode fazer é deixá-lo livre de você.
Deixei-a sozinha enquanto a hipnose fazia efeito. Raphael teria uma surpresa nada agradável quando chegasse.
Pov. Raphael
Estava prestes a sair para encontrar minha princesa, quando Victoire me parou. Ela disse, com seu típico sotaque russo:
– Onde pensa que vai?
– Não é da sua conta!
– É sim. Um grupo de humanos está tentando entrar no Hotel, precisamos pará-los.
– Vocês podem fazer isso sem mim.
Victoire apertou com mais força o meu braço, e disse:
– Não podemos. Camille deixou bem claro que na ausência dela você seria o líder.
Suspirei derrotado, apesar de tudo, Camille ainda era a líder e eu deveria respeitar suas decisões.
O grupo de humanos conseguiu entrar pelo porão. Rapidamente nos dirigimos para lá. Atacamos os invasores. Humanos tolos, trouxeram um vidrinho de água benta e uma cruz. Eles não tiveram chance contra nós.
Depois que acabamos com eles, consegui sair do Hotel. Quando percebi que horas eram, corri em minha velocidade vampiresca para encontrar minha amada.
Chegando lá, percebi que ela havia saído, mas consegui captar seu cheiro. Mas ela não estava só. Senti um cheiro doce enjoativo e soube quem era. Camille.
Segui o cheiro até um penhasco bem afastado da cidade. Lá estava minha princesa, Maryse, caminhando desolada até a beira do penhasco. Eu gritei:
– Maryse, pare!
Lentamente, ela se virou. Me olhou nos olhos, mas seus olhos não estavam com o mesmo tom brilhante de azul. Estavam gélidos e opacos. Ela estava hipnotizada!
Corri até ela mas só a tempo de ouvi-la dizer:
– Ajude-me.
E então cair do penhasco. Corri o mais rápido que pude e me joguei em direção as pedras em que jazia o corpo de minha amada.
Aterrissei nas pedras sem um arranhão, mas meu coração estava em pedaços. Olhei para a beira do penhasco e a vi, Camille.
Eu gritei:
– Maldita! Eu vou matá-la!
Ela só me olhou friamente e deu seu sorriso mais sádico. E então desapareceu me deixando só com minha solidão eterna.
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