Notas iniciais
Pra ajudar no processo imaginativo: http://gshow.globo.com/novelas/em-familia/personagem/marina.html#cenas/3214424 "Existem outros mundos além deste..." The Dark Tower S.K

Quando a campainha tocou, Clara acompanhou a mãe até a porta. Chica abriu-a recebendo alegremente o convidado de honra acompanhado de perto pela filha, Gisele. Ricardo se apresentou a Clara, logo após, apresentou a filha à namorada e chamou a prima, que até então estava fora de vista, a fim de apresentá-la a anfitriã também.

_ E essa, é minha prima Marina.

Ele disse.

Clara que acompanhou a cena da apresentação de Gisele um pouco afastada já que já a conhecia sentiu o coração na boca quando se deu com a imagem de Marina ali na porta, linda, com seu habitual batom vermelho sangue, olhos brilhantes um sorriso largo. Naquele momento não soube disfarçar, o sorriso que enviou a outra em retribuição foi apaixonado, ela quase suspirava. Por sorte, ninguém, além da própria Marina, pareceu notar.

Enquanto ainda permanecia em transe com a visão da amada, Clara fez uma observação a si mesma. O fato da mãe namorar o primo de Marina, dizia-lhe que de um jeito ou de outro teria conhecido-a mais cedo ou mais tarde. O que para ela, vinha a ressaltar a ideia de que elas estavam predestinadas. Mais curioso ainda, era que a mãe, quando confidenciara a ela estar namorando Ricardo havia contado também que o conhecera vinte anos antes, quando ela ainda era casada com seu pai.

Ao que se seguiu as apresentações formais não demorou muito para que todos conversassem animadamente. Em determinado momento, estando um pouco afastadas dos outros Clara teve a oportunidade de perguntar a Marina sobre a presença dela ali.

_ Você disse que não vinha, acabou vindo.

_ Pois é, mudo com o vento.

_Não foi o vento que te trouxe...

_Não, acho que foi a lua.

Era impossível para elas não agirem como um casal apaixonado. Por isso a aproximação de Helena, roubando a irmã da companhia de Marina, foi providencial.

_Mana, esse Ricardo é um príncipe, hein?

Comentou a irmã mais velha, elogiando o namorado da mãe.

Clara que ainda estava com a cabeça na mulher de batom vermelho que lhe tirava o sossego, respondeu aérea e ainda suspirante:

_É, deve ser de família.

_Oi?

Deu-se conta do que havia falado e tentou consertar.

_Eu quis dizer que a gentileza deve ser de família. Eu trabalho com a Marina e a Gisele, você sabe. E elas são uns amores. Então, irmã, eu acho que a nossa mãe se deu bem.

Falou a última parte em tom de brincadeira, tentando descontrair e afastar a gafe que cometera.

Ela e Helena continuaram a conversar sobre o namoro da mãe, estavam feliz por ela ter finalmente resolvido se dar uma chance de ser feliz. Enquanto isso, Marina ia se enturmando facilmente com os outros, afinal de contas, a simpatia lhe era um dom. No dia seguinte, inclusive, quando os familiares de Clara estivessem reunidos na casa de Helena comentando o jantar da noite anterior a fotografa estaria no centro das atenções. Todos ressaltariam, além da simpatia, a elegância e beleza dela. O que deixaria Clara intimamente envaidecida e orgulhosa já que sem saber elogiavam aquela que considerava ser sua, sua mulher.

Embora estivesse passando a maior parte do tempo daquela reunião distantes, já que principalmente Clara tinha medo de que se permanecessem muito próximas todos perceberiam que havia mais do que amizade entre as duas, elas se seguiam e perseguiam com os olhos, o tempo todo. Era impossível a ambas estarem no mesmo ambiente e conseguirem desviar o olhar, eram vidrados. Por vezes passavam perto uma da outra, sem se demorar, dando tempo apenas para que uma sentisse o cheiro da outra ou o calor de sua pele próxima. Imaginavam-se vivendo algo proibido, uma vez que todos os presentes não faziam a menor ideia do que acontecia entre elas e a certa altura pensar assim passou a ser afrodisíaco. Se conheciam por tempo o suficiente para lerem-se através do olhar, do semblante. Por isso, sabiam compartilhar o mesmo pensamento, foi quando aquele calor já característico começou a subir-lhes pelas pernas.

As duas lembravam-se mais especificamente da tarde daquele mesmo dia, do fogo que as consumira em meio aos lençóis da cama da fotografa. E a ideia de que toda aquela gente ali, conversando distraidamente, nem em mil anos sonhariam com o que elas tinham vivido dentro daquele quarto de com que, de repente, respirar tornasse-se difícil.

Clara ainda foi além, lembrando-se do dia da exposição, quando sumiu da festa e voltou como se nada tivesse acontecido. Mas, tinha acontecido, aquele tinha sido o dia em que Marina começou a lhe roubar a razão. O calor agora já se transformara em brasas e se concentrava no ventre da dona de casa, tornando-se quase insuportável. Estava transtornada e com mais um pouco começaria a se denunciar.

Marina, por sua vez, até o momento batia um papo descontraído com Ricardo, Chica e Gisele tentando evitar os pensamentos pecaminosos, mas quanto mais seus olhos seguiam os da assistente mais ela se tornava alheia ao que acontecia ao redor só a atenção que dirigia a Clara permanecia intacta. Sua mente passeava pela boca e mãos da outra, e pelo que sabia que elas eram capazes de lhe proporcionar. Tentava voltar a órbita, mas era cada vez mais difícil. Até que algo lhe trouxe a realidade. Perdera a mulher que lhe tirava o juízo, momentaneamente de vista. E quando a encontrou novamente, ela estava se afastado da grande sala, onde todos se encontravam.

Clara, tentando se agarrar a um último sopro de razão, concluiu que não poderia continuar daquele jeito, retirara-se para ir ao banheiro, se recompor. No entanto, quando se encontrava no corredor a caminho do banheiro social deu-se conta de que esperava por uma presença atrás de si, aliás, queria-a. Até porque, naquele mesmo dia, mais cedo tinha decido de uma vez por todas: Não reprimiria mais seu desejo, viver ia-o em todas as suas nuances, por isso, tinha terminado a tarde nos braços da fotografa depois de um mês que lhe pareceu eterno. Então, lembrando-se disso, passou direto se encaminhando para um local mais distante e reservado, usaria o banheiro da suíte da mãe e esperaria que Marina viesse a seu encontro. Desejava-a e a queria, já.

A fotografa ao perceber que Clara havia saído da sala, por um impulso, resolver ir atrás dela, se retirando do recinto discretamente. Viu-a um pouco de longe passando batida pelo que Marina imaginou ser o banheiro social e sumiu atrás de uma porta mais ao longe, no final do corredor. Foi atrás, andando mais rápido uma vez que tinha sumido dos olhares dos presentes. Quando entrou pela mesma porta que a outra e alcançou a suíte do quarto da dona da casa, deparou-se com Clara debruçada na pia, olhando para o espelho e buscando refrescar-se com a água fria que descia pela torneira.

Ao vê-la pelo espelho, Clara dirigiu-lhe um sorriso lascivo que revelava à outra o tesão que toda aquela situação despertara. E Marina? Marina havia respondido ao chamado silencioso de seu corpo indo a seu encontro. “Maravilha” pensou.

_Tranca a porta.

Disse. Seu tom de voz era baixo, quase inaudível, mas autoritário, intimidante.

Ao que Marina obedeceu prontamente.

Se aproximaram colando seus troncos e segurando-se pela cintura. Seus corpos encontravam-se unidos. Mas, quando Marina esboçou que beijaria a assistente, a mesma desviou-se afastando os ombros para trás, sem deixar que a parte de baixo do próprio corpo se descolasse da dela.

_ Tá doida Marina? Olha a cor do seu batom. Se a gente se beija agora, vai ser uma catástrofe.

A fotografa olhou-a meio confusa, até porque, isso nem se quer tinha passado por sua cabeça. Acabou concluindo que a outra estava certa. Olhava para Clara como se perguntasse “e então, o que a gente faz”? Mas, antes mesmo da pergunta a dona de casa já tinha a resposta. Aproximou-se novamente dela e se dirigiu à sua orelha direita começando a passar a língua sobre o lóbulo, de maneira calma o que tornava o gesto ainda mais prazeroso.

Marina sentia-se torturada, uma tortura profundamente gostosa. Mas, queria poder reagir de alguma forma, a ânsia em copiar os gestos realizados pela outra era quase involuntária e não poder usar a boca naquele corpo, sacrificante.

Enquanto isso, Clara continuava empreendendo o mesmo ritual, só que agora na outra orelha, deixando um rastro molhado por onde passava, junto com uma respiração quente. Suas mãos estavam abrindo à calça que a fotografa estava usando.

Foi quando Marina reclamou da tortura de não poder beijá-la, provocar nela as mesmas sensações que estava sentindo. E Clara ainda com a boca próxima a seu ouvido, sem deixar de fazer o que estava fazendo com em sua orelha, disse-lhe com a voz rouca e exalando desejo, entre uma lambida e outra:

_Quem disse que você precisa usar a boca pra me deixar louca?

Nesse momento, a fotografa julgou que se já não estivesse molhada desde que os pensamentos libidinosos a invadiram na sala. Teria se ensopado inteira ao ouvir a amada falando daquele jeito.

A mão de Clara já ia precisa no centro de seu prazer quando conseguiu esboçar qualquer reação em relação às palavras que lhe foram proferidas. Entendia o que Clara queria e daria a ela. Levantou um pouco o vestido longo que a assistente usava, somente o suficiente para que pudesse colocar a mão por baixo, quando alcançou o meio dela, não pôde deixar de deliciar-se com a umidade sobre sua calcinha. Porém, não se demorou. Sabia que precisam ser rápidas, afinal de contas, a qualquer momento as pessoas na sala poderiam notar suas ausências e seriam descobertas. Pensar na possibilidade deixou-a ainda mais excitada. A ideia fazia o mesmo com Clara que no momento se atinha ao ponto rígido, saliente em meio as pernas da fotografa, ali se concentrava o prazer e era ali que precisava se concentrar para colocá-lo para fora. Enquanto isso, Marina ao enfiar a mão dentro da calcinha da outra, alcançando-lhe também o sexo molhado, dirigiu-se ao mesmo local, repetindo na amada, os movimentos que a própria empreendia nela. Suas cabeças repousavam em seus ombros, sendo assim, possível que uma sentisse a respiração da outra em seu pescoço, além disso, como o ouvido estava próximo, também eram capazes de sentir o som produzido pela dificuldade que tinham em fazê-lo, ofegavam. E ambas as coisas potencializavam a excitação das duas que já ia as alturas.

Elas sabiam que não podiam gemer, não podiam fazer barulho. Mas, não fazê-lo tornava-se, a cada segundo, uma tarefa irrealizável. E quando cada uma delas, em momentos distintos, sentiu o prazer aumentar e que o formigamento habitual que precede o orgasmo lhe alcançava prenderam suas bocas no pescoço uma da outra, evitando assim, que qualquer gemido alto denuncia-se enquanto alcançavam o clímax delicioso que sabiam se proporcionar.

No final das contas, Clara acabou manchada pelo batom de Marina onde a mesma prendeu a boca a fim de obrigar-se a calar a consequência do prazer que sentira. Só que por ser apenas uma marca, seria fácil tirá-la. Ao contrário do que aconteceria se elas tivessem se esfregado como tinham o hábito de fazerem.

Não havia tempo para se recuperarem após o gozo embalado pelo no ritmo dos dedos uma da outra. Não tinham contado por quanto tempo estavam ali, mas sabiam que era mais que o suficiente para que sentissem suas faltas. Arrumaram-se correndo, com Clara limpado a marca de batom e ajeitando o vestido. Marina abotoou de volta a calça e verificou se o batom havia borrado, embora tivesse deixado uma marca na outra, e por isso estivesse menos “berrante” passaria despercebido até que pudesse retocá-lo, lavaram as mãos e Marina se retirou. Clara aguardou um momento saiu também.

Como ninguém havia ido atrás delas e pegado-as quase que literalmente com “as calças na mão”, mesmo que tivessem notado o sumiço, o mais comum seria que pensassem que como elas trabalhavam juntas e eram amigas, provavelmente se retiraram para conversarem a sós “assunto de mulheres” qualquer homem diria. E como ninguém lhes perguntou nada. Ficaram tranquilas e após a loucura recém-cometida, relaxadas. Haviam se aliviado, a tensão não reinava mais no ambiente.

Depois da escapada até o banheiro permanecerem distantes uma da outra, como estavam tentando fazer anteriormente, tornou-se impossível. E, embora, quase ninguém tivesse se questionado em relação a intimidade entre elas ou os olhares e sorrisos que se dirigiam enquanto conversavam, uma única pessoa o fez, a mãe de Clara.

Dona Chica orgulhava-se por conhecer cada um dos filhos como “a palma de sua mão” ela diria. Percebeu o clima, ainda que a ideia de haver algo entre elas lhe soasse estranha uma vez que nunca notara nenhum traço de homossexualidade na filha e também porque nunca ouvira nada que falasse sobre uma suposta homossexualidade da outra, porém, foi capaz de ter certeza de que algo acontecia entre elas, quando o genro, Cadu, chegou, já quase no final da noite. O constrangimento das duas com a presença animada e alegre do genro foi gritante. Cadu chegou sendo ovacionado, já que todos da família eram apaixonados por seu jeito “galã” de ser.

O marido de Clara, ao chegar, assumiu seu papel ao lado da esposa, sem contar que todos se dirigiam a eles como o casal que eram – ou que pensavam que ainda eram — e os respeitavam como tal. O que fez com que Marina tivesse vontade de morrer. Durante o decorrer daquela noite tinha até se esquecido dele e do motivo que a levara até lá.

Enquanto isso, Clara teve vontade de fugir correndo. Tudo aquilo estava errado, muito errado. O pior foi ver o marido compartilhando sua simpatia em uma conversa com a fotografa, uma vez que ele sabia que elas haviam se tornaram amigas e que Marina era a chefe dela.

Nesse momento a fotografa não sabia onde enfiar a cara de tão sem graça. Sentiu-se, pela primeira vez, culpada por estar “roubando” a mulher daquele homem tão simpático a sua frente. Tirando o dia da exposição em que o vira rapidamente, nunca mais havia o encontrado o que até então, fazia com que tivesse sido fácil não ter simpatia por ele ou pelo menos não pensar em sua existência. É claro que quando resolveu ir àquele jantar, imaginara que o mais provável seria que ele comparecesse, junto com Clara. E se preparara para o encontro. Aliás, tencionara por ele. Só que naquele momento não fora capaz, por motivos óbvios, de prever que Cadu chegaria apenas ao final da noite depois de Clara já tê-la, inclusive, tirando-a de órbita pela destreza dos dedos de sua mão.

Por outro lado, o que a dona de casa sentia era dor. Dor por estar ao lado da pessoa errada, por ver o constrangimento no rosto da mulher que amava, por ver que a pessoa que os outros viam como seu “par” era Cadu e não ela, por o marido ainda não ter sido capaz de se dar conta sozinho que o casamento tinha acabado, por não ter dito isso a ele e principalmente a Marina. Teve que segurar a vontade que tinha de gritar. Mas, não deixou nada disso transparecer.

Diante da situação a fotografa não demorou muito para anunciar educadamente que precisava ir embora. Acabou levando Gisele com ela e a assistente aproveitou para se retirar também, afirmando-se exausta e que precisava ver o filho que tinha ido embora mais cedo com Rosa, a empregada de Helena. Ao que Cadu concordou em ir embora, tinha passado o dia todo “pra baixo e pra cima” no bistrô e estava “quebrado” disse ele e completou dizendo que também queria dar um beijo no filho antes que ele dormisse. Clara assentiu ao comentário quase submissa. Estava paralisada, não conseguia reagir de forma contrária a ideia de que os dois eram um casal. Cadu era seu marido. O que para ela, até pouco tempo atrás soava quase que como “dono”.

Acabaram os quatro saindo juntos do apartamento o que fez Marina se sentir ainda pior, pois recordara-se que era Cadu quem estava indo para casa que compartilhava com Clara.

Chica assistira, chocada, a toda a situação, como a única expectadora que sabia, além de Clara e Marina o que realmente estava acontecendo ali.

***

A fotografa entrou no próprio quarto como alguém que carrega o peso do mundo nas pernas. Ainda não tinha conseguido entender como uma noite que tinha se desenvolvido tão agradavelmente pudesse ter terminado da forma que terminou. Sentia-se péssima. Péssima por se sentir culpada, péssima pela falta de reação de Clara. Não que esperasse que ela gritasse o relacionamento delas ali no meio de todos, mas, esperava notar nela pelo menos algum incômodo, qualquer que fosse, mas, nada. Marina começava a cogitar as palavras proferidas por Vanessa. Uma lágrima começou a escorrer-lhe pelos olhos. E ao olhar para dentro de si e se lembrar de Clara indo embora ao lado do marido a fim de encontrar o filho, sentiu profundamente, algo novo, que ela até então não conhecia ou não sabia que estava ali dentro: A vontade de ter uma família, a sua família.

Ao concluir o pensamento foi invadida pela dor, era primeira vez desde que conhecera Clara que isso acontecia.

***

Clara sempre fora uma pessoa iluminada. Não se podia dizer se ela nascera assim, ou se era assim pela forma que encarava a vida. Após sair da casa da mãe, embora estivesse sendo invadida pela tristeza, sabia não ser o momento de deixá-la transparecer. Levou as coisas como habitualmente levaria. Conversava com o marido normalmente até porque ele não tinha culpa de nada. Chegaram em casa e os dois colocaram o filho para dormir, o que deixou a criança bastante feliz. Aprontou-se para dormir e se deitou, no mesmo lugar em que dormira durante os últimos 10 anos. Embora estivesse incomodada, não se sentia culpada. Aquela era uma situação em que ninguém tinha culpa, mas precisava ser resolvida, apesar que alguma coisa dentro dela lhe dizia que ainda não era a hora.

Ao fechar os olhos, sentia o chamado de Marina. Não saberia explicar como funcionava isso ou como sabia disso, apenas sabia.

***

E a dor que tomara conta de Marina minutos atrás, como que por efeito de algum encanto desaparecera. O encanto era Clara e o motivo era mensagem que a mesma acabara de enviar-lhe:

“Venho de onde não existe tempo

Mas sou eterno agora

Por isso nada é longe

Não há morte

Não há tempo

Não há espaço

Não há azar e nem sorte

Por tudo isso

fica o amor

e fica o abraço

Bem-vindos a vida

Tudo é trama

tudo é laço

Não há fim e nada cessa

Tudo que existe

Só começa”.

Eu amo você. Clara

***

Clara adormeceu feliz e em paz. Pela primeira vez conseguira dizer à Marina como verdadeiramente se sentia.

***

Tiraria Clara dele e já tinha um plano. É claro que não a pressionaria, sabia que a decisão teria que partir dela. Também não jogaria sujo, ou agiria de má-fé, não permitiria que a estória delas fosse por esse caminho.

Esses foram o pensamento de Marina antes de pagar no sono.

Na manhã seguinte a fotografa acordou decidida e perseverante, em breve a assistente seria inteiramente sua ou perder-se-iam para sempre. Mas era certo de que em pouco tempo tudo estaria definido.

Notas finais
Ownn.. essas duas S2 Marina.. Marina...