Unblesseds

4 Capítulo 3 A nação dos Rebeldes


Notas iniciais
eae galera :3 sou o Minnuh trazendo das cinzas mais um capitulo que o Rin teve preguiça até a alma pra escrever espero que gostem kkkk

– Marick acorde! – Ordenou Sara, esbofeteando o rosto do garoto.

– Ai! — Resmungou, acordando de uma vez só — não faça isso. Estou todo dolorido.

– O que acabou de acontecer aqui?

E então, tudo voltou a sua mente. Os homens de preto, a breve batalha e Marceline sendo sequestrada. Ele pousara a palma de sua mão na nuca e sentiu um liquido quente escorrer por seus dedos.

–Uns caras encapuzados — Começou ele — invadiram o nosso vagão enquanto você almoçava. Eles levaram a Marceline.

– Como assim? — ela parecia surpresa — Eles levaram só a Marceline? — Indagou.

– Sim... — Ele fez uma pausa, sentando-se no chão do vagão e levantando-se logo em seguida — Eles entraram de surpresa. Fomos emboscados e eu fui nocauteado.

– Esses homens... — Sara passara seus olhos ao redor — Eles tinham alguma marca, brasão? Disseram algum nome?

– Bem... — Marick refletira por alguns segundos — não Vi marcas e nenhum brasão. Mas um deles se chamava Fritz.

– Fritz, é? – E então Marick se assustara com olhar de Sara. A raiva parecia dança em suas pupilas. — Já sei para onde a levaram.

***

– Você é louca sabia? — Afirmara Marick — Me fez montar nesses cavalos e pular de um trem em movimentou, e eu nem sei cavalgar! Cala a boca Você! — Agora ele se referia a Bey que, montado no ombro de Marick, soltava profundas gargalhadas — pare de rir!

– Eu não sou louca. – retrucou Sarah irritada com o falatório interminável de Marick.

Eles continuaram seguindo o seu caminho por menos de três horas. Marick estava distraído, contemplando a paisagem, quando foi cutucado por Sarah que o olhou e simplesmente apontou para o horizonte.

Foi como uma miragem, em meio da vegetação arbustiva ele avistou a grande muralha com detalhes dourados e prateados que brilhavam a luz do sol já poente que iluminava toda Mercúr. Marick permaneceu em silêncio analisando cada arabesco entalhado nos muros. Assim que eles se aproximaram ao máximo, pararam os cavalos. Dois guardas montavam sentinela em frente aos portões. Com um simples gesto de mão de Sara, ambos acenaram a cabeça e apressaram-se para abrir os portões. Enquanto passavam vagarosamente pela entrada um dos guardas falara com Sarah:

– Há quanto tempo, capitã! — Disse, batendo continência.

– Nem tanto, Caiã — Brincou ela, sorrindo

– Diga-me... Por onde anda o Matt?

– No lugar de sempre — Informou de forma gentil — enfurnado naqueles velhos livros. Contudo hoje ele esta com visitas.

– Sim, claro. — Concordou, mas dessa vez encarando Marick — eu já imaginava — Sarah sorriu de forma seca-.

***

Como Marick nunca havia estado na capital de Mercúr ele ficara extremamente surpreso com a estrutura da cidade. À medida que ambos se aproximavam do centro, os prédios e casas abandonavam o visual moderno assumindo, assim, formas mais rústicas. As enormes avenidas tornavam-se ruas cada vez mais estreitas que acabavam se tornando vielas. Marick seguiu Sarah, cada um em seu cavalo, cada vez mais adentrando em Kena, até, por fim, chegarem a uma espécie de taberna. Uma placa com os dizeres “Cachorro esperto” rangendo em cima da porta.

Sarah entregou seu cavalo a um sujeito mal encarado que guardava a entrada e mandou Marick fazer o mesmo. Assim que estavam dentro, e a porta atrás deles se fechou, Marick fitou os olhos de Sarah rapidamente. A gentileza que existira durante o dialogo com o sentinela havia desaparecido. Marick acompanhou a direção de seu olhar e surpreendeu-se por dar de cara com Marceline. Com a chama de ira brilhando em seus olhos, Sarah, seguida de Marick, partiu em direção a um sujeito de cabelos azuis e undercut.

Ele estava servindo chá gentilmente para Marceline que, aparentemente sorria de algo que o homem falara. Antes de Marick se quer piscar, Sara fora de encontro a ambos. No segundo seguinte, arranca o Bule das mãos do sujeito e o lançara contra a parede.

– Matt seu desgraçado! — A essa altura ela o segurava pela gola da camisa engomada. A maior parte das pessoas do bar agora observava minuciosamente a cena.

– Oh, Sara! — Ele sorria para ela — sabia que você me encontraria! Mas nunca pensei que seria tão rápido...

– Você tem noção do que fez? — Ela o soltara, cruzando os braços.

Marick se aproximou um pouco hesitante, ate Marceline.

– Esta tudo bem. — Dissera Marceline, surpreendendo Sara.

– Droga, fiquei preocupado! — Anunciou Marick, corado.

Marceline limitou-se a sorrir e logo em seguida ele fizera o mesmo.

– Viu? — indagara Matt, para Sara, ainda sorrindo — está tudo bem. Contudo, — ele olhará em direção ao que sobrara de seu bule — não posso falar o mesmo daquilo, não é? Ele fez uma pausa.

– Droga, Sara. Aquilo estava na família a gerações. Desde a dinastia Wan, ironizou.

– Esta brincando comigo? — Ela o fuzilava com o olhar. Marick achou que se ela pudesse lançar raio laser com o olhos, ela o faria logo menos — você nos fez perder horas, e por nada!

– Na verdade, não fora por nada... Vamos.

Matt começara a caminhar em direção as escadas, seguido de Marceline. Sara, a contragosto, foi logo em seguida, junto a Marick. Eles subiram pela íngreme escadaria de madeira que os levou a um longo corredor. Eles continuaram a caminhar, passando por portas e mais portas ate pararem em frente a que tinha o numero dezenove em alto relevo. Matt passou a chave pela fechadura e girou a maçaneta.

O interior do quarto não era nem um pouco surpreendente. Uma cama pequena, duas cadeiras, uma mesa e uma simples cômoda. Surpreendente era a criatura sentada em uma das cadeiras. Assim que viu Matt, sorriu e o cumprimentou com um aceno de cabeça.

– Minnuh! — Exclamara Sara — pensei que só o veria em alguns meses! A criatura sorriu para Sara. A garota aproximou-se da mesa e o acariciou.

– Digamos que não foi um trabalho tão complicado assim... — Alegou Minnuh.

– Espera, esse guaxinim fala? — Indagou Marick, jogando os braços para o alto de forma cômica.

– Ele não é um guaxinim! — Protestou Sara.

– Mas ele tem o tamanho de um, e ate as cores! — Exclamou o garoto.

– Mas ele não é! — Repetira Sara.

– Tudo bem, Capitã. — Dissera Minnuh, sorrindo. — Você deve ser Marick Windsing, não é mesmo? Da linhagem Linker Fong. E você, — agora ele cravara seus pequenos olhos em Marceline — Marceline McKnight, uma das três Espadachins Santas, não é mesmo?

– Parece que ele sabe quem somos — Comentara Marceline.

– Ah, Minnuh conhece muitos nomes. — afirmara Matt, sentando-se na cadeira vaga — na verdade ele precisa conhecer.

Ele olhou do pequeno Minnuh a Sara — fico me perguntando o que seria dessa operação dupla sem ajuda desse pequenino aqui.

– Espere, que operação dupla? — Indagara Marick, surpreso. Sara fuzilou Matt com olhar enquanto o desferia um enorme soco.

– eles não sabem a respeito. — murmurara ela — e devem continuar sem saber. É assunto secreto oficial do Reino de Mercúr.

– De qualquer forma, — interrompera Marceline — temos que chegar a Atheny ate amanhã de manha. É melhor irmos o quanto antes.

– Não se preocupe minha cara! — tranquilizara Matt — já cuidei de arranjar um transporte para vocês. Seria o mínimo que eu poderia fazer depois de tê-la trazido aqui.

– Tudo bem — Marceline sorrira para Matt. Marick não deixou de notar o quão próximos eles deveriam estar, afinal, Marceline não sai distribuindo sorrisos a qualquer um.

– Capitã! — chamara Minnuh, atraindo a atenção de todos os presentes — eu também gostaria de ir. Tenho assuntos a tratar com certo alguém em Atheny.

– Tudo bem. Mas trate de não ser identificado pelas tropas de Mars. Ou estará tudo perdido — advertira Sara.

– Então muito bem. Esta decidido. — anunciara Matt — Vão para o porto leste. John estará esperando por vocês. Chegaram a Mars ainda hoje e, com sorte, estarão em Atheny no final da tarde.

– Espere! John? — Sarah pronunciara o nome com entonação suficiente para deixar claro que ela sabia de quem se tratava — prefiro ir a pé.

– capitã, — Minnuh a chamara. Sua voz estava carregada de seriedade — não temos tempo a perder.

Sara suspirou profundamente. Vamos logo. — dissera, a contragosto — antes que me arrependa. Ela caminhou ate a porta, olhou para Matt e acenou, saindo do cômodo logo em seguida. Minnuh fez a mesma coisa e Marick foi logo atrás.

– Boa sorte! — Desejara Matt — E srta. McKnight, não se esqueça de nossa conversa. — Nesse instante, uma sombra correra por seu rosto. Marceline acenou com a cabeça em sinal afirmativo e piscou. Segundos depois, Matt viu-se sozinho no quarto dezenove da taverna Cachorro Esperto em Mercúr. Absorto em pensamentos, com uma expressão de extrema preocupação no olhar.

– Que os espíritos estejam com eles... — disse, a esmo.

***

– Estamos quase chegando. — Anunciou um dos comissários, entrando repentinamente na cabine do comandante.

– Sim, obrigado. — Agradeceu John. O comissário estava prestes a sair, quando o capital voltara a falar:

– Tarok, certifique-se de que a frota A esteja pronta para partir assim que atracarmos no porto. Quero o relatório completo das perdas e danos do ultimo Rescue. — a essa altura, o papagaio em seu ombro já havia repetido "rescue", frisando o que John dissera — De forma alguma não podemos permitir Mars se apossar de um de nossos navios.

Tarok batera continência, recitando o tão comum "sim, capitão" e retirara-se do aposento. Deixando o capitão a sós com seus convidados. Marceline deliciava-se com uma xícara de chá enquanto Marick e Bey permaneciam junto à janela da cabine, contemplando a vista. John tornou a sentar em sua mesa e Peow voara de seu ombro para pousar confortavelmente em seu poleiro de madeira, ao lado do capitão.

– Então, — começara John. Em seu rosto um sorriso galante — Matt não especificara os detalhes. Vocês estão atrás de alguém, não é? Seria um criminoso? — John parara de falar. O ambiente permaneceu em silencio por algum tempo, até Peow por fim, manifestar-se.

– Levou um gelo, levou um gelo — cantarolou ele, batendo suas asas. Marceline sorriu e Sara soltou uma breve risada.

– Cale a boca, infeliz! — Pestanejou John, encabulado.

– Capitão John, — começou Marceline, pousando a xícara de porcelana na mesa, com suavidade — agradecemos sua boa vontade, contudo, é melhor que você não se envolva neste trabalho. — ela fez uma pausa, mas logo acrescentou — com todo respeito.

– Assunto secreto, então... — Observou ele.

– Pode se dizer que sim. — Ela tornou a bebericar o conteúdo da xícara.

– Entendo. — Disse, e sorriu — parece que seu amigo ruivo gostou mesmo de voar conosco!

Ele passou a fitar Marick que, junto a Bey, permanecia encantado com a paisagem a baixo.

– Não é todo dia, que nós temos a possibilidade de estar em um barco voador, capitão John. — Afirmou Marceline, sorrindo para Marick e Bey — A tecnologia de Plunto é realmente assombrosa.

Nesse instante, Sarah, que exercia a interminável missão de polir seu Long Bow junto a Minnuh, pigarreou.

– Na verdade, Mercúr foi a responsável pela mecanização dessas barquinhas que esse cara — agora ela fuzilava John com o olhar — antes chamava de "embarcações de primeira mão". Mas essa parte, claro, ele não conta.

Ele sorriu, enquanto Peow cantarolava coisas como "o capitão garanhão levou um chute grandão".

– Pobre Sarinha. Nunca esqueceu nosso relacionamento. Não é de se admirar... Um partidão como eu...

E no próximo segundo, uma flecha voava em sua direção, fazendo com que sua voz morresse no mesmo instante. A flecha passou próxima a bochecha esquerda do capitão e parou quando atingiu em cheio um quadro na parede. Ele olhava perplexo para Sara, que tinha seu arco empunhado.

– Na próxima, não vou errar. — afirmou ela, com o rosto em chamas. Minnuh soltara uma gargalhada que preencheu o ambiente, substituindo a tensão que antes dominava a cabine de John.

– Mal humorada... — bufou John e Sara voltou a armar o arco.

– Estamos descendo? — Agora quem falara era Marick, chamando a atenção de todos para si. Alguns segundos depois um alarme fora acionado.

– Tripulação, preparar para pouso forçado — anunciara uma voz em um alto falante — iniciar procedimentos de segurança.

– A essa altura, já era perceptível a inclinação levemente diagonal do Navio e a perda de altitude. Em questão de minutos, uma enorme cidade tomara o lugar da paisagem, formada basicamente por nuvens, que Marick antes admirava.

– Então, bem vindos a Atheny, capital do todo poderoso império de Mars. — Anunciara Sara, Sarcasticamente.

Em menos de dez minutos, o que era antes uma mancha cinza passou a tomar forma. Agora, Marick contemplava altos arranha-céus de todos os formatos e cores. Outros Navios aéreos, relativamente menores à que estavam viajando, passavam por ele que permanecia deslumbrado com tudo que seus olhos capitavam. À medida que se aproximavam do porto, mais detalhes ficavam visíveis.

– Senhor, — chamou Tarok, parado em frente à porta — a ponte entrou em contato conosco. Pedimos autorização para adentrar no espaço aéreo de Atheny, mas nos foi negada.

– Avise-os que estamos carregando três convidados do imperador — Sugeriu John, assumindo uma expressão preocupada.

– Já tentamos isso. — Afirmou Tarok, apreensivo — mas mesmo assim, não nos permitem pousar. Temos dez minutos para deixar o espaço aéreo de Atheny, se não a aeronave esta sujeita à apreensão sob a alegação de invasão.

– John, — dessa vez quem se manifestara fora Sara. Todos agora prestavam atenção em suas palavras — nos deixe em Otory.

– Sara tem razão. — concordara Minnuh, com acenos rápidos de cabeça — Otory. É uma cidade pequena a meia hora de Atheny. Lá não seremos incomodados e não haverá riscos para com você e sua tripulação.

O silencio, mais uma vez, prevaleceu por alguns segundos. Segundos que logo se transformaram em minutos de aflição. Todos miravam o capitão que, com os dedos entrelaçados, parecia refletir a respeito da proposta feita.

– Então muito bem. — Disse, por fim — não deixa de ser arriscado, afinal estamos em território Marciano. Contudo, risco é meu segundo nome! — a essa altura um sorriso nascia em seu rosto à medida que seu polegar esquerdo levantava-se, em sinal positivo e o apontara contra o peito. — Vamos, — agora ele encarava Tarok — avise aos homens. Vamos virar essa geringonça e sair daqui.

– S-sim senhor! — disse o comissário, batendo continência.

– Parece que temos alguns minutos a menos... — Observara Marick, um tanto aborrecido.

– Por isso temos que nos apressar — Falara Marceline — temos muito que fazer.

– Sim — concordara Sara.

– Sim — repetira Marick.

Notas finais
É isso. esse capítulo foi bem mais animado deu pra conhecer com detalhes um novo reino, novos personagens e a tensão nas fronteiras. Na minha opinião um dos melhores capítulos que o Rin escreveu :v ~como se tivesse um monte~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.