Notas iniciais
Mil desculpas pela demora. Agradeço desde já a Regy Buss que me ajudou numa parte do capítulo, e a minha amiga Sara que me ajudou bastante também. Desfrutem!

Guiada pela paixão que a consumia no momento, Maria teve a iniciativa de abrir a porta, com todo um discurso em mente, em vão, claro, pois quando viu Estevão parado em sua frente completamente surpreso, perdeu a voz e a razão.

Estevão, que estava perplexo, só saiu de seu transe quando Maria o abraçou forte, como se precisasse daquele abraço para sobreviver – e talvez precisasse mesmo.

E – Maria... – sussurrou.

M – Não diz nada, por favor. – ela disse no mesmo tom que ele e Estevão a apertou em seus braços.

E – Só me olhe nos olhos.

Maria lentamente olhou para cima, se deparando com um par de olhos a olhando apaixonadamente.

Estevão beijou sua testa, descendo mais e beijando a ponta de seu nariz e logo seus lábios. Primeiramente com um leve roçar de lábios que foi imediatamente correspondido por ela, mas que também, impacientemente o puxou pela nuca e aprofundou mais o beijo, Estevão também a puxou pela cintura e a colou mais a seu corpo.

Maria desfez o beijo e desceu delicadamente suas mãos para camisa de Estevão, começando a abri-la, quando ele perguntou parando suas mãos que estava sobre seu peito.

E – Você tem cer ... – ela o interrompeu colocando o dedo indicador sobre os lábios dele.

M – Shiiu, apenas me ame. – lhe deu um selinho e continuou abrindo sua camisa até tira-la por completo. Eles voltaram a se beijar, um beijo mais voraz e carregado de desejo e paixão desta vez.

Estevão traçou um caminho de beijos doces e molhados de sua mandíbula ao seu pescoço retirando seu blazer, Maria levantou os braços indicando-o a tirar sua suave blusa de seda, o que ele fez rapidamente. Tiraram mutualmente um a calça do outro e se olharam por um curto espaço de tempo antes de voltarem a se beijar.

Foram para cama em curtos passos, aos beijos. Estevão deitou-a na cama logo deitando sobre ela tirando suas peças íntimas. Maria o virou delicadamente e ficou por cima dele, o beijou na testa, ponta do nariz e lábios, exatamente como ele fez com ela, desceu os beijos para seu queixo, pescoço – onde um de seus beijos deixou uma marca – e depois seu largo e forte peitoral.

Vagarosamente, também tirou sua cueca ouvindo a respiração de Estevão se alterar e o seu próprio coração bater fortemente, tamanha a emoção de estar novamente nos braços de seu amado.

Maria ajeitou-se em cima de Estevão e quando o sentiu dentro de si, não pôde evitar o baixo gemido que escapou de seus lábios. Movimentou-se lentamente com as mãos apoiadas em seus ombros, de olhos fechados e costas arqueadas.

Estevão, por um momento, pensou que tudo aquilo era um sonho, só deixando pra lá esses pensamentos quando ela o beijou mais uma vez. Rolou-a na cama ficando por cima, aumentando a intensidade de seus movimentos, beijou toda a macia e pálida carne de seu pescoço, indo mais para baixo até chegar em um de seus seios, sugou seu mamilo sentindo o corpo de Maria sacudir e ela soltar um gemido mais forte.

E – Te amo tanto... – sussurrou Estevão embriagado pelo desejo.

Maria estava impossibilitada de dizer uma palavra sequer, seu rosto estava levemente corado e ela agarrava-se com força ao braço de Estevão, ora ou outra o arranhando sentindo seu ápice próximo.

Ele fundiu-se mais a ela e ouvindo-a gritar e contrair seus músculos interiores, soube que tinha chegado ao clímax, Estevão a acompanhou deixando-se levar pelo prazer, beijando-a ternamente a deixando ainda mais ofegante.

Deitou-se ao lado de Maria, a puxando pela cintura para aconchega-la mais perto de si. Ela descansou a cabeça no ombro de Estevão, entrelaçando sua perna com a dele e sentindo ele acariciando seus cabelos, fechou os olhos tentando normalizar sua respiração.

E – Como eu queria que ficássemos assim por toda a vida... – sussurrou depois de um tempo pensando que ela já dormia.

Mas Maria ainda não dormia, e quando ouviu tais palavras, sentiu lágrimas queimarem atrás de seus olhos, deixando sem querer algumas escaparem, acredite que eu queria tanto quanto você, meu amor, pensou Maria.

Depois de um tempo, Estevão dormiu, deixando-a pensando em o que faria a partir daquela noite, por um lado, queria se entregar sem restrições à aquele amor, e, por outro, não queria envolver Estevão na história do assassino, quanto menos gente envolvida melhor, e ainda tinha seus filhos, que a odiavam pela maldita mentira que Estevão havia inventado.

Se surpreendeu quando olhou para um relógio que Estevão possuía em cima de um criado-mudo ao lado da cama e viu que já eram 05:03 da manhã e que nem sequer tinha dormido. Levantou-se devagar para não acordar Estevão, enrolou-se no lençol, pegou suas roupas no chão, deu uma última olhada nele que dormia tranquilo e foi para seu quarto. Deixou suas roupas em cima da cama e foi direto para o banheiro, necessitava de um demorado e relaxante banho de banheira, enquanto a mesma enchia, soltou o lençol no chão e foi para frente da pia, lavou o rosto e olhou-se no espelho, tinha uma aparência cansada e seus olhos estavam com olheiras, não é pra menos.

Entrou na banheira com ela já cheia e lentamente seus músculos tensos se relaxaram com a água morna, fez um coque em seu cabelo, recostou a cabeça na borda e sem perceber cochilou um pouco. Eram exatamente 06:00 quando Rebeca tocou a porta avisando que seu café da manhã estava servido – como toda quarta-feira Maria ia a igreja, levantava mais cedo que os outros, e nessa quarta não iria ser diferente –.

Saiu do banheiro enrolada em um roupão de banho, vestiu seu conjunto social de blazer e saia na cor lápis, colocou uma blusa preta por baixo e calçou um salto também preto. Soltou os cabelos e fez sua maquiagem do dia-a-dia. Desceu as escadas e foi direto para sala de jantar, tomou rapidamente seu café da manhã e logo saiu, não queria em hipótese alguma encontrar com Estevão naquele momento.

Já no quarto do mesmo, ele havia acordado e não tinha se surpreendido tanto ao ver que Maria não estava ao seu lado na cama, em sua mente, ela com certeza desconfiava dele e a mentira que contou a seus filhos não o ajudava muito. Levantou-se da cama já com um humor insuportável, tomou um rápido banho, se arrumou e desceu as escadas dando de cara com Estrella, Heitor e Ângelo.

E – Bom dia – disse seco e foi direto para a sala de jantar.

Os meninos se entreolharam e Estrella se manifestou:

Estrella – E agora? O que deu nele? – perguntou e seus irmãos deram ombros.

Foram para sala de jantar e preferiram não falar nada além do necessário com Estevão.

Notas finais
Não sei quando sai o próximo, minhas aulas começam segunda e não vou ter muito tempo, espero não tardar tanto quanto pra postar esse capítulo, beijos, até o próximo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.