Uncontrolled

9 Justice is finally granted


Notas iniciais
Então amigos ... esse é o penúltimo capítulo ? E ai , ansiosos ? Será que o que vocês queriam aconteceu? Continuem ligados ! =D

Lizie abriu a boca fazendo com que a escova de dentes caísse no chão , assustada com o aspecto em que eu provavelmente me encontrava . Tinha certeza de que estavam com o rosto sujo, os cabelos desalinhados e as lentes em um estado lamentável . Ela me perguntava o tempo todo o que estava acontecendo , e assim que me deixou entrar , eu não conseguia explicar quase nada . Tudo o que eu queria era um telefone .

''-- M-m-m-mas Lena , o que tá rolando afinal ? Pra que você quer tanto ligar para a polícia ? '' -- Ela também estava apavorada , mas não tanto quanto eu.

''-- Dentro da viatura eu explico para você .'' -- Eu disse , enquanto discava os números. '' -- Só preciso de t... AH alô , é da polícia ? Sim sim , escute , aqui quem fala é Marlena Griffins . E-eu , por favor moço , o jovem que vocês estão procurando , o Jason ... ele não está mais no local para onde vocês estão se dirigindo '' --Sentia como se as palavras saíssem da minha boca sem controle , mas eu precisava explicar brevemente o que estava acontecendo . -- ''Ele dopou a mulher com quem ele morava , me manteve presa e disse que estava saindo do país ... sim , vocês vem nos bucar ? Sim , estou com uma amiga aqui comigo . Estamos na rua São Cristopher , número 4 . Sim , sim , por favor , venham rápido , obrigada. ''

'' -- Marlena , que história é essa de que você estava presa ? Marlena , se isso é alguma piada , não tem graça nenhuma . Estou começando a ficar com medo . ''

''-- Menina , é claro que eu não estou de brincadeira , por favor ! '' -- Me irritei . '' -- Por amor à Deus , vai tirar esse creme da cara rápido e espera a polícia aqui comigo do lado de fora , quando entrarmos na viatura eu conto tudo . '' '' -- Viatura , como assim ? Porque estamos indo pra delegacia ? '' -- Ela arregalhou os olhos .

'' -- Elizabeth , não diz mais nada , por favor . Apenas faça o que eu pedi . Nós podemos estar correndo perigo . Fora Jason quem matara os nossos amigos '' -- Supliquei , e no momento em que terminei de proferir essas palavras , ela colocou as mãos na boca . '' -- É , eu sei . Eu suponho que você talvez não soubesse disso . Mas por favor , apenas vá se limpar. ''

Lizie saiu correndo para o banheiro e em menos de dez segundos estava com a pele limpa e com os cabelos molhados . Ela não tirara o roupão , mas isso não era importante , porque antes que pudéssemos dizer qualquer coisa uma à outra , cinco viaturas estacionaram na entrada do pequeno portão do jardim da casa dela , por onde eu entrara.

'' -- Meninas vocês estão bem ? '' -- Uma policial ruiva de cabelos cacheados nos perguntou . '' -- O miliante fez alguma coisa à vocês ? ''

'' -- Sim, senhora. Nós estamos bem , mas por favor ... a gente tem que que seguir o rapaz no carro ... '' -- Eu tentava falar , mas estava tão aliviada por ver ajuda que eu não conseguia formar frases coerentes. Lizie não parava de roer as unhas e descascar o esmalte escarlate.

'' -- Não se preocupe , filha . '' -- Um outro policial colocou a mão carinhosamente no meu ombro . '' -- Temos a placa do carro do rapaz anotada . Nosso colega de profissão acabou de nos chamar via rádio e disse ter visto o mesmo carro passar correndo pela rodovia aonde fica a lagoa onde foi achado o baú . Mas precisamos que vocês venham conosco . Estamos seguindo nossos amigos para dar reforços . ''

Entramos no carro dirigido pela policial ruiva , e , em alta velocidade os pneus cantaram em direção ao local indicado . Lizie e eu estávamos sentada no banco de trás , e o mesmo policial que tentava me dar algum conforto quis ouvir tudo o que eu sabia. Então , contei a ele todas as minhas suspeitas , os momentos em que achava que não poderia ter sido ele , que era uma terrível coincidência , a pancada na cabeça , meu cárcere , as palavras duras . Lizie olhava para mim com uma mistura de medo e pena e me abraçou com força . Devo confessar que a muito tempo um amigo não me abraçava assim. Até mesmo sobre a mulher caída na sala eu contei e na mesma hora , o policial chamou ao rádio outra equipe de policiais para irem até a casa da mulher e levá-la ao hospital mais próximo. De acordo com o relógio no carro da polícia , já passava das dez . A todo momento eu pedia para ligarem para minha casa , pois sabia que minha mãe já havia buscado as meninas na escola e que estava desesperada em minha procura , porém os policiais aconselharam a não ligar no momento , pois poderia deixar mamãe ainda mais preocupada e fazê-la ter vontade de correr atrás de mim , podendo colocá-la em perigo também . E me garantiram que , depois que esse pesadelo acabasse , seríamos levadas para casa e que explicariam tudo à minha mãe , menos à família de Lizie , pois ela me contara , durante o dia ,que iria passar a noite sozinha em casa . Quando chegamos à rodovia paralela à lagoa onde minha pequena vizinha me conduzira , ouvimos ao longe, várias sirenes tocando . Na mesma hora , a policial pisou ainda mais fundo , se é que isso fosse possível , no acelerador , fazendo o carro chacoalhar e balançar como se estivéssemos num carrinho de montanha russa . Lize começou a ficar levemente enjoada . Ela odiava movimentos bruscos. Correndo um pouco mais , chegamos em uma pista onde só se via muita vegetação em ambos os lados . Reconheci que estávamos chegando quase perto, à fronteria com a Carolina do Sul , e bem pequeno , ao fundo vimos um pontinho vermelho , desviando de balas que tentavam a todo custo , acertar o motorista . Era ele .

'' -- Segurem-se firme , meninas , vamos pegar um atalho '' . -- A policial ruiva fez um curva arriscada e saímos da pista , entrando na vegetação . Dois carros de polícia continuavam na pista onde estávamos seguindo o carro de Jason , e outro carro fizera o mesmo que a policial , saindo também na pista , no sentido direito . Ouvi um barulho grave no céu , e quando abri a janela para olhar para cima , sentindo o vento gelado no meu rosto , vi que era um helicóptero de polícia . '' Caramba , Jason . Mas que droga que você foi fazer . Olha só tudo isso . '' Pensei com meus botões. De repente , para surpresa de todos , o carro de Jason começou a andar numa velocidade lenta, fazendo com que a posição do automóvel ficasse bem próxima a todos nós , e colocou o corpo para fora . E portando o fuzil que ele usara para matar Helena , ele começou a atirar na nossa direção . A polícia revidava com balas de borracha , tanto os carros quanto o helicóptero .

'' -- Senhor ! '' -- Alguém berrou fazendo contato para o rádio da viatura onde estávamos , e também fazendo meus ouvidos doerem, pois haviam também caixas de som na parte traseira do carro. '' -- As balas de borracha não estão fazendo o efeito moral desejado . Temos permissão para usar as balas tradicionais ? ''

'' -- Permissão concedida . Mas apenas façam com que ele fique ferido , não o matem . Temos ordens para levá-lo vivo ao tribunal . A justiça saberá o que fazer com ele . ''

–- O policial ao lado da motorista falou ao rádio:

'' -- Afirmativo . '' Porém eu sabia o que aconteceria com Jason . Jason parecia um demente , atirando para cima ,para os lados , para trás e até para frente , acertando um cervo que quase fora atropelado , mas que , naquele momento tombara com um pequeno baque no meio da pista , já sem vida . Ele ria , gargalhava e berrava palavrões para nós , totalmente louco . Juro que , se alguém me dissesse anos atrás que tudo isso iria acontecer na minha vida, eu não acreditaria . Quando ele se preprarava para cantar vitória mais uma vez , como um raio , vimos um bala, ou o que parecia ser uma bala , cortar o céu em diagonal e estiçalhar o vidro direito do carro vermelho de Jason , provavelmente a janela onde ficava o banco ao lado do motorista , onde eu sentara . O carro rolou e rolou , como se a pista estivesse cheia de neve derretida e bateu em uma árvore , com tamanha força que fez o tronco se partir ao meio , fazendo os galhos da árvore levantarem muita poeira e terra para o ar . Saquei no mesmo instante que o tiro partira do helicóptero. Ao todo , quase dez viaturas cercaram o carro vermelho e o helicóptero ficou pairando no ar , com os homens posicionados para atirar em qualquer coisa que se mechesse . A forma como pairava parecia uma borboleta encarando uma flor . Os policias sairam de seus carros , com as armas à postos . Saimos juntas e nos escondemos atrás do carro . '' -- Jason Marshall , você está preso por assassinato , tortura , cárcere , tentativa de ocultação de cadáver e tentativa de fuga . Saia do carro com as mãos para cima agora mesmo . É uma ordem . Aqui quem fala é a polícia da Georgia . Não há nada o que você possa fazer , você está cercado . '' -- A policial ruiva disse ao som de um megafone . Porém nenhum sinal de Jason com as mãos erguidas . Nada . Os policiais lentamente se aproximaram do carro imóvel , com o capô amassado e os vidros rachados e quebrados . Quando olharam para o banco do motorista , o corpo de Jason estava debruçado ao volante , inconsciente .

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Estávamos sentadas nos degraus da delegacia . Uma policial nos envolveu com cobertores , devido ao frio que começava a castigar . Lizie batia os dentes de tanto frio , pois tinha acabado de sair do banho quando a encontrei . Eu soluçava muito , e enquanto aguardávamos por notícias , uma policial negra nos serviu gentilmente duas canecas com chocolate quente com pedaços de biscoito cookie , que felizmente e por coincidencia era nossa bebida favorita .

'' -- Que aventura hein ? '' -- Lizie tentou sorrir pra mim , mas estava com a voz tão rouca quanto à minha , devido ao tempo em que ficamos no sereno. Eu finalmente explicara toda a história à ela com mais calma . '' -- Apesar de você ser uma CDF sabe-tudo , eu estou com você pra todos os momentos, amiga . E ... me desculpa por as vezes ser tão chata . Você tem vontade de me esganar às vezes , que eu sei . '' -- Ela deu um longo gole no seu chocolate , fazendo com que ela ficasse com bigodinhos . Eu também ficara , e após passarmos nossas linguas em volta da boca , rimos juntas .

'' -- Obrigada por ter ficado comigo todo esse tempo , Lizie . '' -- A abracei . ''-- Não sei o que teria feito sem você . ''

''-- Mas vejam só , a senhorita enciclopédia precisava de mim ! '' -- Ela provocou , brincalhona . Dei uma cutucada leve na costela dela , e rimos juntas mais uma vez .

Um carro preto se aproximou de onde estávamos , e na mesma hora , reconheci a mulher que saira do carro e estava com os olhos inchados . Minha mãe . Ela me abraçou com toda a força do mundo e chorávamos juntas . Ela me cobrou inúmeras explicações , pois alguém havia pedido para ela comparecer à delegacia e como ela já temia pela minha demora , achou que algo havia acontecido comigo. Lizie tentou tranquiliza-la e a conduziu com carinho para a recepcção da delegacia , onde a policial ruiva a recepcionou e a conduziu para uma sala particular para que pudessem conversar com tranquilidade . Eu permaneci bebendo meu chocolate nas escadas e Lizie se juntou ao meu lado. Depois ficamos sabendo que a policial ruiva também era delegada e esposa do delegado que também cuidara do caso.

Algumas horas depois , mamãe saiu da delegacia e dessa vez nos abraçou com toda a força do mundo , mais uma vez . Disse para não nos preocuparmos com nada e quando descobriu que Lizie estava sozinha em casa a convidou para passar a noite na nossa casa . Ela ficou radiante .

'' -- Vocês não estão encrencadas meninas . Não foi culpa de vocês . Obrigada , Lizie , por ter dado apoio a minha filha quando ela mais precisava . Se não fosse pela sua amizade, o pior poderia ter acontecido . '' -- E se voltou para mim . '' -- Não sei como eu viveria sem a filha que eu tanto amo nos meus braços . '' Ela sorriu para mim e uma lágrima rolou pelo seu rosto belo . Sorri também e lhe plantei beijos na face .

Entramos no carro de mamãe e seguimos para casa . Ao chegarmos na nossa pequena mas aconchegante casa , mamãe dispensara a vizinha que estava tomando conta de minhas irmãs que dormiam no sofá e Lizie e eu às levamos até suas caminhas . Tomei um banho quente demorado sentindo toda a energia negativa , medo e ansiedade sumirem ralo abaixo e enquanto Lizie estava ocupada vestindo um de meus pijamas , sai do banho , me sequei e fui procurar mamãe , que estava plantando beijos de boa noite na testa das meninas .

''-- Mamãe ? Está tudo bem ? '' -- Sussurrei , para não acordá-las .

'' -- Sim, filha . Está sim . Graças a Deus está tudo bem com você , Lena . Se alguma coisa acontecesse com você eu não teria mais razão para viver . '' --Ela sussurrou me abraçando , e senti lágrimas pingando pela minha testa .

'' -- Não se preocupe mãe , estou segura . Você é meu porto seguro . ''

Ela me soltou e colocou as duas mãos nos meus ombros , sorrindo para mim e com os olhos vermelhos de choro .

'' -- Eu te amo . Marlena , te amo demais . ''