Unconditionally
4 Chapter Four - Last Night
Notas iniciais
A semana tinha passado correndo, e nos últimos dias fiquei um pouco afastada do Nate e da Candy pra conseguir ficar mais tempo com o Christian e expliquei a situação a eles. Quando falei pros dois sobre a viagem do Christian a Candice foi a primeira a entender. Já o Nate...
– Fala sério! Jura que você vai se livrar do otário por um ano? – Gargalhou – Você deveria ficar feliz – Ele debochou.
– Nate! – Falei indignada – Ele vai voltar, tá bom? Nada vai mudar, a única diferença é que ele vai estar longe fisicamente por um tempo, mas nosso relacionamento vai continuar o mesmo. – Ele revirou os olhos.
– Não liga, você conhece o Nate, ele pode ser bem insensível ás vezes – Candy falou passando a mão nas minhas costas.
Na última noite antes de ir embora, Christian me levou pra jantar no Panorâmico. Sempre tinha adorado ir lá, desde que Christian e eu começamos a namorar. Era lindo e sofisticado, e a comida era ótima também. Christian sempre viveu muito bem, seu pai era médico, um dos mais bem sucedidos por sinal, e sua mão era dona de uma empresa de advocacia. Na verdade, meus amigos e eu sempre fomos assim. Nunca tivemos dificuldade com nada, dinheiro nunca faltou pra nenhum de nós. Meu pai era dono do New York Palace Hotel e minha mãe, era dona de um estúdio fotográfico. Nate era órfão de pai e morava com em uma casa próxima do Central Park também, desde que ele voltou da Irlanda, não voltou morar perto da minha casa, onde tínhamos passado a infância juntos. Sua mão tinha um dos maiores restaurantes de NY. Candy era modelo, sempre fotografou no estúdio da mamãe. Era seu sonho desfilar para a Victória’s Secret. Sua mãe e seu pai eram empresários.
Quando chegamos ao Panorâmico, Christian me levou para uma mesa ao fundo onde sempre ficávamos para ter mais privacidade. Nossas reservas tinham sido feitas bem antes por telefone. Nosso pedido também já tinha sido antecipado, era só esperar agora. Christian puxou a cadeira e eu me sentei, sempre tinha sido assim desde o começo. Ele era do tipo que te dava flores e te levava pra passeios românticos e luxuosos, eu sempre adorava. Era o meu lado fútil.
– Eu te amo. Quero que essa noite seja inesquecível tanto pra você quanto para mim, meu anjo. – ele disse com aquele sorriso que sempre me fazia sorrir também, era inevitável.
– E eu tenho certeza que vai ser, confio em você. – ele sorriu e me beijou rápido.
– O que você vai fazer quando sentir a minha falta? – perguntou de repente – é que tem tantos caras que dariam tudo pra estar no meu lugar, e eu vou e te deixo aqui, sozinha. – Ele baixou a cabeça, triste.
– Ei, eu sou apaixonada por você desde aquela noite no nosso primeiro baile. E tem esses caras que você fala, mas nenhum me faz sentir do jeito que você faz. E depois de um ano, quando você voltar, eu ainda vou sentir o mesmo. Porque nossa história é única. Você é único. – Segurei a sua mão e ele olhou pra mim.
– Que bom, porque eu não vou te deixar pra nenhum desses caras. Até porque nenhum chega aos meus pés – bati nele e ele riu – Sério, você é minha e não vou te deixar ir tão fácil.
Senti a convicção no seu olhar e na sua voz quando ele falou. Me vi pensando, desejando que ele não fosse embora de verdade, que ele dissesse que iria ficar. Por mim. De repente vi o quanto era um pensamento egoísta e decidi afastá-lo.
Depois do Panorâmico, iríamos pro apartamento do Christian. Embora seus pais não gostassem da ideia dele morando só, admiravam como ele queria se sentir independente. O que era irônico, já que seus pais eram quem pagavam tudo que ele tinha.
Quando chegamos lá, Christian abriu a porta e eu olhei ao redor. Claro que já tinha ido lá muitas vezes, mas eu ainda me admirava em como era organizado, considerando que Christian era um garoto. Ele agarrou minha cintura e beijou meu pescoço delicadamente, do jeito que me fazia tremer dos pés a cabeça. Eu me virei para beija-lo ardente e ferozmente.
– Eu sou a pessoa mais feliz desse mundo, só de ter você comigo por todo esse tempo. – eu disse separando o beijo por um momento. – mesmo quando éramos apenas amigos eu já era feliz.
Ele sorriu:
– Eu já te amava antes mesmo de sermos amigos. Eu ficava te olhando sempre, só esperando você sorrir, porque eu achava seu sorriso a coisa mais linda do mundo. Me fazia sorrir também. Quando você entrou pela porta da escola pela primeira vez, não olhei pra mais ninguém do jeito que eu olhei pra você naquele dia. – Isso me fez sorrir, e eu senti uma explosão dentro de mim inexplicável, era uma mistura de paixão, felicidade e desejo.
– Você não tem ideia do quanto eu te amo. Vou sentir falta de você em cada parte do meu coração. – Beijei ainda mais forte os seus lábios, era a mesma sensação de quando nos beijamos pela primeira vez no Central Park, em um piquenique.
Ele me puxou até a cama e sentou, segurando sua mão, eu sentei em seu colo e beijei-o. Beijei-o como se fosse o último, como se minha vida dependesse daquele beijo. Eu precisava daquilo, precisava desesperadamente saber que ele era meu. Que não podia ser de mais ninguém. Ele colocou as mãos embaixo do meu vestido e tirou-o jogando pra longe interrompendo nosso beijo. Eu tirei sua blusa também e ele me puxou mais para perto. Segurou as minhas pernas me puxando mais para si, enquanto eu me deitava por cima dele. Ele abriu o zíper da sua calça e eu ajudei a tirá-la. Fui tirando o resto de roupa que me sobrava. Quando o beijei novamente, desejei que durasse para sempre esse momento. Principalmente porque, depois de hoje eu não o veria por doze meses e me partia o coração pensar nisso. Quando terminamos, ele me beijou na testa e eu deitei em seu peito, quente, aconchegante. Ele era perfeito. Tudo nele me fazia bem.
Eu não era virgem. Não mesmo. E se você pensa que perdi minha virgindade com o Christian, você está totalmente enganado (a). Na verdade, ele foi o primeiro com quem me importei sobre isso, só isso. Mas minha virgindade mesmo, eu perdi quando tinha entrado pro ensino médio. Em uma noite numa festa dada pela Ashley Jonhson na primeira semana de aula. O cara era bem bonito por sinal e se chamava Landon Parker, fazia segundo ano na época e era jogador do mesmo time do Christian. Namorei com ele uns três meses e depois disso terminei. A agente tava na casa dele assistindo a um filme e não sei como, de repente eu estava no colo dele e aconteceu. Tá, eu sei. Não foi lá uma história muito emocionante de ‘’como eu perdi a minha virgindade?’’ mas foi isso. Quando contei ao Christian sobre isso na nossa primeira noite juntos, ele não ficou muito feliz por ter sido com um cara que ele conhecia e era amigo, porque disse que quando olhava ou falava com o Landon, imaginava ele me tocando e não gostava nada da ideia, além de que ele disse que teria gostado se tivesse sido o primeiro. Eu ri e falei que não importava se ele era o segundo, era dele que ela realmente gostava e era com ele que se importava, somente com ele.
– Eu te amo. – Ele falou pela centésima vez esta noite, e era incrível como eu não me cansava de ouvir aquilo.
Olhei pra cima e o encarei.
– Eu também te amo. – Ele sorriu.
Naquela noite cheguei em casa pouco depois da meia-noite. Mamãe não comentou nada, nem a vi quando entrei, então deduzi que ela imaginava onde eu deveria estar pra chegar a essa hora em casa. Ela era bem aberta com relação a sexo. Mas como toda mãe sempre me dizia pra ‘’tomar cuidado’’ e eu sempre a tranquilizava dizendo que eu sempre sabia o que estava fazendo. Tomei um banho e me deitei. Dormi pensando em como tinha sido uma noite maravilhosa. Lembrei também de como tinha sido perfeita a minha primeira noite com o Christian. Em um dia fomos ao Central Park como sempre fazíamos em dias aleatórios e começou a chover de repente. Ele não queria me deixar em casa porque mal tínhamos aproveitado o tempo juntos. Então decidimos ir ao seu apartamento. Nós dois, molhados, e eu estava morrendo de frio, ele me abraçou e de repente senti como era bom estar em seus braços quentes, ele me beijou suave, eu aprofundei o beijo e de repente tudo ficou em câmera lenta, ele tirando minha roupa, me beijando e eu amei como tudo estava acontecendo entre nós. Foi bem romântico e sexy, ele era sexy. Sorri com pensamento.
Amanhã no sábado Christian iria embora. Iria encontrar com ele e sua família no aeroporto as 10:00hrs, seu voo saia as 11:00. E então peguei no sono.
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