Notas iniciais
Hi, Loves! Preparem-se! Vai Ter Carenzo Neste Cap! Boa Leitura, Loves!

Pov's Caroline

Estou com o Alaric, no Grill.

Estamos a ver, mais uma vez, como é que vamos conseguir tirar a Bonnie daquele lugar horrível. Ele tem me recomendado os melhores livros de bruxos do mundo e que ele conhece, e eu também ando a pesquisar e a lê-los — quer os que o Ric me empresta, quer os que eu encontro. Não sei até que ponto isto vai-nos ajudar, e se, de facto, vai-nos ajudar ou servir para algo, mas... temos que tentar, não é? Sim, sim, Caroline. Tentar não é desperdiçar tempo, é... ver se conseguimos chegar a algum lugar.

Mas... de tanto tentar, qualquer pessoa começa a esgotar-se, começa a deixar de ter esperança, começa a aceitar a possibilidade de... desistir?

Não! Não, não, não, Caroline! Não podes pensar nisso! Não podes imaginar essa possibilidade, sequer! Já há demasiados amigos teus que desistiram, que não estão a fazer nada para ajudar porque não consegue por estarem demasiado feridos, ou porque já estão a começar a perder a esperança. E... a Bonnie não merece isso. A Bon merece ter alguém a lutar com todas as suas forças inexistentes, por ela, pela sua liberdade. Porque ela fez o mesmo, antes de ficar presa no mundo-prisão com aquele idiota... Ela merece isso.

E eu vou dar-lhe isso. Eu vou lutar por ela. Até ao final, custe o que custar. Eu vou!

Ric tira-me dos pensamentos — que só duraram segundos.

— E este — questiona ele, amostrando-me outro livro — Já o leste?

Examino-o bem. Só para conferir. E, depois, respondo-lhe:

— Não! — estendo-lhe a minha mão, e ele dá-me o tal livro — Obrigada.

Ele faz-me uma cara do tipo "De nada". E, depois de segundos em silêncio, a minha ansiedade não aguenta muito mais, e, antes que eu a tente engolir ou sufocar na minha garganta, ela sai disparada pela minha boca.

— Tens notícias do Stefan? — pergunto receosa e com uma picada de esperança.

— A última vez que falei com ele, foi há um três semanas. — responde ele — Lamento, Caroline.

— Não! Não tens que lamentar, é só que... ele não me atente há meses...

Suspiro pesado. E pisco os olhos, recompondo-me.

— Bom, obrigada pelo livro. — digo- Sabes... custa-me a acreditar no que está a acontecer. Quer dizer, eu estou sozinha a trabalhar num projeto que consiste em ajudar os nossos amigos a saírem daquela prisão... Será que ninguém vê que é difícil fazer isso sozinha?!

Apesar de não querer, quase que me exalto.

Ric encara-me.

— Bem — diz ele — eu não diria "ninguém".

Encaro-o confusa, franzindo a testa.

E, depois de ele me dizer o nome de quem, supostamente, anda a ajudar-me a tirar a Bonnie daquele mundo, fico ainda mais atordoada e surpresa.

— O Enzo?!

E ele assente. Sorrio.

Acho que chegou a hora de visitar um certo britânico.

Pov's Enzo

Estava a tentar sacar informações que me ajudassem com o meu plano de tirar o Damon daquele Inferno a uma bruxa. E de uma forma... maliciosa e sedutora. Da forma a qual eu sei fazer muito bem, da qual nenhuma mulher resiste, da melhor forma que eu, e só eu, sei fazer... Mas, sinceramente, já estava a esforçar-me ao máximo para não abandonar aquela bruxa ali... Ela estava a fazer-se de difícil, demasiado difícil. E eu já estava a ficar sem paciência. Afinal, "tudo o que é demais, enjoa"!

Não obstante, passado uns minutos, parece que consegui alguma coisa. Parece que afinal, quando eu já ia fazer só uma última tentativa e, depois, se não desse, ir-me embora, àquela bruxa abriu, por fim, a boca.

E, bem, devo admitir que não foi só isso que me deixou... um tanto feliz — e, definitivamente, não foi isso -, se não, quando percebo, ao preparar-me para abandonar aquela bruxa a quem eu nem fiz questão de perguntar o nome, que tenho uma surpresa, que tenho uma visita.

Sorrio. Mas não é um sorriso qualquer; é um dos meus verdadeiros — e raros — sorrisos. Aquele sorriso que não eu não tenho necessidade de forçar, ou que é cínico e maléfico.

— Ora, ora, ora. — Digo, enquanto me viro para encará-la— Esta sim, é a melhor maneira de encarar o passado... — Sorrio mais — Olá, linda.

E, quando a encaro — ainda a sorrir -, percebo que ela também está a sorrir, enquanto abana a cabeça, ao de leve, de um lado para o outro; como se não pudesse acreditar ou estivesse surpreendida com algo.

*

Estamos os dois no carro dela. No carro da Caroline. E é ela quem conduz.

— Então — começa ela, por dizer- Não sabia que havia alguém a ajudar a tentar tirar a Bonnie e o Damon do mundo-prisão, para além de mim, claro! Muito menos, que esse alguém, fosses tu...

— Pois. É para veres o quão "caixinha de surpresas" eu sou. E que, apesar de todos acharem-me um monstro, sobretudo o Stefan — replico, fazendo uma careta ao mencionar o nome do meu maior inimigo-, posso ser, de vez em quando, uma pessoa não tão-má quanto pareço.

Ela não diz nada. E eu também não.

Mas parece que isso não demora muito; ela resolve dar-me o prazer de ouvir a sua voz, uma outra vez:

— Bom... — questiona ela- conseguiste obter alguma informação importante, através daquela bruxa empregada de limpeza, ou foi só para aproveitares?!

Os meus lábios cruzam-se num sorriso gigante.

— É impressão minha — desvio de assunto- , ou isso deixou-te com ciúmes, linda?

— Cala-te! — exclama ela — Então, vais responder à minha questão, ou fazer-te de engraçadinho, como de costume?

— Empregada de vestuário. — Corrijo eu, virando o olhar para a janela- E... eu também fiz-te uma questão? Já me podes dar o prazer de responder?

— Não! — Diz, ríspida.- E inventaste isso agora. — Concluí, falando sobre a tal bruxa. — Para não dizer que, teoricamente, não respondeste à minha pergunta. Afinal, conseguiste alguma informação útil, ou não?

— Mais ó menos. — Replico eu. — Sei que há uma tal "coven" Gemini, que talvez nos possa ajudar.

Volto a olhar para ela. Ela está focada na estrada, e, após eu dizer isto, um sorriso — de esperança, no caso — lindo surge nos seus lábios rosadamente convidativos...

Para, Enzo! Para! Não podes pensar nela assim; ela merece algo muito melhor do que isso. Ela não é uma qualquer. — Diz-me o meu sub-consciente.

Eu sei, eu sei! Mas... e se eu me apaixonasse, ou quase isso? Só mostrar-ia a ela, e só a ela, o meu lado menos obscuro...

A sério, apaixonares-te ou quase isso, depois de tudo o que aconteceu com ela? E, que lado é esse "menos obscuro", tu não o tens!

Tenho sim! Tenho sim, e acho que o posso, e hei, mostrar para a Caroline. Ela não é como todas as outras raparigas, ou pessoas. Ela é pura, inocente, e completamente altruísta e inofensiva, apesar de ter sido transformada num monstro. A Caroline é... Ela é... Diferente.

E eu sinto-me diferente quando estou com ela, e quando penso nela.

Sou despertado dos meus pensamentos, pela dona deles. Irónico.

— Então, suponho que estamos a ir para lá, para essa tal "coven", estou certa?

— Não, linda. — Digo. Infelizmente, não estás.

— Como?! — Diz ela, incrédula. — Então, para onde raios estamos a ir?!

— Já vais descobrir. — Afirmo, virando o rosto para a janela, novamente.

Ela bufa, frustrada. Mas continua a dirigir.

Mal ela sabe que, para descontento de ambos, vamos ter com ele. Com a pessoa que eu mais odeio e invejo, puramente. E com a pessoa que quebrou o coração da Caroline — um dos motivos, devo confessar, pelo qual eu odeio, mais ainda.

Notas finais
E então? O que acharam?! Quem será o tal "ele" que Enzo já odeia puramente? Comentem quem acham que é!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.