Toda um reflexão sobre minha vida fez-me chora pela segunda vez hoje. Chorar até a vontade cessar. Há tanto tempo eu não libertava minhas mágoas e ressentimentos. E até sentimentos guardados, sentimentos verdadeiros de uma garota. Nada mais importou, apenas eu, minhas lagrimas, e minha solidão.

E eu apenas adormeci...

E acordei...

E hoje não há trabalho, não há preocupação. Não há homens. Não há nada. Apenas eu e a solidão.

Eu realmente não sei o que é isso tudo que estou passando. Mas também estou me dando conta de varias coisas. Eu nunca amei o Ethan de verdade. Meu sentimento por ela é mais de gratidão. Por ele ser o primeiro que veio falar comigo naquele colégio louco, onde nunca que surgiria uma amizade entre o mais popular dos garotos e uma novata desajeitada. O Ethan foi meu primeiro beijo, minha primeira transa, meu primeiro amigo, meu primeiro tudo. E eu não posso mais fazer ele sentir pena de mim. Pena, esse é o sentimento que ele tem por mim por eu só ter ele e mais ninguém. Mesmo que eu não o prenda.

Acho que foi alguma maldição que minha mãe pôs em mim para eu sempre afastar as pessoas que amo. Para eu sempre não querer nada com ninguém. Para eu sempre viver na solidão.

E eu não aguentei mais ficar dentro de casa refletindo sobre minha súbita carência, angustia e rancor. Eu apenas sai. É feriado. E está chovendo muito. E eu ando por ai com pés descalços, um guarda chuva, e a esperança de arrancar essa dor que assola o meu peito.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.