Unbreakable Curse -Alícia-
1 O começo...
Notas iniciais
Então pessoal, é o seguinte, eu estou fazendo essa fic com uma amiga minha, essa fic é a versão da Alícia, e ela vai fazer a versão da Kedelaine, quando ela começar a postar eu deixo o link aqui!!
P.O.V. Alícia
Andei pela casa observando aquelas pessoas, algumas bebiam, outras conversavam e outras simplesmente dançavam na sala onde agora virara uma pista de dança, eu apenas andava com um copo de uma bebida qualquer na mão enquanto observava elas,acabamos de nos mudar e já estamos dando uma festa dessas, inacreditável!! E isso tudo por causa da Kedelaine insistir na minha cabeça que precisávamos estrear a casa nova.
Estava cansada dessas festas que ela dava, sempre que eu bebia alguma coisa no outro dia acordava sem lembrar de nada, muitas vezes com algum cara no outro lado da cama. Até hoje me pergunto o que ela coloca nessas bebidas. Fui até o terceiro andar e me debrucei no apoio da sacada, fiquei olhando a área da piscina por um tempo, tempo o bastante pra me fazer lembrar de como eu morri, de como eu me tornei isso que sou hoje. Sorri.
FlashBack ON
Eu andava ao lado de Kedelaine pelo enorme jardim da mansão, era dia 28 e o ano novo se aproximava. Estávamos nos preparando para a festa que seria dada em minha casa em comemoração ao grande investimento de nossos pais, eu estava linda com aquele vestido vermelho e preto e Kedelaine com o vestido marrom e preto. No cabelo eu tinha apenas uma trança lateral e um laço a prendendo. A festa começou e pouco tempo depois nós estávamos dançando em meio as pessoas, todos sabiam que eramos amigas e que não tínhamos par, e essa era a razão para estarmos dançando juntas. Riamos de algumas pessoas que tropeçavam, outras que pisavam em nossos pés e batiam em nós.
Depois de um tempo fomos para o jardim, comecei a me sentir vigiada mas essa era uma sensação normal desde que Pedro foi assassinado, as pessoas diziam que ele tinha se matado mas duvido muito que só porque alguém amava duas pessoas ao mesmo tempo iria se matar arranhando os pulsos e o pescoço querendo sangrar até a morte.
Isso mais parece um bruxaria do que assassinato, mas na época, apesar de achar que tinha alguma coisa de errado não me pronunciei, afinal eles estavam de olho em mim já que eu era uma das meninas que ele amava, Kedelaine era a outra. Nunca pude o corresponder, eu amava à outro, este que não amava ninguém. Nenhuma de nós duas conseguimos correspondê-lo, e após seu pedido de casamento ser negado por mim, ele sumiu. Dois dias depois acharam seu corpo na floresta.
Alícia: Sua mãe deixou você dormir aqui?
Kedelaine: Sim, vou ficar até o jantar de amanhã -respondeu feliz
Fomos para meu quarto e trocamos de roupa, coloquei uma camisola branca bem simples, era de seda, alças finas, tinha uma fita de cetim branca amarrada na cintura, ele ia até meus tornozelos. Kedelaine vestia uma camisola rosa bebê, tomara que caia e que quase cobria seus pés, ela tinha mangas que cobriam parte de suas mãos.
Acordei com alguns barulhos do lado de fora da janela, ainda estava escuro, olhei pela janela e vi uma pessoa passar correndo em direção à floresta, qualquer pessoa normal teria ficado quieta no seu lugar mas minha curiosidade se aguçou e acabei por escadas a caminho do jardim mesmo estando descalça. Destranquei e abri a porta principal com cuidado para que não acordasse meus pais ou os empregados, olhei em volta e fechei a porta sem a trancar. Assim que pisei na grama um vento passou batendo contra mim, arrepiei dos pés à cabeça e cruzei meus braços para conter o frio, caminhei o mais silenciosamente que pude até chegar ao ponto que havia visto aquela pessoa, a esse ponto, eu já tremia de frio e estava em estado de alerta. Qualquer barulho por mínimo que fosse me alertava e posso dizer que nesses momentos meu ouvido se aguçava 10 vezes mais que o normal. Olhava em volta quando comecei a escutar passos, distantes mas eram passos e foi isso que me deixou em alerta. Fui até o banco ali do jardim e tirei do meio das rosas brancas um canivete que eu sempre deixava ali escondido, o escondi na mão e cruzei os braços novamente.
Os passos estavam ficando cada vez mais altos e próximos, eu estava em um estado totalmente alerta, junto dos passos era possível escutar uma respiração pesada. Essa qual não era a minha pois, nessa hora eu já nem respirava. Pude ver uma sombra se aproximando lentamente, ela foi chegando perto e parou à uns 5 metros de distância. Era uma garota, ela estava com um vestido branco, descalça e seu cabelo estava bagunçado. Não dava para ver seu rosto pois estava escuro e alguns fios de cabelo caiam sobre ele.
Automaticamente dei um passo para trás e me senti bater contra alguém, virei minha cabeça devagar e vi o Pedro, entrei em choque, minha boca se entreabriu e meus olhos se arregalaram. Senti minha temperatura baixar e meu rosto se empalidecer, minhas mãos agora para baixo tremiam junto de todo meu corpo, segurei firme meu canivete. Eu suava frio, na minha cabeça mil coisas se passavam mas apenas uma palavra me acertou em cheio quando ele mostrou seus caninos e seus olhos vermelhos junto de veias saltadas abaixo de seus olhos: Vampiro!
Essa palavra ficou ecoando na minha cabeça e então, tudo a partir dai foi em câmera lenta, ele veio para cima de mim e por impulso levantei minha mão que continha o canivete, este perfurou seu pescoço, ele cuspiu sangue e caiu de joelhos segurando seu pescoço. Estava em choque, não sabia o que fazer, a primeira coisa que passou em minha cabeça foi correr, mas de quê adiantaria?
Enfiei o canivete em seu pescoço mais uma, duas, três vezes e então ele caiu no chão. Minhas mãos sujas de sangue tremiam, minha boca teimava em ficar aberta e tremer enquanto eu inalava aquele cheiro de sangue. Senti uma mão gelada em meu braço, eu estava novamente no automático, enfiei o canivete nessa pessoa e pude perceber que era a garota que a pouco estava vindo em minha direção.
Ela segurou-o com as duas mãos e o tirou, me olhou e então mostrou seus dentes como Pedro fizera. Dei um passo pra trás pronta para correr mas era tarde demais, fui acertada na nuca e o resto é só um borrão.
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Acordei no meio da floresta, estava amarrada por cordas, minhas mãos estavam amarradas para o alto, cada uma em um galho de lados opostos. Eu estava com a mesma camisola de quando fui acertada, olhei em volta de mim e pude ver um “círculo” de árvores com 11 meninas no mesmo estado que eu, amarradas, todas com vestidos brancos, entrei em desespero ao perceber que uma delas era Kedelaine. Tentei me soltar por horas mas a única coisa que consegui foi fazer meus pulsos sangrarem, comecei a ouvir passos e logo vi uma mulher, não reconheci de primeira pois minha vista estava embaçada mas assim que ela chegou mais perto a reconheci, era Janine, a mãe de Pedro, ela sorria abertamente e vinha em minha direção. Parou em minha frente ficando cara a cara comigo.
Janine: Olha o que temos aqui! -exclamou abrindo mais ainda seu sorriso, rangi os dentes -Você fez um belo estrago no meu filho mas, se quer saber, ele está bem vivo!! Não é mesmo, Pedro? — um homem saiu em meio as árvores e ficou ao lado de Janine, seu olhar era triste e até mesmo um pouco confuso
Alícia: Sua louca, o que você pensa que está fazendo? -gritei, estava apavorada, não sabia o que fazer, minha mente estava um turbilhão
Janine: Louca aqui é você que escolheu um homem que nunca te amou ao meu filho! -gritou ela de volta, já havia ouvido histórias sobre vampiros mas nunca pensei que fosse realmente verdade, sim, eu sabia exatamente a história, sabia de tudo mas para mim aquilo tudo era muito surreal.
Ela se afastou de mim e foi até o centro do círculo de árvores, Pedro me olhou confuso, como se pedisse desculpas. Apenas desviei o olhar, pude vê-lo se afastar e desparecer dentre as árvores.
Janine: Você e sua amiga irão pagar por tudo que fizeram meu filho passar!! Não vou tirar suas vidas, o que vou fazer é muito pior! -eram apenas rumores que todos ignoravam, muitos diziam ser verdade, até hoje desacredito que aquela mulher doce tenha se tornado em algo horrível, que ela fosse uma bruxa capaz de tudo, mas as aparências enganam
Alícia: Sua louca -murmurei -Você é louca! Louca! -gritei -Sua maluca! Amarrou 12 garotas indefesas em árvores pra fazer um ritual idiota!! -eu já derramava lágrimas, pensando que morreria só por causa de um ritual idiota, ela apenas riu
Janine: Ah minha querida, isso não é só um ritual idiota. Isso, é a sua sentença de morte! -olhou para mim e sorriu -Aliás, você não pareceu nem um pouco indefesa quando esfaqueou o Pedro e aquela vampira!! E bem, nenhuma delas são indefesas, 3 são vampiras, 3 são lobisomens, 3 humanas e 3 bruxas!! Para um feitiço desse tipo é preciso de bastante poder e sangue, agora se me dá licença, preciso fazer esse feitiço até a meia-noite…
Ela começou a murmurar algumas palavras em latim, reconheci poucas de minhas aulas de latim. Senti uma enorme dor de cabeça, ela latejava e um zumbido agudo tomou conta de meus ouvidos, meu coração se apertou a ponto de me fazer gritar e se estivesse solta, cairia no chão. Meus olhos e nariz começaram a sangrar, comecei a vomitar sangue e logo o corte dos meus pulsos feitos pela corda começaram a sangrar. Eu gritava e não conseguia ficar parada, logo comecei a espumar e notei que estava tendo um convulsão, alguns segundos depois meus olhos começaram a revirar e a última visão que tive foi de 11 meninas sangrando.
Notas finais
Beijos, até a próxima!!
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