Well life has a funny way. Of sneaking up on you. When you think everything's okay. And everything's going right

Pulei nas costas de Percy e mordi o lóbulo da sua orelha, sentido suas mãos apertarem as minhas coxas. Passar a manhã toda transando com o Percy não foi fácil, o menino era insaciável e eu estava morrendo de sono, porém ele compensou passando a tarde toda dormindo comigo. Ele me sequestrou o dia todo praticamente, por que de noite, ele não me deixou voltar para casa.

– Achei que iria tomar banho — ele virou um pouco o rosto.

– Eu vou, não é legal cheirar a sexo no dia em que sua mãe volta de uma cidade chamada Winnipeg — disse apoiando meu queixo no seu ombro — Porém eu não tenho roupa na sua casa e você roubou a minha calcinha de novo...

– Já é a segunda.

– Então eu preciso que vá até a minha casa e pegue algo para eu vestir, pode ser qualquer coisa, do jeito que estou com o corpo dolorido, visto até camisola — ele me encarou incrédulo. Sorri e desci das suas costas.

– Minha camiseta cai muito bem em você — ele se encostou no batente da porta da sacada.

Me virei para ele e dei um sorriso largo, pegando a gola da camiseta azul e levando ela ao meu nariz, para sentir seu cheiro amadeirado e aquela mistura única e inesquecível de maresia.

– Eu sei, vou levá-la para mim.

– O que?

– Não se esqueça das minhas roupas e lingeries — gritei batendo a porta do seu banheiro e soltando uma risada baixa. Eu adorava provocá-lo.

Liguei o registro e me coloquei sob a água, sentindo o liquido aquecido relaxar meus músculos doloridos por causa do excesso de atividades físicas que fiz ontem.

Passei o tempo mais que suficiente debaixo da água, saindo e sentindo o frio de outubro invadir o banheiro pela porta aberta. Me enrolei na toalha felpuda que estava sobre o mármore negro e caminhei para fora do mesmo com o meu cabelo pingando e a água escorrendo pela minha perna. Dei um grito ao ver Thalia sentada na cama.

– O que está fazendo aqui? — apertei mais a toalha envolta do meu corpo. Percy estava encostado no batente da porta do seu closet com as sobrancelhas arqueadas para a morena.

– Pergunto o mesmo para você — ele levantou os olhos para mim. A maquiagem preta ala Avril Lavigne destacaram o seu olhar sínico e as cenas do meu sonho vieram a minha cabeça novamente, fazendo um calafrio subir pela a minha coluna. Percy notou meu tremor.

– Porra, Annabeth, você vai ficar doente — ele falou caminhando em passos largos até mim e me puxando pelo mesmo caminho — Não sai dai — ele falou para Thalia e bateu a porta do closet. Ele me entregou a roupa que havia pegado no meu closet.

– O que ela faz aqui? — sussurrei enquanto colocava minha calcinha preta que ele havia pegado em casa, fiz o mesmo com o sutiã e não deixei de encarar ele um segundo sequer. Sentindo a água gelada do meu cabelo escorrer pelas minhas costas — Não vai me responder?

– Não sei, Annabeth — ele falou pegando a toalha jogada no chão e passando ela pelo meu cabelo, para tirar a água. Vesti a legging preta que ele pegado para mim e quando ele soltou meu cabelo, coloquei a regata cinza que o idiota havia pegado. Passei meus olhos pelo closet e achei um moletom do Yankers dele, peguei e o coloquei.

Sai do closet penteando meu cabelo com os dedos e me odiando por ter nascido com eles enrolados nas pontas, parecia aumentar o número de nós nele. Peguei meu coturno jogado no pé da cama e o vesti sem olhar para Thalia.

O que ela faria se soubesse que eu e o Percy transando a manhã passada inteira e repetimos durante a noite naquela mesma cama? A cama em que ela estava deitada.

– Annabeth, seu celular estava tocando quando entrei no quarto... Uma tal de Silena te ligava...

– Atendeu meu celular?

– Não, porém peguei ele — Percy apontou com o queixo para o celular em cima do Mac. Caminhei até lá e o peguei, vendo o número de mensagens e ligações perdidas da minha mãe, da Silena e da Leslie — O que quer Thalia?

– Que secura, credo! Quando foi a última vez que tirou o atraso? — ela arqueou as sobrancelhas. Eu me focava mais na conversa deles do que em ler as mensagens da minha mãe. Eu sabia que ela não voltaria hoje pois tinha acontecido algo em Winnipeg.

– Essa noite — ele sorriu, eu sorri e Thalia me olhou mortalmente. Ela não sabia que eu namorava o Percy, só sabia que nos pegavamos de vez em sempre.

Pude ver ela engolir em seco, dei de ombros e mandei um "Okay" para a minha mãe, passando a ler as mensagens da Silena que se resumiram em onde eu me encontrava e por que eu não atendia a merda do celular. Leslie era mais para: "Por que trancou seu quarto, sua biscate? Eu queria um vestido seu."

O amor da minha prima por mim e por minhas roupas me encantava.

– Era só isso que queria saber? — ele perguntou.

– Não — ela retrucou, era possível que estivesse revirando os olhos, porém eu não me importava com ela, apenas com o meu medo dela — Hoje tem reunião, primeiro dia do mês e tal, como seu pai sumiu, vovó pediu para que você fosse no lugar dele... E que ela, fosse no lugar da mãe.

– Não vou, não tenho motivos — levantei meu olhar para ele e sustentei. Não iria deixar outro calafrio percorrer meu corpo, não aqui e não agora — Eu estou indo, Percy, passa em casa depois?

– Liga para o Nico e pede para ele levantar aquela bunda gorda da cama, a gente vai sair — ele me encarou. Eu sabia o que significava esse "sair", eu comecei a história, ele iria terminá-la.

Concordei com que cabeça e dei um sorriso falso para Thalia, saindo rapidamente do quarto e descendo as escadas correndo e já discando o número que Nico havia me passando na noite da festa. Caiu na caixa postal.

Suspirei e bati a porta, fazendo o caminho para a minha casa com passos rápidos e ágeis, nunca fui lerda, pelo contrário, eu tinha a mente bem estável e ágil.

Corri para o meu quarto e agradeci por ter uma cópia da chave comigo, porém Leslie nunca sonharia que eu a escondia atrás do quadro da escada, ela sim era lerda o suficiente para isso.

– Por que toda essa barulheira? — ela coçou os olhos saindo do seu quarto. O cabelo tinha voltado a ser colorido, a raiz roxa e as pontas azuis.

– Já avisei que não é pintando o cabelo dessa cor que você vai conseguir um emprego de palhaço — entrei no quarto, agradecendo por Percy não ter feito bagunça.

– Seu humor é contagiante — ela revirou os olhos. Dei de ombros e caminhei para o meu closet, já tirando o moletom roubado de Percy e o colocando sobre a poltrona do closet. Tirei o resto da minha roupa e vesti algo mais aceitável que isso — Sua mãe ligou... E seu técnico também, queria que fosse lá ontem e como seu celular só dava na caixa postal, você jaó foi.

– To sabendo disso — sorri sínica, puxando minhas meias 3/4 e o short de cintura alta. Coloquei os dois e uma camiseta branca quase transparente de manga longa, vesti por cima uma blusa xadrez que ia até a metade das minhas coxas e a deixei aberta, toquei os coturnos de ontem por outro, dessa vez com taxas pratas.

Minha maquiagem de ontem já jaó existia mais, nem mesmo as bolsas roxas por causa de noites mal dormidas eram tão destacantas quanto antes, mas eu não sabia viver sem minha maquiagem, nem por mais básica que ela fosse. Base, pó, lápis preto na linha d'água, rímel e o batom não tão destacado, como um rosa ou um simples gloss.

– Vai sair? — Leslie arqueou as sobrancelhas e eu concordei, puxando meu celular e mandando uma mensagem para Nico, na verdade estava mais para uma ameaça, porém ele respondeu um "Okay" e tudo ficou bem. Fiz o mesmo com Lana, ela iria me ajudar.

– Aonde foram parar meus conselhos de moda para você, Annabeth? — Silena arqueou sua sobrancelha, me encarando incrédula. Percy estava ao seu lado com um sorriso brincalhão.

– Também quero saber, achei esse short muito curto — ele disse por fim, dando de ombros.

– Vão se ferrar, não vou me trocar por que vocês querem! Quem tem que se sentir bem sou eu — falei pegando minha mochila e jogando meu celular, meu gloss e meus fones lá dentro — Vamos, Percy? Eles estão nos esperando.

– Eles? — Percy, Silena e Leslie disseram juntos. Eu dei de ombros.

– É. Nico e Lana, eles vão ajudar — passei por ele e encarei a Silena. Ela seria útil para algumas coisas — A Silena também vai, vamos precisar dela.

– Eu?

– Você vai ficar aqui, Leslie, será melhor não sai de casa com esse cabelo de palhaço, vai que te confundem com um — peguei a mão do Percy e a da Silena e sai do quarto, pegando as duas chaves — Vamos, quero você fora dele tambem.

Leslie bufou e saiu batendo o pé até o seu quarto, onde bateu a porta e gritou, tranquei o meu e coloquei a chave reserva atrás do quadro, a outra dentro da mochila.

– Isso é segredo — falei para os dois, enquanto descia as escadas.

Silena não fez pergunta nenhuma, acho que ela gostou de sentar ao lado da Lana e do Nico, fez amizade com os dois rapidamente depois que deixamos ela e Lana a par das coisas. Tritão, o casamento forçado e tudo mais.

As duas não deram opinião em nada, por mais que conversassem para que o crime do carro não ficasse tenso, era visível que elas estavam pensando sobre tudo aquilo.

– Qual é o plano? — Nico murmurou, colocando uma batata frita na boca. Ótima ideia almoçar no McDonald's.

– Meu pai provavelmente foi atrás desse garoto, então meu plano é fazer ele se casar com Thalia no meu lugar.

– Você não tem coração não? Fazer o...

– Não — Percy respondeu friamente para Silena. Ela se encolheu e me encarou.

– Bem que você falou que ele era um babaca — ela disse cruzando os braços. Ele me encarou incrédulo, dei de ombros.

– Babaca?

– Sim. Na época que te conheci era pior — levei meu Milk Shake aos lábios, deixando meu sorriso transparecer — Mas voltando ao plano, ele é terrível! Acha que o que? Seu pai vai chegar lá, falar para o garoto que é pai dele e que ele precisa se mudar para NYC porquê ele tem que se casar com a prima? Percy, seja menos burros, por favor.

– Concordo com a Annabeth, seu pai não vai conseguir trazer ele para cá de primeira, ainda mais sem conversar com você primeiro — Lana falou pela primeira vez — Acho que isso ainda vai levar algum tempo, acho que seu pai vai desistir por um tempo e vai tentar de novo mais tarde, ou vai insistir nisso se aproximando dele.

– Eu tenho um plano — Nico disse por fim — Por que nós não vamos atrás desse Tritão? Ele não vai ouvir seu pai, mais quem sabe o irmão e três garotas bonitas.

– Você não vai? — Lana arqueou as sobrancelhas.

– Vou, porém vocês vão precisar de mim para outra coisa — ele sorriu traicoeiramente — Como mexer na grana sem que eles saibam que vamos para Winnipeg? Paparazzi, mídia e cartões de crédito... Nada melhor que um hacker como eu para sumir com tudo como se isso nunca houvesse existido.

– Já pensou na possibilidade de nós, se por um acaso seguimos seu plano, pagarmos as passagens em dinheiro vivo? Não cairia na conta dos nossos pais que pegamos um avião para Winnipeg — Lana lançou um olhar desafiador para Nico, ele tentou sustentar o olhar dela, porém não conseguiu e bufou.

– Você é uma babaca — ele disse por fim — O fato é: nos vamos ou não? Vão precisar de mim de qualquer maneira. Percy Jackson, filho do empresário multinacional mais rico do mundo. Annabeth Chase, filha da arquiteta mais respeitada dos EUA e do historiador que achou a múmia com mais de quatro mil anos. Lana Dare, irmã de Rachel Dare, a modelo mais jovem a desfilar pela Victória Secrets aos dezesseis. Silena Beauregard, filha do ator de ação que ganhou o Oscar três vezes seguidas... A mídia vai perseguir vocês de alguma maneira.

– Isso nunca aconteceu comigo — comentei — Nunca saiu uma foto minha ou uma matéria na mídia fora de eventos sociais.... Eles não querem os filhos, querem os pais, acho que a gente só sairia na mídia, se fizéssemos algo extravagante demais.

– Eu concordo com a Annabeth, Nico, a mídia quer uma falha dos nossos pais, só vão querer as dos filhos caso nos fizermos algo que demostre mal comportamento ou seja atrativo aos olhos de revistas e jornais que querem a primeira página e a capa — Silena disse — Se deixarmos tudo isso em sigilo, não vamos chamar a atenção... Porém, como convencer nossos pais a deixarem a gente ir ao Canadá? Annabeth, Lana e eu ainda temos menos de dezoito.

– Podíamos falar que vamos acampar, lá tem muito mais florestas do que aqui, digo, florestas bem fodas para acampamento — Lana falou — Não precisamos ficar em Winnipeg, exatamente, podemos ficar em Vancouver e ir de carro para Winnipeg.

– Vancouver ficar muito longe de Winnipeg, não iria compensar a viagem, perderíamos a maior parte do tempo na estrada — Nico falou algo inteligente — Eu acho que...

– Poderíamos fugir... Zoë fez isso mês passado, ela fugiu com um garoto e está até hoje na estrada com ele, ela me liga toda noite — Silena falou — Deixamos um bilhete falando que fomos acampar, porém não falamos onde, pagamos a passagem em dinheiro vivo e quando voltarmos, sofremos as consequências.

– Se tiver consequências — Percy falou.

– Terão, pelo menos para alguns — respondi — Mas a ideia de vocês é boa, juntando um pouco de cada... Fugir é a melhor, irmos direto a Winnipeg poupará muito tempo nosso.

Eles se encararam por alguns segundos e acabaram por concordar. Estávamos colocando coisas em risco, eu estava colocando meu relacionamento com o Percy na berlinda, porém não poderia simplesmente deixar que ele se casasse com a Thalia sendo que Posêidon escondia o verdadeiro herdeiro... Herança, a empresa só iria para o nome dê Percy, caso ele se casasse com Thalia.

– Sabe como ficou o testamento do seu avô? — indaguei a ele. Porém Nico que me respondeu.

– A empresa toda com o Percy, até as filiais e ele poderia mudar nela o que quisesse... Os outros cargos, como o do meu pai ou o de Zeus, poderiam ser assumidos por seus filhos ou por quem quer que Percy colocasse lá dentro.

– E o casamento? Como ficou no testamento?

– Não tinha nenhuma clausula sobre isso nele — Percy falou.

– Então por que essa briga? — Lana perguntou curiosa. Eu também estava.

– A empresa está na parte do nosso avô, Cronos, e o condomínio e o cassino Lótus está na parte da nossa avó, Réia. Se a empresa começar a falir, o cassino e o condomínio sustenta a dívida. Se o cassino e o condomínio começar a falir, a empresa sustenta a dívida... Então como cada um inventou um, e por convivência, eles decidiram casar os primos com eles mesmos, no início não sabiam que eram por causa das empresas, foi a muito tempo atrás, no começo da revolução industrial na Inglaterra, nossa família vem de lá, ela fazia parte da alta burguesia e tudo mais... Como eles não sabiam direito o que era o amor e que isso podia ser conquistado dentro da família, deixavam os primos escolhidos o mais próximo possível um do outro, assim eles, por convivência e não por amor, acabavam por se casar, já que eles ficavam com aquela de: "Ele/Ela é tão bom/boa para você, não vai achar alguém melhor lá fora." — Nico disse — Foi assim que a putaria começou e é mantida até hoje para a empresa não sair da família. Babaquice.

Notas finais
ente eu não devia postar hoje, mas como vocês dizem que eu demoro muito - não acho isso - eu consegui terminar o capítulo e cá estou eu postando. Podiam agradecer comentando decentemente não é? Eu já tenho a data de finalização de Unconditionally... Pretendo e quero terminá-la no dia 12/06, sim o dia dos namorados e tal, então aproveitem bastante dela, pois junho logo está ai. Próximo capítulo contem... Hm, comentem e descubram. Bye o/