Unconditionally
8 Máscara
Notas iniciais
– A Lindsay nos relatou que ouviu os tiros... — lembra-se Sara
– Mas como ela pôde ouvir...se? — diz Warrick
Todos se entreolham....
– Haviam marcas de sapatos no sanitário que a Lindsay diz que subiu? — diz Grissom
– É difícil verificar isso, Grissom. É uma escola, haviam marcas por todos os lados.... — diz Warrick
– Por que Lindsay mentiria quanto aos tiros? — questiona Sara
– Ela pode ter se confundido, foi um trauma muito grande. Kimberley era sua melhor amiga — diz Nick confiando na integridade da menina que viu crescer e conhecia como nenhum deles que estavam ali
– Ou então... — diz Sara sendo interrompida
– Sara, é a Lindsay — diz Nick
– Nick, estou fazendo apenas o nosso trabalho. Interpretar as evidências independente de quem seja...você também tem de fazer o mesmo — diz Sara
– Warrick, quero que você termine de processar o que encontrou no local... — diz Grissom
– Ok — diz Warrick
– Nick, acompanhe o Warrick para que possam encontrar semelhanças com o caso do Paul — diz Grissom
– Sara, preciso que fale com os pais de Kimberley. Vá até a casa dela e peça autorização para analisar o quarto da menina... — diz Grissom
– E a Lindsay? Você não pode ignorar isso, Grissom — diz Sara
– Sei o que estou fazendo, amanhã chamaremos ela novamente — diz Grissom firme
– Ok, vou chamar o Brass para ir comigo — diz Sara saindo
Todos saem para fazer o que foram orientados e Grissom segue para sua sala.
Grissom chega em sua sala, tira os óculos, passa a mão pelo rosto em sinal de cansaço e preocupação, e depois vira sua cadeira para parte de trás de sua sala e recosta sua cabeça no encosto dela.
Quando alguém bate à porta e ele se vira imediatamente.
– Alguma novidade, Nick? — diz Grissom colocando os óculos novamente
– Grissom, me deixe ir falar com Lindsay amanhã? — diz Nick
– Nick, você parece que está tão envolvido emocionalmente quando a Catherine, não sei se será uma boa ideia — diz Grissom
– A Lindsay confia em mim! E eu sei que ela deve está mentido por algum motivo...vou descobrir. Ela precisa confiar... — diz Nick
– Ok. Mas independente do que ela diga, nos traga, Nick. Confio em seu trabalho para isso — diz Grissom
– Vá pela manhã, assim ela estará mais calma — diz Grissom
– Continue seu trabalho, logo Ecklie nos cobrará uma resolução — diz Grissom
– Sim, senhor — diz Nick saindo
# Na casa de Kimberley#
Sara e Brass tocam a companhia.
A porta se abre, e uma mulher os olhava com uma profunda tristeza. Era uma mulher bonita, por volta de seus 40 anos, mas que parecia que tinham lhe tirado a alegria de viver.
– Senhora Medison? — diz Brass
– Sim... — diz Bree. Ela era a mãe de Kimberley.
Nesse momento, um homem se aproximada e diz:
– Algum problema, querida?
O homem também aparentava uma profunda tristeza. Seus ombros eram baixos, como se a vida agora lhe pesasse muito mais do que ele aguentaria. Era John, o pai de Kimberley.
A mulher o olha imediatamente e segura sua mão. Eles pareciam ter uma cumplicidade grande.
– Somos da criminalística de Las Vegas. Sou Sara Sidle e ele Jim Brass, precisamos lhes fazer umas perguntas — diz Sara
– É sobre a Kimberley? — diz John
– Sim, senhor. Precisamos disso para descobrir quem fez isso com sua filha — diz Brass
– Podem entrar — adianta-se Bree
Sara e Brass entram. Sara observa os porta retratos espalhados pela casa, a maioria eram com fotos da Kimberley e os outros tinham a foto da família reunida. Kimberley era filha única e parecia ser muito feliz com a família.
Bree e John sentam no sofá da salas um do lado do outro e de mãos dadas, eles compartilhavam de uma tristeza profunda que dava para ser sentida sem que eles precisassem falar nada.
– Os senhores observaram alguma mudança de comportamento em Kimberley? Ela falava de alguma inimizade? — diz Sara os olhando
– Kim sempre foi uma boa menina e muito feliz. Nunca tivemos problemas com ela...era querida por todos da escola. A casa estava sempre cheia de amigos dela... — diz Bree com lágrimas nos olhos
– E nas últimas semanas tudo estava normal? Com o namorado? — diz Brass
– Eles estavam cada vez mais próximos. Viviam juntos, Kim só queria estar com ele — diz John
– Ficaram juntos até na tragédia... — diz Bree
– Já existe alguma suspeita do que aconteceu com Paul? — diz Bree
– As investigações ainda estão acontecendo, senhora — diz Brass
– Posso dar uma olhada no quarto da Kimberley? — diz Sara com sua maleta
– Claro, por aqui... — diz John apontando o quarto
– Aqui era o canto preferido dela. Fazia tudo nesse quarto, minha menina — diz John
– Brass irá termina de fazer as perguntas, enquanto analiso aqui — diz Sara
– Ok — diz John voltando para o lado de Bree
Sara entra no quarto.
O quarto parecia organizado para uma adolescente de 15 anos, tinham os pôsteres de bandas e filmes pelas paredes, junto com fotos suas com os amigos e Paul, uma escrivaninha com livros e um abajur azul. A cama estava arrumada, nada ali parecia estar fora do lugar
Sara desliga a luz branca e inicia a busca por sangue e sêmen na cama e pelo quarto. Ela identifica algumas gotas de sangue, mas nada que denunciasse um crime. Poderia ser de algo corriqueiro. Sara identifica a presença de líquidos sexuais na cama e coleta uma amostra.
Após terminar essa parte, Sara olha os livros e a mesa de Kimberley e vê um bilhete assinado por Paul dentro de um dos livros.
" Essa será a nossa noite.
Vai ser muito especial
minha princesa
Te amo.
Paul. "
– Isso confirma o que a Lindsay disse — diz Sara pensando alto ao confirmar o que Lindsay diz sobre Kimberley e Paul terem tido sua primeira noite.
Enquanto continuava sua busca por evidências pelo quarto, Sara percebe que uma corrente de vento forte estava tirando as coisas do lugar, é no momento que ela se vira e percebe que a janela estava entreaberta.
"Como eu não havia percebido isso?" Se indagou Sara.
Ela estranhou e foi até a janela.
Nesse momento, Sara apenas sente um empurrão em seu corpo que a faz cair. Ela olha para a janela e vê uma figura estranha com uma máscara terrivelmente assustadora saindo correndo pela rua, ele era extremamente rápido.
– Suspeito no local! Suspeito no local! — grita Sara se levantando pegando sua arma em punho e correndo para saída da casa
Brass ouve o grito e já saca sua arma imediatamente, os Medison'S se assustam e se abraçam
Sara chega a sala e grita:
– Ele saiu correndo! — diz Sara que ainda corre até a metade da rua, mas não o avistava mais e para
– Jim Brass! Suspeito no local, façam buscas pelos arredores!!! — diz Brass em um rádio para a viatura que estava lá fora atendesse o chamado
Sara retorna à casa.
– Sara, você está bem? O que houve? — diz Brass
– Tinha alguém observando pela janela! Não consegui pegá-lo, ele surgiu na janela de repente e me empurrou, nesse tempo que caí ele já estava longe....era uma figura estranha, mascarada e corria muito rápido — diz Sara
– Não saíremos daqui, se ele quiser nos matar será em nossa casa — diz Bree ainda abraçada a John
– Deixaremos uma viatura na porta da sua casa — assegura Brass
– Senhor, nada foi encontrado! — diz um dos policiais que fez parte das buscas
– Ele parece que sumiu por entre os prédios no final da rua... — diz Sara
– Um novo homem aranha, é isso? — diz Brass irônico
– Ou algo parecido... — diz Sara intrigada
– Preciso retornar para analisar novamente a janela — diz Sara
– Ok, você fica vigiando a cena com ela. E você, mais atenção ao vigiar a casa! Vocês eram pra ter impedido que isso acontecesse! — repreende Brass
Sara vai até o quarto e logo se aproximada da janela. Deixa sua mala no chão e as cenas do ocorrido começam a voltar em sua cabeça. Ela se aproxima e olha o que havia embaixo da janela.
– Como ele conseguiu subir aqui? Essa janela é alta! Não tem escada próximo... — constata Sara enquanto tirava fotos
A Janela era em cima de um jardim com alguns arbustos, mas nada que pudesse ajudar a subir. O quarto de Kimberley ficava no segundo andar da casa, era a janela mais alta.
– Vamos ver o que temos aqui — diz Sara passando o pó para ver se encontrava alguma digital nova
– Ele usava luvas pretas... — recorda-se ela
– Não vai ter nada aqui...- diz Sara para si mesma
Sara desliga a luz novamente, e usa a luz negra em busca de sangue na janela ou sêmen.
– Isso não parece de agora — diz Sara observando marcas de sêmen na janela que ficavam evidentes com a luz negra
– É mais antigo....ele já observava ela antes — constata Sara
Após o término da análise da janela, Sara volta a sala da casa dos Medison's.
– Terminei, Brass. Vamos? — diz Sara
– Por favor, nos informem qualquer novidade...só teremos paz quando pegarmos esse assassino verme que matou minha filha — diz John
– Deixaremos uma viatura na guarda de vocês. Qualquer coisa nos acionem! — diz Brass
Bree e John fazem que sim com a cabeça.
Brass e Sara saem da casa e seguem para o laboratório novamente.
Sara assim que chega ao laboratório já encontra Grissom pelos corredores.
– E aí, alguma novidade? — diz Grissom
– Encontrei algumas evidências interessantes, líquido sexuais pela cama, bilhete de Paul, camisinha no lixo do banheiro... — diz Sara
– Parece que a Lindsay nos disse a verdade sobre isso — diz Grissom
– Compare para saber se são do Paul — diz Grissom
– Estava indo fazer isso — diz Sara
– Ah, e eu fui atacada por um máscarado — diz Sara
– O que? Na cena do crime? — diz Grissom
– Havia um suspeito nos observando pela janela do quarto da Kimberley. Percebi a janela aberta e quando me aproximava, uma figura mascarada surgiu e me empurrou — diz Sara
– Conseguiram pegá-lo? — diz Grissom
– Não. Corri atrás dele, os policiais fizeram uma busca, mas parece que ele sumiu no ar... — diz Sara
– Ele era bem veloz... — complementa Sara
– Você quer o dia de folga? — diz Grissom
– Não, estou bem. Foi só um susto, não me machuquei. — diz Sara
– Ok, mas tome mais cuidado — alerta Grissom
– Quero todos com suas análises em duas horas na sala de reunião — diz Grissom
– Ok — diz Sara saindo
– Avise aos outros — continua a falar Grissom
Sara já saira e apenas faz um sim com a cabeça como resposta. Ela caminhava até a sala que iria fazer o processamento das evidências, quando avista Warrick e Nick em uma outra sala.
– Hey meninos, Grissom quer nos encontrar em duas horas na sala de reunião com todas as análises — diz Sara
– Ok, Sara. Estamos esperando alguns resultados. — diz Warrick
– E como foi na casa da Kimberley? — pergunta Nick
– Alguns contratempos, mas temos evidências interessantes...espero encontrar algo com isso — diz Sara
– Temos muito trabalho, até depois...- diz Sara saindo e indo em direção à sala de Greg
– Preciso que você compare essas duas amostras de sêmen — diz Sara entrando
– Hey Sara — diz Greg
– Trabalho, Greg! — diz Sara deixando as amostras e saindo
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