Notas iniciais
Obrigada pelos comentários ♥,e desculpa pela demora!

Prov. Isabela

Abri os olhos e olhei ao redor, minha cabeça doía então coloquei a mão num movimento involuntário, foi quando vi a Rebeca vindo em minha direção, ela estava com o Otávio e o médico

–filha como você esta se sentindo?

–minha cabeça está doendo um pouco, mas não precisa se preocupar

–o médico disse que isso é normal, logo, logo, você vai ficar melhor — Rebeca me disse, mas o seu olhar perdido e triste não me enganava ela podia estar me escondendo alguma coisa

–agora só descanse bastante, tudo isso é como se fosse novo pra você , a fase de adaptação pode ser um pouco complicada, uma boa noite pra vocês- e o médico saiu do quarto que na verdade nem tinha percebido o quanto era bonito

–filha eu e o Otávio vamos deixar você sozinha, procure descansar- ela deu um beijo na minha testa e os dois saíram

Me levantei e comecei a olhar o quarto, ele era lindo, a cama ficava na parede do lado esquerdo e um crido mudo muito, tinha uma pequena estante de livros e uma varanda , tinha uma parede que separava o quarto do banheiro e do closet , corri pra varando e olhei para baixo, lá tinha uma grande piscina e um jardim lindo, não sabia que minha família era rica?

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–Acorda vamos- era Regina que me acordava do pior jeito possível , como sempre foi, nunca mais acordei com um beijo de bom dia da minha mãe, e toda vez que ela me acordava daquele jeito dava vontade de voltar a dormir e só acordar quando esse pesadelo tivesse acabado

–o que você quer?

–se levanta e se arruma, sou eu quem dito as regras aqui- e ela saiu

Me levantei e comecei a me arrumar, seja lá qual for a próxima da Regina, sinto que tenho que estar preparada como sempre

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Prov. Isa

Acordei com caricias e um cafune gostoso da Rebeca, com certeza aquela é a melhor forma de acordar

–bom dia!- ela me disse com aquele sorriso

–bom dia

–filha, o você tem visita

No mesmo momento estranhei , quem será?

–quem é?

–O Téo ele quer falar com você desde ontem, mais eu disse que você estava descansando, e hoje ele perguntou se podia vir te ver, e eu deixei, tudo bem?

–Tudo, vou me arrumar e descer

–okay , te espero pra tomar café- ela se levantou e se sentou der-repente parecia ter ficado tonta, cheguei mais perto dela

–tudo bem?

–sim, só levantei depressa demais

–tem certeza?,vou chamar o Otávio

–sim já passou, e o Otávio saiu, mas não precisa se preocupar- ela deu um beijo na minha testa, e já ia saindo quando parou na porta

–sabe filha, pra o Téo ser a única pessoa que você lembra, vocês devem ter um conexão muito forte, não deixe isso nunca acabar.

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Depois de meia hora um dos seguranças veio me buscar, os seguranças que a Regina contratou depois da nossa ultima tentativa de fuga , eles não são bobos como os outros muito pelo contrario tem uma cara tão ruim que me da calafrios só de olhar, mas quando desço quem está me esperando Raul, que bom! As visitas dele são sempre reconfortantes

–Raul- saiu correndo para abraça-lo

–Isa, que bom te ver, como você está meu anjo?

–bem- queria tanto poder dizer pra ele tudo, mas é quase impossível

–tenho ótimas noticias, senta ai vamos conversar, afinal seu aniversário está chegando

É verdade meu aniversário até me esqueci, mas pra que comemorar eu não tenho motivos pra comemorar, vivendo nesse inferno, quem tem?

–tá animada?- ele perguntou

–não quero comemorar, é só um dia como qualquer outro

–não é , não é todo dia que se faz vinte e um anos , você vai poder cuidar da sua herança- quando ele falou aquilo não pude deixar de notar a felicidade no olhar da Regina, claros agora pra ela vai ser fácil, é só obriga eu a passar tudo pro nome dela, mas eu jamais, faria isso, nunca, eu nem sou a Isabela.

–vai ter comemoração sim, não é regina, um grande festa

–ótima ideia Raul, não é filha?

–okay,então-não estava nem ai pra aquela festa, seria mais um aniversaria nesse lugar

–vamos lá animação Isa, vai ser legal, mas eu não vim aqui pra isso, vim pra entregar a você o convite -ele me deu o convite num envelope bonito cor creme e em relevo as iniciais R&S

–Raul você vai casar, parabéns- Regina

–parabéns padrinho- corri para abraça-lo, ele merece ser feliz

–sim o nome dela é Sofia , queria que você a conhece Isa, ela é incrível

–Claros que eu quero

–ótimo, então marcado hoje a noite passo pra pegar vocês, vamos jantar todos juntos

Nos despedimos e ele foi embora.

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Desci as escadas e lá estava Téo sentado no Sofá da sala,e tinha os cabelo meio rebelde como se só passasse os dedos para pentear, o que era bom o deixava charmoso

–Manu?

–Bom dia Téo, me sentei ao lado dele

–você está bem, fiquei preocupado ontem?

–sim estou, não foi nada o médico disse que isso é normal, por causa da pancada

–estranho

–é sério não precisa se preocupar, eu estou bem

–mas eu me preocupo, foi horrível ontem não poder te ajudar, eu sou um invalido,você desmaia na minha frente e eu não posso socorre-la

–não diz isso Téo, você não é um invalido, você tem sim uma deficiência que te impossibilita de fazer algumas coisas, mas sabe você tem um coisa que te torna único- eu segurei em seu queixo e o fiz ficar de frente para mim e toquei seu coração- seus olhos estão aqui, ele levou a sua mão até onde a minha estava e a acariciou, naquele momento me perdi em seus olhos, um sentimento forte floresceu ali e só queria chegar o mais perto possível dele e nunca mais me afastar, abraçar me a ele e nunca mais solta e quando estamos a poucos centímetros de estarmos juntos, saio desse transe com um barulho, Téo se afasta, envergonhado, claros ele tem namorada no que você estava pensando Manuela, o barulho continua e encontro o telefone na mesinha ao lado do sofá, pego e atendo.

–Alo?

–Oi, é da casa da Manuela

–sim , e ela mesmo quem está falando

–oi, Manu, aqui é o Omar, se lembra de mim?, nos conhecemos ontem

–Omar- quando digo o nome a primeira coisa que percebo e que Téo levanta a sua cabeça que estava abaixada, e sua expressão não é nada boa , nossa porque? Ele me pareceu ser um garoto tão legal ontem

–sim, lembro

–está tudo bem?, fiquei preocupado ontem- percebi que Téo ouvia a conversa atentamente

–está sim, não era nada, foi só um susto

–tem certeza, sabe meu tio é medico num hospital da cidade, ele podia te atender

–obrigado Omar, mas não precisa se preocupar, tchau preciso desligar- desligo o telefone

Minha mãe entra na sala

–filha vamos tomar café? Téo vem se junte a gente

–obrigada Rebeca ,mas tenho que ir tenho aula

–então eu te acompanho até lá fora- eu me ofereço pra ajuda-lo

–não precisa, eu dou conta sozinho, tchau Manuela — como assim? Porque começou a me tratar assim do nada, há ele não vai sair daqui desse jeito, não mesmo, vou atrás dele, ele está quase no portão, mas eu o alcanço

–Téo, o que deu em você?

–nada, ele já ia abrir o portão mas eu não o deixei

–você não sai daqui, sem a gente conversar, não gosto de assuntos maus resolvidos

–não conhecia esse seu lado Manu

–agora tá conhecendo, agora diz o que foi?

–vamos ser sinceros um com o outro Manu, se aquele maldito telefone não tivesse tocado teria acontecido alguma coisa ali não teria?

Fiquei em choque, não esperava aquele pergunta, mas ele estava certo, teria sim

–sim, mas ainda bem que aquele telefone tocou

–eu não queria que ele tivesse tocado, mas se ele não tivesse o que aconteceria não seria certo

–por causa da sua namorada

–e da nossa amizade

–ela seria destruída

–talvez

–e o Omar, não queria ver você perto dele

–porque?

–ele não é boa pessoa

–nem somos amigos, só conhecidos, e ele me pareceu ser uma pessoa legal, ele já te fez algum mal?

–vivia mexendo comigo e com o pessoal quando éramos crianças

–crianças são assim, quando crescemos mudamos

–talvez você esteja certa

–que bom que nos entendemos

–é que bom

–pode ir, você deve tá atrasado

–e você?

–eu vou ficar bem, preciso me adaptar a nova vida

E ele foi embora e eu fui tomar café

–filha o que aconteceu?-minha mãe me perguntou enquanto tomávamos café

–nada, já está tudo resolvido

–tem certeza, o Téo parecia meio bravo com você

–sim, mas já nos entendemos, rebeca me conta uma coisa como eu e o Téo éramos quando criança?

–nossa vocês viviam pra cima e pra baixo juntos, pareciam irmãos, se conhecem desde o berço

–sabe eu me lembro do Téo sim mas só de um momento, o resto não me lembro de nada

–calma, é questão de tempo, você vai lembrar de tudo, tenha fé

–vamos dar um passeio, pelo vilarejo?- ela pergunta animada

–claros

–pega a minha bolsa lá em cima enquanto eu arrumo aqui

–sim, onde está?

–no quarto ao lado do seu

Sai da cozinha subi as escadas e achei o quarto, quando entrei, Nossa! Era lindo, com cores neutras, mas muita elegância na decoração, achei a bolsa em cima de um poltrona e sai do quarto, mas quando cheguei na cozinha larguei a bolsa no chão Rebeca estava desacordada caída no chão, no mesmo momento o telefone, toca, tomara que seja o Otávio

–Otávio é você, seja quem for socorro

–sou eu Omar

–Omar eu preciso de ajuda a Rebeca desmaiou, e eu não sei o que fazer

–calma Manu, eu vou mandar uma ambulância pra ai, eu to indo pro hospital a gente se encontra-la

–okay

–calma

E ele desligou e eu voltei pra ficar com a Rebeca, dez minutos depois a ambulância chegou e não demorou muito estávamos no hospital, e como prometido Omar estava lá

–calma, Manu vai ficar tudo bem, cadê o Otávio

–ele saiu, deve ter ido na cidade

–e a Elena?

–é verdade tinha me esquecido, mas eu não sei o numero dela

–eu tenho, afinal ela trabalha pro aras

Ele vasculhou o celular e ligou pra ela, que avisou que estava vindo pra cá

–obrigada Omar

–não foi nada, ela vai ficar bem

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.