Un Lazo Que Nos Une
37 Distância precisa e perturbadora.
Notas iniciais
Paulina- Não de forma alguma. — disse fitando-a profundamente nos olhos. — Não quero vê-lo, não quero falar com ele, não quero ouvi-lo, dele eu não quero nada amor.
Carlos Daniel suspirou tocando o rosto dela entre as mãos e colando a testa a dela. — Tranquilo minha vida, tudo bem, eu falo com ele… Tudo no seu tempo, ok? Fica aqui, vou falar com ele e depois vamos. — beijou-a brevemente e saiu.
…
Ora ora se não é o conquistador, olha como anda despreocupado e grande com a cara de quem comeu a sua filha. — ironizou a cada passo que Carlos Daniel dava se aproximando dele.
CD- Que engraçado. — disse guiando-o até seu escritório. — Diga, senhor! O que ainda quer de mim? Achei que houvesse sido bem claro quando disse que não queria voltar a vê-lo, mas…
Dante- Mas aí você escolheu a minha filha. — murmurou fitando-o no fundo dos olhos. — Só quero que você me ajude a me aproximar.
CD- Ihhhh… Ok agora já pode parar, se sua filha te olhasse sem saber que você é ela não te reconheceria, entende? Entende o vazio que significa pra ela? Muitas vezes a vi chorar por você, ela já te quis, já se questionou, aos dezesseis onde era tudo confusão. Os quinze e dezesseis me trouxeram pra vida dela, trouxeram o amor, bebidas e drinks caros, trouxeram vários caras dando em cima dela e eu lá lutando pra ela me querer.
Dante- Ninguém pode dizer nada. Só quero poder olhar pra ela e dizer o que sinto, sei que vai me ouvir. — fugiu de seu olhar. — Só quero tê-la por perto, saber que está bem, o resto eu conquisto depois.
CD- É difícil dizer algo, não gostaria de me intrometer, mas se machuca ela eu me intrometo, e de verdade Dante, a Paulina é a coisa mais preciosa que alguém pode ter na vida, um anjo … a magoei e todos os dias me culpo e tento ser diferente, me amadurece e sinto, estou cada dia mais preparado para tê-la. Mas não permitirei mais que isso aconteça e apartir de mim
Dante riu prepotente e fitou com os olhos azuis avermelhados. — Cara você engravidou a minha menina. Ela só tinha a mãe e quando ela faleceu, eu fui sim pegar a tutoria dessa garota, mas aí descubro que a Paula a emancipou porque desistiu de lutar contra você... — afundou o dedo no peito dele de forma prepotente. — Já havia enganado a minha filha, iludido ela com as suas promessas e com... Sabe Deus o que fazia com a minha garotinha. Enfim... Quando vim para a Cidade do México ela já não vivia lá...
Carlos Daniel revirou os olhos. — Você nunca esteve lá! Ela sempre precisou de você, nem que fosse para tentar entendê-la, pra comemorar suas pequenas conquistas, seja a formatura do ensino médio. Ouvir como foi o primeiro beijo dela, acompanhar a transformação dela de menina para mulher, ouvir dela se ela está amando algum cara, cuidar, proteger... O pai tem um papel muito importante na vida do filho, falo de carinho, atenção, proteção, principalmente uma menina.
Dante- Insolente! Quem é você pra me dizer isso em? Engravidou uma menina de 16 anos, traiu e deixou-a a mercê da própria sorte...
CD- Eu só devo explicações a ela, estou mudando tudo. A Paulina é a mulher da minha vida e mudei tudo por ela e pelo meu filho. Ela não precisa de ninguém! Nem de mim e nem de você na vida dela, mas eu quero estar com ela, a amo e estou provando a ela que sou tudo o que ela quer ter.
Dante riu- Conquistador barato... Estava pensando nela enquanto comia as outras? Enquanto se perdia no meio de várias vagabundas em algum menáge mundo a fora? Enquanto dividia mulheres com amigo seu? — o empurrou. — Enquanto se perdia em seus festivais e festinhas prive ham? A maravilhosa e desfrutada vida de solteiro de Carlos Daniel Bracho.
CD- Ué velhão... Vai partir pra ignorância agora? — mudou de fisionomia. — Folgado... Não é porque o senhor é meu sogro que vai falar o que quiser e colocar a mão em mim. Não vem não! — vociferou irritado.
Dante- Moleque folgado! Você não sabe com quem está lidando, deixa ela! Não condicione a minha filha a uma vida tão promíscua! Ela tem um filho, sabe o que é isso? Você fez um filho na minha garotinha, antes que eu pudesse voltar, antes que eu pudesse fazer qualquer coisa para salvá-la.
CD- Nós dois fizemos um filho! Um menino lindo que é a alegria da minha vida, meu sonho o meu amor...
Dante- Devorador de menininhas, marrento... — o fitou com raiva. — Ela vai me aceitar e vou tirar os dois de perto de você... Os dois... Ela e também o meu neto!
CD- Ela tem vinte anos, é adulta, responsável... Admirável, independente a mulher mais incrível que eu conheço. Ela decide se me quer ou não! — respondeu mau humorado digitando no celular.
Dante- Sei que posso convencê-la a não ficar com você. Nojento, onde já se viu... Levar um vida tão profana, como consegue em? Ainda quer levar minha filha pra essas coisas... Como consegue ser tão baixo? Só pensa com a cabeça do pau!
CD- Tá louco? Acha que vou colocar a minha mulher em meio a isso? Minha mulher é só minha, meu caro... E outra... Isso aí é passado, coisa minha.
Dante- Uhum... Dois meses atrás já é passado pra você? — rebateu insistindo no assunto.
CD- Caralho está investigando mesmo em, está interessado? Não vou mais, mas se quiser te arranjo uns convites.
Dante- Ora seu moleque... É bom você deixar ela em paz, isso é nojento e se trás alguma doença pra minha filha? Ammm? Fala pra mim? Eu te mato moleque, eu juro pra você, se fizer ela sofrer ainda mais, se...
CD- Cala a boca! Aiii quer saber cansei, vai embora, vai?!Está achando que é quem? Quero ser um filho da puta no dia que tiver medo de você... Capaz... Acha que sabe das minhas coisas, eu em! — deu as costas a ele digitando mais rápido que o normal no celular.
Dante- Você não me conhece...
CD- Você também não me conhece, mas acha que sim, e pode ser perigoso... — disse sério. — Como já te disse antes, também sou capaz de matar pelos meus... Pode me odiar, mas não vai poder mudar o destino. E outra, o meu bebê no caso... o seu neto, é a minha cara, tem tudo meu... Ainda que me odeie, vai ter que me ver nele para sempre, e também nos outros filhos que planejamos...
Dante- Palhaço... Também já fui malandro igual a você! Sei o tipo de promessa que é essa “vou mudar” muda nunca... Do nada vai mudar? Vai trocar várias putas, várias noites e seus jogos pela minha filha, pra se casar? Vida de casado não é o que imagina, viu?Moleque... Estou avisando, é a minha única filha, a mais nova, então...
CD- Que inclusive... Fez fora do casamento não foi? Até porque... Foi casado por 30 anos e a Paulina fez 20 tem como duas ou três semanas... E quer falar de mim?! — riu sarcástico. — Não é só você que investiga a vida dos outros, só que ao contrário de você eu prefiro cuidar de mim. Então, não precisa vir aqui e me dizer suas razões, e nem querer que eu te ajude porque é algo só seu e da minha mulher...
Dante- Que sua mulher... 20 anos só, ela tem que estudar e... — parou de falar por notar o riso no rosto de Carlos Daniel. — Cara... Você vai ter uma filha um dia... E aí vai ter um malandro igual a você e ele vai querer a sua filha, quero ver você não vai me entender...
CD- Vou... Ter uma filha com a sua filha no seu caso, sua neta... E eu vou cuidar dela sabendo de todas essas consequências. CUIDAR...
Dante- Custa me ajudar? Convence ela a me ver? Não está mais no apartamento dela e não sei onde está! — insistiu se sentando a sua frente.
CD- Ela não quer eu já te disse... E não posso obriga-la. Paulina já é adulta e sabe bem o que quer, vai em frente assim como eu... Conquiste-a, falar não adianta, estou provando a ela o porque ela tem que se casar comigo... É sogrão... Pode dar trabalho, mas se merecer.
Dante- Sogrão? Que sogrão o que... Um cara desse tamanho, meu Deus... Ogro... Minha filha coitada... Pelos menos trabalha muito. O que adianta? É um puto do caralho!
CD- Que... Eu sou um gostoso, a Paulina me ama.
Dante- Precisa dizer isso na minha cara?
Já não chega o ódio de olhar pro cara que desvirginou a sua filha, ele ainda olha com cara de puto e diz: “ Eu sou um gostoso a Paulina me ama” . Tenha respeito, eu que fiz a menina... Não quero saber o que pensa de você.
CD- Tenha respeito por ela também, conquiste o respeito dela, ela tem uma personalidade forte. Te desejo sorte, também estou na luta de amar. — murmurou digitando algumas palavras no chat de Paulina, ainda que sem receber retorno algum.
Dante- Patético! Seu amor é ironia meu bom, não dá para simplesmente mudar assim do nada se tornar o melhor dos caras.
CD- Ihhhh cala a boca, senhor! Você nem me conhece, preciso dessa mulher na minha vida. Me tornei um empresário de sucesso porque queria mudar pra merecer ela, mudei de casa, de país, inaugurei escritório e fábrica aqui pra ficar com ela, não vai ser você que mudará isso. — foi até a porta abrindo-a para ele. — E se já terminou, pode se retirar, pois tenho uma conversão importantíssima a qual tenho que me preparar.
…
Do lado de fora Paulina escutava aquele diálogo entre os dois agoniada, realmente não acreditava que aquela voz poderia pertencer ao espaço vazio que sempre tivera em toda a vida. Era assim que se referia a ausência de figura paterna em sua vida “espaço vazio”. Não compreendia sua urgência depois de tantos anos, o que ouvira dele ali fora o suficiente para querer toda a distância possível. Com o coração aflito e querendo sair dali o mais rápido possível ela caminhou até o quarto de Carlos Daniel pegando sua bolsa e a do bebê e então fora em busca dele, de seu pequeno e doce amor. Precisava sair para longe daquele homem prepotente que insistia em entrar em sua vida.
—Ela entrou na cozinha rapidamente , Cecília alimentava o menino com uma papinha de frutas, enquanto conversava com ele — Vem com a mamãe filho. — Paulina o pegou em seus braços. — Dona Cecília, preciso ir! – Informou já com a bolsa do menino envolta a seu corpo e a sua ao lado.
Cecília- Como assim? Ele está com fome… O que aconteceu? Por que tem que levá-lo? — questionou preocupada vendo como estava.
Paulina- O Dante! Está pressionando e perseguindo o Carlos Daniel por minha culpa, tenho que fugir dele… Não vai me obrigar a aceitá-lo. — beijou o menino. — Prometo que vai dar tudo certo e que já te trago o papai, tá bem?
Arthur fitou-a inocente e apenas sorriu, enquanto ela saia.
Cecília- Paulina… Mas. — se levantou para ir atrás dela, mas vendo que ela já estava longe a deixou ir. — Meu Deus, o que houve? O bebê está com fome. Pra onde você vai?
…
—Saiu em sete das dez maiores revistas de empresários bem sucedidos do mundo, sua inauguração em Miami alcançou níveis que nem você imagina, moleque. Foi então que eu vi no New York Times, uma matéria que falava brevemente sobre sua vida pessoal, o filho e tudo mais, na revista vi uma foto de você segurando um bebezinho vestido exatamente igual a você e em uma foto dos ambientes pude ver uma foto em que ela estava ao fundo, então tive certeza! Pude associar o nome a entrevista que você deu citando que era o amor da sua vida, além da semelhança de alguns traços meus ela tem muito de Paula. — explicou sem fugir de sua mirada um segundo se quer. — De conquistador barato a uma raposa nos negócios, está se saindo bem moleque, é novo, mas está se saindo como uma velha raposa nos negócios! O erro foi ter um dia olhado pra minha filha!
CD- Vejo que me admira em segredo, bom agora não mais em segredo. — debochou. — Ela é a melhor coisa que me aconteceu, pra ser melhor pra ela eu sou o cara que está aqui em sua frente hoje! Ela já era uma mulher a muito tempo, dizia sempre a ela, sempre foi mulher demais pra mim! Só que agora é diferente e eu quero ser o homem dela merecendo.
Dante- Palhaço! Admiro, admiro nada! Depois de tudo o que li sobre você, jamais pensaria que seria um bom homem para ela?! Moleque… Ainda que pense assim, deixa ela irmão, vai lá come todo mundo que você quer comer. Você não vai conseguir controlar esse jeitão, o dia que te der uma louca ou brigar com ela vai ser a primeira coisa que vai pensar! Vai querer estar em cima de outras, vai lembrar de tudo o que já viveu e vai querer que as outras joguem na sua cara… e se isso acontecer eu mato você, porque não fiz aquela princesa que ela é, pra ser trouxa não!
CD- Seu Dante, dá um tempo! Se eu troquei toda a vida a qual eu desfrutava e era muito, muito feliz, por essa mulher é porque a amo! Ela me completa em tudo, páreo a páreo, somos loucos um pelo outro em tudo e… Bem, não vou falar disso com o senhor!
Dante- É o mínimo não, é! Já que não vai me ajudar em nada eu vou embora! Mas que fique de sobreaviso, eu estou de olho você !
CD- Ihh pode olhar! — disse em desaforo.
Dante- Qualquer vacilo vou estar aqui pra apontar, moleque! Ela ainda é muito jovem e sei que posso proporcionar uma vida dos sonhos a ela, Paulina ainda precisa estudar, conhecer outros países, outras culturas e pessoas… Já fez o filho mesmo e isso não dá pra mudar, mas ainda merece muito e…
CD- Ela vai conhecer tudo isso ao meu lado! O senhor já não estava saindo? — questionou abrindo a porta.
Dante- Bombadinho marrento. — desdenhou. — Não sei o que essa garota viu em você! Estou de olho, ok?! — disse em tom ameaçador fitando-o no fundo dos olhos e saindo.
Filho… Ela… — murmurou quase trombando em Dante que saía apressado, quando abrira a porta. — A Paulina… — enfatizou em tom baixo. — Ela pegou o bebê e as coisas e saiu às pressas, não disse onde ia e o porque, apenas que iria para longe dele. Ela ouviu parte da conversa!
CD- O que??? Como assim? — questionou com o coração disparado já pegando o celular e chamando o número dela. — Ela não disse para onde ia? Está sem torre… ou em modo avião… — jogou o celular sobre o sofisticado sofá deslizando as mãos por seu cabelo. — Aquele cara atrás dela, o pai e ela sai assim… Do nada sozinha.
Cecília- Ela está desesperada meu filho, olha quantas coisas, converse com ela. Você precisa ser o melhor amigo dela e ouvi-la, aconselhar, demonstrar apoio. Sabe o que está passando pela cabeça dela? — questionou vendo-o pegar o celular novamente.
CD- Carol não sabe dela, Alexia também não… Vou mandar mensagem pra me avisarem acaso apareça. — ignorou suas perguntas inicialmente. – Não tem a intenção de voltar se pegou os pertences dos dois. E sim mãe! Ela expôs algumas coisas para mim, mas não achei que faria isso.
Cecilia- E esse cara? O que achou?
CD- Sigo investigando, ao que nos parece há mais podridão do que imaginávamos. — guardou o aparelho celular no bolso. — Vou atrás dela.
Cecília- O que? Atrás dela como? Onde?
CD- Não sei mãe, parado aqui esperando o tempo passar enquanto minha mulher está por aí correndo perigo com o meu filho, é que não ficarei! — pronunciou de forma estupida enquanto digitava no celular. — Porra de menina teimosa. Que raiva!
Cecília parou bem em sua frente fazendo-o olhá-la. — Escuta aqui, você pode ter cinquenta anos, se falar desse jeito comigo eu vou dar nessa sua cara de safado pra me respeitar, seu moleque.
CD- Desculpa mãe, estou puto e preocupado velho… Não posso?
Cecília- Bem você pode sim ficar preocupado. Pode ficar puto também, só que se quiser morrer você pode ficar puto e falar comigo dessa maneira. Eu te dei a vida eu tiro ela.
Ele bufou enquanto digitava apressado em seu aparelho celular. — Prefiro morrer a viver sem eles. — murmurou sentindo seus olhos lacrimejarem.
Cecília o fitou tão mais alto que ela, tão homem por suas atitudes, tão forte e tão frágil naquele momento. — Oh meu Deus, meu garoto grandão. — o beijou no rosto ficando na ponta dos pés. — Vai encontrá-la logo. Ela fez referência a algo que ele possa ter dito a você, ela ouviu e achou que estar longe, talvez… Não… Não sei filho, tem que saber dela, pode ter influenciado, mas…
CD- Vou atrás dela. — pegou as chaves do carro na mesinha de centro. — Não pode estar longe está com um bebê. — buscou a carteira no bolso encontrando-a ali. — Tchau mãe!
…
Carlos Daniel girou a cidade de encontro a ela, desde ali por perto, até as proximidades do aeroporto. Em meio a madrugada seu jaguar branco cruzava aquela cidade até o litoral, fizera inúmeras chamadas para o número dela, falou com os amigos com os quais ela poderia ter tido contato. E até mesmo seus detetives de confiança, usaria todos os recursos que seu dinheiro podia pagar para encontrá-la. Parou para abastecer uma vez, a qual aproveitou para se aliviar e tomar um café quente.
Rodou por horas atrás dela e nada, nenhum resquício de pistas sobre ela. Reforçando seus Contatos que poderiam dar o paradeiro dela, ele seguiu para o seu apartamento com o peito destroçado, sua mente lhe trazia milhares de coisas confusas sobre ela.
“Atende, meu amor! — pensava enquanto através do Bluetooth chamada mais uma vez aquela ligação. — Me diz onde está, se está bem, acalma meu coração, me deixe estar por perto… Te amo vida. E diz pra esse rapazinho que está ao seu lado que o papai é louco por ele e que está com saudades. “ — gravou mais esse áudio para ela.
Horas depois.
Carlão Daniel chegara em seu apartamento indo direto ao frigobar enchendo um copo grosso e largo de whisky, sem gelo, puro… Apenas para aliviar o que estava sentindo, ele tomou metade em um único gole e colou o copo de volta a mesa.
CD- Ela quer me enlouquecer, só pode… — fitou o celular mais um vez sem ter qualquer vestígio de notícias dela. — E o bebê em? Puta que pariu, minha mulher e meu filho por aí e eu nem estou entendendo nada. — se sentou no sofá já dando início a um choro desesperado, mas silencioso. — Velho do caralho, tinha que aparecer bem agora, ia ficar tudo certo, mas… O filho da puta vem e a menina fica com receio até de mim, babaca!
Três dias depois
A magia do entardecer tomava aquela cidade que se dava em tom rosa e dourado, dando beleza e intensificando o clima agora quente na orla. Do alto de sua cobertura ele fitava o horizonte já pronto para sua viagem, estava ali… Admirando o pôr do sol que refletia no mar e tornava tudo quase que poético. Tudo. Menos o vazio que agora ocupava o seu coração com a falta dela.
Ele suspirou irritado e amargurado o suficiente aquela altura. Três dias e ela e seu filho eram os únicos que ocupavam seus pensamentos. Seu voo sairia em 20 minutos direto para Cancún onde aconteceria a convenção mais importante de sua vida profissional até então. Carlos Daniel passara dias estudando e estudando para aquela reunião, se dedicando para assinar o primeiro contrato bilionário de sua carreira profissional. Ansiava por aquilo enquanto a preocupação era outro extremo, após um dia intenso de trabalho e estudos de gráficos e números tentava relaxar enquanto aguardava seu jatinho pousar na cidade.
“Boa Tarde minha princesa. — murmurou gravando mais um áudio para ela ainda que não tivesse respostas. — Já é o terceiro dia e eu estou destroçado de verdade, fala comigo, me responde, estou preocupado! Vou pra Cancún agora, tenho aquela convenção com aqueles sócios sabe? O árabe e o Italiano? Comentei brevemente com você. Te amo e… Cuide bem de nosso pequeno, diz que o papai está com saudades.- enviou o áudio com o olhar duro, guardando o celular e indo acertar os últimos detalhes da viagem.
…
Aquele voo parecia interminável, a ansiedade e o cansaço dominavam o seu corpo quando imaginava quantas horas de trabalho enfrentaria, não importava se o resultado disso fosse o sucesso absoluto. Cansado na alma de saudade de seu amor, pensava o que fazia, onde estariam, com quem?
E ali estava ele mais uma vez, em uma viagem intensa, mais uma vez pensando nela quando o toque notificação de seu celular lhe roubou a atenção.
“Distância precisa e perturbadora, também necessária.
Coração que sente sofre, a recompensa se dá na insistência. O suor é o preço da conquista, mas as vezes ela só quer voar para longe.” — leu naquela tela sentindo o coração falhar uma batida ao ler o remetente de seu louco amor, fazendo-o desbloquear a tela rapidamente em ânsia de qualquer outra mensagem.
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