Olhando para seu namorado, não pode deixar de lembrar que o mesmo chorara até dormir. Beijou seus cabelos antes de levantar, sabendo que ele não acordaria de forma alguma depois daquela noite conturbada em que sua reputação fora ferida, assim como seu ego, por palavras caluniosas e desmoralizantes.

Ele detestava a aula de quarta. Isso se devia aos colegas preconceituosos que tinha de aguentar, e não raro voltava estressado e bufando. Mas chorando…

Difamar outra pessoa era algo inadmissível para Rafael, e saber que seu namorado sofrera isso por ser gay lhe deixava com um péssimo humor logo de manhã cedo.