Notas iniciais
“Querida, cheguei!” rsrsrs No último capítulo tivemos 14 reviews, 14!!!! Fiquei tão feliz quando entrei no Nyah e vi a listinha de comentários... ^^ Faltaram algumas pessoas que sempre comentam, mas mesmo assim vocês me fizeram muito feliz!! Obrigada!!!! Vamos então ao capítulo?? Preparem-se, pois a sessão briga vai começar!!

Capítulo 43 – The New Minister

“O Novo Ministro”

– Violet –

– Depois de tudo que aconteceu no Ministério, acho que devo algumas explicações à vocês... – comecei.

Todos que invadiram o Ministério estavam ali, ao meu lado, em meu dormitório. Após a conversa que tive com Vitor e logo em seguida com Alessa, decidi que já passava da hora de explicar certas coisas para Luna, Harry, Rony, Hermione, Gemma, Sophie, Mary, Alessa e até mesmo Draco, em quem eu realmente confiava.

– Sophie, Mary, Alessa e Draco já sabem, então apenas escutem sim? – continuei seriamente.

– O que o Malfoy sabe que eu não sei? – perguntou um Harry ciumento.

– Coisas que você nem imagina Potter... – respondeu Draco maliciosamente, recebendo um tapa de Sophie logo em seguida – Não precisava disso loirinha...

– Cala a boca Draco – murmurou ela em resposta.

– Sério, vocês dois se completam... – riu Mary – Mas continuando... Vi?

– Eu... Bom, eu decidi contar tudo isso para vocês porque, além de se arriscarem por uma suposição louca minha, são meus amigos... Confio plenamente em vocês...

– Você está me assustando Violet, o que é tão sério assim? – perguntou Gemma.

– Tem uma coisa que eu não contei á vocês sobre minha infância... – comecei – Eu não fui criada por uma “tia”, como disse a vocês, e ela muito menos se chamava Bella Lestry...

– Então qual a verdade? – perguntou Hermione.

– Quando eu nasci Lillian Evans teve uma escolha: ficar comigo e enfrentar “o amor de sua vida” ou me abandonar e viver feliz com ele, longe de mim. E não faça essa cara Harry, sabe que é verdade. – acrescentei assim que vi que ele iria protestar – Ela e Minerva eram muito amigas e, a pedido de Lillian, McGonagall, que já era minha madrinha, me colocou num orfanato trouxa sem que ninguém soubesse de minha existência.

– Foi a Minerva? – surpreendeu-se Gemma.

– Sim, ela me colocou num orfanato e cuidou para que eu fosse bem tratada... – respondi – Mas quando completei cinco anos uma mulher intitulada Bella Lestry apareceu no orfanato e entregou documentos que provavam que era minha tia biológica e única familiar viva, como não puderam contatar Minerva, Bella conseguiu me tirar do orfanato e sumiu comigo. – falei prendendo a mágoa que sentia – Os documentos eram falsos, claro, e logo que saí daquele lugar todo e qualquer registro de que eu existi desapareceu, nada provava que um dia eu existi...

– Foi a Lestry? – perguntou Harry.

– Não, ela apenas me tirou de lá, a parte de documentos e registros ficou com outra pessoa... – falei encarando rapidamente para Draco, que lançou-me um olhar de desculpas – Mas essa parte eu não sei. Bella Lestry me levou para um Colégio Interno Escocês e ali eu fiquei até vir para Hogwarts. Ela me visitava vez ou outra e, quando aparecia, me falava de um mundo mágico onde tudo era possível e, assim que completei onze anos, ela começou a me ensinar magia.

– Essa parte você contou... – comentou Harry.

– Ela me deu livros e todos os materiais necessários para que eu aprendesse magia. Me ensinou a parte teórica e prática de feitiços de duelos e explicou inúmeras formas de me proteger sem magia. Falou das famílias bruxas tradicionais e seus costumes, porém, obviamente não tocou no assunto Potter, Prince, Evans ou Snape. – acrescentei — Com ela aprendi tudo que sei hoje, todos os meus princípios e todas as minhas técnicas...

– Então ela não foi tão ruim assim... – comentou Rony.

– Não, ela não foi... – concordei – Mas recentemente descobri que ela é uma Comensal.

– Como?! – surpreendeu-se Harry.

– Quando eu nasci uma profecia foi feita a meu respeito e chegou aos ouvidos de um Comensal da cúpula de Voldemort. Ele então armou uma estratégia e mandou que uma Comensal de extrema confiança se encarregasse de cuidar de mim e me preparar para, no futuro, ser uma Comensal da Morte. Nem mesmo o Lorde das Trevas sabia, e ano após ano, Bella Lestry me preparou física e psicologicamente para que um dia eu me juntasse a eles.

– Então... Bella Lestry não existiu... – concluiu Hermione – Era apenas um nome falso para não levantar suspeitas?

– Exato.

– E você sabe quem é essa mulher? – perguntou Harry.

– Sim, eu sei... – respondi suspirando fundo e encarando meu irmão. – Quem me criou foi Bellatrix Lestrange.

Harry não se movia de tamanha que era a surpresa. Hermione e Rony me encaravam como se eu estivesse brincando e Draco lançava-me olhares de compreensão.

– Você não está falando sério, está? – indagou Harry novamente.

– Então é por isso! – concluiu Hermione, aparentemente juntando os fatos.

– O quê? – perguntou Luna.

– Desculpe a comparação, mas agora que você disse, é impossível não comparar... – começou ela – Apesar de tudo temos que concordar que Bellatrix é uma bruxa excepcional... Ela sabe muitos feitiços e talvez até mais que nossos próprios professores... Sem ofensas, mas você também é um pouco direta demais e, quando quer, aterrorizante...

– Foi por isso que ela não te atacou no Ministério e te defendeu depois? – indagou Luna.

– Defendeu? Do que está falando? – perguntei confusa.

– O feitiço que atingiu Sirius era para você... – começou – Você não se perguntou o porque de uma Maldição da Morte não matá-lo?

– Aonde quer chegar Luna?

– Eu vi quando a Morgana lançou a Maldição da Morte, mas também vi quando Bellatrix lançou outro feitiço que bloqueou o primeiro... Por isso Sirius não morreu, porque ela tentou te proteger...

Aquilo foi como uma facada em meu coração. É claro que ela fez coisas terríveis à mim, mas mesmo assim... Em algum lugar do passado tenho certeza que ela chegou a gostar de mim. Saber que Bellatrix enfrentou outro Comensal para evitar que eu morresse, de certa forma, amenizou o ódio que eu sentia e, pela primeira vez naquela conversa, pequenas lágrimas escorreram de meus olhos. Entretanto, rapidamente as limpei e assumi minha postura séria novamente.

– Mas isso não importa agora... – falei recompondo-me, porém, Draco percebeu que eu fiquei mexida com aquilo. – O que importa, é que agora vocês sabem que fui criada por uma Comensal, para ser Comensal... – concluí levantando-me e parando em frente à janela do meu quarto com visão para o fundo do Lago Negro.

– Eu... Eu nem sei o que pensar... – murmurou Harry – E você ainda disse que odiava o meu pai... E quanto à ela?! Você falou dele mas foi criada por alguém muito pior!

– Não começa Potter... – interveio Draco levantando-se também enquanto mais lágrimas caiam de meus olhos.

– Fica fora dessa conversa Malfoy – exclamou Harry.

– Tem razão, a mulher que me criou é um pouco pior... – falei virando-me e surpreendendo-o com minhas lágrimas, que agora caiam livremente. – Eu peço desculpas pelo que disse dos seus pais, afinal, os meus não são tão diferentes assim...

– Minha mãe é a sua também... – falou um pouco mais calmo.

– Não Harry, não é... – sorri tristemente entre lágrimas – Para mim, mãe é quem cria... Lillian não ficou nem cinco minutos comigo nos braços quando nasci... Apesar de tudo, Bellatrix me criou e, de certa forma, é o mais próximo de mãe que já tive... – levantei os ombros – E com essa revelação vem outra... Draco?

– Vá em frente... – assentiu, sabendo do que eu iria falar.

– O quê? – perguntou Harry alternando olhares entre mim e Draco.

– Justamente por Bellatrix ter sido minha “mãe”, Narcissa Black Malfoy é minha tia... Sendo assim, Draco é meu primo.

– O Malfoy?! Agora já é demais! – exclamou Harry levantando-se.

– Não enche cicatriz! – rebateu Draco posicionando-se ao meu lado.

Se não estivéssemos em uma situação tensa, eu certamente riria. Os papeis haviam se invertido, Draco posicionou-se ao meu lado protetoramente enquanto um Harry furioso se aproximava.

– Eu sinto muito Harry, mas não posso mudar isso... Bellatrix Lestrange é minha mãe e Draco Malfoy meu primo! Está na hora de crescer e aceitar quem sou eu... – falei em voz baixa antes de sair do dormitório.

– Violet espera!

– Ela precisa ficar sozinha Harry, dê um tempo à ela... – murmurou Hermione antes que eu deixasse completamente o dormitório.

Assim que saí caminhei em direção aos jardins de Hogwarts, precisava ficar sozinha um pouco e pensar em tudo que eu descobri.

Será que ela realmente me amava ou apenas me protegeu por eu ser a Escolhida? Voldemort me quer viva, e Bellatrix apenas defendeu os interesses de seu mestre... Sim, é isso...

– Violet?

– Draco! – surpreendi-me – O que quer?

– O Potter é um idiota... – começou sentando-se ao meu lado. — O que a Di-Lua disse mexeu com você não é?

– De certa forma sim... – suspirei – Você sabe que, apesar de tudo, eu considero Bellatrix como minha mãe... Eu sei que em algum lugar no passado ela já gostou de mim! Mesmo sabendo de tudo que já me fez eu não consigo deixar de pensar que, se não fosse Voldemort, talvez nós poderíamos ter sido uma família... Saber que ela protegeu-me trás até certa...esperança...de que eu esteja certa... – falei encarando o cair das folhas verdes. – Racionalmente acredito que ela apenas estava defendendo os interesses de seu Lorde, mas emocionalmente penso que ela fez aquilo pensando primeiramente em mim entende? Arg! É tão confuso!

– Por um lado você acredita que ela apenas te manipulou, por outro, quer acreditar que todos os momentos bons foram verdadeiros... E no fim, não sabe o que foi real e o que não foi...

– Exato.

– Eu não sou a pessoa mais indicada para isso, mas acho que posso te falar uma coisa: acredite no que você viu, não adianta ficar criando hipóteses ou desculpas que no final só vai se decepcionar... – falou.

– É, acho que está certo... – concordei deitando minha cabeça em seu ombro.

– Posso te perguntar uma coisa? – falou de repente.

– Claro...

– Você já sabe sobre o meu pai... Por quê...

– Ainda é meu amigo? – completei fazendo-o assentir – Porque eu acredito que não devemos viver sob as sombras dos nossos pais. Minha mãe biológica me abandonou sem nem pensar e minha mãe adotiva é uma comensal cruel... Mas e daí? Eu não sou! Seu pai pode ser um comensal, mas você não é Lucio Malfoy, é Draco Malfoy. – expliquei – Infelizmente eu acabei julgando o Harry pelo que Tiago fez, mas foi uma idiotice da minha parte, não sei nem porque eu fiz aquilo! Cada um faz o seu caminho Draco, e não gosto de julgar as pessoas pelo que suas famílias são ou deixam de ser... – sorri – Agora vamos entrar antes que sua loirinha venha até aqui e resolva me pegar pelo pescoço! – ri levantando-me.

– Não se preocupe, ela se garante... – piscou.

– Draco Malfoy, se você magoar minha amiga eu juro que te mato! – exclamei rindo enquanto entrávamos no castelo de braços dados.

– Não sou louco a ponto de fazer uma idiotice dessas... – gargalhou levando-me até o Salão Comunal.

– NARRAÇÃO –

Nos dias seguintes Violet voltou a ser a garota alegre e otimista de sempre. Draco, por ser filho de um comensal, a entendia perfeitamente em seu dilema com Bellatrix, e sendo seu melhor amigo homem, tinha certas liberdades que Vitor certamente não aprovaria. Harry, por sua vez, finalmente percebeu que não importava quem eram os pais dela, e sim que Violet era sua única irmã! Não aguentava ficar muito tempo longe dela e faria de tudo para que fossem verdadeiros irmãos, começando com um pedido de desculpas.

Vitor não entrou em contato depois do beijo que trocaram, porém, Violet não fazia ideia do que a esperava no próximo final de semana em Hogsmead.

Umbridge, por sua vez, não saiu de sua sala um segundo sequer, tudo era feito por intermédio do Sr. Filch. Com Morgana fora do castelo a bruxa cor de rosa estava totalmente sem apoio.

Duas semanas se passaram desde a Batalha do Ministério e tudo parecia estar de pernas para o ar. Os jornais publicavam matérias absurdas sobre a volta de Você-Sabe-Quem e os boatos de que o ministro da magia iria deixar seu cargo eram cada vez maiores. Por conta disto, todos os membros da cúpula do Ministério foram convocados para uma reunião e importantes decisões foram tomadas. Decisões estas que, por voto majoritário, seriam informadas no castelo de Hogwarts.

Toda a imprensa foi chamada e todos os aurores mais qualificados convocados na tarde de 10 de abril de 1996. Era o horário do jantar quando o professor Flitwick chamou Umbridge dizendo haver algo de extrema importância para ela no Salão Principal. Enquanto isso, nos corredores de Hogwarts, Meryl Seyfried “conversava” com um teimoso Filch.

– Mas eu preciso anunciá-los antes! – gritava o homem tentando acompanhá-la em direção ao Salão Principal.

– Eu mesmo me anuncio Sr. Filch... – garantiu a mulher altivamente.

*************

[Soundtrack]

– O que será que aconteceu? – sussurrou Mary ao lado das amigas dentro do salão – A Umbridge estava desaparecida e agora resolveu aparecer?

– Isso realmente está estranho... E o Prof Flitwick está claramente feliz e... – começou Alessa, porém, não teve tempo de terminar, pois um enorme estrondo soou com a abertura dos grandes portões do Salão. Todos viraram seus rostos para a mulher altiva que entrava.

– Mãe?! – exclamaram Sophie e Mary ao mesmo tempo.

Umbridge empalideceu imediatamente, Flitwick sorriu de orelha a orelha e todos os alunos ficaram surpresos e extremamente felizes.

Cornélio Fudge e Meryl Seyfried caminhavam à frente, a mulher, entretanto, estava completamente fora dos padrões ao vestir calça masculina. Meryl nunca foi de aceitar arquétipos pré-estabelecidos, portanto, calça longa, camisa de seda e casaco eram perfeitamente normais à sonserina, que complementava o visual altivo com salto alto e uma pequena pasta em suas mãos.

Logo atrás vinham Pierce Seyfried e Catherine Addams, cada um em seus trajes negros de Aurores, porém, não eram de qualquer auror e sim do mais alto escalão. Ambos usavam casaco longo negro e um pequeno emblema dourado, o símbolo dos Aurores de Elite.

Porém, a maior surpresa certamente foram Dumbledore e Minerva, que entravam logo em seguida à frente de inúmeros outros aurores e jornalistas.

Cornélio só parou quando posicionou-se detrás da “tribuna” de anúncios do diretor, com Meryl ao seu lado e Cath e Percy logo atrás protetoramente. Minerva e Dumbledore ficaram do outro do Ministro, dois aurores permaneceram na entrada do salão e os demais um pouco abaixo de Meryl. Os três jornalistas chamados sentaram-se possessivamente na ponta das mesas da Corvinal e Grifinória, todos os professores levantaram-se e o silêncio fez-se presente entre os alunos.

– O que significa isso Cornélio? – indagou uma Umbridge vermelha tentando chegar até o homem, porém, foi barrada por Meryl. – Saia da minha frente Seyfried!

– Eu não faria isso se fosse você Dolores... Pode se arrepender mais tarde – murmurou Meryl de modo que apenas as duas ouvissem.

– Boa noite à todos... Primeiramente gostaria de pedir desculpas pela interrupção abrupta de seus jantares... Foi uma medida necessária. – começou Cornélio – Devido aos últimos acontecimentos, fui praticante de muitas injustiças e devo desculpas à muitas pessoas. Você-Sabe-Quem voltou, e eu em minha cega ignorância ignorei os fatos e condenei muitas pessoas por dizerem a verdade. Hogwarts foi a mais prejudicada, tentei controlar os boatos por julgá-los falsos e acabei por cometer inúmeras barbáries. Peço desculpas. No início de meu mandato, prometi fazer o melhor de mim e proteger os interesses de todos, porém falhei. Fui autor de erros estrondosos e, por isso, oficialmente renuncio ao cargo de Ministro da Magia.

O silêncio foi brutalmente interrompido pelos flashes das câmeras, os professores estavam surpresos e Umbridge empalideceu ainda mais. Todos sabiam que dalí para frente as coisas seriam mais graves, mas jamais imaginaram que o Ministro Fudge iria renunciar seu cargo.

– Há uma semana não pertenço ao Ministério oficialmente, e desde então todos os diretores, secretários e subsecretários foram convocados para uma reunião de urgência ministerial e o cargo antes ocupado por mim já foi preenchido. – continuou Fudge – Tenho certeza que ela fará tudo que eu não pude fazer...

– “Ela”? – repetiu Draco – Então o novo ministro da magia é mulher?

– Qual o problema? – perguntou Sophie.

– Eu passo a palavra então para a nova Ministra da Magia, Meryl Seyfried... – anunciou Fudge seguido de inúmeros outros flashes.

Sophie ficou extremamente surpresa e até mesmo sem fala, assim como Draco, que acabara de cometer um erro terrível ao prejulgar a nova Ministra, mãe da namorada e, se Merlin quisesse, futura sogra.

– Eu não acredito! – sussurrou vendo a mãe tomar o lugar em que Fudge estava e dar uma singela piscada para a loira.

– O quê?! Ela?! – exclamou Umbridge estupefata.

– Obrigada pelas palavras Cornélio... Foram finalmente...verdadeiras. – começou Meryl ignorando totalmente a mulher cor de rosa repentinamente vermelha – Infelizmente estamos entrando em tempos difíceis e medidas severas devem ser tomadas... Graças aos erros cometidos anteriormente, Hogwarts foi a mais prejudicada e injustiçada, portanto, nada mais justo que comecemos por esta escola exemplo e secular. Durante a semana que passou eu me reuni com os demais diretores, secretários e subsecretários para montarmos um plano de ação para o que está por vir... – disse abrindo a pasta que carregava e colocando seus óculos para leitura – As acusações de traição e conspiração contra Alvo Dumbledore provaram-se insólitas e difamatórias, logo, todas foram retiradas. Professor Dumbledore, o senhor é um homem livre... – disse encarando-o suavemente.

Todos os alunos das quatro casas levantaram-se imediatamente e uma chuva de aplausos percorreu o salão, os professores sorriam de orelha a orelha e Umbridge ficava cada vez mais vermelha.

– Silêncio, por favor. – pediu Meryl, fazendo com que todos se sentassem em silêncio – Fica instituído, a partir da presente data, que toda e qualquer interferência na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts realizada pelo Ministério da Magia no período de um ano deve ser revogada e recompensada. Sendo assim, Dolores Jane Umbridge não pertence ao quadro acadêmico de Hogwarts por incapacidade de ensino e desrespeito ás regras institucionais. Também será afastada do cargo de Subsecretária Sênior Ministerial, ao qual já foi designado alguém de extrema confiança e capacidade, bem como o cargo de Alta Inquisitória extinto. – novamente uma chuva de aplausos e gritos percorreu o salão. -

O quê?! – exclamou Umbridge, finalmente chamando a atenção da Ministra. – Você não pode fazer isso comigo Miranda! Não pode!

– Tanto posso quanto já fiz. E para você é Ministra Seyfried... – respondeu ela virando-se para encarar Umbridge.

Todos no salão riram e vaiaram a ex-professora.

– Fica também instituído... — continuou Meryl voltando sua atenção aos alunos à frente — ...que Alvo Dumbledore deve retornar a exercer sua função de mentor e Diretor de Hogwarts, bem como a restituição de Minerva McGonagall como vice-diretora da escola, professora de Transfiguração e diretora da casa Grifinória.

Novamente o salão foi preenchido por palmas, gritos animados e vivas esplendorosas, todos aplaudiram de pé o pronunciamento da Ministra e Minerva sorria de orelha a orelha enquanto encarava Umbridge vitoriosamente.

– Todos os castigos, detenções e expulsões realizadas no período de um ano serão devidamente investigas e, caso comprovada ilegalidade, revogadas.

– Sophie sua mãe é incrível... – sussurrou Alessa no ouvido da loira, que sorriu orgulhosamente e assentiu.

– Dolores Jane Umbridge, um passo a frente, por favor... – continuou Meryl virando-se para a mulher vermelha ao seu lado – Por acusações de abuso de poder, traição, conspiração, espionagem e tortura física e psicológica, Dolores Jane Umbridge é sentenciada à prisão perpétua em Azkaban. – anunciou, instaurando um silêncio instantâneo.

Como?! – gritou Umbridge extremamente vermelha aproximando-se vagarosamente de Meryl – Eu não fiz nada disso! Como ousa me acusar dessa maneira?!

– A senhora nega que proibiu qualquer união de dois ou mais alunos por acreditar que estivessem criando um exercito para tomar o Ministério? – perguntou Meryl calmamente encarando a bruxa rosada.

– Não mas...

– A senhora nega que utilizou sua antiga influencia para intimidar os alunos e comandar a escola?

– Eu não intimidei ninguém...

– A senhora nega que ofendeu inúmeros alunos e demitiu professores adeptos à verdade de que Lorde Voldemort voltou?

– Eram ordens do Ministério!

– Muito bem... Sr. Fudge, o senhor, em algum momento, ordenou que Dolores Umbridge silenciasse os professores e demitisse quem ousasse desafiá-la?

– Não, apenas pedi que controlasse os rumores da volta de Você-Sabe-Quem. – respondeu Cornélio.

– Sra. Umbridge, a senhora nega que passou por cima das regras institucionais da escola e perseguiu determinados alunos na tentativa de fazê-los dissuadir da verdade?

– Eu estava de acordo com as Novas Regras Institucionais!

– Que foram implantadas sem o consentimento do Ministério! – rebateu Meryl – Temos provas concretas que, das inúmeras regras criadas na sua direção, apenas 10% eram aprovadas pelo Conselho Ministerial. A senhora nega que conspirou contra o antigo diretor para ocupar seu cargo e assumir a escola?

– Sim!

– Nega também que demitiu a professora Minerva McGonagall pois via nela um forte obstáculo na tentativa de usurpar a direção? Nega que alterou os dados das supervisões do quadro acadêmico e manipulou o envio de informação para o Ministério, criando assim situação que não existiam?

– Não há provas disso!

– Pelo contrário, há inúmeras provas – respondeu Meryl – Temos os documentos originais que foram guardados em sua antiga sala Dolores.

– Impossível...

– Dolores Umbridge, a senhora nega que submeteu os alunos de Hogwarts à castigos físicos e tortura? – perguntou Meryl, porém, só o pensamento de que sua filha possa ter sido castigada pela bruxa rosada a deixava furiosa.

– É claro que nego! Eu nunca machucaria meus alunos! – exclamou num falso ultraje, deixando Minerva vermelha de raiva.

– Muito bem... – disse Meryl virando-se para os alunos, que encaravam Umbridge revoltados – Quem aqui alguma vez já foi punido pela Sra. Umbridge com algum castigo físico ou tortura, por favor, levante-se...

Violet foi a primeira a levantar, sua expressão era de puro deleite. Logo em seguida Harry, Alessa, Sophie, Hermione, Rony, Luna, Theo e todos os outros membros do AD a seguiram, bem com alguns outros alunos.

– Mentirosos! Todos eles fazem o que a garota manda... Ela os comanda! Ela...

– Calada! – interrompeu Meryl som sangue nos olhos após ver sua filha em pé. – A senhora também nega que esvaziou o estoque de Veritaserum do Mestre em Poções com a finalidade de espionar os estudantes? Nega que tentou utilizar a Maldição Cruciatus em um aluno para obter informações as quais ele era incapaz de lhe dar?! – exclamou finalmente alterando o tom de voz, o que fez com que Umbridge recuasse – Responda Dolores!

Não! – respondeu Umbridge extremamente vermelha e sem controle – Eu apenas tentei colocar ordem nessa escola! Esses mestiços imundos pensam que estão em suas casas e querem fazer o que bem entendem... Acham que são melhores que eu e frequentemente me enfrentavam! Eu apenas tentei lhes disciplinar! Colocá-los em seus lugares!

– Detalhes de sua incompetência não me interessam Dolores! – disse Meryl firmemente.

– Como se atreve? Quem pensa que é para falar desse modo comido?!

– A Ministra da Magia talvez...? Sua superior...? – debochou Meryl fazendo alguns alunos rirem, o que foi a gota d’água para a “rosinha”.

Umbridge aproximou-se e levantou a mão para aplicar em Meryl o mais forte tapa que se possa imaginar, porém, a Ministra foi mais rápida que qualquer um e segurou seu braço no ar, girando-o para trás do corpo da mulher e torcendo-o em suas costas.

– Não se atreva a mexer comigo Dolores, você não faz ideia do que sou capaz de fazer... – sussurrou a Ministra no ouvido da mulher, logo, ninguém ouviu. – Sua ficha criminal apenas cresce... – disse soltando-a bruscamente e jogando-a aos pés de Minerva, que a fulminou com o olhar. – Próxima acusação... – disse voltando-se para a tribuna e virando a página de suas anotações – Ah sim... Traição e espionagem... As nega também? – virou-se levantando a sobrancelha.

– Sim, minha lealdade sempre esteve com o Ministério, e se espionei algo foi para o próprio Ministro! – rebateu Umbridge levantando-se como se nada tivesse acontecido.

– Tem certeza? É sua última chance de fazer algo que preste e nos poupar tempo... – disse Meryl novamente a encarando – Não? Tudo bem... Poderia, por favor, erguer a manga esquerda de sua blusa?

Aquela pergunta pegou todos de surpresa e apenas Catherine e Pierce sabiam do que se tratava, afinal, eles mesmos haviam investigado por noites afins.

– O-o quê? – gaguejou a mulher

– A manga esquerda, levante-a. – repetiu firmemente – Agora.

– Pois eu me recuso! Não há nada para ver!

– Se não há nada para ver por que simplesmente não mostra? – rebateu – Sabe que se não fizer, alguém o fará por você... Então, o que vai ser?

– Já disse que não! Vocês não tem o direito de fazer isso!

– É claro que temos, e se não fará por bem... – insinuou — Auror Addams?

Catherine aproximou-se de Umbridge rapidamente e, enquanto Percy segurava a mulher, Cath pegou em seu braço e levantou a manga longa cor de rosa, revelando a Marca Negra um pouco acima do pulso. Os professores mais próximos arfaram, Dumbledore permaneceu impassível, os aurores surpreenderam-se e Minerva ficou instantaneamente vermelha de raiva, os olhos mais escuros que nunca e as mãos tremendo de ódio.

– Hipócrita! – exclamou Minerva – Como se atreve a entrar nessa escola, usurpar o cargo da direção, eliminar quem julgava ser um obstáculo e ainda maltratar os meus alunos?! Sua Comensal imunda! – gritou deferindo-lhe um tapa tão, mas tão forte, que até mesmo os alunos sentados no último banco do salão ouviram – Como teve coragem?!!

– Soltem-na... – pediu Meryl, dando mais espaço à Minerva.

– Sugiro que não me toque novamente! – exclamou Umbridge.

– E eu sugiro que cale essa boca! – rebateu Minerva furiosamente — Sua voz me irrita e suas palavras são tão sujas quanto suas atitudes! Desde que você colocou os pés nessa escola vem tentando desacreditar Dumbledore e usurpar seu lugar! Essas roupas cor-de-rosa ridículas e essa fala mansa não engana ninguém! Você me dá nojo Dolores, nojo!

– Pois eu penso o mesmo que você Minerva! – gritou Umbridge com a voz fina e esganiçada. – Sempre no meu caminho! Sempre me desafiando e defendendo esse bando de crianças atrevidas e desrespeitosas!

– Limpa essa boca suja antes de falar dos meus alunos! – disse Minerva elevando a voz em três oitavos e dando-lhe outro tapa na face direita – Eu nunca os maltratei para impor respeito, nunca os torturei para que ficassem em silêncio e nunca precisei dar-lhes Veritaserum para que me contassem a verdade! Eles me respeitam simplesmente por eu os respeitar! Você não passa de um sapo invejoso, arrogante e traidor que precisa usar essas cores estupidamente chamativas para ser vista... Você é falsa Dolores! E eu posso garantir que qualquer um aqui é melhor que você!

Após passar por essa humilhação Umbridge não teve o que falar. As últimas palavras de Minerva foram tão fortes e tão profundas que todos do salão, sem exceção, aplaudiram-na de pé ao som de vivas e urras.

– Muito bem, acho que já deu por hoje não é Dolores? – interveio Meryl – Você obviamente terá um julgamento, porém até lá, permanecerá em Azkaban e será interrogada por alguns aurores... Acho que ficará feliz em saber que o Sr. Alastor Moody voluntariou-se para essa tarefa... – debochou com a expressão séria. – Senhores, podem levá-la...

Dois dos aurores rapidamente posicionaram-se ao lado da mulher e, segurando em ambos os braços, escoltaram-na pelo corredor formado pelos alunos, que vaiavam e gritavam.

– Muito bem, passada a fase de castigos, devo acrescentar que a vaga para professor de DCAT está em aberto, portanto, a partir de hoje toda e qualquer decisão acerca da Escola volta a ser função do diretor. A intervenção de Hogwarts está revogada. – anunciou Meryl.

Todos voltaram seus rostos para a mulher, que passava os últimos detalhes das decisões ministeriais, porém, Dolores tinha uma carta na manga. Como todo Comensal que se preze, em sua saia havia um bolso escondido para uma varinha reserva. Quando alcançou o meio do salão conseguiu pegar a varinha e estuporar os aurores que a acompanhavam. Virou-se rapidamente e levantou sua varinha na direção da Ministra.

Avada Kedavra!

Não! – gritou Sophie enquanto Draco a segurava pelos braços e o salão era invadido por gritos.



Notas finais
ELA É UMA COMENSAL!!!! Alguém esperava por essa? E o que acharam de nossa querida Meryl como nova Ministra da Magia? Ela é bem... “altiva” e demonstra superioridade sem ofender alguém, se bem que a Dolores merece ser ofendida, e é bem durona...determinada... O que acham dela? Meryl x Umbridge e Minerva x Umbridge??? Aprovado?? Lembrem-se que ainda tem mais!! No próximo saberemos o destino de nossa “querida e amada” Dolores... O que acham que acontece?? Será que ela consegue atingir a mãe da Sophie?? Em uma das frases Umbridge a chama de Miranda... Não é um erro, a mãe da Sophie chama-se Meryl Miranda (String) Seyfried, e a Dolores tem essa mania irritante de chamar as pessoas pelo nome para mostrar sua superioridade... Que já não existe. Destaque para uma passagem: “- Quem pensa que é para falar desse modo comido?! - A Ministra da Magia talvez...? Sua superior...?” TOMAAAA DOLORES!!!!!!! Eu sei, sou muito má em terminar o capítulo desse modo, MAS... Não, mas, nada! É legal fazer isso.... rsrsrsrs Não posso colocar um trecho do próximo pois daria spoiler da continuação do “Avada”, então, deixarei apenas uma frase... :D ------------------------------------------- Cap 44 – Conclusions (...) - Já vai tarde... (...) -------------------------------------------- Essa frase dá ainda mais medo do que está por vir não é? Não deixem de comentar, bjjs e até o próximo!!