Uncontrollable ('The Orphan' – Season 3)
39 Capítulo 38 – Pressure
Notas iniciais
Capítulo 38 – Pressure
“Pressão”
– NARRAÇÃO –
Violet observou os membros do AD em seus lugares, todos estavam com uma expressão assustada, é claro, mas nenhum com a cabeça baixa. Porém, algo chamou sua atenção. Faltava uma pessoa.
– Vocês terão provas diárias de todas as matérias durante uma semana... – começou Umbridge. — Se prestaram atenção em minhas aulas teóricas, conseguirão realizar a prova. Desta vez não aceito menos que um aceitável, caso contrário, terei que punir o aluno com detenções severas todas as noites. Vocês têm uma hora para resolver as questões...
– Mas são 100 questões! Não dá tempo!
– Ora Sr. Potter, se o senhor prestou atenção à minhas aulas e estudou, certamente conseguirá realizar a prova... – riu a mulher cinicamente – Oh, quase ia me esquecendo... Suas penas são mágicas, portanto, não precisarão de tinta. – sorriu — Podem começar.
Aquilo foi como um pesadelo para a Violet e seus colegas, que logo entenderam o tipo de magia que envolvia a pena. Violet, porém, foi a que mais sofreu. Umbridge fez questão de deixar com ela a pena mais severa e com a ponta mais fina, ou seja, o corte era mais fundo e as cicatrizes sangravam.
Ela aguentou até o último segundo, não se daria por vencida. Cada linha escrita era um corte profundo em seu punho, cada vírgula uma perfuração e cada ponto uma agulhada. Ela não perderia tempo, portanto, escreveu o mais rápido possível, uma cicatriz mal era formada e outra já começava a aparecer por cima. Sua mão estava levemente arroxeada e uma profunda cicatriz avermelhada começava a sangrar em seu colo.
Violet, ao contrário de muitos, não soltou uma lágrima sequer, não havia espaço para tristeza ou melancolia, apenas raiva e ódio. Controlou-se ao máximo para não levantar ali mesmo e atingir a mulher, vê-la sofrer e ouvi-la implorar!
Cerca de uma hora depois Umbridge encerrou as provas e dispensou os alunos.
– Professora, posso perguntar por que Theodore Nott não estava presente na punição? – perguntou Violet a sós.
– Ora Srta. Snape, por que eu puniria alguém por me trazer informações? – sorriu cinicamente. – Agora se me dá licença... Tenho provas para corrigir.
Aquilo veio como uma faca em sua direção, ela se sentia traída e, acima de tudo, uma completa idiota por ter confiado nele. Logo que saiu da sala as meninas tentaram conversar, mas Violet não queria falar com ninguém, seu peito formigava de ódio e sua mente já traçava perfeitas vinganças.
Atravessou os corredores o mais rápido que pode, a cólera consumindo-a por inteira. Entrou no Salão Comunal violentamente e todos os presentes viram as faíscas em seus olhos, prontas para atacar quem viesse à sua frente. Subiu para o dormitório masculino com toda a raiva que sentia, ignorando completamente a dor em seu punho e o sangue que escorria. Encontrou Theo, Blás e Draco conversando alegremente, o que a deixou ainda mais irritada.
– Theodore Nott, você é o ser mais desprezível da face da terra! – gritou entrando bruscamente, assustando-o de tal forma que o mesmo se desequilibrou e caiu da cama.
– Violet eu posso explicar... – tentou assustado.
– Você não vai explicar nada e sim calar essa boca! – gritou fazendo com que Alessa, Sophie, Mary, Gemma e vários outros alunos subissem imediatamente. – Você é um traidor imundo, ordinário...
– Violet...
– Fecha a boca que não terminei! – exclamou aproximando-se raivosamente – Seu canalha miserável! Você se infiltrou no AD para obter informações e passar para a Umbridge! Na primeira oportunidade que teve traiu a todos nós e entregou as reuniões de bandeja para aquela sapa rosa! Você é desprezível Theodore! E eu sinto raiva de mim mesma por um dia ter confiado em você!
– Violet me escuta, no início eu realmente queria apenas reunir informações, mas depois eu percebi que seus ideais estão certos e eu acabei concordando com tudo! Eu me comprometi com o AD de verdade!
– HIPÓCRITA! – gritou a garota deferindo-lhe um belo tapa no rosto – Você é um mentiroso traidor! Um verme que deveria estar debaixo da terra! Como ousa dizer que se comprometeu? Você por acaso pensou nas consequências?! Você sequer imaginou as proporções de tudo isso? NOS SEUS AMIGOS?! Ah, espera, você não tem amigos... Só esses dois idiotas do seu lado!
– O que foi que eu fiz?! – perguntou Draco indignado.
– Cala a boca que eu não falei com você! – rebateu furiosamente vendo o loiro Nott massageando o rosto avermelhado – Sabe qual a minha vontade Theodore? – perguntou aproximando-se, o que fez com que Theo desse um passo para trás. – Minha vontade é te jogar pela janela, ou melhor, roubar a varinha de alguém e te lançar numa dor profunda e horrenda, um Crucio certamente daria conta... – falou fazendo-o estremecer — Sua sorte é que estamos debaixo do Lago Negro, caso contrário já estaria esticado no chão do pátio, sangrando e provavelmente perto do fim!
– Violet, acalme-se... – pediu ele – Eu posso explicar, por favor...
– Muito bem, explique-se! – cruzou os braços. – Tem dois minutos.
– Umbridge desconfiou que você ou o Potter estariam criando um grupo ilegal, por isso me chamou em sua sala e mandou que eu me infiltrasse entre vocês e descobrisse qual era o objetivo... – começou – Mas logo na primeira aula eu percebi que não deveria acusá-los, e sim ajudá-los! Eu queria aprender a me defender e você me ensinava...
– E mesmo assim nos traiu...
– Não, quando a Umbridge me perguntava se eu descobri algo, eu mentia! Eu dizia que você não fazia nada de estranho e nunca comentei das aulas na Sala Precisa! Eu juro Violet, nunca disse uma palavra sobre nós, nunca...
– Não existe nós!
Violet aproximou-se furiosamente, levantou a mão machucada e bateu novamente no rosto do sonserino com todas as suas forças, deixando uma marca de quatro dedos ensanguentados em sua outra bochecha.
– A partir de agora não existe nós, Theodore, e não ouse se aproximar novamente de mim, da próxima posso estar com minha varinha...
– Violet, me perdoa, por favor... – pediu com uma expressão culpada e o rosto manchado de sangue. – Me perdoa, eu sei que errei mas...
– Não existe um “mas”! Você conseguiu me enganar uma vez, me fez de idiota e ainda mentiu descaradamente, mas garanto que não haverá uma segunda oportunidade. Uma vez perdida a confiança, está perdida para sempre... – murmurou pesarosamente – Um dia eu confiei em você e te considerei um amigo, mas esse dia acabou. A partir de agora nos falaremos apenas se for estritamente necessário, no quadribol agiremos como um time e nos corredores o máximo que pode acontecer é nos esbarrarmos por acaso. A partir de agora você é apenas mais um aluno na escola Nott. Eu tenho nojo de você. – avisou afastando-se e descendo as escadas do dormitório masculino para logo subir as do feminino.
– Violet –
Assim que cheguei ao meu quarto entrei no banheiro e apoie-me na pia, encarando meu reflexo no espelho. Meu rosto estava pálido e profundas olheiras enfeitavam meus olhos úmidos à ponto de explodir. Eu me sentia uma verdadeira idiota. É claro que sabia que mais cedo ou mais tarde Umbridge descobriria, mas nunca imaginei que alguém de confiança iria me entregar.
Os sinais eram tão claros! Ele é um sonserino, melhor amigo de Draco Malfoy, Blásio Zabini e Pansy Parkinson. Bem que desconfiei quando o vi na primeira reunião... Por que um sonserino como ele precisaria aprender a se defender?
Bella me contava muitas coisas quando eu era criança, e uma delas era sobre os Comensais. Várias vezes comentou dos “boatos” de que bruxos puro sangues ricos e de famílias tradicionais seguiam o Lorde das Trevas. Os Nott estavam entre eles.
Por que isso sempre acontece? Sempre que confio em alguém cegamente esse alguém me trai. Minha mãe, que supostamente deveria me amar, abandonou-me. Bella, que criou-me desde criança e ensinou tudo que sei, me enganou o tempo todo. Vários amigos que tive no internato eram apenas interesseiros e logo armavam para mim. Meu pai quer que eu siga “as regras do sistema” e agora um de meus amigos mais próximos fez-me de idiota...
***Você é muito misericordiosa, por isso as pessoas te fazem de idiota... ***
– Talvez esse seja meu problema, espero muito das pessoas... – suspirei finalmente sentindo meu punho latejar.
Olhei para baixo e percebi que o sangue continuava a escorrer, manchando o chão de mármore preto. Até aquele momento, pela adrenalina, não havia sentido uma pontada sequer, mas ali, com as mãos segurando o beiral da pia fortemente, senti uma dor insuportável.
Lágrimas finalmente romperam as barreiras dos meus olhos e, assim que soltei meus braços do apoio, desabei no chão, encostando o rosto no chão frio e deixando que meu punho manchasse minha roupa.
– Violet? Você está bem? – perguntou Sophie do outro lado da porta.
– Me deixa sozinha Sophie... – pedi.
Assim que ouvi o som dos passos se afastando, levantei-me e tomei um demorado banho. Deixei que a água limpasse todo o sangue de minhas mãos e levasse embora toda a raiva que sentia. Horas depois, quando finalmente resolvi sair, percebi que meu punho, embora já não sangrasse, estava vermelho e levemente arroxeado, as frases escritas na prova marcadas profundamente e em carne viva.
Quando finalmente voltei para o quarto e vi que as meninas já estavam dormindo, resolvi que o melhor a se fazer era deitar e tentar, por poucos segundos, esquecer tudo que acontecera.
Novamente fui traída e tive pesadelos.
Eu andava no mesmo corredor no qual vi Arthur Weasley machucado, mas desta vez estava tudo silencioso e calmo. Dei dois passos à frente e deparei-me com uma porta grandiosa e extremamente luxuosa, porém nesse momento ouvi gritos dentro da sala.
– Não, de novo não... – arfei sentindo meus olhos arderem.
Levantei minha mão em direção à maçaneta e a girei, a adrenalina percorrendo minhas veias. Olhei para frente e vi alguém caído no chão, de costas para mim e uma longa capa verde esmeralda cobrindo seu corpo, impedindo-me de saber quem era.
– Crucio!
– Violet...
Esperei para ouvir o grito de agonia que se seguiria, porém, nada aconteceu. A pessoa encolheu-se ainda mais no chão e abaixou totalmente seu rosto.
Dei um passo à frente para tentar ver quem era, mas nesse momento uma luz verde enegrecida saiu de uma varinha branca de ossos e atingiu a pessoa do chão em cheio. Ela deveria gritar ou algo assim, mas quem soltou um grito de horror ao perceber que a pessoa parou de se mexer fui eu.
– Violet!
Levantei-me bruscamente da cama, arfando à procura de ar, um grito preso na garganta.
– Pesadelos de novo? – perguntou Mary ao meu lado. – O que você viu?
– Eu... Eu não sei... – respondi com a respiração entrecortada – Alguém atacou uma pessoa, mas eu não vi o rosto de nenhum deles...
– Talvez dessa vez o pesadelo seja apenas um reflexo do que aconteceu ontem... – disse Alessa – Volte a dormir Violet, precisamos levantar em duas horas para as aulas...
– Tudo bem... – assenti voltando a me deitar e passando as mãos em meu cabelo.
Tudo bem...
Por mais que eu tentasse, não consegui dormir pelas próximas duas horas e resolvi ficar um pouco no salão comunal. Eu realmente não sabia o que fazer, minha mente era uma completa confusão e o pesadelo ainda rondava minha cabeça.
– NARRAÇÃO – final de março/1996
Uma semana se passou e Violet andava cada vez mais confusa e alheia à comentários. Todos perceberam sua súbita mudança, pois ao invés de conversar alegremente, estava sempre quieta no seu canto, sempre pensando em algo e sempre confusa. Ela havia esquecido de várias coisas e, quando explodia, era assustador.
Theodore tentou aproximar-se, mas Violet o repelia todas as vezes. Snape também tentou desculpar-se e fazê-la entender que tudo que ele dizia era porque queria o melhor para ela, mas novamente, não adiantava.
Umbridge ficara ainda mais severa e, com o novo cargo de direção em suas mãos, implantou regras extremamente rígidas. Todos os quadros foram retirados dos corredores e guardados no último andar do castelo, todas as matérias agora eram puramente teóricas e as praticas foram estritamente controladas, apenas feitiços e poções defensivas eram ensinadas.
Nada útil para uma eventual luta com Comensais.
Todas as noites, depois do jantar, os membros do AD encontravam-se na sala de DCAT para a próxima prova, infelizmente já haviam se acostumado com as penas e, por mais que doesse, não deixavam transparecer. O que enfurecia Umbridge cada vez mais.
Violet sempre voltava para seu quarto com o punho vermelho e ensanguentado, mas nunca reclamou ou gemeu. Na verdade, não soltou uma lágrima sequer, estava mais dura e dificilmente expressava sentimentos.
Alessa e Harry foram os primeiros a notar sua constante frieza, ela ainda conversava, claro, mas não como antes... Se sorria, parecia apenas por obrigação. Não a viam mais brincar ou mesmo expressar sua raiva de Umbridge e Morgana, ela era apenas indiferente, talvez até demais.
Ninguém conseguia se aproximar, nem mesmo Alessa.
A garota não havia percebido, mas estava cada vez mais fechada, mais insensível. Voldemort invadia sua mente todas as noites e implantava sentimentos de dor e angústia, a influenciava a pensar que, se mostrasse emoções como antes, seria novamente enganada e traída. E ela concordava. Sentia que, se não demonstrasse seus sentimentos, ficaria mais forte e mais indestrutível, como se por dentro de sua barreira ninguém fosse machucá-la.
Nada mais importava.
Ao final de duas semanas os treinos de quadribol transcorriam normalmente e Theodore não passava de mais um membro do time para Violet, que esforçava-se para vencer a partida, afinal, o último jogo (Grifinória e Corvinal) finalmente decidiu qual seria a disputa pela Taça de Quadribol.
Grifinória VS. Sonserina – 29 de abril de 1996.
Hermione, por sua vez, conseguiu terminar as poções que fez em conjunto à Violet e, modéstia à parte, ficaram perfeitas. A sonserina estava pronta para finalmente por um ponto final à hipnose de Morgana.
– 10 de abril de 1996 –
– Snape, a diretora quer te ver. – avisou o Sr. Filch durante o jantar.
Violet não respondeu uma palavra sequer, apenas levantou-se e seguiu-o até a sala da direção, onde ambos entraram e encontraram uma mulher vestida de rosa logo atrás da mesa que um dia fora de Dumbledore.
– A menina veio lhe ver senhora...
– Muito bem, obrigada Sr. Filch, pode se retirar... – respondeu Umbridge docemente – Sente-se Srta. Snape... – pediu indicando a cadeira logo à frente.
– O que a senhora deseja? – perguntou Violet indo direto ao ponto.
– Quer algo para beber? Um chá, água, suco?
– Não, obrigada – respondeu desconfiada.
– Ora vamos Srta. Snape, quero que me faça companhia! Escolha algo... – insistiu.
– Tudo bem, um chá seria ótimo... – respondeu ainda encarando o sorriso cínico formar-se no rosto da mulher, que lhe entregava uma xícara (cor de rosa).
– Beba antes que esfrie... – pediu encarando-a como se esperasse por algo a vida toda.
Assim que Violet levou a pequena xícara à boca, percebeu um ponto azul luminoso na bancada atrás de Umbridge, lembrando-a por segundos de Alastor e seu olho mágico.
O que ele diria se a visse tomar algo que sua inimiga declarada lhe desse de tão boa vontade? Era óbvio que tinha algo errado, e por via das dúvidas, apenas encostou o chá morno em seus lábios seguramente fechados. Umbridge sorriu satisfeita.
– Muito bem, serei direta Srta. Snape... – começou – Onde está Dumbledore?
– Não sei.
– Beba mais um pouco sim? – insistiu.
Violet percebeu imediatamente do que se tratava e novamente fingiu tomar o conteúdo da xícara. Umbridge havia certamente colocado alguma poção em seu chá e queria informações.
– Tem certeza que não sabe onde ele esta?
– Sim, tenho certeza... Não acredito que ele me falaria qualquer coisa... – deu de ombros ainda encarando-a.
– Muito bem, então talvez queira falar o paradeiro de Sirius Black.
– Como?
– Ora Srta. Snape, a senhorita sabe muito bem que eu já flagrei o criminoso Black tentando contato com dois alunos de Hogwarts, você e seu irmão, o Sr. Potter. – disse seriamente – Repito, onde está Sirius Black?
– Não sei diretora, eu realmente não faço ideia de onde ele possa estar... – respondeu inocentemente.
Merlin, ela certamente seria uma excelente atriz.
– Muito bem Srta. Snape, dessa vez aceitarei suas desculpas, mas lembre-se que o poder do Ministério está em minhas mãos. Todos os meios de comunicação dentro e fora do castelo estão sendo monitorados, todas as lareiras, fora a minha, é claro, são supervisionadas e todas as correspondências são devidamente abertas e verificadas. Todas as passagens secretas estão sob os olhares atentos de minha confiança e, se eu achar um fio de desconfiança...
BUM!!!!
Repentinamente o chão do escritório tremeu e Umbridge caiu para o lado, apoiando-se na bancada da mesa enquanto olhava para os lados assustada.
– Mas o quê... – começou aproximando-se da porta – Snape, vá para o pátio, agora! – gritou saindo logo em seguida.
Violet não tinha interesse algum em saber o que estava acontecendo, por ela, que o castelo explodisse e levasse Umbridge junto. Assim que deixou a sala voltou para seu dormitório rapidamente, ignorando o fluxo de pessoas que ia na direção contrária e entrou no Salão Comunal, sentando-se calmamente no sofá para aproveitar os poucos minutos de paz que provavelmente (não) teria.
– Você não teria nada a ver com o que aconteceu, teria? – perguntou Draco aparecendo minutos depois.
– Eu estava na sala da Umbridge, por quê? O que aconteceu de tão grave que sou a primeira suspeita? – indagou enquanto ajeitava-se no sofá de couro preto.
– Os gêmeos Weasley soltaram milhares de fogos de artifício no pátio da escola e explodiram todos os comunicados que a Umbridge mandou pregar na parede... – começou sentando-se ao lado da garota, que ainda encarava o teto distraidamente – O salão ficou totalmente empesteado de luzes coloridas e animais de fogo, um deles até perseguiu a diretora!
– Hmm... – murmurou.
– Sabe, aqueles dois provavelmente serão expulsos, isso se já não foram! – disse encarando-a. – Você não está preocupada ou com raiva?
– Por que estaria? – respondeu encarando-o. – Que eu saiba os Weasley não tem nada a ver comigo...
– Você está bem? Febre talvez? – perguntou surpreso.
– Por quê?
– Desde quando não se preocupa com aquele bando de cenouras ambulantes?
– Desde que os assuntos dos Weasley não têm nada a ver comigo. Cada um em seu canto e pronto, felizes para sempre. – respondeu simplesmente – Agora será que dá para falar neles por favor?
– Tudo bem, desculpa... – disse surpreso, afinal, era a primeira vez que Violet Eileen não defendia os amiguinhos traidores de sangue.
– Draco, se eu te pedisse um favor... Você faria? – perguntou ela distraidamente segundos depois.
– Que tipo de favor? — desconfiou o loiro.
– E se eu te pedisse um favor que, se formos pegos, provavelmente nos renderia uma longa e cansativa detenção? – perguntou segurando um cacho de seus cabelos em seu dedo distraidamente — Algo que quebrasse inúmeras regras da escola e até mesmo alguns princípios de Dumbledore?
– Agora ficou interessante... – disse aproximando-se. – O que quer exatamente?
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