Uncommon Love

18 Do you love me?


Notas iniciais
Hey, pessoal! Bom, primeiro... A quanto tempo! kkk Sério, eu estava desesperada em relação ao problema que o Nyah enfrentou... Sem ler minhas fics preferidas e sem poder atualizar (acreditem se quiserem... Mais esse capítulo ficou pronto no dia 15 de maio) e quando finalmente eu soube que o site tinha voltado ao ar, a internet de casa para de funcionar... Passei duas semanas sem ela por conta do mal tempo e dos equipamentos não funcionarem direito, foi terrível... Mais parou e estou de volta com um capitulo longo e uma boa surpresa no final. Não deixem de ler as notas finais!

... Eu queria poder explicar o que eu sinto em relação a ele. Eu gosto da proteção, do carinho, do estilo que ele tem, e eu não estou falando do modo como ele se veste... Ok, isso não significa muito e eu poderia estar confundindo sentimentos maiores com um amor platônico, por exemplo, mais carinho de sobrinha, com certeza não é o que meu coração nutre pelo Damon.

O fato principal era que eu o havia beijado novamente um bom tempo depois de ele me pedir para que não fizesse nada que o provocasse e ele me contou que era pai. Quem sou eu para julgar o erro dos outros? Quero dizer... Depois dele me contar que foi até a casa da ex, e de ela ter aberto o jogo com ele, eu não tive reação nenhuma durante os primeiros cinco minutos, mais depois que eu absorvi tudo, falei a ele um débil “Parabéns” e o abracei. Eu não o julguei depois de ele ter contado sobre o acidente e a culpa que sentiu e eu, muito menos, iria julgar uma mulher que nem conhecia direito de ter escondido o filho do cara que foi “o amor da sua vida”. Eu tenho meus erros e meu passado nada bem visto, todo mundo fez e guarda coisas de que não se orgulha, mais o fato é, que se antes, já estava difícil querer viver uma relação amorosa com o tio, aguentar uma sociedade que não aceitaria nunca, amigos que não ficariam do nosso lado e com certeza, uma família tradicional que faria de tudo para que aquilo não acontecesse (pelo histórico do meu avô Giuseppe, coisa boa não vinha pela frente), a volta da ex-namorada, amor da vida dele, solteira e com um filho de não prestei atenção quantos anos, não poderia significar algo bom.

Sorriu quando lembrou do dia em que havia chego em New York. Matt e Nathan a encarando com sorrisos de quem deseja e a expressão completamente perdida de Damon. Deu uma pausa na escrita que fazia já na terceira folha do caderninho de capa branca ornamentado por uma flor preta que comprara na manhã daquele dia, logo depois de sair da Faculdade. Damon travou quando me viu, era o que ela pensava, talvez tenha gostado de mim logo de cara... Não poderia estar esperando encontrar uma menininha no aeroporto...

Ouviu o barulho da porta da sala abrindo e fechando pela quinta vez, sabia que aquilo era estranho, ainda mais se tratando de um sábado a tarde no apartamento onde moravam apenas dois advogados, onde um deveria dormir até as 19 horas antes de sair com a namorada e o outro provavelmente não estaria em casa e uma acadêmica de teatro que escrevia em seu diário no quarto. Mais não quis averiguar o que estava se passando, sentia-se com preguiça demais para levantar de sua posição naquele momento. Continuou a escrita após selecionar uma de suas musicas preferidas da playlis que tinha no pen drive plugado em sua TV. Aumentou o volume e curtiu o som do violão na versão acústica de Infinita Highway.

(...)

– Querem me explicar onde diabos está o Damon com minha garrafa de Bourbon? – Nathan fez soar impaciente ao sentar-se no sofá do apartamento. Danny o encarou com um sorrisinho ironicamente desdenhoso no rosto.

– Queria que me explicassem de onde surgiu essa ideia de fazer festa no nosso apartamento – ele falou, deslizando seu olhar de Nathan para Caroline que também estava no sofá.

– Qual é, Danny Desai – Matt veio da cozinha em direção a sala, trazia uma garrafa de cerveja em sua mão – Vai me dizer que não tava sentindo falta das nossas reuniões?

– É claro que eu tava, eu só não sei... – parou ao ouvir o som da campainha do apartamento. Seguiu em direção a porta, a abriu e continuou ao ver Bonnie a sua frente – Se é uma boa ideia desmarcar o jantar romântico com a namorada para levá-la a um encontro regado a bebidas com os meus velhos amigos... – disse inseguro fazendo uma careta, Bonnie balançou a cabeça levemente ao fazer também careta seguindo para dar um abraço apertado em Danny. Os outros riram em coro do seu comentário.

– Falou o aspirante a advogado aos 17, que chegava em casa dizendo pra mãe que era o Batman depois de uma noitada com a gente! – Caroline soou alto pela sala e todos riram, inclusive Bonnie, mesmo um tanto acanhada.

– O passado te condena, Dessai! – Disse Nathan, dando um gole na cerveja de Matt.

– Condena a todos nós, não é mesmo Nathan? – Damon falou fechando a porta do apartamento. Ele levantou os braços onde estavam as sacolas de compras com duas garrafas de Bourbon e duas vodkas. Ele havia comprado ingredientes para o que Caroline chamava de “Homenagem as Crianças”, batidas de vodka, leite condensado e suco de laranja, morango, chocolate ou uva. Damon havia trago morango – Mãos a obra, Caroline Forbes!

– Passa logo esse Bourbon que a minha garganta já ta coçando – Nathan falou impaciente. Danny seguiu com Bonnie para a cozinha afim de pegar copos. Caroline tomou a sacola de Damon com as bebidas e seus ingredientes e seguiu atrás dos dois.

Damon acabara de servir os amigos e eles se preparavam para um brinde quando ouviram novamente a campainha tocar.

– Quem é? – Nathan perguntou impaciente.

– Não faço a mínima ideia – respondeu Damon franzindo a testa – Convidaram mais alguém?

– Não – Falaram em coro, até Caroline gritou da cozinha.

Damon seguiu para a porta e a abriu. Para sua surpresa, se deparou com um par de olhos castanhos anteriormente bem conhecidos. Lexi. Vestia uma blusa de lã azul claro e uma calça jens skini. Sorriu de leve para ele que não teve reação. Em seus braços estava Kalleo, o filho recém descoberto e logo atrás estava Genevieve.

– Quem é? – Nathan gritou do sofá como se estivesse em sua própria casa. Danny sorriu com sua reação e deu um abraço apertado em Bonnie. Damon apenas deu passagem para que Lexi, a criança e Genevieve entrassem.

– Meu Deus – Matt falou baixo e assustado ao vê-las. Ninguém mais falou.

– Estão mesmo todos aqui? – ela perguntou baixo. O clima estava tão estranho que nem Danny sabia o que falar, especialmente pelo modo como Genevieve o encarava.

– Derrepente todos perderam a língua? – Caroline fez piada vindo da cozinha com um copo de sua mistura em mãos. Sorria até encarar Lexi, assim como todos os outros. Naquele momento, até a criança estava assustada – Meu Deus, Lexi? Genevieve? O que fazem aqui?

– Viemos conversar com o Damon, mais acabamos pegando a reunião dos advogados no inicio – sorriu sem graça.

– Aceita um Bourbon? Já que esta aqui... – Nathan disse em seu habitual tom de ironia. Todos ali podiam prever a confusão em sua cabeça. Lexi era parte do passado de todos, amiga querida, mais remetia a Vicki, Kol e Jeremy, que remetia a tragédia. Nathan perdera a namorada naquele acidente e alguns meses em Richmond até se recuperar.

– Não eu... – Lexi começou até ser interrompida.

– Eu aceito! – Genevieve disse em alto tom desviando seu olhar de Danny e Bonnie para Nathan que a estendeu a mão com seu copo. Ela o pegou e bebeu o liquido em uma única golada. Caroline e Damon também viraram os copos, despejando de uma vez em suas gargantas todo o álcool contido. Bonnie perdida em meio aquela tensão, ligava pela quinta vez para Elena.

– Mãe, me deixa descer – o menino disse baixo, tentando se desvencilhar do aperto de Lexi. Ela voltou a encarar Damon. Já mais calmo, ele acenou com a cabeça e ela colocou o menino no chão.

– Ok, mais cuidado com o que pega. Não quebre e nem mecha em nada – Ela o olhou nos olhos e ele apenas balançou a cabeça em um “sim”. Depois a loira voltou a encarar cada um dos rostos ali.

– Você teve um filho? Porque não nos falou sobre ele no café? – Danny perguntou ainda surpreso, mais todos discordavam que aquela noticia fosse algo para se dar em um café de esquina.

– Eu...

– Calma ai... – Caroline começou, impedindo que Lexi falasse – Vocês encontraram Lexi e Genevieve em um café e não nos falaram nada? É isso mesmo, Damon Salvatore e Daniel Dessai?

– Não, eu não estava no café... – Genevieve respondeu após mais um gole de Bourbon.

Bonnie completamente perdida na conversa decidiu deixa-los de lado e ir atrás da criança, o acompanhando. Foram até a cozinha onde ela deu um iogurte e o ofereceu sorvete e biscoitos. Ele aceitou os biscoitos e comeu por um tempo enquanto ela voltava a ligar para Elena.

– Meu Deus... – Matt voltou a falar, rindo, absorto em seus próprios pensamentos e lembranças. Levantou devagar e seguiu até Lexi para um abraço. Logo depois foi ao encontro de Genevieve e a abraçou também – Você é mãe! Parabéns! – Matt a olhou abobado, fazendo Caroline bufar.

– Ok – a voz de Caroline soou mais calma – Hum... Alexia Branson, você tem um filho de... Quatro anos?

– Cinco...

– Bom... Cinco é idade demais... – falou fazendo as contas – Mais, ok, cinco... Ainda não vejo o porque de aparecer no apartamento do Damon, ex-namorado, e do Danny, depois de o que? Cinco e meio, seis... sete anos sem nos ver...?

– Caroline nunca foi boa com cálculos... – Nathan acrescentou, a ironia em seu tom de voz.

– Damon! Não falou nem pro Danny? – Lexi perguntou olhando na direção de Damon, agora visivelmente irritada. Não entendia como ele não falara para o melhor amigo que eles tinham um filho. Damon reconhecia aquele olhar bem demais, tinha que fazer alguma coisa.

– Estava planejando contar para ele hoje, antes de vocês aparecerem com essa ideia de reunião...

– Claro, a culpa é nossa... – Nathan falou tomando mais um gole de sua bebida.

– Seja lá o que vocês tem para nos contar, andem logo – Caroline se meteu em meio ao olhar furioso de Damon em direção a Nathan.

– Eu trouxe meu filho – Lexi recomeçou dando novamente uma olhada em todos – Pra conhecer o pai...

– O pai dele mora nesse prédio? – a loira perguntou ríspida, ao invés de permitir Lexi de continuar.

– Não Caroline. EU SOU O PAI.

(...)

... O que importa é que aquela Elena se foi. Eu não preciso mais ser ela, pois sinto que aqui, eu posso ser eu mesma e é o que estou fazendo. Sem provocações, sem brigas, sem confusões e com todo o gás do mundo para me apaixonar e viver esse amor. Hoje mesmo vou até ele novamente. Depois desses quatro dias sem nos falar direito, Damon merece uma resposta e eu direi que não tenho medo de enfrentar ninguém e muito menos de trocar algumas fraudas.

– Elena, porque diabos não atende esse celular! – Ela ouviu a voz de Bonnie soar alterada da porta de seu quarto. Espantada, baixou o volume da TV e fechou o diário ao ver uma pequena figura branquinha passar pela porta.

– Oi, moça bonita – o pequeno garoto de cabelos negros a encarou com um sorriso. Ela não sabia quem era, mais o achou familiar.

– Oi, garotinho – Sorriu rapidamente e logo em seguida olhou para Bonnie. A morena lhe mandou uma careta, um claro “Não faço a mínima ideia”.

– Eu não sou garotinho. Sou bem crescido sabia? Já tenho cinco anos...

– Cinco anos?

– É – ele respondeu confiante – Já sou bem grandinho...

– Pois é pequeno grande homem – Bonnie falou tentando agarrar sua mão – Acho melhor voltarmos lá pra sala...

– Ah... Não... – ele respondeu se desvencilhando do aperto da morena. Ela bufou baixo, crianças não eram sua especialidade – Eu gostaria de comer aquele sorvete! – ele respondeu manhoso. Ela voltou a encarar Elena pedindo por ajuda.

– Vai lá Bonnie – Elena respondeu – Pega o sorvete pra ele...

– Ok – ela falou saindo do quarto. No momento em que a porta abriu, ela pode escutar uma voz estridente gritar “Mais o quê!?”. Bonnie balançou os ombros ao encarar sua reação, era Caroline, ainda reconhecia aquela voz escrota. Bonnie fechou a porta e saiu apressada em direção a cozinha.

– Olha, pequeno – ela o disse rápido – Acho melhor eu te devolver para a sua mãe, ok?

– Mais e o meu sorvete? – Ele perguntou enquanto agarrava o pescoço dela com o braço esquerdo. Ela o pegou em seu colo ignorando o fato de que ele fosse pesado demais. Felizmente não era.

– Bom, se ela ainda não for, te levo pra comer na cozinha...

Elena saiu com o menino em direção a sala mancando, sentiu a dor dos cortes mais fundos pelo peso do menino em seus braços. Espantou-se ao ver todos os amigos do tio em pé, Caroline, Matt, Nathan e Danny encaravam Lexi, sua ex coordenadora de elenco e uma mulher ruiva extremamente bonita com um copo com alguma bebida alcoólica em mãos. Damon engoliu a saliva ao vê-la com a criança nos braços, a criança encarava o homem e ela pode perceber de onde vinha a semelhança.

– Muito bem, Dr. Damon Salvatore – Nathan começou a falar sem se importar com a presença dela e do menino na sala. Estava visivelmente alterado e sua voz tinha um tom de stress e raiva – Já que só uma pessoa nessa sala tem no registro de nascimento o nome Daniel Thomas Dessai, ao qual, carinhosamente, nossa velha amiga Genevieve, que eu pensei que nunca mais veria nessa vida, apelidou de Danny lá em Richmond, quando o senhor daria a noticia aos seus outros “amigos”? – recriou as aspas com os dedos ao falar a palavra amigos. Elena nunca pensou em o ver assim e a criança em seu colo apertou as duas mãos em volta de seu pescoço.

– Escuta, Nathan – Damon o olhou nos olhos, tentando manter ao máximo a calma – Vamos sentar todos e conversar, agora que já sabem...

– Não, Damon – ele respondeu pegando a garrafa de Bourbon da mesa de centro – Nós... Todos nós – Segurou o olhar compenetrado de Damon – Fomos e somos muito leais a você! Não só o Danny, não só a Caroline, mais todos nós!

– Eu sei disso!

– Não, você não sabe – disse seguindo em direção a porta de saída.

– Nathan, espera!

– Se você soubesse, Damon, nos teria reunido após receber essa notícia. A propósito, Genevieve... Bela hora pra ressuscitar dos mortos... – Fechou a porta pesadamente em suas costas, o pequenino apertou ainda mais Elena assustado.

– Bom, vamos deixar os adultos conversarem, menininho – Elena fez um aceno de cabeça para Bonnie depois de cantarolar a frase e a morena seguiu atrás dela com o pote de sorvete em mãos, em direção ao seu quarto.

– Pessoal...

– Olha, Damon – Caroline o interrompeu ríspida – Eu não concordo nem um pouco com a reação exagerada do Nathan, mais nós sabemos o porque dele ter reagido assim. Mais em uma coisa ele tem razão. Nós somos amigos leais. Ótimos amigos, se quer minha opinião. Você não precisava esconder isso da gente. Genevieve – Ela encarou a ruiva fixando o olhar nos olhos azuis dela — Você era a melhor amiga do Nathan, a única que foi capaz de o ajudar depois de... Bom, vocês sabem... Poxa... Todos nós sabemos o que rolou entre você e o Danny... Porque o chá de sumiço sem dizer um “Adeus” pra nenhum de nós, especialmente a eles? E você Lexi – ela se virou para a outra loira no cômodo – Nós duas nunca fomos as “melhores amigas”, aliás, nem amigas éramos... Mais como foi capaz de ir embora carregando um filho do Damon sobre o pretexto de o ter perdido?

Caroline tinha o incrível poder de mostrar a todos a característica de cada fato detalhadamente, uma das qualidades que a colocaram na lista dos mais caros e bem sucedidos advogados criminais de Nova Iorque. Sentou-se no sofá ao lado de Matt que acompanhava a cena a poucos minutos de lá. Sentou-se após Nathan sair da sala. Ela se aconchegou em seus braços esperando a resposta de algum deles. Damon respirou fundo após ver que Danny o encarava encostado na parede que seguia pelo corredor.

– Eu soube a alguns dias – Damon recomeçou em um tom de voz baixo e calmo. Sabia muito bem que era culpado por esconder aquilo dos amigos, era melhor acabar logo com isso – Não falei nada por que... Sei lá... Não sabia como falar... – Com Elena pareceu tão mais fácil desabafar do que com seus melhores amigos naquela sala. Talvez fosse a pressão que estivesse tendo agora, mais o fato era que com ela, as palavras pareciam sair mais naturalmente.

– Eu não menti que havia perdido o bebê – Lexi falou após ele fechar os olhos em busca de ar. Seguiu até Genevieve que ainda tinha um copo cheio de Bourbon na mão direita. A loira tomou um gole antes de continuar – Minha mãe mentiu pra todos nós com a ajuda do médico que me atendeu. Eu só descobri que ainda estava grávida mais de um mês depois quando a minha menstruação não voltou e a minha barriga continuava grande...

– Mesmo assim, porque não voltou? – Danny falou quebrando seu silêncio e se desvencilhando de seus pensamentos – Porque não ligou ou mandou sinal de fumaça? Qualquer coisa, Lexi...

– Porque ela me envenenou contra o Damon, inventou várias coisas ao seu respeito, falou do seu pai e deu mil motivos para ele não ser o cara certo pra mim e o bom pai que o meu filho merecia...

– O caso é que você não fez o filho sozinha... – Ele recomeçou mais Damon o interrompeu.

– Você me conhecia! – Falou alto demais em direção a loira – Eu namorava você à dois anos, Alexia! Como fez isso comigo? Como você acreditou na mulher que foi até a nossa Universidade, no meu dormitório dizer que eu não era bom o bastante pra integrante de uma das famílias mais respeitadas de Illinois?

– Ela é minha mãe Damon! E tudo parecia se encaixar perfeitamente contra você levando em consideração o fato de não ter me visitado nenhuma vez no hospital, não ter me procurado depois da alta do ou depois de saber que eu voltaria para Illinois. Você me deixou ir sem pelo menos dizer tchau – as lagrimas já escorriam pelo seu rosto. Talvez ser mãe a tenha deixado tão vulnerável a emoções, ela era a pessoa mais forte que eles conheciam, exceto talvez por Damon.

– Eu fiquei destruído, Lexi – ele respondeu sem se dar conta de que começavam a reviver a conversa que tiveram na casa da loira – Tudo parecia ser minha culpa.

– Mais não foi sua culpa – Caroline falou do sofá fazendo todas as atenções voltarem a ela – Não foi, Ok? – eles permaneceram calados – Nós todos éramos jovens demais para tudo o que nos aconteceu. Mesmo eu, com todo o ciúme que nutria de você, Lexi – ela admitiu um tanto envergonhada – Senti muito o impacto que causou na sua vida, na vida do Damon, na do Nathan e na do Danny. Poxa, era o Jeremy e a Vicki no banco de trás e o Kol foi outro que nós perdemos a convivência. Éramos todos uma grande família... Todos nós, Genevieve... – seu olhar recaiu sobre a ruiva. Foram boas amigas desde que se conheceram por intermédio de Danny, Nathan e Damon. Na noite do acidente ela estava em Richmond e continuou lá quando soube que Nathan voltaria. A ruiva suspirou ao relembrar velhos tempos.

– Eu acho que nem um milhão de pedidos de desculpas apagaram a maneira como eu sai da vida de vocês. Caroline, Nathan, Danny... Todos eram muito importantes, mais eu tive que me mudar pela minha mãe... Nem todos tem pais malvados – ela sorriu para Damon e Lexi – A minha mãe precisava de mim depois da morte do meu pai e que foi despejada da casa onde moravam. Ela voltou para a Irlanda, pra casa dos meus avós e eu simplesmente arrumei as malas e fui atrás dela. Cometi um grande erro ao esconder isso dos meus amigos e sumir do mapa deles e eu me arrependo profundamente disso.

Danny relaxou a musculatura ao perceber pelo tom de voz de Genevieve que ela falava a verdade, ela o deixara tenso desde que entrou pela porta da sala atrás de Lexi. Não esperava mais reencontrá-la, a muito tempo deixou de tentar e nunca se passaria em sua cabeça que o primeiro amor da sua vida estava na Irlanda. Queria a dar um abraço, mais achou melhor se conter.

– Bom eu acho que a única coisa que podemos fazer agora é deixar que a Lexi nos apresente o mini Damon – Matt falou fazendo todos lembrarem da criança que estava no outro cômodo. Damon saiu pelo corredor em direção ao quarto de Elena, bateu duas vezes e abriu a porta. Ela conversava animada com o menino que sorria em sua direção. Ele também sorriu com a cena, ninguém nunca imaginaria que Elena fosse o tipo “Babá”. E não era.

– Filho – Lexi falou puxando a atenção do menino após todos entrarem no quarto. Bonnie observava a cena do pufe no outro canto do quarto. Elena olhou Damon curiosa, ele ainda a encarava admirado – A mamãe te trouxe aqui por um motivo, lembra? – ele balançou a cabeça e ela seguiu em direção a cama o pegando no colo.

– Eu vim conhecer o meu pai, mais já se passou tanto tempo e eu ainda não sei quem é ele... – mal humorado o menino fez bico.

– Pois bem, Kalleo – Lexi falou o olhando nos olhos. Danny sorriu dando-se conta do que o nome significava – Você vai conhecer alguns amigos da mamãe também... Os dois loiros...

– Loiros? – a interrompeu por não lembrar o que significava. Fez uma careta. Caroline e Matt se entreolharam sorridentes.

– É, os de cabelo amarelo, como os da mamãe – ela respondeu. O coração de Damon acelerou e o suor começou a descer pelos poros de suas mãos. Só agora se dava conta de que não tinha a mínima ideia de como Kalleo reagiria a ideia dele ser seu pai – São seus tios Matt e Caroline – o menino assentiu e acenou aos dois que se abraçavam. O de cabelos compridos é Danny – Danny sorriu e o menino retribuiu. Estava chegando a hora – E finalmente... O seu pai é aquele mais alto, o nome dele é Damon...

– Oi, Damon – Kalleo falou depois de alguns segundos de silêncio – Mamãe me disse uma vez que você escolheu o meu nome...

– Eu escolhi, mais acho que a sua mãe modificou a escrita dele... – falou animado.

– Eu senti sua falta, pai – ele falou baixo e tristonho, chamando Damon de pai sem que ele esperasse. Damon seguiu seu impulso e foi até Lexi pegando o pequeno de seus braços.

– Eu também senti a sua, Kalleo. Mais eu prometo que não vou mais te deixar ir embora, ok? – o menino balançou a cabeça e mais uma vez sorriu. Damon bagunçou seus cabelos como lembrava que Stefan fazia quando era melhor. Giuseppe sempre fora duro de mais para tirar qualquer tipo de brincadeira com o filho. Ele definitivamente não era como Giuseppe.

– Bom... Lexi, Genevieve... Temos muita bebida na sala e na cozinha e seis anos de coisas para contar, porque não deixamos o Damon apresentar o nosso sobrinho pra Elena? – Danny sugeriu olhando rapidamente para Bonnie que assentiu junto aos outros.

– Vocês são amigos? – Kalleo perguntou após Damon o colocar sobre a cama próximo a Elena.

– Não exatamente – ela respondeu carinhosamente sorrindo – Então... Kalleo não é um nome muito convencional... Onde você ouviu?

– Não ouvi – balançou a cabeça e deu de ombros – É o nome do meu super-herói favorito...

– Mamãe me disse que é o Superman – falou orgulhoso.

– É, filho... O Superman...

– Ela me contou que eu não tenho o nome certo... Que é Karr... Kel... El...

– Kal-El – ele corrigiu o pequeno que o olhava esperançoso em acertar – ele abaixou a cabeça desapontado.

– Não se preocupe, Kalleo – Elena fez um carinho em sua cabeça e ele a olhou – Você vai aprender a falar quando crescer mais um pouco...

(...)

Damon voltou por volta de 23 horas, após deixar Lexi, Genevieve e Kalleo em casa. Elena havia se oferecido para ir com ele, o percurso era relativamente longo, mais ele preferiu não aceitar. Ela o esperava sentada na cama dele com o celular em mãos e os fones em seus ouvidos.

– Pensei que você já estivesse dormindo – ele disse disfarçando um sorriso ao vê-la. Ela percebeu e as bochechas coraram automaticamente. Essa reação era nova para ela.

– Eu nunca fui de dormir cedo – respondeu. Ele retirou seu relógio e tirou os tênis e as meias, seguiu em direção ao armário afim de separar sua roupa de dormir – Damon, eu estou aqui porque eu...

– O que aconteceu com o “tio”? – perguntou em um tom baixo, não rude, pelo contrário. Ela parou para analisar a pergunta. Não respondeu até ele virar-se para encará-la.

– Reparou que eu não sou mais a sua sobrinha Elena de 1900 e antigamente... – ele lhe deu um sorriso lateral. Ela desviou o olhar.

– E também não é a Elena que eu fui buscar no aeroporto...

– Sim, eu sou aquela Elena – Ela respondeu, contrariando a ela mesma, contrariando suas palavras no diário e os pensamentos que teve diversas vezes. Depois que ele saiu, ela voltara a pensar nisso. Ele a fitou atento, esperando sua resposta – Eu sou aquela Elena, sem a arrogância e a máscara de vadia.

– Vadia é um termo muito pesado, Elena... – ele falou a olhando nos olhos.

– Eu transei com o Danny – ela recomeçou ainda o encarando, precisava se livrar de tudo que a prendia ao seu passado, como fez com o antigo diário – Transei com o Matt – ele franziu a testa, mais não a interrompeu, mesmo se quisesse, não saberia o que falar a respeito de Matt – Transei com Elijah, o irmão da minha amiga e quase que meu professor... Eu seduzi seus melhores amigos e não descansei até os levar pra cama, teria feito isso com o Nathan também, se ele convivesse mais com você. Damon, eu gosto de você como eu já mais gostei de ninguém e eu preciso ser honesta. Eu só queria sexo com eles e com os outros caras com quem fiquei, mais não é só isso que eu quero com você.

Ela esperou uma resposta dele, mais ele permaneceu em silêncio absorto em seu pensamentos e desejos. Ela respirou fundo.

– Eu não sei o que está pensando, mais eu não posso me arrepender de ter falado isso para você – olhou para baixo, permitindo que as lágrimas finas escorressem pelo rosto, tinha medo de que ele a expulsasse do quarto — Eu também não sei se você corresponde ou se poderá algum dia corresponder esse sentimento mais forte, mais do que a atração que eu sei que sente...

Ele não permitiu que ela continuasse, selou seus lábios sentindo as lágrimas dela molharem o seu rosto. Ela fechou os olhos dando passagem para a língua dele, permitindo que continuasse o beijo que aos poucos fora se tornando mais urgentes. As mãos dele desceram de sua costa para a cintura nua abaixo da regata de linho que usava. Ele a apertou contra seu corpo e a manteve junto a si até serem vencidos pela falta de ar. As bochechas dele exibiam um tom de rubro forte, como se ele tivesse acabado de pegar sol, ela o observou por alguns instantes, ele se manteve imóvel, fazendo o mesmo.

Elena posicionou as mãos e começou a puxar a camiseta dele para cima, ele tornou a selar os lábios antes de a tirar por completo dando a ela, a visão de seu corpo definido. A pele branca de Damon lhe era convidativa demais para que não o tocasse com uma leve pressão. Ele puxou sua regata e a trouxe para seu peitoral após vislumbrar a pele parda e os seios fartos presos pelo sutiã preto que usava, recomeçou a beijá-la em quanto desabotoava a peça.

Ele a conduziu em direção a cama onde deitou por cima dela. Ela soltou a fivela do cinto de Damon e desabotoou os botões da calça ainda o beijando. Ele a tirou ficando apenas de cueca Box e então puxou facilmente o short que ela usava. Por cima dele, Elena o beijou com voracidade e ele retribuiu na mesma intensidade e paixão, ela posicionou-se sobre o seu membro com uma pequena rebolada, o fazendo arfar.

– Elena – disse fraco sem conter um gemido. Ele a observou. Os cabelos castanhos já um tanto emaranhados despencavam por entre os ombros, contrastando com o tom moreno claro de sua pele, os seios arrebitados estavam parte cobertos pelos fios de cabelo. Sorriu para aquela visão e a pegou pela cintura delicadamente a conduzindo de volta para o colchão beijando sua boca.

– Damon – grunhiu ela quando ele se afastou temendo que ele fosse parar.

– Eu estou aqui – Ele respondeu trazendo-lhe a calma. Ajeitou-se melhor na cama enquanto ele apoiava os joelhos no colchão. Ambos estavam ofegantes pela falta de ar. Um gemido mais alto escapou de Elena ao senti-lo com a língua em sua coxa. As mãos experientes dele subiram com força apertando suas pernas em busca da calcinha de renda preta que ela vestia, enquanto a língua ainda vagava por perto da região do fêmur de Elena.

O quão errado eu estou, se para mim é a única coisa certa a fazer? Pensava Damon enquanto encontrava os lábios dela junto aos seus novamente. Durou pouco, não queria voltar aquele assunto novamente, não queria lembrar da relação de parentesco que os envolvia. Alguns segundos passaram até que ele retirou a calcinha que ela vestia. Não estava mais nervoso, mas podia ver que ela estava. Elena era uma garota que apesar da pouca idade já tinha experiência. Ela sentia que o amava e essa inquietude era natural, mesmo estando prestes a transar pela segunda vez com ele. Mais o clima não era o mesmo da primeira vez, ela sentia-se madura e ele não estava ali naquela cama por ter sido envolvido por uma garota mais nova, cheia de si e dona de um corpo escultural que atirava-se sobre ele.

Ela fechou os olhos na tentativa de apreciar ao máximo a sensação de prazer. Desgovernado pelo que via, voltou toda sua fome para luxuria de um beijo. Demorou para que entendesse o toque dos lábios dele sobre os seus, mas logo correspondeu da mesma maneira. Ela ainda percorria suas mãos pelas costas largas dele, enquanto Damon já atingindo o auge de seu descontrole descia as duas mãos para a região das nádegas da garota, alongando máximo para as apertar em suas palmas. Em um impulso, posicionou-a um pouco mais para cima, onde os dedos dela alcançaram o elástico da Box branca. Ela hesitou, prendendo os dedos entre o elástico e a pele branca de Damon.

Estava com o homem que amava e que tanto queria. Não havia razões para pânico, mais então porque o coração batia como desesperado em seu peito? Sentia-se prestes a derreter, quando Damon olhou fundo em seus olhos com toda doçura e carinho que ele poderia ser capaz de transmitir. Deslizou então a Box com os dedos até onde pode quando ele levantou um pouco o corpo. Damon a retirou por completo com as pernas e ambos arfaram ao sentir o choque que o toque quente das partes mais intimas os proporcionaram.

Em meio a sorrisos, Elena o puxou outra vez para mais um beijo quente cheio de paixão. Sorriu entre o beijo ao sentir a mão direita de Damon alcançar seu seio direito. Sem pressa, ele o massageou levemente com movimentos circulares, fazendo Elena afundar suas unhas pelas costas dele.

– Não pare – Implorou baixo ao sentir a língua de Damon se remexer no outro seio desnudo. Em reflexo, as mãos dela naturalmente foram para os cabelos dele em um incentivo. Friccionou seu quadril ao dele violentamente, abrindo as pernas, deixando que ele melhor se posicionasse no meio. Sentindo que não podia mais esperar, ela largou os fios negros dele e ele investiu em direção a seus lábios. Elena também conseguia sentir o quão Damon não aguentava mais.

A boca dele se afastou em direção a mandíbula de Elena. Uma mordida foi depositada naquela área a fazendo arfar alto enquanto apertava o mais forte que podia os quadris dele. Sem mais espera e sedento pela vontade de a preencher novamente a penetrou devagar pelo apertado sexo da garota. Preenchendo um ao outro sem se mexer, pelo tempo que ela se acostumasse com a presença dele.

Elena arfou em seu ouvido no momento em que sentiu-se preparada para receber as investidas do membro volumoso de Damon. Sem pressa, Damon saía quase que por completo e investia fortemente até que encontrasse os dois um ritmo. Possuíam um apartamento inteiro só para eles, considerando que Danny estava desmaiado em seu quarto.

– Vêm... – Gemeu Damon a incentivando para se mexer junto com ele. Chegou a sentir o ar saindo por completo de seus pulmões ao rebolar no encontro do ritmo que ele a envolvia. Era tão forte, tão preciso. Mesmo que fossem a segunda vez que faziam aquilo, sentiu como se Damon conhecesse exatamente o seu corpo. Aos poucos a velocidade aumentava cada vez mais de uma maneira urgente, assim como os gemidos de ambos. Elena não conseguia mais se mexer, o que conseguia raciocinar era afundar o rosto no colchão e gritar sem ter forças para mais nada.

A maneira tão fugaz com que os corpos um do outro se chocavam a faziam suar de imediato. Abriu mais as pernas e a estendeu para a lateral do corpo de Damon o entregando mais espaço. Encaixou seus corpos o máximo que pôde e o empurrou de maneira que o fizesse sentar na cama, com ela, dessa vez por cima. Sem o mínimo de acanhamento, voltaram a se mexer até chegarem ao ritmo de antes. Ele murmurava palavras aleatórias enquanto ela jogava a cabeça para trás e gritava cavalgando no colo do homem. Sem nenhum tipo de controle do corpo, Elena sentia cada vez mais os indícios do orgasmo prestes a chegar. As pernas formigantes, os dedos dos pés se apertando com força e o ventre contorcendo em um calor que tomava todo o seu corpo. Pela similaridade da postura de Damon a sua, conseguia ver que ele também estava perto. Com mais algumas investidas, um rosnado saiu da garganta de Elena ao sentir o rápido alivio se esvair por todo seu corpo. Não demorou muito e logo Damon a acompanhou na sensação pós-clímax que os dois sentiam nos corpos. Haviam chego ao ápice quase que ao mesmo tempo.

Descansou o rosto por cima do perfeito espaço entre os seios da mulher e aos poucos, o cansaço a atingiu fazendo-a cair para trás, levando Damon junto a si para deitar-se. Elena, de olhos fechados e com o sorriso mais alegre que Damon já tivesse visto em toda sua vida, fazia-lhe um carinho relaxante no coro cabeludo dele. Em conta do ar condicionado o suor na pele dos dois não durou muito. Ambos tentavam lutar contra o sono que aos poucos chegava.

– Eu te amo – Elena disse com o tom de voz abafado pelo contato com a pele de Damon. Ele apenas sorriu sentindo o calor emanado por ela – Você me ama? – Perguntou sorrindo após separar-se dele. Ele a olhou nos olhos e brincou com uma mecha dos seus cabelos.

– Talvez – Elena expandiu o sorriso ao ouvir a voz marota e ver o sorriso brincalhão nos lábios dele.

Notas finais
Bom, mais uma vez, me falem o que estão achando (blá blá blá, vocês já sabem), porque eu venho recebendo algumas críticas a respeito da demora dos dois em ficarem juntos. Eu notei que quem acompanha a fic desde que eu comecei a postar, é que esta impaciente, o caso é que, como em um livro qualquer, você não pode esperar desvendar o mistério no quinto capítulo... Eu sei que o site não é um livro virtual, mais Delena em Uncommon Love tem uma relação mais complicada do que o normal. Aqui, não estou contando uma história sobre dois amigos ou dois inimigos quais quer, estou narrando uma história sobre um tio que se apaixona por uma sobrinha que não vê desde que era uma garotinha. É muito mais complicado do que um romance entre primos, por exemplo. Acabei de postar o 18º capítulo e quero muito postar o próximo esse final de semana, por que eu sei que esta cansativo para quem está acompanhando desde o inicio, mais eu peço que tenham paciência e se possível, voltem até o capítulo 07 ou 08 e reiniciem a leitura de lá. Reiniciar a leitura é importante, não só na minha história, mais nas outras que acompanhamos faz tempo e acabamos perdendo um pouco o interesse. Quando a gente torna a ler, os capítulos novos tornam a fazer sentido. Eu devo avisar a vocês que ainda tem bastante coisa para acontecer, tanto a respeito do filho do Damon com a Lexi, do relacionamento deles e Delena, e quanto aos amigos deles e a família Salvatore que está na Virginia e eu queria levar a fic pelo menos até mais 38 capítulos. Mais isso vai depender do quanto eu estou agradando aos meus leitores... Espero que entendam o que eu quis passar a vocês agora :-) Obrigada por lerem. Xoxo