Undead

1 Apenas o começo...


Notas iniciais
Hey /çwç/

Eu estava louca pra postar essa fanfic ewe Finalmente consegui um pouco de tempo para escrevê-la e postá-la (~ç-ç)~

Ãn...espero que gostem -q

Toda a cidade estava vazia, o silêncio reinava a um tempo. O ar estava gélido, as ruas e casas, vazias. Eu tinha quase certeza de que agora havia se tornado uma cidade fantasma. Se bem que...não, isso não é verdade. Ainda tem pessoas habitando por aqui... Pessoas com carne e ossos á mostra, totalmente insanas e foras de si. Não podiam mais ser chamadas de ‘’pessoas’’, aqueles coisas não são seres humanos. São canibais, imundos e desajeitados. Também não sei se posso chama-los de ‘’zumbis’’, porque não são como nos filmes, são difíceis de matar. Eu e minha irmã tentamos mata-los, é bem complicado.

Me sinto triste quando penso que essas ‘’coisas’’ já poderiam ter sido humanas, e foram traídos cruelmente pela própria raça. É meio justo que eles nos devorem. Mas duvido muito que os mortos-vivos queiram vingança, eles certamente não tem mais uma consciência, e muito menos se lembram de quem eram antes do acidente.

Olhei para cima, na esperança de que ainda estivesse longe de começar a escurecer, já não temos relógios faz um tempo.

- Ainda estamos muito longe? – Resmungou minha irmã, Yumi, segurando sua cesta de compras vazia.

- Acho que estamos quase lá. –Respondi.

-Mesmo se estivermos chegando...teremos que trilhar o caminho de volta ao abrigo! Estou tão cansada! –Bufou. – Tomara que essa loja preste.

Não comentei nada até finalmente chegarmos ao lugar desejado. Não demorou para que Yumi adentrasse a loja pulando, tocando todas as prateleiras caídas, esperando encontrar comida ou algum outro suprimento.

Olhamos em volta, estava quase vazia. Por sorte, dentro de um armário quebrado, encontramos alguns alimentos enlatados, daquele tipo de comida que os velhos comem. Pegamos milho, ervilha, macarrão cru, sal e algumas batatas. Eram as únicas coisas comestíveis que encontramos por lá. Depois do que vimos lá dentro, pegamos os suprimentos o mais rápido possível. Havia sangue e carne podre por toda a parte, o cheiro era péssimo.

E para piorar, precisávamos chegar no abrigo antes que escurecesse.

-Yami! Olhe! – Yumi segurou sua cesta com força, me chamando a atenção, enquanto apontava para uma casa vazia, seguida de alguns prédios. – Por que não passamos a noite ali? Estou tão cansada! Não vou conseguir andar até o nosso abrigo, que por sinal está muito sujo!

-Essa casa não deve estar diferente, vamos, falta pouco. – Tentei convencê-la de que se abrigar naquele local não era boa ideia. Apesar de ser mais fácil de ir de um lugar ao outro, por estarmos apenas em duas, eu preferia que ficássemos em um lugar que nós já conhecíamos, a antiga casa de nossos pais, ambos saíram em uma viagem há 4 meses atrás...Eu sei que não voltarão, mas minha irmã ainda acha que vão retornar...Prefiro não contrariá-la.

Ela estava bufando ao meu lado, deve ser pelo simples fato de eu não ter aceitado sua ideia. Fingiu que secava seus cabelos azul-claro suados, para tentar fazer um drama.

Ainda tem essa, ela insiste em manter o cabelo da cor azul, e um tanto curtos. Vão um pouco mais abaixo dos ombros.

Tivemos a sorte de conseguir voltar ao local de saída sem encontrar com nenhum mutante, mas foi por pouco, quase chamamos a atenção de um grupo deles que passavam por perto.

-Hey! Olhe! Consegui uma barra de chocolate! –Yumi sorriu, levantando o pequeno pacote que encontrara.

-Isso é ótimo. –Sorri também, revirando a cesta que a mesma estaria carregando á um tempo atrás. – O que quer comer hoje? Conseguimos mais comida que a semana anterior... Vamos conseguir nos manter aqui por mais tempo.

-Quer dizer que vamos poder comer mais do que o normal? –Perguntou, encarando a barra que tinha pego.

-Não, não dessa vez. Só um pouco mais, talvez... –Peguei a lata de milho.- Vamos comer milho antes do chocolate.

Meio relutante, ela também concordou. Logo após a janta, verificamos se as portas e janelas estavam fechadas. Sei que uma hora ou outra teríamos que deixar essa casa e ir atrás de outros sobreviventes e armas. Não quero sair daqui, essa seria, provavelmente, a última lembrança de nossos pais. Ela seria invadida em breve. As portas de madeira já estão podres, algumas janelas, quebradas. Não suportariam por muito mais tempo. Se os ‘’zumbis’’ viessem em grupo, invadiriam sem esforço. Antes de ir dormir, dei uma última olhada no lado de fora. Eles estavam por todas as partes, realmente, as criaturas saem á noite em busca de comida. Penso que, enquanto estamos aqui, alguns sobreviventes lá fora devem estar prestes á perder a vida, morrendo de fome, ou desabrigados. Queria poder encontrar algum...

Olhei para os lados e sentei no sofá velho, encarei o controle da televisão por um tempo, até finalmente decidir ligar o aparelho de televisão. Todos os canais estavam fora do ar, como esperado. Ah, mas o chiado que vinha de dentro da máquina estava muito alto, tentei desesperadamente abaixar o volume, que logo depois de eu quase esmagar aquele botão, obedeceu ao meu comando. Suspirei, será que o volume poderia ter chamado a atenção daqueles zumbis? Estava bem alto...mas, eu duvido um pouco, eles mal enxergam, talvez não escutem muito bem... Me encolhi e fechei os olhos, esperando alguém invadir. Silêncio por um momento. Suspirei, aliviada. Levantei-me. Mas um barulho estridente me fez desabar no sofá novamente: Um grito tão alto que me fez tampar os ouvidos, e fez até mesmo Yumi levantar para ver o que estava ocorrendo. Gelei, dei uma espiada na janela, para ver se era mesmo o que eu estaria pensando. Torcia para estar errada. Infelizmente, não estava. Haviam dúzias de criaturas vindo em direção á casa que estávamos.

Me pergunto como uma televisão atraiu tudo isso. Será que todos já estariam rodeando, cientes de que nós ficaríamos aqui?

-V-vamos sair daqui...a-agora...- Gaguejei, levantando- me e catando as mochilas com alimentos, roupas e um kit cheio de remédios para usarmos de emergência.

Nós não tomávamos banho há um tempo, portanto, não trocávamos de roupa faziam três dias.

As janelas e a porta estavam quase se quebrando, procurei pela chave da porta de trás desesperadamente, nós quase nunca a usávamos, então eu quase não fazia ideia de onde aquela maldita chave estaria.

-RÁPIDO, YAMI! – Ela bateu na mesa, com força. Depois de procurar em diversos lugares rapidamente, resolvi o último lugar que estaria dentro de minhas hipóteses. O criado-mudo.

Lá no fundo do mesmo objeto, estava o que procurávamos. Corri para a porta de trás, torci para que o quintal estivesse vazio, e destranquei-a. Sem pensar se ali estaria em uma situação pior que a da frente, pulamos para fora, trancando-a novamente. Nesse mesmo instante, os mutantes adentraram a casa, sem querer ouvir o resto, pulamos a cerca do quintal, sem olhar para trás, esquecendo todas as memórias de infância que tivemos naquele local, deixando-o nas ‘’mãos’’ de estranhos canibais e insanos.

Corremos tanto, que mal conseguíamos ver se haviam mais criaturas no caminho. Só paramos quando tivemos a certeza que estávamos longe o bastante daquela casa.

Suspiramos, cansadas.

- Para onde vamos agora, Yami? – Yumi desabou no chão, choramingando.

- V-vamos...- Tentei não chorar, respirei fundo, tentando conter as lágrimas e não gaguejar. – Vamos ser nômades. Procuraremos sobreviventes, e dependendo da quantidade que encontrarmos, vamos montar um grupo com eles. Precisamos conseguir armas, urgente.

-T-tudo bem. – Ela encarou o chão, e logo levantou.- Vamos lá. Não podemos ser as últimas pessoas normais no mundo, certo?

(...)

Notas finais
É isso -w-

A história está meio confusa no começo, mas depois ''talvez'' se ajeite ewe

Desculpem pelos erros ortográficos, eu estava com pressa, e não tive tempo de reler a história ~ ç3ç