Umbrella

1 Manhã chuvosa


O meu dia estava sendo ótimo: o despertador não havia tocado, meu chuveiro queimou, caíam baldes d’água do lado de fora e eu havia acabado de tropeçar em uma maldita pedra e caído de cara em uma poça de lama. Prazer, sou Amanda, a personificação do azar. A personificação do azar (eu, para quem não estava acompanhando) possui pele branca e cabelos compridos castanhos, assim como seus olhos.

— Quer ajuda? – perguntou uma voz masculina.

Levantei o rosto para dar uma resposta do tipo ”Imagina! Me joguei aqui porque quis, não precisa se incomodar”, mas me contive ao ver o deus grego alto, de olhos verdes e moreno, de fazer inveja a Apolo (N/A: Não se zangue Apolito, você ainda é quente *-*), que estava com uma mão estendida para mim, enquanto a outra segurava fortemente um guarda-chuva, impedindo que o mesmo fosse levado pelo vento.

Tentei responder, mas a minha voz resolveu me abandonar naquele exato instante:

— Ah... – falei, demonstrando assim todo o meu talento em formular frases.

— Vou tomar isso como um sim – disse o deus grego, abrindo um sorriso lindo que me fez sorrir também, apesar do meu estado. Agarrei sua mão e a usei para me erguer do chão. Ele me puxou para debaixo do guarda-chuva, ao mesmo tempo em que se apresentava:

— Muito prazer, o meu nome é Rodrigo. – ele abriu outro sorriso. Nunca tinha visto alguém tão feliz em uma manhã chuvosa, e foi o que eu disse a ele.

— Estou feliz por outro motivo, senhorita... – ele mandou uma indireta bem direta, me fazendo corar e dizer:

— Prazer, Amanda.

Ele me ofereceu o braço, e logo em seguida um lenço para que eu me limpasse. Fomos andando pela rua, como velhos amigos (N/A: Amigos, sei...), até que meu celular tocou e estragou o clima romântico:


“When the sun shines, we'll shine together

Told you I'll be here forever

Said I'll always be your friend

Took an oath I'mma stick it out 'till the end

Now that it's raining more than ever

Know that we'll still have each other

You can stand under my umbrella”

— Não vai atender? – Rodrigo me perguntou.

Nossos olhares se cruzaram, e me perdi naquela imensidão esverdeada, o que fez com que eu respondesse a primeira coisa que me veio na cabeça.

— Não, tenho algo melhor para fazer.

Nem dei tempo para que ele retrucasse e puxei-o para um beijo. Não sei o que me deu, mas antes que eu pudesse entender o que havia feito, ele me puxou para mais perto, passando os braços pela minha cintura e deixando cair o guarda-chuva. Enquanto eu tocava seus cabelos e aprofundava o beijo, ele explorava os meus lábios, como se dependesse deles para viver. Era um beijo apressado, quase selvagem. Eu me sentia quente, muito quente. Afastei-me de seu cabelo e passei os braços pelo pescoço dele, me deixando levar, esquecendo que estava atrasada, que o meu chefe ia me matar por isso e que eu estava beijando um completo estranho.

Eu não me importava. Aparentemente, o deus grego também não. Simplesmente ficamos ali, enquanto a chuva nos encharcava e nos fazia sorrir.

Notas finais
Minha primeira fic de romance, que orgulho *-* Espero que tenham gostado, e aguardo seus reviews, sejam eles com críticas positivas ou negativas õ/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!