Unconditionally
34 Beacuse i love you unconditionally
Notas iniciais
Moralidade.
É muito irônico quando dizemos aos nossos filhos para não fazerem algo que fizemos inúmeras vezes em suas idades. É tão irônico o fato de aconselharmos amigas, primas, e irmãs a não cometerem o erro de perdoar alguém que nunca deve ser perdoado, e no fim, cometermos o erro que impedimos elas de cometer.
Podemos concluir, que nos seres humanos além de não termos moralidade, somos um bando de hipócritas que nos devemos levar pelo caminho errado. O caminho que eu vivo seguindo por amor.
14 de maio de 2009-Caribe
Elena
A musica estava alta e perfurava meus ouvidos com força mas por outro lado consumia meu corpo a fazer movimentos que eu nunca imaginei ser capaz de fazer, eu acreditava que David Guetta que tocava naquela bloate, adorava aquele DJ e acho que era só por isso que ainda lembrava do nome dele porque o alto havia subido totalmente a minha cabeça.
O solo eletrônico preencheu o lugar e só o que eu pude fazer foi começar a pular, pular enquanto gritava sem parar a vogal “A” porque eu não gritava outra vogal? Tipo “B” o alfabeto tinha tantas letras por que as pessoas sempre gritavam o “A”?
A foda-se vou gritar mesmo o “A” melhor que gritar a porcaria do “D” aquela letra estupida e imbecil.
Que bosta. Resmunguei a mim mesma quando percebi que depois de beber feito uma maluca havia conseguido parar de pensar nele e agora tava eu pensando de novo, eu sou tão idiota!
Eu não conseguia parar de beber por causa dele, por causa do estupido e imbecil Damon Somerhalder, aquele imbecil transformou minha vida num conto de fadas, ele finalmente havia conseguido dar sentindo a minha vida de merda, ai eu me apaixono, amo ele, e minha mãe manda eu voltar pra Londres, mas sabe de o que aconteceu? No minuto que fui invadida por aquele monte de reporters, deveres reais e a merda da minha mãe no pé do meu ouvido eu dei o fora.
Fracamente eu tinha 18 anos, to pouco me fudendo se eu sou a herdeira desse trono eu vou e ficar chapada e tentar esquecer completamente que to longe do amor da minha vida.
Deixei algum infeliz qualquer enfiar a agulha contida com heroína em minha veia e fui consumido por um paraiso arficial que apenas essas Raves com essas drogas poderiam me proporcionar.
Passei a dançar com tudo ao meu redor a rodar e a passar a estar em câmera lenta. Eu amava aquela sensação, amava a adrenalina, o gosto do álcool quente arder pela minha garganta, a música eletrônica que estourava meus tímpanos e me fazia dançar feito uma maluca, o cheiro de maconha que aquela boate tinha, e principalmente as alucinações que as drogas me davam.
–Elena...-com ele.
–Damon-sorri indo em direção de seus olhos azuis, pegando o seu pescoço e beijando seus lábios quentes.
E eu continuei a beija-lo, sentindo seus lábios gostosos, e fingindo que ele estava me beijando, fingindo que na manhã seguinte eu não acordaria na cama e algum desgraçado que transei gemendo o nome “Damon” a noite inteira enquanto ele tirava proveito da minha inconciencia e me usava para seu próprio prazer, eu fingia que não estava agindo feito uma puta deixando homens desconhecidos me foderem a noite inteira, fingindo que era ele que sussurrava meu nome fazia amor comigo e dizia que me amava, fingindo que eu jamais havia deixado.
–Elena!Elena!Elena
Abri os olhos e não era mais o verão de 2009. Que não estava mais com 18 anos e me drogava enquanto bebia feito uma viciada preste a ter uma overdose. Olhei para minha mão que segurava um café e a outra estava sobre a mesa com a mão do meu marido traidor sobre ela. Olhei para os lados e percebi que estava num restaurante, que era uma mulher de 25 anos mãe de dois filhos lindos, gravida de uma menininha saudável, e esposa de um marido traidor que me daria explicações sobre a merda do que ele fez comigo depois de uma semana sumido provavelmente fudendo aquela cachorra desgraçada.
Levantei a cabeça e vi preocupação nos olhos de Damon. Olhei novamente para sua mão sobre a minha e a puxei cruzando os braços logo em seguida, pegando Damon totalmente de surpresa.
–Então vai falar ou vai ficar ai me encarando?-falei brusca levantando o queixo e o encarando com ódio.
–Oh meu amor você não tem ideia do quanto que senti sua...
–Vai se catar!-o cortei de vez cheia de ódio-Pode parar já não quero ouvir suas palhaçadas, nem apelidos carinhosos se você veio aqui pra me dar uma explicação pode começar porque se não fizer eu pego minha bolça vou embora e o ultimo sinal meu que você vai ter vão ser os papeis do divorcio então comece.
Nunca pensei que falar aquilo seria tão doloroso. Foi como se uma navalha estivesse sido enfiada em meu peito e tivesse sendo tirada e colocada varias vezes, até não sobrar mais nada de mim.
–Ok, provavelmente o que eu vou ter que dizer agora vai ser a maior loucura que você já ouviu em toda a sua vida. Você tem que estar preparada para o que vai ouvir agora Elena. Tem que me prometer que não vai contar a ninguém, nunca, tudo bem?-ele parecia arrasado, nervoso ou até apavorado, mas francamente eu duvidava muito que qualquer coisa que ele falasse fosse mudar minha opinião.
–Vai logo Damon-resmunguei bufando e encostando na cadeira.
Ele suspirou, e depois fechou os olhos, então sussurrou algo so para ele antes de começar, então abriu novamente os olhos.
–Quando eu tinha 19 anos, conheci uma garota chamada Charlotte, e como toas as outras a usei para preencher o vazio que você tinha me deixado, mas a Charlotte era diferente das outras, a Charlotte era louca por mim, e não no sentindo figurado eu quero dizer, louca de maluca mesmo.
“Ela tinha comportamentos estranhos e bem exagerados, uma paixão doentia e perturbada, algo controlador e possesivo, bastante, grudenta e sufocante. Ela tinha comportamentos bastantes anormais o que chegaram a me preocupar, eu contei a meu pai sobre ela, meu pai decidiu que seria bom fazer alguns exames nela, e quando o diagnostico chegou soubemos que ela era louca, e Charlotte foi internada num hospício e ficou lá durante anos”
Como assim? Como ele pode ser insano ao ponto de ficar com alguma mulher que saiu do hospício? Quem em sã consciência faz isso? Com quem eu me casei?
–Você se lembra quando eu te contei que meu pai me ameaçou antes deu me casar com você?-assenti-Bem, eu me casei com você e como prometido meu pai se vingou e libertou Charlotte do hospício e da li em diante ele e ela trataram de trabalhar juntos, Charlotte com objetivo de me ter, e Giussepe com o objetivo de se vingar. Enquanto estávamos casados Charlotte mandava cartas continuas todos os dias, e eu queimava todas para que você não visse.
–Porque Damon? Se não tinha nada a esconder porque escondia?
–Não queria que você entrasse nessa loucura toda, perdesse a cabeça com aquilo, você não merecia se estressar por isso.
“Mas bem, a vingança de meu pai não parou pelas cartas, quando recuperamos a Liv meu pai ficou com ainda muito mais ódio e foi ai que começaram as ameaças de Charlotte se eu não respondesse as cartas feito um imbecil apaixonado ela matava Liv, então eu respondia todos os dias, escrevia para ela e dedicava meu tempo a ela.
Antes dele morrer, ele me disse que a vingança dele não tinha acabado que nem na morte ele nos deixaria em paz, que nada o impediria de estragar nossa felicidade, e foi ai que Charlotte me obrigou a ir ate a Itália onde ela me esperava, então eu trouxe todos nos e foi quando chegamos lá que o pior começou”
Damon estava aflito, não conseguia mais olhar em meus olhos, ele olhava para a mesa como se tivesse vergonha do que havia feito, e quando elevou os olhos, haviam lagrimas neles, e dor em seus olhos, muita dor.
–Eu trai você-falou soluçando-Eu sinto muito linda-ele tentava falar sem ter sucesso. Segurei sua mão tentando fazer com que seu choro parasse-Ela te ameaçou meu amor, eu não acreditei nela, mas então você estava na escada, gravida do Henry, gravida de sete meses, nosso bebe já estava quase nascendo e...-ele fungou o nariz.
“Você estava rindo de alo que eu disse, estava tão feliz e então uma das criadas fez com que você escorregasse você quase cai escada abaixo e só Deus sabe o que te aconteceria, mas antes de você cair a criada me olhou e naquele momento eu percebi que todas as pessoas ao nosso redor estavam trabalhando para eles, e então a mulher te segurou e você não caiu, mas era um aviso, eu sabia que era, e daquele momento em diante eu fiz exatamente tudo que ela queria para que você não corresse nenhum risco. Charlotte me forçou a transar com ela, a trata-la como se ela fosse minha mulher, me forçou a trata-la como eu te trato, e...”
Agora não era apenas Damon que chorava, eu também chorava, forte junto a ele, por tudo que ele fez e passou para nos proteger, para me proteger. Chorei por achar que ele me trairia, chorei por duvidar dele e por ter deixado ele passar por tudo aquilo sozinho
–Me perdoa-fui ate ele o abraçando e chorando em seu ombro enquanto alisava seu cabelo-Eu deveria ter escondido melhor, você não deveria ter descoberto Elena, você deveria continuar a acreditar que nos vivíamos num conto de fadas, não é justo, não é justo. A culpa é minha, a culpa e toda minha, agora você vai ter que fazer parte disso, Charlotte me avisou que quando você descobrisse as coisas piorariam, mas eu não fui forte o suficiente, eu fui egoísta, e agora você vai ter que passar por isso, e a culpa e minha.
–Calma Damon-falei alisando seu rosto-Vai dar tudo certo, estamos nessa juntos, na saúde e na doença na alegria e na tristeza não é? Vamos superar isso, vamos passar por isso juntos vamos conseguir, ta bem?-limpei uma lagrima que descia pelo seu rosto-Sabe porque? Porque eu te amo incondicionalmente.
Damon riu fraco no meio de seu choro, aquela palavra era sempre a chave para nossas risadas, nossa alegria, e simplesmente nos.
–Incondionalmente.
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