Unconditionally

2 Chapter Two - My Dear Teatcher


Notas iniciais
Comentem se gostarem ou não. Beijos meus doces (:

Mal entramos na escola pra procurar nossos antigos colegas, avistei o Nate vindo em nossa direção.

– E aí, quando a gente começa a tocar o terror? – Ele deu o seu melhor sorriso cínico enquanto me abraçava.

– Senti sua falta! – Falei.

– É eu notei como você sentiu quando não apareceu ontem pra nos encontrar. – Disse sarcasticamente.

– Desculpa, eu já expliquei, prometo que não vou fazer isso de novo. Tá bom?

– Tá, tá. E aí Candy? – Abraçou a Candy dessa vez.

Fomos juntos procurar nossos horários e armários, logo descobri que a minha primeira aula seria com o Nate e o Christian, que legal. Á propósito, ainda não o tinha visto quando encontrei o meu armário e fui até lá. Olhei e volta procurando-o e também algum aluno que tivesse vindo esse ano para a escola, até então não tinha visto nenhum.

– Sentiu minha falta? – Ele falou tapando meus olhos com a mão.

– Na verdade, não. – Sorri virando para abraça-lo. Ele tinha aquele cheiro maravilhoso que você sentia sem precisar chegar muito perto.

– Sério? – Sorriu – Não foi essa a mensagem que eu vi no meu twitter ontem.

– Qual é? Aquilo foi só pra marcar território tá bom? – Disse cinicamente.

– Ah, então é isso que eu sou agora? Um território? – Fez bico.

Ri e falei:

– Não faz drama, aquelas bitches ficavam falando como se você não tivesse uma namorada, — apontei pra mim – sendo que eu estou ainda vivinha, pra provar que você tem. Me virei pra andar pelo corredor e procurar por nossa classe.

– Escuta, você não precisa ‘’marcar território’’ – me imitou fazendo graça — , você sabe que eu sou seu namorado, querido, amado e charmoso.

– Ei, eu não falo assim e você nem é tão charmoso. – Sorri.

– Claro, porque então você se apaixonou por mim? – Disse fazendo um gesto de desdém.

– Posso te garantir que não foi pelo ‘’seu charme’’. – fiz aspas com os dedos.

– Mas eu sim. Seu charme e o seu sorriso foram a porta que deu passagem pra tudo que acontece entre nós. – Ele deu aquele olhar pelo qual eu tinha me apaixonado e por alguma razão, eu quis desesperadamente que nada mudasse entre nós. Que ele sempre fosse assim, tão romântico. E que eu e ele sempre fossemos ‘’nós’’.

Quando entrei na classe, metade dos alunos estava na sala. Incluindo o Nate. Sentei do seu lado, e Christian do meu. Eles apenas acenaram com a cabeça um para o outro. Sério, isso tinha que mudar. O Nate sempre achou que Christian ia acabar me magoando, mas eu sempre falei pra ele o quanto Christian era adorável, mas o Nate nunca concordava e sempre ficava nisso. Quanto ao Christian, ele sempre teve ciúmes. Mas eu sempre deixava claro que não tinha que ter ciúmes, porque Nate era meu melhor amigo desde crianças. Enfim, nunca dei jeito nos dois. Suspirei.

– Algum problema, Cassie? – Falou Nate em resposta me despertando do meu devaneio.

– Ah não, só estava pensando. – Falei

– Você já sabe quem vai dar aula de Inglês? – Ele perguntou.

– Disseram que não é mais o Sr. Thompson. Quem é? – Perguntei sem interesse.

– Ethan Harding! – Ele falou e eu quase gritei.

– Fala sério, o professor de Harvard? – Ele balançou a cabeça — O mesmo que escreveu ‘’Incondicionalmente’’? O cara que vendeu milhares na ‘’The New Yor Times’’ com apenas 20 anos?

– Sim, sim, Cassie. Esse mesmo – Ele riu – Eu sabia que você ia surtar.

– Ta, tá. Mas porque raios ele – coloquei ênfase no e ’’ele’’- viria ensinar aqui na Central Park?

– Bom, segundo ele, ele quer ajudar alguns alunos a se encontrar na leitura e bláh bláh bláh – disse fazendo graça – ou... quem sabe descobrir ‘’novos talentos’’ pra escrita!

– Ah qual é – de repente me ocorreu que eu poderia ter alguma chance de convencer o Sr. Clark de me ajudar com o meu sonho de cursar Jornalismo em Harvard – ou pode ser! Ai Nathaniel você é um gênio – o abracei quase esmagando-o, quando me dei conta do Christian me olhando bravo e soltei o Nate. Ele já ia falar, quando um cara que parecia ter não mais que 25 anos entrou na classe.Na verdade, ele era bem bonito e tinha uns olhos azuis que chamavam a atenção de qualquer garota. Vi algumas garotas o olhando dos pés á cabeça, até que ele falou:

– Olá classe. – Todos responderam em um ‘’olá’’ uníssono – Eu sou o Sr. Noah Harding e irei ficar com vocês na matéria de Inglês.

Ele era bem simpático também. Enquanto a aula ia se desenrolado, ouvia alguns suspiros e cochichos de algumas garotas, enquanto que os meninos, vi que alguns reviravam os olhos. Inclusive Christian e Nate. Tentei parecer normal, mas tinha que concordar que o charme do Sr. Harding era único. Embora não achasse que ninguém chegava aos pés do Christian que tinha uma beleza hispânica (ele era da Espanha) incomparável, o Sr. Harding não ficava atrás de jeito nenhum.

No meio da aula, o Sr. Harding perguntou se alguém conhecia o Soneto 1 de Shakespeare. Eu conhecia, mas não ia falar nada porque ia acabar ficando envergonhada na frente dele.

– Srt. Blanc – Chamou meu nome, e de repente despertei dos meus pensamentos.

– Ahm... Sim, Sr. Harding? – Eu gaguejei, enquanto sentia o olhar do Christian e do Nate em mim.

– Você poderia citar um parte do soneto de Shakespeare? Soube que a Srt. Tem grande interesse na leitura.

– Bom...é. Tá.- respirei – ‘’ Dentre os mais belos seres que desejamos enaltecer/Jamais venha a rosa da beleza a fenecer/Porém mais madura com o tempo desfaleça/ Seu suave herdeiro ostentará a sua lembrança/Mas tu, contrito aos teus olhos claros/Alimenta a chama de tua luz com teu próprio alento/Atraindo a fome onde grassa a abundância/Tu, teu próprio inimigo, és cruel demais para contigo...’’

Ele olhou pra mim e sorriu:

– Muito bem Srt. Blanc. Mas alguém gostaria de recitar outro soneto? – Conforme a aula ia passando, mais eu gostava do Sr. Harding e do modo como ele ensinava. Na hora do almoço, fomos Nate, Candy e eu sentarmos na nossa mesa de sempre. Christian tinha ido falar com a Sr. Taylor sobre alguma coisa que ele não me disse. Então ainda não tinha o visto desde a aula com o Sr. Harding.

– Primeiro, como alguém pode nascer tão gato como Noah Harding, e querer ser professor de Inglês? – Perguntou Candice com cara de indignação. Eu sorri.

– Qual é, ele nem é tão ‘’gato’’ assim – Nate revirou os olhos – Nem sei porque as garotas ficaram babando nele a aula toda.

– Bom, ele é sim muito gato mas não é só isso. Ele é muito inteligente também, tá senhor Nathaniel?

– Ele é muito inteligente também, blá blá blá – debochou – você não tirava o olho dele na aula.

– Não mesmo, ele... – ia me defender quando Christian veio por trás e perguntou:

– Posso saber de quem você não tirava os olhos? – Me beijou no rosto.

– Anh...

– Do professor Noah ‘’gato’’ Harding. – Falou Candy sorrindo, me interrompendo.

– Fala. Sério. O cara é um puxa saco, não dá pra acreditar. – Christian disse, irritado.

– Eu já falei, ele não é isso tudo que vocês garotas acham. – Disse Nate, pela primeira vez em tempos concordando com o Christian.

– Ficou se gabando a aula toda com aqueles poemazinhos melosos e blá blá blá... – Christian continuou conversando com o Nate sobre o quanto o Sr. Harding não era tão legal assim por um bom tempo, enquanto eu e Candy nos olhávamos o tempo todo os observando.

Não dá pra acreditar que depois de tanto tempo tentando unir os dois, eles fossem acabar se unindo por si próprios, pra falar do quanto nosso professor de Inglês era babaca. Fiquei indignada.O restante das aulas ocorreu ás mil maravilhas. Fiquei feliz de pelo menos sobreviver ao primeiro dia sem ter que separar nenhuma briga do Christian com o Nate, mesmo que a pouca amizade que eles tivessem, fosse por causa de uma discussão boba, por conta de um professor gato. Tá, parei.

Enfim, quando cheguei em casa fui revisar todo o conteúdo da aula. Não gostava muito de matérias como matemática ou química, mas sabia que se quisesse ser uma escritora bem sucedida, teria que aprendê-las também. O que é um saco porque eu sou uma negação nessas matérias com números e cálculos. Acabei cedo, e fui dormir. No café da manhã, minha mãe perguntou como tinha sido a aula já que eu na tinha contado. Sorri e disse:

– Ah, foi muito legal. Meu novo professor é de Harvard e é um gato. O Christian e o Nate estão começando a se entender, e foi isso.

– Hm, seu professor é gato é? – ela perguntou risonha.

– Só lembrando que eu estou bem aqui Joane. – Meu pai disse e eu sorri.

– É sim. E tãaaao inteligente, nossa! – Contei pra eles como tinha sido o resto do dia, e sai vinte minutos depois. Me lembrei que Christian tinha me mandado uma mensagem bem cedo dizendo ‘’Eu te amo, não importa o que aconteça.’’ O que era muito estranho, porque ele nunca mandava mensagem ou ligava a essa hora. Será que ele tinha aprontado alguma e estava com medo? Bom, ia conversar com ele na escola de qualquer jeito.