Notas iniciais
Oi oi!
Então, eu realmente precisava escrever algo sobre eles, e a ideia me veio enquanto eu ouvia música.
Eu nunca escrevi nada Yaoi antes e postei, meus projetos yaois estão todos inacabados. E eu realmente não faço deia de quantas pessoas que shippam esse casal vivem aqui no Nyah!, então não faço ideia de como a fic vai ser recebida.
Enfim, leiam u-u

O coração de Jason parecia querer sair de seu peito e, no entanto, todos seus outros movimentos, ou os do garoto em sua frente, pareciam estar em câmera lenta. As mãos de seu amado em sua nuca, suas línguas entrelaçando-se, as respirações ofegantes. Tudo era lento, retardando aquele momento que o loiro sabia não ser para sempre.

Então se separaram. Cedo demais. Ele queria mais. Entretanto, Percy apenas sorriu, como sempre fazia, e pegou o joystick novamente, fingindo que nada havia acontecido ali, quando na realidade o corpo inteiro de Jason estava em chamas.

Ele não queria fazer aquilo de novo. Queria que Percy largasse aquela droga e colocasse as mãos em Jason novamente, em qualquer parte de Jason. Ele precisava senti-lo, precisava de mais. Não, dessa vez não conseguira disfarçar rápido o suficiente. Percy, o lerdo Percy, percebeu que havia algo de errado.

“O que foi?” perguntou, largando novamente o joystick, olhando preocupado para Jason. Aquele olhar estava matando-o, Jason queria poder imaginar que era porque Percy o amava e estava preocupado, mas sabia que era apenas o instinto de herói que o moreno possuía. Que ambos possuíam, aliás. Os olhos verdes eram tão penetrantes que Jason não aguentou. Ele sabia que não aguentaria. Para Percy, assim como a chuva, as lágrimas se iniciaram, dessa maneira, de repente. Confuso, ele era confuso. Sua cabeça era confusa, e Jason o confundia ainda mais.

Não gostava de vê-lo chorando, Jason. Talvez, esse fosse o único pensamento na cabeça do moreno que ele conseguia entender. Queria que Jason parasse de chorar, queria entender o porquê de o loiro estar chorando, queria ajuda-lo. Queria ajuda-lo para sempre, queria vê-lo feliz, ou o máximo que o garoto rabugento conseguiria.

Inclinou-se mais uma vez, querendo que seus lábios encostassem, mas desistiu ao ver a hesitação nos olhos molhados. Era por aquilo? Jason não gostava de beijá-lo? Não queria beijá-lo? Percy realmente não entendia, e se odiava por isso. Desviando-se do seu inicial objetivo, passou os braços pelo pescoço do outro e o puxou para perto, num abraço desajeitado. Compreendia que era tudo o que poderia fazer naquela situação.

Jason soluçou ao ter aquele corpo quente contra o seu. Aquele corpo quente que nunca seria seu. O corpo quente de Percy. Chorou como nunca antes, sem tentar parar. Precisava daquilo. Precisava chorara até que não restassem mais lágrimas em seu corpo. Esteve segurando-se por tanto tempo. Chorou por horas, ali, nos braços acolhedores do homem que amava. Do homem que namorava.

Quando as lágrimas finalmente acabaram e restaram apenas soluços, ele se permitiu afastar de Percy. O fez, hesitante, e não olhou para o outro. Apenas se ajeitou para levantar-se da cama, queria sair dali, precisava sair. De repente o chalé lhe pareceu tão sufocante. No entanto, antes que pudesse tocar o chão com os pés, sentiu o outro lhe puxando para perto mais uma vez. Não, pensou, implorando-lhe, por favor!

“O que aconteceu?” perguntou-lhe mais uma vez, os olhos carregados de preocupação. Jason odiou-se por deixa-lo preocupado, mas adorou que ele estivesse. Pensou em não responder, em sair dali, mas a confusão nos olhos do outro o impediram. Era realmente um idiota. “Você não gosta quando te beijo, é isso?”

Jason quase riu. Ah, tão fofo, tão perdido e confuso. O loiro queria poder tê-lo em seus braços ali. Queria poder beijá-lo novamente, mas não faria essa vontade, nem a ele nem a Percy. Precisava parar com aquilo, não podia continuar.

“Eu amo, Percy, eu amo quando você o faz.” As lágrimas queriam voltar, mas dessa vez ele segurou-as. Precisava falar. Estava em sua garganta, morreria engasgado se não o fizesse. “Eu amo esse jeito de acariciar minha nuca que só você tem, amo o cheiro na sua pele, ou a sensação de nossas línguas se entrelaçando. Eu amo você, Percy. Mas você tem Annabeth, você a ama, não eu. Eu não posso mais te beijar apenas porque ela não está por perto. Não posso.”

Percy se surpreendeu com a sinceridade com que Jason proferiu aquelas palavras. Ele gostou, na verdade. Gostou de o garoto ter sido sincero. Tantas pessoas mentirosas em sua vida e Jason ali, se abrindo para ele. Percy o achou adorável naquele momento.

“Eu não tenho Annabeth, Jason.” Foi sua vez de sentir-se triste. Ele não voltara da faculdade sozinho simplesmente por estar com saudades do acampamento. “Ela me traiu. Nós terminamos.”

Jason o encarou, sem reação. E chegou a abrir a boca em algum momento, para tentar falar algo, mas se interrompera quando percebeu que Percy ainda não havia acabado.

“Eu não disse antes porque estava com vergonha.” Molhou os lábios, um pouco corado.. “Quando cheguei aqui, você me recebeu de braços abertos, e parecia tão feliz. Eu queria aquela felicidade de volta para mim também. E quando nos beijamos pela primeira vez eu me senti tão bem, Jason. Por favor, não pense que estou fazendo isso porque Annabeth não está aqui. Eu nunca faria isso com ninguém.”

Não conseguiam se segurar mais, e não queriam. Não precisavam de mais nenhuma palavra para entender os sentimentos que os rodeavam, precisavam apenas um do outro. Em um movimento cujo iniciante ninguém sabe, as bocas se encontraram novamente, desesperadas. As línguas dançavam uma dança lenta, e suas mãos atrevidas brincavam com o corpo do outro como se fossem donas deles, e talvez fossem. Logo, não apenas o joystick estava jogado no chão, mas suas roupas também. Os corpos se chocavam, e eles não tentavam fazer com que ninguém ouvisse. Pelo contrário: queriam gritar para o mundo inteiro que eram um do outro, de mais ninguém.

E, ofegantes, deitaram-se lado a lado, o cansaço vencendo-os. As mãos entrelaçadas e os sorrisos bobos, além da respiração irregular, entregavam que eram amantes. E, um pouco cansado ainda, Jason se inclinou para beijar mais uma vez o quase adormecido Percy, que sorriu abobalhado.

“Eu te amo.” Sussurrou o que ainda não havia sido dito, mas já havia sido sentido, antes de finalmente se entregar ao sono. E Jason, achando aquilo extremamente adorável, apenas beijou sua testa suada, sussurrando-lhe as mesmas palavras de volta, e abraçando seu amado, agradecendo aos deuses por tê-lo em seus braços sem medo do que aconteceria no dia seguinte.

Notas finais
E então, o que acharam?
Minha tentativa de insinuação de lemon foi falha, me desculpe T.T mas eu gostei bastante do resultado dela.
Deixem reviews amores, por favor!
~Kisses!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!