Notas iniciais
Obrigada por todos os comentarios fiquei muito feliz! ♥ Boa Leitura

P.O.V Alícia.

Aos meus 9 anos perdi minha mãe tragicamente em um acidente de carro, no acidente eu fiquei gravemente ferida e quase cheguei a beira da morte, meu pai por estar com o sinto de segurança não teve nenhum ferimento grave, embora meu pai não tivesse nenhuma cicatriz no corpo, o seu coração ficou marcado para sempre. Ele se tornou um homem amargo e des do trágico acidente que desmoronou nossa familia meu pai passou a se culpar pela morte de minha mãe, já que era ele quem estava dirigindo o carro. E com essa culpa carregada em seu coração o mesmo se fechou para tudo e para todos até mesmo pra mim. Depois dessa tragédia eu passei a crescer acanhada e sozinha, não consigo mais conversar abertamente com ninguém, a maior parte do meu tempo eu ficava no meu quarto me afundando em romances antigos e a cada leitura eu sonhava acordada tendo acesso em meu coração uma pequena chama de esperança por um amor verdadeiro como os do livros que eu lia. Quando completei 10 anos comecei a ter aulas em casas, por que o meu rendimento na escola ia de mal a pior por causa da minha timidez, que mais pra frente acabou se tornando um bloqueio psicológico, ou seja eu não tinha mais capacidade de ter uma vida social ativa, meu pai vivia cada vez mais presso na sua amargura e vivendo apenas trabalhar, Hoje ele é dono de uma empresa multimilionária com varias filiais espalhadas por alguns países, mais a cede de sua empresa fica aqui em New York onde está a nossa residência oficial, devido ao seu trabalho meu pai viaja bastante para visitar as filiais,assinar contratos, se consolidar com novos sócios e resolver problemas que toda empresa tem, em algumas viagens eu acabo por ir junto para não ficar sozinha em casa, mas ultimamente as viagens tem sido constantes e longas me fazendo ficar em casa por que eu ainda tenho 16 anos e estudo (com o professor particular em casa) entao meu pai optou que eu fosse para um internato e eu não o detive por que sei que não adiantaria, ele não mudaria de idéia. […] Jordan o motorista contratado do meu pai para na entrada da escola e eu desso puxando minha mala de rodinhas que esta um pouco pesada, Jordan me oferece ajuda mas eu recuso e vou indo ao encontro do gigantesco portão, analiso o local e percebo a grande quantidade de alunos que estão na entrada. Abaixo a cabeça respiro fundo e entro em LottWay, sigo andando rápido olhando para os meus pés, evitando qualquer contato visual, para não me sentir acanhada em meio a tantas pessoas, as risadas estridentes de algumas garotas irritam meus ouvidos e eu tento me convencer que as risadas debochadas não são Direcionadas a mim, apresso o passo e levanto os olhos quando percebo que estou afastada das vozes, risadas e barulho dos alunos, olho em volta procurando um placa indicando o local da secretária e logo avisto uma placa sinalizando o local da secretaria. Sigo a placa e me deparo com uma fila cheia de alunos pegando as chaves dos seus respectivos dormitórios, entro na fila e depois de cerca de 2 minutos e meio chega a minha vez e com muita vergonha eu anuncio meu nome e a senhora secretária de olhos claros me passa a chave e um papel que tinha as coordenadas para chegar ao meu quarto, saiu de pressa da secretário e quase correndo procuro meu quarto e depois de um tempo descubro que ele fica um pouco afastado dos demais o que me deixa mais confortável. Entro no quarto e olho para as paredes de cores neutras e móveis elegantes, reparo que há duas camas de solteiro uma próxima a outra, fico um pouco confusa. Afinal o quarto não é só pra mim? Resolvo deixar esse pensamento de lado e olho divertidamente para a cama enquando largo a minha mala e corro em direção a mesma, começo a pular como um coelho fugitivo e dou algumas cambalhotas, continuo a pular na cama me divertindo quando escuto a porta abrindo, meu coração quase saiu pela boca, me viro bruscamente e vejo um rapaz segurando uma mala e o rosto com um misto de confusão Espanto e surpresa, meu rosto esquenta quando percebo que fui pega em flagrante pulando na cama como uma maluca. — Olá! — ele diz ainda da porta, e eu olho seus traços físicos e percebo que ele é bonito, me sinto ainda mais envergonhada e desvio o olhar do mesmo respondendo com um baixo "Oi". Ele caminha em direção a cama do lado que eu estou e deposita a mala, só então me dou conta que ainda estou em cima da cama como uma boba, desso rapidamente e percebo que ele esta me observando, com um pouco de coragem que guardo no fundo da minha alma eu tento fazer com que minha voz soe alto quando digo:

— Por acaso não confundiu de quarto.— ele me olha um pouco encabulado e eu fito as minhas unhas e logo em seguida escuto uma risada baixa e rouca.

— Não flor, estou no quarto certo! — me sinto vermelha como um pimentão quando ele me chama de "Flor" — A propósito se não te disseram eu sou seu colega de quarto, Bem Vinda a LottWay. — no momento eu não sei se sinto vergonha ou pavor.

Notas finais
Espero qe tenham gostado. Até próxima!