Una puerta llamada miedo... Miedo al amor

1 Hay una puerta que nos separa...


Notas iniciais
Oi amores, essa é a minha primeira fanfic, tive a ideia á algum tempo quando li uma frase de uma página no instagram (deixo com vocês a frase no final do capítulo) e a dona da página me autorizou fazer a fic (mil beijos Anie). Desculpem a quantidade de POV's e espero que gostem.

P.O.V Estevão

Tenho pensado nessa partida de xadrez à um tempo, o que realmente me faltou, foi coragem de propor à Maria uma noite com ela nessa aposta, ou até medo de que ela não tivesse uma boa reação e saísse da sala sem me deixar explicar nada... Se bem que a única explicação é que a amo e a desejo com toda minha alma, mas não conseguiria admitir assim, frente à frente, e essa é uma das coisas que temos em comum, o orgulho.

Mas nesse momento, não penso em nada com muita clareza, o vinho me deu mais coragem e estou disposto a jogar essa partida e apostar o que eu quero. Levantei-me do sofá onde estávamos conversando e a puxei para meu escritório onde jogaríamos.

Maria – Se alguém tivesse nos ouvido poderia ter pensado que falávamos de outra coisa e não de uma partida de xadrez.

Estevão – E como você pode saber se eu não me referia a outra coisa, hum? – dei meu melhor sorriso – Aceito sua ideia, vamos jogar esta partida e ... e vamos apostar algo muito importante, assim como você disse.

M – Você disse que pensaria – ela arqueou a sobrancelha, me fazendo lembrar quando fazia isso a 20 anos atrás.

E – Eu já pensei.

M – E o que vai apostar?

E – Se eu ganhar... quero uma noite contigo. – fui bem...

P.O.V Maria

Direto, essa palavra definia Estevão agora, me surpreendeu muito sua... “proposta”, em nossa relação ele sempre foi o mais tímido e quase nunca fazia esse tipo de proposta, pensei muito bem o que ia dizer e como ia reagir. De fato fiz uma cara um tanto surpresa no início, mas logo retomei minha expressão e disse com um sorriso de canto:

M – E se perder?

E – O que você me pedir. – ele falou sugestivo.

M – De verdade?

Estevão assentiu sorrindo e pediu-me para sentar, fazendo o mesmo em seguida.

Movi minha peça em silêncio.

E – O jogo acaba de começar. É a minha vez agora – ele moveu uma peça.

Seguimos jogando por um tempo, calados.

E – Xeque. Creio que estou a ponto de ganhar. – Estevão tentou reprimir o sorriso, falhando debilmente. – Continua disposta a cumprir a aposta?

Ele realmente estava se achando vitorioso.

M – O jogo ainda não terminou, Estevão. Tudo pode acontecer...

Ele capturou-me outra peça e eu bebi lentamente meu vinho.

P.O.V Estevão

Estava me fazendo perder a cabeça, bebeu um gole de seu vinho lentamente me olhando nos olhos, aqueles lindos e hipnotizantes olhos verdes.

Em pouco tempo Maria já havia virado o jogo, não me surpreendi, ela sempre fora ótima no xadrez.

M – Xeque. – ela disse mais séria.

Sabia que ia perder, então joguei qualquer peça de qualquer jeito.

M – Xeque-mate. – Maria sorriu vitoriosa – Te ganhei! Percebeu? Nenhum dos seus truques são novos para mim.

E – Confiei demais e perdi. – eu admiti – Muito bem, muito bem. Você ganhou, o que vai querer?

M – O único que vou te pedir, é a verdade.

E – A verdade? – perguntei já desconfiado.

M – Me diz, Estevão. Você matou Luciano?

E – Não! – eu respondi de imediato – Não fui eu. Eu não tive nada a ver com a morte de Luciano.

Não podia crer que nessa altura do jogo Maria me perguntava isso, pensei que pelo menos essa noite ela ia deixar de lado todas as desconfianças e pelo menos por um pequeno tempo iríamos passar um momento agradável.

M – Boa noite Estevão. – ela se apressou em sair.

P.O.V Maria

Se Estevão achara que alguma coisa entre nós poderia mudar naquele momento, eu o desiludi com toda a certeza. Foi melhor – ou não –, pensei em muitas coisas quando Estevão disse que eu poderia apostar o que quisesse, coisas que depois eu talvez me arrependesse de ter apostado e não pudesse cumprir. Não poderia me arriscar e muito menos esquecer para o que eu regressei: encontrar o assassino de Patrícia e recuperar meus filhos.

Me doeu ter que fazer essa pergunta para Estevão, mesmo que eu não tivesse provas, tenho certeza que ele não seria capaz de fazer algo assim, assim, como tenho certeza que ele não matou Patrícia, mas nunca admitiria isso, por orgulho, ou até mesmo medo.

Quando cheguei em meu quarto me pus a pensar... O que teria acontecido se Estevão tivesse ganhado, se eu estaria disposta a cumprir sua aposta, quando aceitei, tinha claro em minha cabeça que poderia ganhar ou perder. Não posso negar, minha paixão de mulher me faz estremecer ao pensar que poderia estar nos braços de Estevão outra vez, sentir o seu calor, suas caricias percorrendo meu corpo, seus lábios quentes sobre minha pele... Mas tenho que controlar meus instintos, não posso ceder aos meus desejos, não posso.

Narradora

Depois de tomar sua taça de vinho, Estevão subiu para seu quarto. Deu voltas e voltas pensando como desejava Maria, e como seria tê-la novamente em seus braços depois de 20 anos...

Encostou-se na porta tentando ter coragem para abri-la e dizer tudo o que tinha guardado desde que ela regressou.

– Quarto de Maria –

Maria, como se soubesse o que Estevão fazia, encostou-se também na porta com a mão na maçaneta, criando coragem para abrir e dizer que acreditava nele e que queria lutar por seu amor.

Os dois estavam em um conflito em abrir ou não abrir a porta, vencer ou não esse medo, se entregar ou não à esse amor...

Hay una puerta que nos separa, una puerta que se llama miedo. Miedo al amor, miedo a entregarse y sufrir de nuevo. Tenemos que derrumbar esta puerta que nos impide ser felices.

Notas finais
Se alguém tem instagram e gosta de páginas da nossa pareja, sigam @a_tekila. Comentem, besos!