Un amore più proibitto
2 A Loirinha e o Ursinho
Notas iniciais
{NATSU}
Assim que cheguei ao Orfanato, o velhote me apresentou a todas as outras crianças. Uma garota, de aparentes 12 anos e que usava um tapa-olho no olho esquerdo, me cumprimentou:
[Erza]-Olá, meu nome é Erza. Sou uma das mais velhas do orfanato e sou responsável por você. Qual seu nome, menininho?
[Natsu]-Meu nome é Natsu! Natsu Dragneel!
[Erza]-Diga, do que você gosta de brincar?
[Natsu]-Futeboooooool!!!
Ela me pegou pela mão e levou até a pequena quadra nos fundos da casa. Lá, uma aglomeração de crianças discutia pela posse da bola. No meio deles, um garoto de cueca segurava a bola acima da cabeça, evitando que qualquer um sequer tocasse nela:
[Gray]-Eu achei, é minha! Ou seja, eu mando.
[Jet]-Ei, não é justo! Você deve dividir, é a regra.
[Gray]-Regras são para manés e bebezinhos chorões! Além disso...
Não consegui acompanhar a cena... Num primeiro momento, ouvi ossos estalando e, assim que pisquei, o moleque de cueca tinha tomado um cascudo que deixou marca:
[Erza]-Repete.
[Gray]-Reg...
A ruiva bateu o punho contra a mão e lançou um olhar assassino para o menino:
[Gray]-Reg...ras devem ser respeitadas.
[Erza]- E...?
[Gray]-Eu retiro toda a besteira que disse antes.
[Erza]-Acho bom. MUITO BOM MESMO.-disse ela, cerrando os dentes
[Gray]-S-S-Sim, senhora!
Ela saiu e ajeitou a franja do cabelo, num ar de superior. Me aproximei do pessoal:
[Natsu]-Que monstro...
[Gray]-Shhhhhhhhhh!!! Ela pode te ouvir!
[Natsu]-Mas ela parece tão fofa e legal...
[Gray]-Exato. Parece!
[Natsu]-Oi, meu nome é Natsu.
[Gray]-Gray, o descolado. Mas claro, você deve ter notado isso de cara.
[Gajeel]-Ainda tem cara de viado.
[Gray]-Será que você pode parar de ser imbecil?
[Gajeel]-Sim, claro.
[Gray]-Que ótimo.
[Gajeel]-Eu só não quero. E aê novato, sou o Gajeel.- ele estendeu a mão- Bate aê.
Conheci todos os meninos. No total, contando comigo, éramos 10. Não vendo muitas meninas por lá, resolvi perguntar:
[Natsu]-Além daquela ruiva, aqui tem mais meninas?
[Mystogan]-Sim, lá em cima.-disse o garoto de cabelo azul, na mesma faixa etária da Erza, que comia uma maçã- Elas ficam mais na delas, brincando de casinha e tudo mais.
[Natsu]-UAU!-ergui os braços e abri um largo sorriso
[Gray]-Que foi?
[Natsu]-Que monótono é viver aqui!-liberei todo o otimismo e transforme-o em negativismo- Não tem nada de doido pra nós fazer?
[Mystogan]-'Fazermos'. Você nunca aprendeu português?
[Natsu]-Português? Hmm... Como se aprende isso?
[Mystogan]-Nunca foi à escola?
[Natsu]-Não...
[Mystogan]-Não se preocupe, vi aprender aqui.
De repente, nossa atenção foi voltada para um carro preto que logo embicava na porta do Orfanato. Eu nunca tinha visto um carro antes, quanto mais longo igual àquele. Logo, um homem vestido de pinguim e bigode de escovão desceu e abriu a porta. Uma menininha loira, cujo sorriso estava apagado, desceu do carro e entrou. O pinguim disse algumas coisas para o velho Makarov e ele assentiu. Pouco depois, o carro partiu. A menininha ignorou completamente o velho e sentou-se no balanço, completamente atrelada ao ursinho cor de caramelo que trazia nos braços. Quando notei, todos tinham sumido e entrado para a cozinha da casa. Eu fui até ela:
[Natsu]-Oi!
Ela me olhou, engoliu o choro e sorriu por dois segundos:
[Lucy]-Oi.
[Natsu]-Meu nome é Natsu. E o seu?
[Lucy]-Lucy.
[Natsu]-Que lindo. E quantos anos você tem?
[Lucy]-6.
[Natsu]-Por que você está chorando?
[Lucy]-A minha mamãe... Não pode mais ficar comigo.
[Natsu]-Por que? Ela viajou que nem o meu pai? Ou ela não pode te criar?
[Lucy]-Ela morreu.-e voltou a chorar
Sentei-me ao seu lado e passei o braço por trás do pescoço:
[Natsu]-É... Sei como é. Minha mamãe, nunca nem vi. Sei que me lembro de uma voz... Meu pai serviu como os dois por bastante tempo, até sumir...
[Lucy]-E o seu papai morreu?
[Natsu]-De jeito nenhum! Papai é o maior aventureiro que eu já conheci. Eu sei que ele tá bem.
[Lucy]-Como tem tanta certeza?
[Natsu]-Eu tenho fé nele. Além do mais, ele nunca me decepcionou.
Ela se levantou e pediu:
[Lucy]-Natsu... Você pode levantar?
[Natsu]-Tá.-saltei do balancinho
Ela me abraçou bem apertado:
[Lucy]-Você me fez sorrir. Eu gosto de você e te acho a pessoa mais especial daqui.
Eu fiquei um pouco sem jeito e a abracei de volta:
[Natsu]-Também gosto de você. Você é fofa e tem cheiro de baunilha.
Ela corou rapidamente:
[Lucy]-Bem, é que, eu.... Hã, hmm...
[Natsu]-Eu amo baunilha!
Senti um estalinho na bochecha direita. Ela tinha me beijado, e depois correu para dentro da casa. Fiquei alguns minutos tentando conectar os acontecimentos e... UMA MENINA BEIJOU MEU ROSTO! É O MELHOR DIA DA MINHA VIDA! EU ME SINTO MAIS QUE DEMAIS! FANTÁSTICO!
Caí na quadra, sorrindo... E dormi com a mão no rosto.
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