Notas iniciais
hj é aniversário do maior ídolo que eu já tive em toda a minha vida! claro que qq um por aqui pode dizer q a Ny-chan ama mais the GazettE do que muita gente por aí, mas Ruki foi a voz q eu segui qd saí da escuridão! arigato! espero que gostem e comentem!

Eu nunca tinha fugido de um ensaio na minha vida toda... Cantar sempre fora a coisa mais libertadora e perfeita que eu encontrara para minha vida! Mas, naquele dia, eu sentia que devia estar em qualquer outro lugar, menos naquele estúdio... Parecia que podia sentir meu coração batendo inquieto dentro do peito, minha alma gritando por um pouco de rebeldia... Então, despistei os staffs que estavam pelo meu caminho e saí para as ruas, sem rumo, sem certeza do que eu iria fazer e do que iria me encontrar...

Entrei num pequeno karaokê quase do outro lado da cidade, porque Ana e Mari estavam na minha cola... Qualquer outro staff teria desistido do ensaio e ido pra casa... Mas as duas não... Por algum motivo, aquelas duas nunca me deixariam faltar com as minhas responsabilidades com a banda, mesmo que eu tivesse bons motivos!

Era um karaokê pequenininho, como os que eu ia quando mais novo, dos que eu podia pagar... E nele eu me senti aconchegado, como se a época da minha Liberdade Anônimapudesse voltar aos meus pulmões apenas por respirar aquele ar... Mas meu coração parecia prestes a explodir, tão forte batia em meu peito... Eu ainda achava que era a adrenalina por ter fugido e poder ser pego... Mas não era...

Minha vida tinha ganhado um novo colorido desde que eu conhecera Carolina e ela ficara em minha vida com sua alegria e seu amor... Até conhecê-la, eu só sobrevivia um dia de cada vez... Hoje era capaz de me levantar da cama e ouvir o sol nascendo... Conseguia sorrir sem precisar de um motivo específico...

Cada vez que eu podia apertá-la em meus braços e sentir quão real aquele amor era, eu perdia dez anos dos que eu tinha passado sem ela... Tê-la nos meus braços era uma sensação completamente nova para mim, melhor do que estar sobre o palco, com milhares de pessoas que sabiam de cor as letras que eu tinha escrito com muito custo para as músicas do the GazettE...

Eu achava que nunca encontraria um sentimento mais puro do que estar em cima do palco... Do que ter pessoas que eu não tinha nem como conhecer, cantando todas juntas diante de mim, com tanto carinho, nossas músicas... Mas aquela era uma realização profissional... Tudo aquilo era do Ruki... Não do Takanori...

Carolina era só minha!

Nós dois nos conhecemos de uma maneira pouco convencional e em muito pouco tempo eu me apaixonei por ela... Perdidamente! Como eu nunca tinha me apaixonado por alguém na vida! Era o tipo de amor que eu sempre desacreditara, mas que, mesmo que só um pouquinho, todos nós esperamos encontrar algum dia! Era o amor que eu cantava, sem nunca ter conhecido...

Eu estava sentado na mesa que eu tinha em nossa sala de ensaios e olhava para a nova letra que estava compondo, uma ideia que eu tive quase como um sonho, numa tarde em que estava deitado no sofá daquela mesma sala com Carolina adormecida em meus braços.

Ela tinha acabado de me contar revoltadamente o que vinha enfrentando em sua casa por conta de nosso relacionamento.

— Claro que eu não esperava que meus pais ficassem felizes por nós dois... Mas a Sereny está sendo realmente idiota, sabe? – eu a apertei em meus braços, tentando confortá-la.

— Eu a entendo... Eu estou roubando a irmãzinha dela... Acho que ficaria tão revoltado quanto ela nessa situação!

— Roubando a irmã dela? Que coisa mais absurda! – eu dei risada.

— Eu sou muito mais velho do que você, as pessoas não veem mesmo isso com bons olhos!

— O que a idade tem a ver com amor? – naquele momento eu senti vergonha por ficar tão feliz por ouvi-la dizendo aquilo.

— Acho que as pessoas não conseguem enxergar o que nós dois podemos ter em comum... Só conseguem... Pensar coisas... Erradas...

— Eu odeio esse mundo! – eu a apertei ainda mais em meus braços e comecei a murmurar uma melodia bem tranquila em seu ouvido, tentado acalmá-la.

Quando ela adormeceu, eu fiquei admirando-a e pensando que direito eu tinha de roubá-la para mim daquela forma? Que direito eu tinha de me apaixonar por ela?

Carolina era nova e devia se apaixonar por alguém da idade dela, alguém que não a fizesse brigar com sua família... O que tinha dado na minha cabeça?

Mas quando eu a tinha em meus braços era impossível me convencer que eu devia deixá-la ir... Que eu não devia guardá-la para mim... Que era errado amá-la daquela forma e achar que isso me dava o direito de ser amado de volta...

Toda vez que eu tomava a decisão que eu faria o que era certo e terminaria com ela, argumentava que eu não tinha buscado por ela... Que nosso encontro tinha sido planejado pelo Destino e que eu não devia questionar a decisão dele de ter nos unido... Quem eu pensava que era pra questionar o Destino?

Aquela situação me deixava muito confuso... Mas ao mesmo tempo, era a única coisa da qual eu tinha certeza absoluta em minha vida...

Eu nunca tinha acreditado verdadeiramente que duas pessoas podiam estar destinadas a ficarem juntas... Até o dia em que vi Carolina... E senti que ela era a razão pra todas as decisões que eu tomei... A razão pra cada inspiração minha... A razão pra respirar...

Olhando para ela, eu decidi que seria forte como nunca fui e lutaria por nós dois! Decidi que nada seria capaz de me fazer desistir dela e nada mais seria mais importante agora!

Com ela em meus braços, eu juraria por qualquer amanhã que viesse diante de nós... E mesmo que o mundo inteiro explodisse, nós dois certamente seremos eternos... Se nada é confiável neste mundo, eu juraria pelo nosso amanhã com todo o meu coração...

Só o que sabia agora era que ela tinha nascido pra mim como eu tinha nascido para ela... Eu sabia que estava ligado a ela por algo inexplicável, inquebrável e infinito!

Notas finais
mereço reeviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!