Uncontrollable ('The Orphan' – Season 3)
31 Capítulo 30 – Jealous?
Notas iniciais
Capítulo 30 – Jealous?
“Ciúmes?”
– Violet –
– Finalmente te liberaram! – disse ela entusiasmada.
– Tonks! Que bom que veio... – falei ainda em seus braços – Acredite, eu não via a hora de sair daquela mesa... A Umbridge é insuportável!
– Oh eu acredito em você... – riu soltando-me – Aliás... Que dança foi aquela hein?
– Você gostou?
– Adorei! Foi incrível! – respondeu abraçando-me de lado – E seu par não é de se jogar fora...
– Onde está o Lupin? Ele não ficaria muito feliz em ouvir isso... – brinquei.
– Ele olha para mim apenas como uma amiga novata... – lamentou.
– Ele não vem?
– Não, depois que todos souberam sua condição ele meio que foi proibido de vir aqui hoje... – respondeu tristemente.
– Já está monopolizando minha afilhada Ninfadora? – perguntou Alastor aproximando-se ao lado de uma ruiva.
– Alastor! – exclamei correndo ao seu encontro. – Senti sua falta... – murmurei abraçando-o e sendo correspondida instantaneamente.
– Como vai pirralha?
– Vou ignorar a última parte... – ironizei.
– Conhece essa ruiva? – perguntou apontando para a mulher ao seu lado, que sorria.
– Deveria? – arrisquei.
– Ela é irmã da sua melhor amiga e você não conhece? – ironizou Alastor.
– Jullie! – exclamei – Quer dizer... Desculpe, é Julianne Chambers, certo?
– Tudo bem, a Alessa me chama assim o tempo todo... – riu abraçando-me – Fico feliz em finalmente te conhecer, ela me falou muito de você...
– Ela também fala da senhora...
– Só Jullie, por favor... – riu – Me sinto muito velha quando me chamam de senhora...
– Tudo bem, desculpe... – falei rindo.
– Obrigada por...hmm, depois daquele incidente a Tonks me procurou e explicou tudo... — disse referindo-se ao ataque ao Sr. Weasley.
– Acho que eu é que deveria pedir desculpas... Acabei colocando você e a Alessa em perigo...
– Não se preocupe com a gente, a Ordem já me explicou tudo e agora estou protegida com um...amigo...
– Eu diria namorado, mas ela se recusa a acreditar... – debochou Tonks.
– Não começa Ninfadora... – rebateu a ruiva. – Sabe que não temos nada...
– Ainda. – completou Tonks. — E não me chame de Ninfadora!
– Exato, então não espalhe essas fofocas a meu respeito, sou uma advogada com um nome a zelar... – brincou ela.
– Ela está dividindo a mesma casa que o cachorro. Não sei como ainda não pegou pulgas... – disse Moody.
– Sabe que eu não gosto que o chame de cachorro...
– Esse cachorro é quem eu penso que é? – arrisquei.
– Com certeza. – respondeu Alastor.
– Uau... Eu sempre soube que ele gostava de ajudar as pessoas, mas agora me surpreendeu...
– Digamos que ele sempre teve uma queda por ruivas... – riu Alastor.
– Acho que é melhor eu procurar a Cath, quando esses dois aqui se juntam para falar da minha vida pessoal não dá para ficar por perto... – riu Jullie – Foi um prazer conhecê-la Violet...
– O prazer foi meu – respondi.
Julianne abraçou-me rapidamente e logo deixou-nos.
– Então ele finalmente encontrou uma coleira? – perguntei.
– Você não faz ideia do que ela consegue fazer com ele... O cachorro fica de quatro por ela!
– Alastor! Esse é jeito de falar?
– Sabe que não gosto que me chame assim Ninfadora...
– Ah claro, esqueci que só a Violet tem esse privilégio... – riu Tonks.
– Fazer o quê? Privilégio de filha... – gabei-me.
– Filha? – repetiu Tonks surpresa.
Oh droga, falei demais...
Alastor me encarava curioso e surpreso por ser pego em flagrante. Ele obviamente não contou à ninguém que conversou com meu pai e Minerva e disse com todas as letras que eu era a filha que ele nunca teve.
– Hmm... E-eu...
– Com licença, será que posso roubar a Violet um pouco? – perguntou uma voz terrivelmente familiar ao meu lado.
Graças a Merlin!
– Salva pelo gongo... – riu Tonks.
– Desde que a devolva inteira depois... – insinuou Alastor.
– Eu... Bom, eu vou indo... Nos vemos depois Tonks, Alastor... – falei um pouco corada enquanto virava-me para o dono da voz.
Um belo par de olhos castanhos me esperava e um sorriso estonteante dirigiu-se a mim.
Rapidamente aceitei o braço estendido em minha direção e o segui para o salão de dança.
– Você é o meu herói... – brinquei.
– Fico honrado em saber disso. – riu ele.
– Onde estão meus modos?! Boa noite Vitor... – cumprimentei sorrindo.
– Boa noite senhorita... – respondeu sorrindo também. – Eu estava te observando à um tempo... Queria tanto saber o que você disse para a Umbridge ficar tão vermelha...
– Pergunte para seus pais, eles com certeza narrarão melhor que eu... – ri enquanto começávamos a dançar.
– Você está linda... – elogiou.
– Não começa Vitor... – falei corada.
– Por quê? Não gosta que digam a verdade?
– Gosto, mas você é meu par... É suspeito para falar... – tentei desviar.
– Talvez eu seja mesmo suspeito, mas que você está incrivelmente linda, está... – sussurrou no meu ouvido fazendo-me arrepiar. – Adorei o cabelo, embora prefira inteiro preto... Seus olhos ficam mais brilhantes com o cabelo totalmente escuro...
– Eu ainda não consigo me enxergar direito com luzes vermelhas... É tão estranho!
– Mas devo admitir que você ficou estonteante com esse vestido. Aliás, foi uma bela dança...
– Obrigada... – ri – Acredita que eu tive que ter aulas de dança com o Draco?
– Draco? Há um tempo você o chamava de Malfoy... – estranhou — Então vocês tiveram muitos ensaios para fazer aquela coreografia que, aliás, é bem ousada não? Me pergunto quantas vezes o Sr. Malfoy se aproveitou da situação...
– Isso é ciúme Sr. Krum? – provoquei rindo – Pois saiba que ele se comportou muito bem... É claro que me derrubou várias vezes, mas depois que eu dei um corretivo no Draco ele melhorou bastante...
– Corretivo? A conversa começou a ficar interessante... – riu.
– Digamos que ele precisa disso de vez em quando... Mas desde o ano passado, quando eu e a Hermione aplicamos um castigo, ele ficou bem melhor... – ri.
– E posso saber qual foi o castigo? – perguntou em um dos giros.
– Não foi grande coisa... – sorri travessa.
– Vindo de você, duvido... – riu – O que aconteceu?
– Eu odeio que maltratem meus amigos, ainda mais na minha frente! O Draco fez a besteira de falar mal de um deles e eu estava por perto, não aguentei e... pronto.
– “E pronto”? Faltaram alguns detalhes aí não? – riu girando-me
– Primeiro a Mione deu um tapa na cara dele... – comecei – Mas não resolveu, então eu entrei em ação...
– Como, exatamente? – perguntou divertido.
– Primeiro peguei minha varinha e me aproximei... – falei chegando mais perto.
– Assim? – disse ele puxando minha cintura em sua direção e grudando-me em seu peito. Nesse momento uma corrente elétrica percorreu todo o meu corpo com a proximidade, seus olhos prendendo os meus.
Merlin, como ele consegue me deixar assim?!
– Não... – respondi rouca– Mas no momento acho que serve para a explicação... – eu estava totalmente presa em seus olhos – Então... Encostei a ponta da varinha em seu pescoço... – o pequeno espaço que nos separava diminuiu ainda mais quando aproximei meu rosto de seu ouvido – E disse: “Eu avisei Draquinho”... – sussurrei – E foi então que eu...
– Não precisa exemplificar essa parte – falou no meu ouvido fazendo-me rir.
– Tem certeza? Logo na melhor parte? – ri – Já que não quer uma explicação completa, devo terminar dizendo que apenas levantei meu joelho com toda a força que eu tinha...
– Ai... Essa deve ter doído... – gemeu.
– Com certeza... Ele quase saiu rastejando! – ri.
– Imagino... Eu adoraria ver essa cena... – falou encostando seu rosto em meu cabelo e apertando ainda mais minha cintura
Como as palavras podem fugir de uma pessoa quando ela mais precisa?
Naquele momento tudo que eu conseguia pensar era em como era boa a proximidade, em como era acolhedor aquele braço forte rodeando minha cintura e em como meu coração batia descompassadamente.
– Você está bem? – perguntou ele segundos depois.
– Sim... Por quê? – falei tirando meu rosto de seu ombro e voltando a encará-lo.
Droga, péssima ideia...
– Porque você geralmente não consegue ficar quieta por muito tempo... – disse olhando-me intensamente.
– Só não encontrei as palavras... – admiti ainda encarando aquela imensidão castanha.
– Não precisa de palavras... Acho que estamos bem assim... – sorriu passando uma de suas mãos sobre minha bochecha, fazendo-me corar imediatamente.
– Sophie –
– Eles precisam se agarrar desse jeito? – falou Draco minutos depois.
– Eles quem? – perguntei levantando meu rosto de seu ombro.
– O casal ali na frente, é claro... – ironizou.
Assim que vi a quem se referia abri um sorriso enorme. Vitor e Violet eram o casal perfeito, precisava admitir. E aquela cena confirmou qualquer suposição sobre um relacionamento entre eles.
Ambos dançavam uma musica extremamente romântica e estavam praticamente agarrados. Vitor mantinha um dos braços rodeando a cintura da Violet firmemente, mantendo-os com os corpos colados. Ele era bem mais alto que ela, claro, mas esse detalhe parecia não importar, já que o rosto dele repousava nos cabelos negros dela, e ambos mantinham os olhos fechados.
– Eles ficam lindos juntos... – murmurei. – Está com ciúme? – perguntei já sentindo uma pequena decepção se formar em meu peito.
– Não – respondeu rindo – Mas você fica linda com ciúmes...
– Eu não estou com ciúmes! – rebati corada.
Tá, eu estou, mas ele não precisa saber!
– Claro que não... Vou fingir que acredito... – riu – Mas até que você não confesse seu amor platônico por mim, que tal voltar sua cabecinha para o lugar que estava há segundos atrás?
– Você é muito possessivo Sr. Malfoy! – ri deitando minha cabeça em seu peito novamente.
– E você é muito certinha Srta Seyfried... – disse encostando seu rosto ao lado do meu.
– Vitor –
O perfume dela é tão bom!
Tê-la ali, em meus braços, era a sensação mais maravilhosa do mundo!
Sempre fui mais fechado quando o assunto era “garotas”, principalmente por conta do assédio das mesmas por eu ser jogador de quadribol profissional. Garotas precisam se valorizar, e foi justamente isso que me atraiu para a Violet.
Ela era tão diferente de mim, mas ao mesmo tempo tão igual! Aquele jeitinho nervoso dela me deixava sem palavras, o rosto corado a deixava ainda mais linda e o sorriso me desarmava completamente.
Como uma criatura pode ter olhos tão expressivos e lindos como os dela?
Aquelas duas safiras azuis pareciam uma janela para a alma, uma passagem secreta repleta de mistérios a serem desvendados.
E o que eu mais queria era poder desvendar esses segredos...
Ela é explosiva e tem gênio forte, mas ao mesmo tempo é extrovertida e doce, tem o sorriso mais lindo do mundo e a capacidade de me deixar sem saber o que fazer... Como ela consegue?!
– V-Vitor... – falou ela com a voz um tanto trêmula.
– Sim?
– O que está fazendo? – perguntou.
Nesse momento percebi que minha mão tinha subido da cintura para o meio das costas, apertando-a conta mim firmemente.
– Ah... Desculpa... Violet, me desculpe, sério... – falei vergonhoso voltando a mão para sua cintura.
– Não se preocupe... – sorriu – Só acho que não é muito adequado você fazer isso aqui... – disse divertida.
– Aqui? – perguntei incrédulo
Ela... Ela está dizendo o que eu penso que está?
– Bom, eu... E-eu... – gaguejou vermelha – Desculpe... E-eu...
– Esquece... – falei rindo de sua expressão – Não precisa ficar vermelha...
– Eu não estou vermelha! – rebateu envergonhada
Merlin, como ela é linda!
– Tudo bem, você não está vermelha...
– Vitor! – falou dando um leve tapa no meu braço.
– Você continua vermelha... – comentei rindo.
– Para com isso! – pediu escondendo o rosto em meu peito.
– Tá, tudo bem... – ri – Agora é melhor voltarmos para a mesa... Você já viu os olhares das suas amigas e da minha irmã? – debochei.
– Merlin, terei que escutar insinuações daquelas três o resto do mês! – gemeu ainda com o rosto escondido – Vamos logo... – falou levantando o rosto vermelho como pimenta.
– Não prefere tomar um ar antes? Você está realmente vermelha...
– Droga! — sussurrou – É tudo culpa sua! – falou indo em direção ao pátio descoberto do castelo e parando ao lado de uma fonte.
– Você fica vermelha com muita facilidade...
– Por sua culpa! Eu não era assim... – reclamou passando a mão na água fria da fonte.
Só o pensamento de que minha presença a afetava tanto me encheu de felicidade.
– Vocês vão demorar muito? – perguntou Saoirse com um sorriso malicioso aparecendo ao nosso lado – Violet, as meninas estão te procurando para aquela... “surpresa”...
– Surpresa?
– Ah sim, obrigada Saoirse, já estou indo... – respondeu Violet.
– Surpresa? – repeti – Posso saber qual é?
– Claro que não! Se eu contasse não seria surpresa Sr. Krum! – disse ela com um sorriso torto maravilhoso – Agora é melhor eu entrar... A Alessa deve estar louca atrás de mim... – riu afastando-se – Você não vem?
– C-claro!
– Violet –
– Meninas! – falei ao encontrar Mary, Alessa, Gemma e Saoirse me esperando.
– Violet, finalmente! – exclamou Mary – Estávamos te procurando!
– Desculpem... Eu...
– Estava dando uns amassos no Krum? Tudo bem, eu te entendo...
– Alessa!! – falei praticamente gritando – Isso não é coisa que se diga!
– Meninas, vamos deixar essa conversa para depois? – sugeriu Gemma segurando-se para não rir — Temos uma surpresa para todos lá no salão, lembram-se?
– Obrigada Gemma. – falei – Então, vamos?
– Claro, mas quem se voluntaria para chamar a loirinha? – disse Alessa apontando para Sophie e Draco, que dançavam uma música lenta bem juntinhos.
– Ownn que fofo! — exclamei ao perceber que Sophie estava com a cabeça deitada no espaço entre a cabeça e o ombro do Draco.
– Sabe, você estava assim há segundos atrás... – disse Saoirse ao meu lado.
– Parem de me atormentar! Por que não procuram outra?
– Porque a Sophie está ocupada agora... – respondeu Alessa rindo.
– Então por que você não vai chamá-la? – sugeri.
– Por que eu?
– Porque você é a mais cara de pau e sem vergonha do grupo...
– Nossa, agora magoou... – disse ela colocando a mão sobre o coração dramaticamente – Vocês causaram um buraco em meu peito!
– Ownn coitadinha!!! – falei puxando-a para um abraço – Ela ficou carente!! – gargalhei.
– Tá, tá, chega de sentimentalismo... Bando de mulher chorona, credo! – reclamou a ruiva soltando-se – Já que vocês praticamente me obrigaram, eu vou chamar a loirinha... Mas saibam que estou com o coração partido pelas suas palavras Violet... – disse antes de ir ao encontro de Sophie.
– Vocês sempre brigam assim? – perguntou Saoirse divertida.
– Fazer o quê? Eu amo aquela ruiva... – ri.
Alessa era realmente a maior cara de pau que existe! Ela simplesmente chegou perto do “casal Barbie”, de acordo com ela, e intimou a Sophie a nos encontrar, arrastando-a por entre as pessoas e deixando um Draco confuso e com cara de bobo para trás.
– Já que a ruiva aqui me rebocou para cá, vamos fazer logo essa surpresa? – disse Sophie emburrada.
– Por favor... – pedi rindo.
– NARRADORA –
Em segundos Alessa resolveu o problema do som e, assim que terminasse a música que tocava, a dança das meninas começaria. Silena as ajudou nos ensaios e também sugeriu a roupa perfeita para usarem, porém, a troca das vestes ficaria por conta da Violet e seu feitiço.
– Violet, se você me deixar sem roupa na frente de todo mundo eu juro que te mato... – ameaçou Alessa.
Assim que a música parou Silena deu um jeito de as luzes serem apagadas novamente. Todos reclamaram, porém, logo viram as quatro sonserinas sentarem-se no centro do salão. Foi estranho, é claro, mas com a ajuda dos gêmeos e até mesmo de Draco, Blás e Theo, o centro ficou totalmente livre para as meninas.
A organização ficou por conta da cor do cabelo. Primeiro Mary com seus fios castanhos, depois Sophie com os cachos dourados seguida por Violet com as madeixas negras e fios vermelhos, finalizando por Alessa e seu tom avermelhado.
Nos primeiros 10 segundos a dança foi feita com os vestidos longos, porém, logo em seguida Violet realizou o mesmo feitiço não-verbal do início do baile e trocou as roupas das quatro ao mesmo tempo, substituindo os vestidos pomposos por um conjunto de calças de couro negras, blusa simples negra e um casaco longo, porém curto na frente, em tom vinho.
No fim todos aplaudiram a apresentação e até mesmo Katrina não pode esconder o orgulho que sentia, afinal, fora ela quem ensinou o feitiço à garota. Violet desfez o feitiço e as sonserinas deixaram o centro do salão para procurarem seus respectivos pares.
A noite estava apenas começando!
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