Unconditionally
43 Epílogo.
Notas iniciais
Sete anos depois.
Pov.Damon
—Mãaaaaaaaaaae!!! — Megan gritou por trás da porta a batendo com força.
Agora com 14 anos sua personalidade estava toda construída, uma garota de temperamento forte e pavio curto extremamente parecida com o pai quando adolescente, pai esse que estava fazendo um trabalho extremamente bem feito no meu pescoço nesse exato momento.
—Okay Damon agora é sério — falei tentando parar de sorrir empurrando ele com delicadeza e pegando a toalha do chuveiro me envolvendo com a mesma -Henry já chamou duas vezes e agora ela pela quarta, temos que ir, mesmo.
Damon jogou a cabeça pra trás numa bufada relutante. Desligando a água do chuveiro e dando uma longa olhada em mim enquanto passava o desodorante. Então corei envergonhada, fechando o desodorante e olhei para ele começando a rir.
—Como consegue ainda ter um corpo assim tão lindo depois de cinco filhos — Damon disse agarrando minha cintura me molhando novamente me fazendo soltar um gritinho.
Ah é, tivemos mais dois filhos, gêmeos nossa não tão pequena Aurora e nosso não tão pequeno Sebastian e de modo impressionante eles sim haviam sido planejados, com as alegações de Damon que precisava ser pai novamente já que havia perdido toda a experiência com Megan, nosso furacão dos cabelos pretos.
—Se chama cirurgia plástica — falei rindo, afinal havia colocado silicone e todo um processo pro meu corpo voltar a ser o mesmo, porque sejamos francas se todas as celebridades podem ficar lindas e perfeitas depois de um bebê porque a rainha da Inglaterra não poderia?
Damon me deu um presente, além de me tranzer a felicidade imensa da sua existência, havia sido ele a fazer a vasectomia e simples assim estavamos livres do sexo com camisinha e a possibilidade de uma sexta criança, porquê se quatro já era bom, cinco é demais, agora seis?
Vamos só lembrar que havia sido uma enorme surpresa quando descobrimos que eram gêmeos, um completo choque, diferente das crianças onde Liv ficara feliz por ter um bebezinho pra cuidar já que estava com 14 anos e idade suficiente para ser a babá perfeita. Megan porque deixaria de ser sozinha já que segundo ela Liv era mais velha e chata demais pra serem amigas. Quanto a Henry a possibilidade de ter um parceiro do crime nunca pareceu tão perfeita.
—Você ficou um escandalo — Damon mordeu meu pescoço e me arrepiei — Mas estava linda na gravidez e depois dela, acho humanamente impossível você não ser linda.
—Tolo — eu ri me virando para ele e encostando nossos lábios em um beijo longo — Bom dia...
—Muito bom dia! — ele disse com um sorriso enorme no rosto.
—EU VOU CHAMAR A TIA CAROLINE! — Megan gritou mais uma vez com uma batida ainda mais forte na porta.
—Okay, aí não — soltei Damon e corri para abrir a porta encarando meu furacão com o uniforme da escola e um belo rabo-de-cavalo, minha filha realmente era extremamente bonita, tinha apenas 14 e sabia o enorme sucesso que fazia com os garotos da escola, a perfeita réplica de Damon.
—Você ainda tá de toalha? Oh Deus papai não está de toalha também não é?
—Bom dia docinho — Damon acenou por trás de mim e um coro de "Arg" preencheu o corredor, Henry estava lá agora, não sabia dizer seu meus filhos realmente eram assim tão bonitos ou se o uniforme de gravata os ajudava.
—Pelo amor de Deus mãe! Vou pedir pra Liv me levar — ela disse irritada dando meia volta.
—Vou com você quero ver se passo na casa da Kirsten antes — Henry disse se referindo a quase namorada.
—Você ainda tá com aquilo? — Megan o olhou com nojo.
—Pelo menos estou com uma só
—Ahh seu...
—Okay chega! Parou parou! Me deem cinco minutos e se não estiver lá embaixo vocês vão com Liv agora desçam — separei a briga antes que Megan transformasse seu irmão num saco de pancada -Vão chamar os gêmeos.
Henry murmurou um "tá" e Megan revirou os olhos e então caminharam em direção ao lado oposto ao meu quarto.
Fechei a porta rápido e tratei de correr por closet e vestir as minhas roupas antes Damon me alcançasse e começasse a tentar me seduzir mais uma vez.
Depois de me vestir desci correndo as escadas ouvindo a risada de Damon que me seguia com calma. Ás vezes sentia ódio por termos escadas tão grandes, realmente deveriamos ter ficado na pequena casinha que Damon construirá para nós, mas não era como se 5 crianças briguentas fossem aguentar.
—Chega de estudo Liv — ouvi Damon batendo na porta de Liv e então ela abrindo.
—Ah! Oi pai — ela disse e me virei rapidamente para ve-la beijar a cabeça da nossa moça, com apenas 19 anos e no penúltimo ano de não uma mais duas faculdades, de Arte como já era de se esperar e Psicologia. Era completamente compreensível porque a garota mais forte da família havia decidido estudar a mente humana. Mesmo depois de todos esses anos ainda me perguntava como ela havia conseguido se manter tão sã depois de tantas memórias de tudo que passamos.
—Bom dia mãe — Bash beijou minha bochecha quando cheguei no último degrau.
—Bom dia meu anjo — falei vendo-o me lançar um sorriso e colocar o skate no chão e partir para fora do palácio.
Vi Megan o seguindo com mais uma revirada de olhos quando o irmão a fez parar por conta do skate e Henry que passou por ela e foi atrás do irmão. Quatro das minhas crianças estavam alí tirando a mais parecida comigo.
—Aurora — falei a encarando sentada no sofá apenas observando tudo como sempre.
—Mamãe — ela cumprimentou com divertimento nos lábios -Hora de ir certo? — ela disse se levantando e pondo a mochila nas costas.
—Isso — falei a puxando para perto e começando a andar com ela num abraço — Como foi o episódio de ontem? — perguntei me referindo ao remake que fizeram de Vampire Diaries e que coincidentemente minha filha amava.
—Ele voltou a vida mamãe não sei como você não ouviu meu grito ontem de noite — ela disse abrindo a porta do carro.
—Ah eu ouvi desgraça — Henry disse com abuso.
—Mamãe tava distraída com outras coisas — Bash respondeu olhando pra mim com implicância e fechei os olhos tentando esconder minha vergonha.
—Cala a boca Sebastian — bati a porta do carro com força e ouvi a risada alta de Aurie sendo acompanhada pelos irmãos e um sorriso de Megan quando entrei no carro.
Liguei o carro e então dei uma checada no banco de trás e o banco de passageiro preenchido por Megan que não estava mais assim tão carrancuda, um verdadeiro milagre.
—Espera! — Liv gritou saindo ao lado do pai com um sorriso e então me lançou um olhar cúmplice para o melhor ritual de primeiro dia de aula. Olivia amava o fato de já ter terminado a escola.
—Ah meu deus mãe vai! Vai! Vai! — Megan falou em desespero sendo seguida pelo coro de trás, mas eu apenas ri com Liv.
Damon abriu a porta do carro com um sorriso levado no rosto:
—Bom dia mundiça — ele falou e se jogou encima das criancas que começaram a reclamar tentando empurrar o pai que logo em seguida bagunçou o cabelo de Aurora e Bash, além de desamarrar os cadarços dele e por fim, soltou a gravata de Henry.
—Ah fala sério pai!
—Pelo amor de Deus!
—Ah não! — Megan disse tirando o cinto com rapidez e então fazendo menção em sair, mas Liv foi mais rápida e correu segurando a porta-Se eu não fugi dessa tradição, não será você que fará.
—Não mesmo — Damon fechou a porta de trás com os meninos e Aurora ainda reclamando e então Liv deu espaço para ele — Bom dia princesa.
—Ah não, ah não — então Damon puxou seu rabo de cavalo logo então bagunçando o cabelo dela que suspirou frustada.
—Poderia ter sido pior — ela murmurrou cansada.
—Acredite é — eu disse e ela me olhou apavorada.
—Como eu amo os batons vermelhos da minha linda esposa — Damon disse vitorioso e agarrei as bochechas de Megan que se contorceu, mas não se livrou dos dois beijos com marca de batom que deixei nas bochechas dela.
—Eu odeio vocês — ela murmurrou e Liv riu.
—A gente sabe — Damon e eu falamos em coro.
Pov.Aurora
Todas as manhãs eram sempre assim, tão loucas por aqui em casa, apesar de não sermos uma família exatamente normal e esse ser o primeiro dia de aula de um novo ano que começava, era sempre assim: mamãe e papai nas suas manhãs de amor, Megan pistoleira e Henry sempre pegando no pé dela, Liv estudando pra faculdade, Bash brincando com seu skate já do lado de fora esperando e eu com apenas um fone para conseguir ouvir tudo pelo fato de minha família ser um máximo e depois de toda a história de antes do nascimento meu e de meu irmão eu sabia que toda aquela normalidade era tudo que a gente precisava, principalmente a mamãe.
Eu escrevia, escrevia diários e mais diários e depois de tanto escrever decidi começar um livro sobre a história dos meus pais, acho que eles mereciam isso e depois de todos os Boa noites e Eu te amo havia sido fácil escolher o título:
—Te amo — mamãe disse depois que papai foi até ela no carro.
—Também te amo — ele disse dando um beijo rápido em seus lábios -Incondicionalmente.
The end.
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