Uncontrollable ('The Orphan' – Season 3)
24 Capítulo 23 – Tell Me The Truth!
Notas iniciais
Capítulo 23 – Tell Me The Truth!
“Diga-me a verdade!”
– Violet – 14 de janeiro de 1996 -
Na manhã seguinte, apesar do vazio deixado pela Minerva, todos estavam eufóricos com a primeira aula com Morgana Snape, inclusive eu, pois por conta da monitoria e das aulas não tive tempo para falar com meu pai sobre o assunto.
Assim que entrei na sala de transfiguração percebi que a decoração já não era a mesma, estava mais moderna e despojada e a mesa antiga fora substituída por uma de carvalho negra. Meu peito ficou apertado instantaneamente, Minerva deveria estar em pé ao lado da velha mesa em mogno, repleta por livros e penas. Aquilo não estava certo.
– Bom dia pessoal – disse a mulher entrando na sala com um vestido longo simples em tom verde. – Como essa é minha primeira aula eu gostaria de saber um pouco mais sobre meus alunos... – sorriu divertida
Ela não é parecida com meu pai... Nem um pouco!
– Já que todos concordam, eu começo. – falou apoiando-se na bancada da mesa. – Sou Morgana Snape, e antes que perguntem, sim, sou a irmã mais nova do Severo. – acrescentou encarando-me – Como já sabem, a partir de hoje substituirei a Profº McGonagall em Transfiguração, porém, já vou avisando que quando quero, sei ser pior que meu irmão, então, não abusem! – avisou encarando todos – Eu não admito brincadeiras desnecessárias, ofensas ou usos inapropriados de suas varinhas, normalmente consigo manter a ordem em sala de aula, mas como todos, tenho um limite. Ultrapassem e desejarão nunca o terem feito. – falou com uma expressão séria – Alguma pergunta? Sim? – disse à alguém no fundo da sala.
– Professora, a senhora já estudou em Hogwarts? – Pansy perguntou
– Sim, mas não tive muito destaque, então, poucos se lembram de mim...
– Qual era a sua casa? – perguntou Draco
– Sonserina. – respondeu com um sorriso de orelha a orelha.
Todos os sonserinos presentes começaram a se vangloriar, o que deu-me a oportunidade perfeita para encarar Draco, que retribuiu com um “eu te disse”.
Morgana usou sua aula para saber mais sobre os alunos. Cada pessoa que chamava tinha que se levantar, repetir o nome em voz aula e se apresentar. Felizmente o meu era o último da lista, sendo que o sinal para a próxima aula bateu antes mesmo que pudesse me chamar.
– Muito bem, hoje foi apenas uma apresentação, na próxima venham preparados pois a verdadeira aula começará! Podem ir... – falou em voz alta – Srta. Snape, fique alguns instantes, por favor... – pediu aproximando-se da minha carteira.
Logo que todos saíram Morgana aproximou-se de mim e encarou-me nos olhos.
– Deve estar confusa com o que está acontecendo não? – perguntou
– Minha madrinha foi afastada de Hogwarts e substituída por uma tia que acabei de descobrir que existe... Acho que são motivos fortes... – respondi
– Violet, eu sei que nunca ouviu falar de mim, mas eu realmente gostaria que não fosse tarde demais para me aproximar... Eu ficaria muito feliz que, fora dos horários de aula, você me chamasse de Tia Morgana – sorriu – Isso tudo é tão surreal! Nunca pensei que Severo teria uma filha, ainda mais com a Lilly...
– Eu nunca pensei que meu pai tivesse uma irmã...
– Touché. – respondeu – É melhor você ir, suas amigas devem estar te esperando... Quanto à mim, não se preocupe, seu pai certamente lhe explicará nossa história.
– Tudo bem...
– Até depois Violet.
– Até depois... – concordei deixando o ambiente.
Isso é muito estranho... Ela parece forçar ser amigável...
– O que ela queria? – perguntou Mary assim que saí da sala
– Morgana disse que gostaria de se aproximar. Fora dos horários de aulas quer que eu a chame de “Tia Morgana”...
– Não é um pouco cedo para isso? – comentou Alessa
– Com certeza... – respondi pensativa
O restante da manhã passou rapidamente e logo chegou o horário do almoço. Minha intenção era conversar com papai logo após as aulas, mas para isso teria que “fugir” dos treinos com o AD.
– Já volto meninas... – falei levantando-me e indo em direção à mesa da Grifinória.
– Bom dia Violet. – cumprimentou Hermione amigavelmente
– Bom dia Hermione – respondi – Harry... Eu não poderei fazer aquilo hoje, será que você poderia me substituir? – falei sentando-me ao seu lado
– Claro. – respondeu sem me olhar
– Agora chega. – falei levantando-me — Harry vem comigo. – mandei
– Por quê? – perguntou
– Porque sou sua irmã mais velha e estou pedindo que me acompanhe – falei mais séria – Agora.
Harry finalmente me olhou com uma expressão assustada e cofusa enquanto todos da mesa nos encaravam, esperando alguma reação.
– Vai realmente me obrigar a te arrastar para fora do salão? – perguntei ainda séria
– Eu já volto – disse ele para Ron e Hermione e logo em seguida me seguiu.
Enquanto saíamos do Salão Principal ouvi muitos cochicharem sobre nós e, com o canto dos olhos, percebi que Alessa, Mary, Sophie, Draco e Gemma me encaravam com um sorriso divertido. Viramos o corredor e entramos na primeira sala aberta.
– Muito bem Potter, vamos conversar. – falei encostando-me à mesa. – Por quê está me ignorando?
– Não estou te ignorando
– Você é um péssimo mentiroso, Harry. – falei cruzando os braços – Agora responda, por que se afastou? Realmente me acha culpada pelo que aconteceu ao Sr Weasley?
– Não.
– Está mentindo – acusei magoada
– É claro que não. – retrucou ele – Eu não acredito que você seria capaz de fazer algo daquele tipo
– Somos irmãos e eu sei que está me escondendo algo. – falei – Diga logo Harry, o que está acontecendo? E não adianta dizer que não é nada porque eu não acredito.
Harry encarou-me e suspirou.
– Eu não sei o que pensar, estou muito confuso – confessou
– Confuso com o quê?
– Com tudo isso... – respondeu – Eu sei que você não faria mal ao Sr. Weasley, eu confio em você! Mas ao mesmo tempo eu vi uma mulher atacando o Arthur sem dó ou piedade, tomada por pura maldade. Eu sei que mesmo que quisesse, o que é praticamente impossível, você não conseguiria sair do castelo e enganar todas as suas amigas que juram que você não saiu do quarto. Eu realmente acredito que não foi você, mas de alguma forma, alguém assumiu um corpo igual ao seu e atacou o Sr. Weasley.
– Voldemort fez isso. – respondi – Ele quer me confundir e me levar para o lado das trevas, e aquele ataque foi uma mostra do que me aguardaria se eu aceitasse seu convite... Ele quer me mostrar que eu posso sentir prazer e satisfação como Comensal, que eu posso ser grandiosa e que eu tenho poderes suficientes para isso. Ele vai me tentar de todas as maneiras possíveis.
– Eu sei... Mas quando você atacou o Malfoy aquela tarde... Eu não vi minha irmã Violet Snape, vi uma garota que faria qualquer coisa e eliminaria qualquer um que interferisse... – admitiu – Isso me deixou confuso e assustado, ao mesmo tempo em que sei você nunca faria mal a alguém, eu sinto medo que você se descontrole novamente e volte a ser a garota fria e sem sentimentos que vi naquele sonho...
– Eu também tenho medo Harry, muito... Mas ainda não entendo seus motivos para se afastar de mim!
– Nem eu entendo. Sabe, a Sophie e a Mary me deram uma lição de moral aquela tarde e, eu realmente queria ir atrás de você e pedir desculpas, mas depois do que aconteceu com o Malfoy eu fiquei com medo... Eu acredito em você, mas estou confuso...
– Não, você não acredita... — murmure magoada — Sabe qual o seu problema Harry? – falei encarando-o – Você é muito orgulhoso e ainda sente preconceito com a Sonserina. Por mais que negue eu sei que assim como o Rony você odeia meu pai e odeia a Sonserina, sua irmã estar na casa das cobras e ser filha dele é algo complicado para seu “mundinho grifinório perfeito”, já que seus pais eram grifinórios, a linhagem de ambos era grifinória e você é grifinório — ironizei.
– Viole...
– Deixe-me terminar Harry – falei séria – Você precisa parar de acreditar apenas no que é visível, precisa entender que para tudo na vida existem dois lados...
– Mas Viole...
– Não Harry! – cortei-o novamente – Sabe, essa situação me magoa muito... Ano retrasado nós éramos tão unidos, tão...irmãos! Agora olhe para nós... Você não gosta das minhas amizades, odeia meu pai e a casa que fui colocada. Você, como todos os outros, acredita que a Sonserina é o lar dos bruxos das trevas!
– Violet...
– Você acredita apenas no que vê! Acreditou quando todos disseram que Sirius Black era um assassino, acreditou que Severo Snape estava tentando te matar no primeiro ano e agora acredita que eu sou das trevas! – explodi – Comece a enxergar por detrás dos panos Harry, procure entender os motivos das pessoas e não as acuse sem antes ter provas concretas...
– Eu sou um péssimo irmão não sou? – falou encarando o chão
– Sinceramente? Sim... – falei — Era melhor quando não sabíamos nosso parentesco. Apenas amigos, sem complicações... – confessei em voz baixa — Preciso ir, a próxima aula é com a Umbridge e não posso chegar atrasada...
– Violet...
– Agora não Harry. Pense melhor e depois conversamos... – falei sorrindo tristemente
Logo que saí da sala coloquei minha máscara de indiferença e segui para o Salão Principal. Ninguém perguntou o que aconteceu, afinal, minha expressão já era o suficiente. Eu não conseguia acreditar que meu próprio irmão estava fazendo aquilo comigo.
Interrompendo meus pensamentos, uma coruja negra adentrou o salão e parou na minha frente. Logo que peguei o bilhete em sua pata ela abriu as asas e saiu voando.
– Correio à essa hora? – estranhou Mary.
Abri o bilhete e reconheci imediatamente a caligrafia.
“Ela não é quem diz ser, tome cuidado. – N.B.”
– O que foi? – perguntou Alessa
– N.B. de novo... Mas dessa vez não faço ideia do que ela está dizendo... – respondi pensativa
Ela não é quem diz ser... Quem é “ela”?
A tarde passou rapidamente, porém, não consegui me concentrar em nenhuma aula. Morgana Snape e N.B. ainda rondavam minha mente. Logo chegou o jantar e, logo depois, fui até a Torre de Astronomia. Eu precisava saber quem era exatamente Morgana Snape e por que meu pai escondeu sua existência.
– Pai? – chamei assim que cheguei ao topo
– Imaginei que viria... – disse ele saindo de trás de uma das colunas de pedra
– Acho que me deve algumas explicações não é?
– O que quer saber?
– Quem é Morgana Snape? – comecei sentando-me ao seu lado num dos bancos
– Minha irmã mais nova.
– E por que só agora sei que ela existe?
– Nunca nos demos bem.
– Isso eu percebi... – rolei os olhos – Por que pai?
– É uma longa e complicada história... – suspirou
– Acho que temos tempo
– Violet, talvez outra hora possamos...
– Não, você já escondeu coisas demais de mim... – falei encarando-o nos olhos – Quero saber a história de vocês dois.- insisti.
– Ela não é filha de Tobias Snape. – falou encarando o horizonte – Quando eu tinha 10 anos minha mãe traiu aquele trouxa imundo com um bruxo puro sangue e dessa traição gerou Morgana. Tobias era tão estúpido que nunca desconfiou e acreditou cegamente que a criança era dele. – falou com rancor – Quando fui para Hogwarts Morgana tinha quase um ano de idade e nossos pais brigavam o tempo todo... Eileen morreu quando eu tinha 14 anos com e com isso Tobias desapareceu no mundo levando a filha junto, eu fiquei e passei a morar naquela casa sozinho com Helga.
– Helga não tinha sido libertada ainda?
– Eu a libertei quando completei 20 anos. – respondeu — Nunca tive notícias de Morgana e, sinceramente, nunca me importei. Soube que estava viva assim que Lillian morreu, mas nós nunca nos demos bem daí em diante não mantivemos contato.
– E agora, do nada, ela aparece em Hogwarts para substituir Minerva a mando do Ministério. Onde ela esteve esse tempo todo?
– Não sei e não me interessa saber – falou friamente, claramente fugindo do assunto
– E eu sinto muito por isso Severo... – disse Morgana aparecendo do nada.
– O que faz aqui Morgana? – perguntou papai nervoso
– Vim me certificar de que você não iria fazer minha caveira para a garota... – riu – Sabe Violet, seu pai sabe ocultar as coisas quando quer... Esse sempre foi o problema em nossa relação de irmãos, ele nunca me deixou entrar...
– Talvez porque não merecesse – rebateu ele
– Talvez porque tinha medo de se afeiçoar à irmã mais nova que, mesmo não sendo filha do velho Tobias Snape, conseguiu conquistá-lo melhor que você.
– Você sabe que nunca me importei com aquele trouxa imundo
– O sangue dele corre em suas veias Severo, não deveria falar assim... – sorriu
– E não preciso dizer o que corre nas suas, preciso?
Morgana fechou a expressão imediatamente. Ambos se encaravam furiosamente e tive a impressão de ver os olhos dela ficarem amarelos, mas provavelmente era a minha imaginação.
– Eu ainda estou aqui... – falei finalmente
– Claro que está... – sorriu Morgana recompondo-se – Desculpe por isso, Severo sempre foi cabeça dura...
– Saia daqui Morgana. – mandou ele
– Claro, só não a vire contra mim, sim? – falou – Violet, quero conversar com você depois... – disse ela descendo as escadas logo em seguida.
Com um movimento das mãos, Snape fechou a porta com força e encarou o horizonte, como se procurasse se acalmar.
– Pai, me diz a verdade, o que aconteceu entre vocês dois? – falei
– Nada de importante – respondeu segundos depois – Agora volte para o dormitório, está tarde.
– Eu sei que está escondendo alguma coisa, e vou descobrir o que... – avisei antes de deixar o lugar, mas não sem antes ouvir um último sussurro de Snape.
– Morgana você me paga!
Desci as escadas correndo, porém, acabei trombando com Filch.
– Ora Ora, uma aluna fora da cama hein? – debochou – Parece finalmente poderei puni-la...
– Sr. Filch... – comecei- Eu...
– Ela está comigo Sr. Filch. – disse Morgana aparecendo ao meu lado
– Como é?
– Isso mesmo que ouviu. Eu pedi que ela viesse me ajudar com algumas coisas para minhas próximas aulas... – explicou ela
– Tem certeza professora?
– Se estou dizendo é porque é verdade. – respondeu ela friamente
– Me desculpe Professora Snape, mas é que estou à dias tentando pegar essa garota fora dos horários mas ela sempre me escapa!
– Talvez porque ela é mais jovem e mais rápida, além, é claro, de ser uma bruxa completa – falou ela para o homem que instantaneamente empalideceu – Pode ir Sr. Filch, eu cuido da garota.
– Sim Professora, me desculpe... – disse ele afastando-se rapidamente
Ela praticamente o humilhou... Nem meu pai faz isso!
– Porque disse aquilo para ele?
– Algumas pessoas precisam se colocar em seus lugares... – falou encarando friamente o homem que virava o corredor – Poderia vir à minha sala por favor? – perguntou docemente
– Hmm... Claro...
– Ótimo, venha comigo.
Em questão de minutos já estávamos na sala que costumava ser da Minerva. Morgana sentou-se em sua cadeira e indicou a outra para mim.
– Sabe, eu e Severo nunca fomos muito próximos... – começou rindo – Ele tinha 12 anos quando nasci, e para piorar a situação, eu era fruto de uma traição impensada de Eileen. Tobias nem desconfiou e realmente acreditou que eu era sua filha, mas logo depois que a mamãe morreu tudo ficou pior. Severo tinha 15 anos e eu 3, Tobias estava desestabilizado e sumiu pelo mundo comigo.
12? Meu pai disse que tinha 10...
– Ele deixou o próprio filho para trás e criou você sozinha?
– Não, cerca de um mês depois ele percebeu a besteira que tinha feito e me deixou na porta de uma casa qualquer, que coincidentemente era bruxa, com apenas um bilhete: “Seu nome é Morgana Snape” – falou com indiferença – Quando completei 10 anos recebi a carta de Hogwarts e vim estudar aqui. Naquela época acho que os Potter já estavam mortos, e assim que me formei Severo começou a lecionar na escola. Foi então que nos reencontramos, mas ele estava muito frio e distante, não era o irmão que me lembrava e não deixava eu me aproximar... – explicou – Depois disso mantivemos contato por alguns anos, mas logo que entrei para trabalhar no Ministério nós nos afastamos definitivamente.
As datas não batem. Alguém está mentindo...
– Vocês nunca mais se viram desde então? – perguntei
– Não. – respondeu rápido demais – Eu trabalhava no Ministério até algumas semanas atrás, quando o Ministro disse que precisaria de mim aqui dentro como professora.
– E como você se transformou em professora de transfiguração?
– Ah, eu adoro essa matéria, era a que me deixava mais fascinada na época da escola...
– Por que ninguém sabe que você existe? Se estudou em Hogwarts deveria estar na memória de alguém... – falei testando-a
– Não fui uma garota muito popular... – respondeu – Eu era boa nas matérias, mas não tinha amigos ou namorados. Digamos que eu apenas passei por essa escola sem chamar atenção. – riu
– Então meu pai é 12 anos mais velho que você?
– Exato.
– E você conheceu a Lillian?
– Eu sempre soube que seu pai era apaixonado pela ruiva grifinória... Eu a conheci quando ela estava grávida do seu irmão, Lilly era uma criatura adorável!
– Como foi? – perguntei novamente
– Estranho – respondeu evitando meus olhos – Ela estava na mesma loja que eu, nós nos esbarramos e, como recompensa, eu paguei um sorvete para ela. Lillian era muito desastrada e engraçada, mas quando eu disse que era irmã de Severo ela deu um jeito de fugir de mim... – riu nervosadamente – Não nos vimos desde então...
– Mas soube de sua morte?
– Quem não ficou sabendo? A morte dos Potter foi uma tragédia que repercutiu nos jornais por anos!
– Você sabe o que aconteceu com Tobias?
– Provavelmente está morto em algum lugar... – falou indiferente – Merlin! Olhe que horas são! Já passa da meia-noite e você tem aulas amanhã... É melhor ir antes que o Filch apareça.
– Claro... – falei levantando-me – Obrigada por responder algumas coisas...
– Estarei aqui sempre que precisar querida... – disse docemente – Boa noite.
– Boa noite... – respondi deixando sua sala e caminhando pelo corredor — Mentirosa... – murmurei logo que entrei no Salão Comunal da Sonserina minutos depois
Meu pai claramente a odeia, mas para isso deve ter motivos... Severo Snape não odeia alguém simplesmente por nascer, e eu o conheço bem o suficiente para saber que alguma coisa grave aconteceu entre eles.
Ele disse que tinha 10 anos quando ela nasceu, mas Morgana afirmou que ele tinha 12.
Morgana encontrou com a Lillian apenas uma vez e já a descreveu totalmente errado. Lillian não era desastrada e muito menos engraçada, era a certinha da classe, com um equilíbrio perfeito e sem talento para piadas. Como ela sabe que meu pai era apaixonado pela Lilly se eles nem mantinham contato? E por que ela se esforça tanto para me agradar, mas foi tão rude e preconceituosa com o Sr. Filch?
Algo estava errado, e ia descobrir.
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